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História Com Paixões e Segredos, Nui - Livro 3 - Capítulo 29


Escrita por:


Notas do Autor


Kon'nichiwa, Amorxinhos 💕
Sentiram minha falta?
Eu sei que sentiram
﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏
Vamos conversar um pouco aqui. Eu tenho demorado um pouco mais para publicar os capítulos porque minha internet não anda tão boa. Mas como vocês sabem ou na segunda-feira ou na terça-feira de cada semana, eu publico um capítulo novo.

Para os curiosos, a resposta é sim, vai ter uma 4° temporada da fanfic, ainda vai ser com a Nui, mas a Fuyu vai está mais presente. Eu só estou dizendo isso agora, porque eu tava pensando nela. Mas não significa que essa fic vai acabar agora, não vai, ainda tem umas coisinhas aí para acontecer.
﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏
Sem mais enrolação (ou merchandising) ♥♡

Role para baixo e leia o novo capítulo

(Que eu fiz com amor para vocês)

XOXO

♥♥♥♥♥♥♥♥♡♡♡♡♡♡♡♡

Capítulo 29 - Descoberta


Fanfic / Fanfiction Com Paixões e Segredos, Nui - Livro 3 - Capítulo 29 - Descoberta

Nui pov

Flashback on

6:00h da manhã

Acordei, tomei banho, vesti a roupa e fiquei esperando Yukimura para ir para a Raimon. Ele logo desceu com o restante das coisas dele

— Demorei? — Perguntou Yukimura

— Um pouco, mas tudo bem. Vamos? — Falei. Nós saímos e fomos andando — Vai se mudar agora, não é?

— Vou, essas são as últimas coisas

— Yuki, você já se acostumou com o time novo?

— Já, sabe que eu sou bem sociável. To pegando o ritmo aos poucos. A Raimon joga bem diferente da Hakuren, é muito ''confie no seu companheiro''

— Verdade. Eu sempre joguei por mim mesma, e ''nunca confie no seu adversário'', então demorei um pouco para me adaptar na Raimon, mas já acostumei — Falei. Nós entramos, Yukimura foi direto para o campo e eu vi Akai andar perdida, meio zonza — Akai — Chamei. Ela me olhou e parou de andar

— Nu-Nui — Falou ela andando até mim confusa

— O que houve?

— E-eu... É... O... Lá no... Urso... Pelúcia... Futuro... 3000…

— Calma, respira — Andei com ela até o refeitório e sentamos em uma mesa

— Wan-Wandaba... Fe-Fey... — Falou ela quase sem ar

— Onde o Fey está?

— Ca-campo

— Fica aqui, eu vou lá. Olha minha bolsa — Ela apenas assentiu. Eu andei rápido para o campo e vi alguns dos meninos treinando — Fey — O chamei e ele correu até mim

— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou

— Me diga você. Akai está meio... Confusa — Falei — Eu só te conheço um pouco, mas sei que você não faria mal à Akai. Mas estou preocupada com ela

— Ela te disse algo?

— Ela só disse coisas soltas. Urso, pelúcia, futuro, 3000, Wandaba. E ontem ela me disse que você ia mostrar uma coisa bem legal para ela, o Wandaba. Ela até criou a esperança de você largar de ser bom moço

— É complicado explicar. Então, acho que você só vai entender se ver

— Tá bem — Falei — Pode ser agora? Ainda tenho tempo

— Certo — Falou Fey — Tenma, eu volto logo

Nós saímos do campo e fomos para os alojamentos. Fey era bolsista e morava lá. Usava o futebol e a assistência do time para manter a bolsa. Entramos no bloco D e fomos até o quarto 147. Ele abriu a porta e eu vi um quarto bem organizado. Uma cama de solteiro, uma cômoda e havia algo azul se mexendo em baixo da cama

— O que você está procurando, Wandaba? — Perguntou Fey

— Perdi as chaves da Caravana Relâmpago — Falou uma voz

— Eu trouxe visita — Falou Fey

— Essa visita vai gritar igual a anterior?

— Não sei. Saí de baixo dessa cama — Falou Fey. A ''coisa'' azul em baixo da cama saiu e ficou me olhando. Eu não tinha reação, só fiquei parada

— Olá, eu sou o grande técnico de futebol, Clark Wonderbot — Falou um Urso de pelúcia azul

— Nui, esse é o Wandaba. Wandaba, essa é a Nui — Falou Fey

Nuigurumi no kuma? — Questionei baixo

— Ei! Garota, não me chame de urso de pelúcia — Falou Wandaba

— Desculpe — Falei ainda estática — Tá, eu ainda não consigo entender nada

— Fey, você sabe que não pode ficar falando disso para todo mundo — Falou Wandaba

— A Nui estava preocupada com a Akai, e ela é de confiança — Falou Fey

— Pelo menos ela não gritou, e nem desmaiou, só ficou muda — Falou Wandaba

— É que eu estou processando ainda — Falei — Você é o Wandaba, certo?

— Sim — Falou ele

— Isso é alguma espécie de pegadinha? Ursos de pelúcia não falam — Falei

— Eu já disse que eu não sou um urso de pelúcia — Falou Wandaba

— Okay — Falei — Alguém pode me explicar o que está acontecendo?

— Quer sentar? — Perguntou Fey e eu só assenti. Eu sentei em sua cama e Wandaba ao meu lado — Por onde começar!?

