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História Casos de Isolamento - Capítulo 1


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Notas do Autor


Boa Leitura!

Capítulo 1 - Dia 1 - Interpretação e fuga


Pandemia.

Era o assunto que circulava em todos os veículos de noticias.

O novo vírus que surgira no próprio continente asiático e se disseminou por todo o globo em poucos meses foi classificado como uma pandemia global a poucas horas causando apreensão geral na população.

Claro que em uma sociedade super-humana como aquela haviam aqueles que eram imunes (como a enfermeira da UA, Recovery Girl que ficou encarregada de monitorar cuidadosamente a saúde de todos os alunos) da mesma forma que existiam aqueles duplamente vulneráveis.

Com essas pessoas e a alta taxa de contaminação da nova doença somada à falta de uma cura definitiva, os heróis junto com os cientistas pelo mundo enviaram recomendações para a população de forma que todos evitem o máximo possível o contato levando como consequência o isolamento total da população com o cancelamento de aulas e interrompimento das atividades profissionais.

E é claro que a UA não ficou de fora.

As aulas de toda a escola haviam sido interrompidas por tempo indeterminado e ainda sem uma ideia certa sobre os planos dos vilões, os alunos da classe 1-A foram mantidos juntos no dormitório da escola com a liberação da Recovery Girl que examinou cada um dos futuros heróis que em seguida foram direto cada um para a sua respectiva acomodação.

Bom, pelo menos a maioria dos alunos.

- O que você está fazendo?- Midoriya perguntou vendo Uraraka jogada no chão perto dos quadros da sala de estar.

- Interpretando.- Respondeu aérea.- ...Por sinal já conheceu a Joanna?- Perguntou depois de um tempo abrindo um sorriso e apontando para uma mulher pintada atrás de um piano como se apresentasse um amigo intimo.

- Joanna?

- Uhum. Ela toca bem não é? Ela disse que toca pensando no coronel do quadro ao lado.- explicou como se contasse um caso apontando para o personagem que citou.

- Uraraka... Você bateu a cabeça? Precisa que eu chame a Recovery Girl? Mesmo que nós estejamos de quarentena deve estar tudo bem para ela vir aqui.- Midoriya falou apressadamente puxando a amiga pelos ombros e procurando ferimentos.

- Pare com isso, eu estou bem!- exclamou a garota se soltando do agarre do esverdeado.- É só uma historia. Estou entediada, não tem nada para fazer nesse dormitório.- Resmungou se esparramando no chão novamente com as pernas apoiadas na parede.

- Quero ir lá fora! Sim! Vamos sair Deku, ninguém precisa ficar sabendo!- Exclamou como se tivesse descoberto o X da questão, se levantando em pulo e puxando o garoto pelo pulso já em direção a porta de saída.- Não aguento mais esse lugar.

- D-do que você está falando!? Não faz nem um dia que estamos aqui e nós não podemos simplesmente sair e voltar. Seria perigoso para nós e para os outros.- Tentou por razão na cabeça da amiga firmando os pés no chão e a parando.

- Vai ficar tudo bem! Eu só preciso de um pouco de ar fresco. Vamos lá Deku!- Uraraka tentou novamente.

- Não podemos!- contestou novamente colocando seu peso para trás e deixando sua mão escorregar do agarre recuperando o equilíbrio antes que pudesse cair.

- Então eu vou sozinha!- exclamou por fim a garota se virando e correndo em direção a saída sem deixar o outro protestar mais uma vez.

Parado no meio da sala o esverdeado suspirou pegando o livro que havia esquecido em cima do sofá (motivo que o tinha levado a sair de seu quarto) e voltando para o seu cômodo próprio. Uraraka podia não se lembrar dos avisos dos professores, mas ele sim.

Alguns minutos depois uma Uraraka extremamente irritada foi largada na sala de estar dos dormitórios por Cementoss que na falta de pessoas para salvar (uma vez que a parte sensata da população estava trancada dentro de suas casas) e de vilões para combater (que aparentemente também aviam aderido a quarentena temporariamente) estava trabalhando de porteiro dos dormitórios contra alunos como a própria garota.

Se levantando do sofá onde havia sido deixada Uraraka se arrastou até ‘Joanna’ se jogando no chão e contando sobre o acontecido.

 

    Enquanto isso...

     - No quarto do Midoriya -

Depois de encontrar a amiga conversando novamente com ‘Joanna’ e a mandar, por livre e espontânea pressão, para o quarto sem mais ideias mirabolantes, Izuku voltou para o próprio aposento voltando a leitura que havia interrompido.

Já estava na metade do livro quando ouviu alguém batendo na porta parando de ler e se levantando para abrir a porta vendo Todoroki do outro lado com sua costumeira expressão plana.

- Quer ver um filme?- o meio a meio foi direto mostrando o DVD que trouxe consigo.

