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História Com amor, Luffy - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Inspirado na música do anime: Given e em um Dōjinshi Lawlu.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo único.


Law sentia saudades de casa. 


Era inevitável, desde o início sabia que não deveria se acostumar com as risadas; conversas; sorrisos. Até de vagar pela madrugada o ajudando a roubar comida da geladeira de Sanji. Mesmo se privando, o chapéu de palha se tornou um objeto que lhe traz felicidade, e o lembra dele. 


Todas as tardes, estando chovendo, nevando, ensolarado, ou até havendo tempestades no navio. Luffy sempre arrumava um momento em que parava tudo que estava fazendo, olhava para Law, seus olhos se intensificavam, quase como se as pupilas dilatassem; então ele sorria, tão brilhoso quanto o sol. 


Era cálido, uma forma simples de o agradecer por estar em seu navio, e também pela Aliança Pirata. Luffy era, de fato, alguém interessante na visão de Law. 


Diferente da maioria das famas dos piratas que se resumiam a barbaridades e coisas ruins, ele era o contrário disso. Há quem diga que ele é uma pessoa ruim, embora não passasse de uma mentira tão mal contada que apenas quem não o conhecesse acreditaria. 


Mesmo fingindo não fazer questão, Law sempre ouviu atentamente todas as vezes que a tripulação contava de suas aventuras. E ele mal acreditava em tudo que o bando havia passado, e em quantas pessoas ao longo do caminho acreditavam e torciam por eles. 


Torcer por piratas?! Ele nem conseguia imaginar. 


Law sempre o observava em todas suas ações, por mínimo que fosse. 


Luffy era inocente, simplista e leve; não tinha vergonha de quase nada, não sabia diferenciar sarcasmo do real, confiava facilmente nas pessoas e levava a maioria das coisas com descaso, como se alguns atos não merecessem tanta importância (como simplificar que apenas precisa chutar a bunda de alguém).


E para Law, aquilo já era estranho o suficiente. Ele não conseguia prever algum movimento seu, não sabia o que passava pela sua cabeça e aquilo o deixava frustado. 


Não entendia seu sentimento inquietante de querer descobrir um por um os segredos do Chapéu de palha, e principalmente o significado daquele sorriso direcionado a si em todos os dias, a tarde, quase no mesmo horário que no dia anterior. 


Esse sentimento estranho só floreceu ainda mais quando descobriu que o garoto tinha mais um lado que era encoberto pela sua grande personalidade. 


Após todos aquelas características, Luffy ainda conseguia ser; cálido, tímido e retraído. 


E essas três palavras eram algo que nunca associaria a Luffy, e nunca teria as associado se não fosse por aquela noite. 


— Tral, 'tô com sono. – Luffy murmurou pela centésima vez, e sua barriga roncou, demonstrando que não era apenas o sono. — Por que temos que ficar de vigia enquanto todos dormem? 


— Pelo que entendi, é o seu dia da semana de ficar, Luffy-ya. – Law disse se aconchegando na extensa e delicada sala que ficava acima do mastro, ele achava que o navio havia sido muito bem planejado, contando com todas as áreas de lazer sendo perfeitamente boas. 


— Hn. – Bufou emburrado, seus braços se cruzando e o bico enorme e fofo aparecendo em seus lábios, formando a característica expressão de insatisfeito. — Mas eu 'tô com tanto sono...


— Pode dormir, eu não estou com sono e posso ficar olhando as coisas no seu lugar. – Respondeu vendo Luffy de soslaio se espreguiçar feliz. 


— Não quero te deixar sozinho, então vou dormir aqui. – Apontou pro lugar ao lado de Law, se jogando lá em seguida, fazendo Trafalgar franzir o cenho. 


— O que? Não, não precisa, vai dormir na cama. – Disse preocupado, estava um frio insuportável e mesmo agasalhado ele poderia se resfriar, e era algo que Law não gostaria que acontecesse. — Está frio demais aqui fora.


— Mas.. – Murmurou contrariado, ele não queria de jeito nenhum deixar Law sozinho. Tentou pensar em uma alternativa pra isso, e rapidamente a encontrou quando olhou pra Trafalgar. — Já sei.


— O qu- Uh?! Luffy-ya? – Sua voz se perdeu quando sentiu as mãos de Luffy em suas pernas, ele parecia bem concentrado em o que quer que estivesse fazendo. 


O Chapéu de palha deixou as pernas de Law dobradas enquanto elas eram apoiadas no banco, seus olhos brilharam quando percebeu que estava tudo perfeito. 


