História Changing Things - Capítulo 5


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Categorias Voltron: O Defensor Lendário
Personagens Lance
Tags Amizade, Amor, Bissexual, Escolhas, Gay, Keith, Klance, Lance, Lgbt, Revelaçoes, Voltron
Visualizações 21
Palavras 1.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 10 ANOS
Gêneros: Famí­lia, LGBT, Musical (Songfic), Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Capítulo 5


Fanfic / Fanfiction Changing Things - Capítulo 5 - Capítulo 5

 {POV Lance início}

 

 

Quando Keith se aconchegou a meu lado, minha única vontade era de agarrar seu rosto macio e beija-lo mais e mais vezes. Mas infelizmente, contra minha vontade, eu não poderia fazer isso. 

 

"O que aconteceu com você nas últimas horas?" O garoto pálido perguntou curioso. "Você tem agido meio estranho desde que saímos da casa de Allura. Você neo parece, você mesmo. Não estava agindo como o Lance que conheço." Ele falava e eu apenas o encarava, sem que ele soubesse, eu lutava com minha vontade de me jogar sobre seu corpo. "Você parecia triste. E você não é do tipo que fica triste por um motivo aleatório qualquer. Você na verdade é do tipo que consola outras pessoas tristes, mas o triste nunca é você. Eu não sei consolar as pessoas. Mas você consegue sem precisar de nenhum esforço sequer. O que aconteceu Lance?" Ele estava tão fofo preocupado comigo que meu cérebro travou. Não me mexia ou falava nada. Conseguia apenas focar meu olhar naqueles olhos púrpuras maravilhosos. Meus ouvidos abafavam todo e qualquer som. Eu nem ao menos piscava. A única coisa que consegui fazer com meu cérebro travado, foi abrir um leve sorriso devagar. 

 

"–ance. Lance!" Keith me chamava quase gritando meu nome. Pisquei forte algumas vezes para acordar de meu transe. "O que está acontecendo com você hoje garoto?!" Perguntava agora preocupado. 

 

"Eu estou bem Keith." Eu finalmente falei. "Você não precisa se preocupar. Sério."

 

"Que pena porque agora já estou me preocupando faz tempo." Me avisou.

 

"É que... bom, você já sentiu o peso da culpa sobre suas costas, pesar como um mundo?" Perguntei tentando fazê-lo entender como estava me sentindo. 

 

"Sim... algumas vezes." Ele respondeu me compreendendo. 

 

"Eu me sinto culpado pois sei que se contar a Allura meus sentimentos em relação a você, posso machucar os sentimentos dela. Não quero fazê-la sofrer. Porque, mesmo estando apaixonado por você, mais do que já estive por ela, continuo a amando como minha amiga." Confessando isso vejo que o rosto de Keith fica corado, assim como deve estar o meu. "Ela é como uma irmã para mim." Finalizei. 

 

"Lance, sei que isso é um grande peso sobre suas costas e tudo mais, mas você tem que fazer sua escolha."  Isso me atingiu como um soco no estômago. "Já o tempo que você vai demorar para decidir, fica a seu critério. No seu tempo. Escolha quando estiver pronto. Não vou fazer pressão nenhuma. E não importa a decisão que você tome, vou apoiar você até o fim." Ele me encorajava, o que eu achava lindo.

 

Eu estou pronto! Eu quero escolher você! Meus olhos gritavam mas minha boca permanecia fechada. Eu realmente queria ficar com ele. Mas os sentimentos de Allura eram importantes para mim. 

 

Novamente, cai em um poço de silêncio, que por dentro era muito barulhento. 

 

Keith e eu olhávamos nos olhos um do outro. O jeito que sentia seu olhar passar energia para o meu causando leves arrepios passageiros por meu corpo. 

 

Desviei o olhar para baixo. Para minha falta de sorte, o que havia onde parei meu olhar era, nada mais, nada menos, que o abdómen forte e definido que dias atrás estava a mostra em frente à meus olhos. Keith suspirou acima de minha cabeça. Só então percebi que ele estava deitado um pouco mais para cima que eu. Eu sentia sua respiração forte em meus cabelos. Quando voltei meu olhar para cima, me deparei com um belo rosto a me encarar, fazendo nossos narizes se tocarem. Eu não me importava comisso. Estava confortável assim. Mas eu queria um pouco mais. 

 

Não posso! Pensei. Mas já estava tão próximo. Não conseguiria resistir nem se quisesse. E como sempre sou fraco. Cedo à minhas tentações, como sempre. Nossos lábios se juntam em um beijo.

 

Ah.

 