- Frozen?- O esverdeado perguntou retoricamente encarando o pôster da animação e depois subindo o olhar do outro que tentava não demonstrar o seu nervosismo.- Entra. Se você não cantar todas as músicas comigo vai passar o resto da quarentena sem namorado.- Terminou o esverdeado puxando o outro para dentro e pegando o DVD da mão dele já ligando a Tv.

 

     - No quarto do Kouda -

Abraçando o coelhinho de pelúcia de Kouda, Hagakure pegou mais uma carta do baralho jogando em seguida a primeira que viu no leque em sua mão na pilha de cartas na pequena mesa redonda.

- Você está prestando atenção no jogo?- Ojirou perguntou observando a carta na pilha antes de Kouda jogar a próxima por cima.

- Não!- admitiu.- Mas esta pelúcia é realmente fofa!- exclamou apertando ainda mais o pequeno coelho sob o olhar cuidadoso e preocupado de Kouda.

- Pelo menos sabemos que ela não está roubando.- Sero comentou lembrando da pequena discussão sobre as condições de jogo da garota invisível antes de comer mais um pedaço do bolo que Sato trouxe.

- Se eu pudesse comer isso todos os dias eu seria um homem feliz.- afirmou sorrindo e já buscando mais um pedaço da sobremesa.

- E diabético.- Mina respondeu dando um tapa na mão do amigo antes que ele chegasse ao pote jogando em seguida.

- E... Essa é mais uma vitoria para Pinky!- Exclamou ao jogar a última carta da partida.

- Droga! Já é a sexta vez.- Sato resmungou jogando sua própria mão na mesa.

- Vamos de novo! Sete é o número da sorte.- Sero desafiou já distribuindo cartas para todos.

- Ei! Vocês também viram o Todoroki parado por um bom tempo na porta do Midoriya-kun?- Hagakure puxou um assunto.

- Foi mesmo. Eu fui buscar e finalizar o bolo e tanto quando eu fui até a cozinha tanto quando eu voltei ele ainda estava lá.- Sato confirmou.

- Bem estranho. Por sinal, o Kirishima também foi pro quarto do Bakugou não foi?- Kouda se manifestou pela primeira vez.

- Sim! Sim! Certeza que eles não sair de lá tão cedo.- Riu Mina.

- Já combinou as provocações com o Kaminari?- Sero perguntou a acompanhando no riso.

- Depois dessa partida.- terminou já tacando uma carta de sua mão e começando o jogo.

- Você definitivamente está roubando.

 

     - Quarto do Bakugou -

             *Game Over*

- De novo ShittyHair!? É SÓ MATAR O CARALHO DO ZUMBI! Eles são mais lerdos que o Nerd de merda entendendo as investidas do meio-a-meio!- Bakugou fez pequenas explosões gritando mais uma vez na noite o que apenas tirou risos do namorado que já estava acostumado com todas as crises de raiva do loiro.

- Desculpa, desculpa. Eu nunca joguei esse jogo antes.

- Tsc.- resmungou o loiro tentando não encarar o sorriso do outro.- Vamos jogar de novo. Uma hora você aprende.

Ainda com a expressão fechada Bakugou tentou reiniciar a fase apertando repetidamente o mesmo botão uma vez que nada acontecia. Uma veia saltando de sua testa depois de algumas tentativas.

- De novo?- Kirishima perguntou retoricamente tentando ao máximo conter o riso enquanto pegava o controle da mão do loiro e colocava junto com os outros na gaveta de controles quebrados.

- CLARO QUE SIM! A PORRA DESSAS FÁBRICAS NÃO SABEM NEM FAZER UM CONTROLE QUE DURE! RESISTÊNCIA A QUIRKS É O CARALHO!- Começou a gritar novamente ainda mais alto que da ultima vez.

- Deixa isso pra lá.- Kirishima sorriu e se aproximou tentando acalmar a fera que chamava de namorado já sabendo exatamente o que fazer.

- Sabe, sempre que você tem essas explosões eu me lembro dos abafadores de som no seu quarto. Elas são uma boa desculpa para os professores mesmo que nós usemos eles para outra coisa.- Kirishima falou aumentando cada vez mais seu sorriso e exibindo seus dentes afiados quando conseguiu chamar a atenção do loiro que espelhou seu sorriso fechando a distância entre eles já entendendo a situação.

- Você já esta enrolando demais ShittyHair!- Falou por fim sem deixar o ruivo responder quando juntou seus lábios com os dele já sentado em seu colo.

Até que o isolamento forçado talvez não fosse tão ruim assim.


Notas Finais


Todo mundo se cuidando contra o Corona? Espero que sim.
E sim! Essa fic é baseada na nossa situação atual. Espero que o primeiro capitulo tenha ficado bom embora eu ache que os próximos vão melhorar.
Eu já tenho o planejamento dos próximos mas nada escrito então tenham paciência. A ideia inicial era postar um cap por dia (até porque antes de começar a escrever eu tava num tédio danado e não quero voltar para ele), mas não prometo nada.
Espero ter tirado pelo menos uma risada de vocês. E...acho que é isso. Se cuidem e até o próximo capitulo


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