Ele naturalmente apoiou as duas mãos nos ombros de Law enquanto sentava-se em seu colo. Foram incontáveis segundos até Law sair do transe e perceber a posição que estavam. O Chapéu de palha fungou palavras desconexas se aconchegando cada vez mais no colo de Trafalgar. 


— L-Luffy-ya.. – Ele não fazia ideia de como reagir ou dizer, e isso pesou ainda mais quando sentiu os braços ao redor do seu corpo. 


Aos poucos a respiração de Luffy se tornou calma, indicando que o menor havia adormecido. Law encarou suas próprias mãos, o coração batendo tão rápido que jurava poder o ouvir. 


Pousou sua mão direita nos cabelos de Luffy, de longe eles pareciam cheios de nó, mas eram incrivelmente sedosos para alguém que mal tomava banho. A sua esquerda rodeou a cintura fina, o aconchegando mais em seu colo. 


Suspirou ainda não acreditando que estava em uma situação daquelas, um arrepio eriçou todos os pelos de seu corpo ao sentir a respiração de Luffy em seu pescoço. Encarou o rosto adormecido com admiração.


O pequeno biquinho formado em seus lábios, as sobrancelhas franzidas e a coloração avermelhada pintava suas bochechas. Adorável. 


Law sentia ali que havia acabado de se apaixonar por Luffy pela quinta vez no mesmo dia. 


Depois disso, em todas as madrugadas no dormitório masculino, Luffy levantava da sua cama em silêncio e ia até o sofá, onde o corpo adormecido de Law estava. 


O sofá era pequeno, mas ele sempre dava um jeito, puxando as cobertas e se encaixando entre as pernas de Law. Este que inconscientemente abraçava o corpo de Luffy, já estando acostumado com isso. 


O sentimento de Law por Luffy crescia cada vez mais, o deixando desesperado, ele não sabia o que fazer, por nunca ter sentido isso por ninguém antes, e nem tinha ideia se seus sentimentos seriam recíprocos. 


Passaram-se dias, as estações mudando conforme avançavam na imensidão azul que era aquele mar, algumas vezes arrumando confusões por causa das imprudências de Luffy, mas já era algo que todos haviam se acostumado.


Agora, Law estava apoiado sobre à proa do navio com Luffy ao seu lado, o sol no final do horizonte banhando ambos, as vozes distantes da tripulação se faziam presentes, trazendo leveza ao ambiente. 


Aquilo era estranho para Law, pensar que a tripulação toda tinha se tornado seus amigos e que eles o faziam feliz. 


O capitão deles o fazia feliz, e para Law, que nunca sentiu nada assim antes, era assustador pensar que Luffy era o mais próximo que podia chamar de casa. 


Porque casa é algo que queremos sempre retornar, que independente do que aconteça sempre estará lá. 


— Já faz algumas semanas.. – Law murmurou olhando o horizonte, sem forças para encarar Luffy. — Meu bando virá me buscar amanhã, então eu irei embora, e nossa Aliança Pirata terá acabado.. — Dessa vez olhou de soslaio o rosto de Luffy, esperando uma reação indignada, mas tudo que tinha ali era um grande vazio, como se ele estivesse perdido. — Ei.. Luffy-ya, o que fará quando eu for embora? 


— Você odeia que eu chore, não é? – Perguntou de repente, Law ficou confuso com a mudança de assunto mas apenas assentiu. — Então, quando você for embora, eu irei continuar minha jornada, porque eu serei o Rei dos Piratas. 


— Sua jornada, uh? 


— Sim, todo o dia com certeza será uma grande aventura, e a comida será gostosa. – Continuou. — Eu irei lutar bastante, conhecer outras pessoas, rir bastante, continuarei minha viagem e seguirei minha vida.


 A voz de Luffy estava como sempre está, parecia que ele estava se divertindo inocentemente enquanto gesticulava e contava seus planos. 


— E então, mais e mais, eu irei esquecer de você, Tral.. – A voz foi parando aos poucos, Law continuou encarando o horizonte paralisado. — Mas sabe de uma coisa? Eu irei chorar. 


Law virou na direção de Luffy no mesmo momento que o ouviu soluçar, ele estava com as mãos na boca tentando conter as lágrimas. 


— Provavelmente.. quando eu acordar de manhã, depois de dormir a noite, irei me lembrar de você. – Disse se virando para Law. — Quando eu penso que você não estará mais aqui, eu irei chorar bastante, certo? 