O beijo é eletrizante. Mas não com uma eletricidade normal, elétrica, ela é diferente, é viva. O beijo começa suave e calmo, nossos movimentos labiais ainda meio confusos e tímidos, mas logo se movem em sincronia. O beijo evoluía. Durante ele, nossas línguas entram dessincronizadas, mas logos estão juntas valsando graciosamente por nossas bocas. O beijo agora é intenso. Entrelaço meus dedos sobre os cabelos de Keith, puxando de leve seu mullet.  Meu corpo se levou para cima do de Keith, que agarrava minha cintura com um pouco de força dando mais intensidade. Uma de suas mãos vai até meu rosto e me acaricia na face, segurando minha cabeça e a trazendo mais perto. Beijo suas bochechas, e faço um caminho de beijos, delas até seu pescoço. O corpo do garoto era quente, caloroso, vivo. Ele empurra minha cintura para cima, depois para o lado, colocando seu corpo sobre o meu. Selamos nossos lábios novamente com uma ferocidade impressionante. Keith morde meu lábio levemente. Agora quem beijava meu pescoço era ele. Mordi meu próprio lábio inferior, quando o garoto subiu os beijos para perto de minhas orelhas, e depois desceu de novo, para minha garganta. Meu deus! Nunca pensei que alguém pudesse beijar tão bem assim! Minha mente gritava. Volto a selar nossos lábios e fazendo assim que nossas línguas dançassem entrelaçadas novamente. Uma de minhas mãos que agarrava seus cabelos, desce até uma de suas pernas. Seguro uma de suas coxas pressionando-a cuidadosamente. Meu coração batia mais que um tambor. Podia sentir o batimento de Keith sobre meu peito. Era forte, marcante, acelerado. Assim como seus beijos. Os braços fortes, do dono dos olhos sedutores, agarram minha cintura e a acariciam por baixo de minha camiseta um pouco levantada. Eu sabia que deveria ter parado isso a muito tempo, mas não consegui, e agora mais do que nunca, não quero.

 

Uou. 

 

Eram as únicas palavras que tinha para tentar descrever aquilo. Talvez, esplêndido, deslumbrante, incrível, prazeroso, maravilhoso, penetrante e recordável, também poderiam servir. Me sentia podendo voar com o poder e intensidade daquele momento. Agora o beijo já desacelerara. Estávamos mais calmos em parte. Separamos o beijo, mas continuamos nariz com nariz. O coração de Keith batia quase encostado no meu. Sua respiração era tensa como a minha, recuperando ar do beijo. Keith volta suas mãos para meu rosto e me faz carícias. Eu respondo o carinho passando minhas mãos por seus cabelos, novamente. Olho profundamente afundando em seus olhos magníficos, e ele olha nos meus. Damos um selinho um finalização. Mas continuamos com os corpos abraçados. Keith resolve por fim sair de cima de mim, e se deitar a meu lado, de frente para mim. Continuamos nos olhando. Tirei um cabelo que estava por cima cos olhos de Keith com minha mão esquerda. Manti minha mão na bochecha aquecida de Keith. Seus olhos piscando lentamente me hipnotizavam. 

 

 

~~~~

 

 

Acordei algumas horas depois, nos braços de Keith. Dormíamos abraçados. Devo ter caído no sono e ele também. Invés de acordar essa linda criatura em minha frente, manterei-a dormindo até quando queira.  Es estava deitado mais para abaixo que ele. Minha cabeça dava com a frente para seu peito. Como não quis forçar meu pescoço para ficar o olhando no rosto, afundei minha face em seu peito forte. 

 

Ele mal percebeu. Mas eu estava tão confortável. Me sentia um bixinho de pelúcia abraçado por uma criança confortavelmente. Se tivesse escolha nunca sairia de lá. Mas infelizmente, o garoto adormecido acordou. Percebi que estava acordado, quando passou suas mãos por meus cabelos rebeldes. Olhei para cima. 

 

"Ei, você está acordado." Me faliu surpreso. Ele provavelmente não sabia.

 

"Sim. Acordei antes de você branca de neve." Brinquei com ele.

 

"Mas você dormiu antes que eu bela adormecida." Ele retrucou rindo. 

 

Senti sua risada vibrar seus peito, onde minha cabeça estava apoiada. 

 

"A propósito, você fica muito fofo dormindo." Ele complementou me deixando sem jeito. 

 

Mas Lance não fica sem jeito. "E você fica muito fofo de qualquer jeito." Agora quem fica com vergonha é ele. Seu rosto cora e esquenta, sinto seu calor em minha própria face. Estamos tão próximos um do outro, que consigo até sentir seus batimentos cardíacos, a respiração, o calor, cada músculo. Ele continua me abraçando. Mesmo depois de acordado. Isso era bem bom. Um sinal de que ele não queria se separara de mim. E assim eu também não queria sair de perto dele. Querendo ou não, eu estava apaixonado por ele. O calor humano causado pelo toque de nossos corpos, parece aumentar, ou já estou começando a delirar de paixão.

 

"Calma, ainda é sábado, né?" Me perguntou num choque de realidade, como se ou fosse saber. 

 

Ele esticou um dos braços que estava me abraçando, para ver o horário que o celular marcava. Onde anteriormente, se posicionava eu braço, senti um frio gélido invadir meu corpo na região do toque. Queria pegá-lo pelo pulso e puxa-lo de volta para o posição confortável que estávamos. Mas isso não iria acontecer. Ele tinha que ter um pouco de liberdade, aliás, para pelo menos saber que horas são. Mas em parte não quero que saiba. Pois dependendo do horário, ele vai embora. E essa é a última coisa que preciso agora. Lembro  de que algumas horas antes, o beijei intensamente, como nunca tinha feito na vida. 

 

Keith voltou seu rosto para mim e falou. "Ainda tenho uma hora antes de você me levar de volta para casa. São 17:36 agora." Então completou. "E sim, ainda é sábado." Riu. Sua risada contagiante me fez rir também. Como sempre fazia. Como em tudo naquele garoto me levava a ceder por qualquer motivo, ou até sem um motivo sequer. Mas eu gosto disso. Gosto muito. Em um nível que não deveria. 

 

 

 

{POV Lance fim}



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