Neste momento Law sentiu seu corpo inteiro se incendiar, a dor o consumindo por completo, as pernas fraquejando e por Deus, ele desejaria ver qualquer coisa menos Luffy naquele estado. 


Law segurou delicadamente o rosto de Luffy, passando os dedos sobre as lágrimas que traçavam um caminho pela bochecha rechonchuda. 


Isso fazia os olhos de Law lagrimejarem, sentirá que poderia chorar como um bebê, agachado e perdido em seus pensamentos, mas ele não choraria, e isso porque Luffy precisava dele agora. 


— M-me desculpe. – Luffy murmurou tentando parar suas lágrimas, embora fosse algo difícil. 


Law aproximou sua boca da bochecha coberta por lágrimas, beijando cada pedacinho que tinha ali, dos olhos até a pontinha do nariz, e só parou quando Luffy cessou o choro. 


— Escute, eu sei que não é fácil. – Law olhou no fundo dos olhos pretos de Luffy, era uma imensidão atrativa. — Você tem sua tripulação, e eu tenho a minha, nós temos nossas próprias aventuras, e você tem um sonho, que é ser o Rei dos Piratas. 


— Mas eu- 


— Não, Luffy-ya.. – Era extremamente difícil negar algo olhando naquelas íris cintilantes. — É uma droga, sim, eu sei. Terá dias que a saudade será insuportável, e outros que você chorará e irá desejar desistir de tudo. Mas você é forte. 


— Não sou.. – Disse negando repetidas vezes, Law respirou fundo tentando juntar forças de algum lugar do seu interior pra conseguir passar por aquilo. 


— Sim, você é. – Elevou a voz, tentando o convencer disso. — Eu prometo, sempre que você precisar de mim, eu irei atravessar o mar inteiro para te encontrar, independente de onde você estiver. Eu passarei por tempestades, reis dos mares, a Marinha, tudo pra chegar até você. 


Luffy se manteve em silêncio digerindo aquilo que escutou, a vontade incontrolável de apertar Law a força em seu abraço e nunca mais soltar. Afinal, ele precisava de Law. 


Quem o faria cafuné em todas as tardes? 


Quem acordaria de madrugada apenas para o ajudar em um dos seus inúmeros pesadelos? 


Quem estaria lá para.. retribuir todo o amor que Luffy estava disposto a dá-lo?


— Tral.. — Sussurrou aproximando os rostos. – Por que ir tão longe por minha causa? 


— Porque eu amo você. 


Sem dar qualquer brecha pra outra fala, Luffy juntou ambos lábios em um selinho demorado. Law segurou a nuca do menor, aprofundando mais o beijo, sentindo como se todos seus desejos estivessem sendo realizados. 


— Eu também amo você. – Luffy sussurrou lhe dando mais um selinho. 


Durante aquela tarde, na proa do navio Sunny, ambos fizeram juras de amor e trocaram carinhos que apenas o sol que os banhava estava de testemunha. 


Era mais uma linda história de amor que nasceu em meio a terrível Era dos Piratas, com poucas chances de durar, mas isso não era algo que eles se importavam no momento. 



“Oi, Tral. 


Essa é a primeira vez que eu escrevo uma carta, Nami e Robin me ajudaram com isso, espero que você entenda minha letra


Hoje eu me aventurei em uma ilha paradisíaca, era pra ser tudo uma diversão mas acabamos encontrando caras maus que faziam as pessoas sofrerem, eu e os meus companheiros chutamos a bunda deles e no fim salvamos um país


Também tivemos uma luta doida com a Marinha, eu me machuquei bastante, tenho certeza que você viu meu Vivre Card diminuindo, desculpa se eu te preocupei, está tudo bem agora, Chopper cuidou de mim


Zoro e Sanji brigaram comigo por ter sido descuidado, provavelmente é isso que você está pensando agora 


E eu? Estou vivendo minhas aventuras como te prometi. 


Sempre me sinto melhor depois de nossas conversas por Den Den Mushi, mas algumas vezes quando desligamos eu acabo chorando, me desculpe Tral


Eu queria deitar no seu colo. Eu queria te abraçar. Eu queria estar com você


Saiba que onde quer que eu esteja, eu estou com saudades.


Vamos nós reencontrar logo, tá? 


E quando isso acontecer, eu o pedirei em casamento, mas eu ainda não sei fazer essas coisas então estou treinando pra ficar bom o suficiente 


Ah, isso era pra ser uma surpresa, mas eu não sei guardar segredos 


Eu te amo mais que carne, Tral


Com amor, Luffy.”


Notas Finais


Talvez um dia eu faça a versão do reencontro deles


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