— Comece por ''eu sou do ano 3000'' — Falou Wandaba

— 3000? — Questionei

— Na verdade 3019, mas é mero detalhe — Falou Fey. Eu demorei um pouco para socializar Fey ao ano 3000 — Eu sou do futuro. Sim, a partir do ano 2990 foi possível a viajem no tempo. Eu não conheci meus pais, e quem me criou foi o Wandaba. Depois de 19 anos, o meu tempo estava meio monótono, então pedi ao Wandaba para viajar para o passado e ele me trouxe para o ano passado, com a condição de eu manter segredo

— Coisa que você não fez — Falou Wandaba

— Era para ser só alguns dias, mas eu gostei tanto da época que fiquei. No começo desse ano, eu ia voltar. Iria contar ao Tenma alguma coisa, como vou mudar de país, mas eu conheci a Akai. A garota mais incrível que eu já conheci. E eu não consegui voltar para casa. Enfim, e eu achei que deveria contar a Akai, já que estamos juntos a um tempo. Para vocês pode ter sido só 1 mês, mas eu já voltei no tempo, para ver a Akai pela primeira vez, umas 50 vezes — Falou Fey

— Na verdade 57 — Falou Wandaba

— Você está entendendo, Nui? — Perguntou Fey

— Sim, acho que sim — Falei — Você é do futuro, e veio da um rolezinho no passado e se apaixonou pela Akai, e disse ''caramba que gata, vamos ficar por aqui, Wandaba?'' e ficou. E agora ta me contando isso

— Em resumo é isso — Falou Fey — O que você está achando disso tudo?

— Muita loucura — Falei — Mas muito legal, acho que todo mundo já quis viajar no tempo

— Pelo menos ela não gritou — Falou Wandaba. Eu fiquei de pé e estendi minha mão para ele

— Desculpe te chama de urso de pelúcia — Falei sorrindo — Começamos com o pé esquerdo. Nuigurumi, mas pode me chamar de Nui — Ele apertou a minha mão

— Seu nome significa Pelúcia? Isso só pode ser piada — Falou Wandaba

— E ironicamente o do meu irmão mais novo é Kuma — Falei rindo. Wandaba abriu um sorriso calmo — Eu vou tentar acalmar a Akai e dizer à ela que você não é um urso de pelúcia

— Faz bem — Falou ele

— Vamos, Nui, eu quero falar com ela também — Falou Fey. Nós íamos saíndo do quarto dele e eu voltei rapidamente

— Qualquer dia eu volto aqui para conversarmos um pouco sobre o futuro, Wandaba — Falei e ele sorriu

Nós andamos até a mesa que eu deixei a Akai e ela estava lá sentada, aparentemente mais calma, com um copo d'água quase vazio em sua frente e minha bolsa ao lado

— Mais calma, Pompom? — Perguntei e ela assentiu

— Akai... — Falou Fey e ela levantou a mão fazendo ele se calar

— Não fala nada, não agora — Falou ela — Era um urso de pelúcia

— Não chame o Wandaba de urso de pelúcia, ele se ofende — Falei e ela riu — Se você teve alguma alucinação, eu usei a mesma droga

— Foi real? — Perguntou Akai

— Sim — Falei — Tudo é verdade, Akai... — O sinal tocou e me interrompeu — No intervalo a gente conversa — Falei. Peguei minha bolsa e fui até o armário pegar o livro

— Olá? — Falou alguém ao meu lado. Eu o olhei. Era um garoto loiro, olhos pretos, um sorriso meio sério

— Sim? — Falei sorrindo amigavelmente

— Você poderia me dar uma informação?

— Claro, o que quer saber?

— Onde fica a sala de medicina, da Yuka Goenji?

— Eu estou indo para lá agora — Falei — Pode me acompanhar

— Agradeço, senhorita...

— Nuigurumi, mas pode me chamar de Nui

— Senhorita Nui, eu sou Shin — Falou ele e fomos andando

— Aluno novo na Raimon? — Perguntei

— Não, eu cursava enfermagem, mas conseguiu transferência para medicina

— Entendi

Entramos na sala e Shin sentou ao meu lado. O olhar psicopata de Nosaka me alcançou e eu me arrepiei

— Bom dia, alunos — Falou Yuka entrando. Ela olhou para nós — Shin? — Questionou. Ele apenas deu um breve tchau com a mão — Eu recebi os resultados os testes de DNA para aula hoje — Ela tirou uma resma de papeis de dentro de uma pasta — Em ordem alfabética — Ela começou começou a entregar os resultados e minhas mãos suavam — Nuigurumi — Eu levantei e peguei o resultado. Sentei na cadeira. Yuka disse para não abrirmos o resultado até ela mandar — Pronto, todos receberam. Podem abrir — Eu abri e admito que não entendia nada — Os que tiverem um ponto verde no final significa que deu positivo, e vermelho, negativo — Falou. Eu vi o meu e tinha um ponto vermelho. Minha respiração ficou pesada, eu queria gritar. Levantei o braço calmamente — Sim, Nui?

— Qual a probabilidade desses testes estarem errado? — Perguntei

— De pouco mais de 0,5% — Falou

Eu não queria acreditar na verdade que sempre estava na minha cara. Fubuki não era meu pai biológico.

Porque sempre mentiram para mim? Se não era ele quem era? Porque nunca falaram a verdade?

— Ei! Nui, você está ouvindo? — Perguntou Akai

— O que? — Falei. Olhei para todos os lados e vi todos os alunos andando para lá e para cá

— Como assim já era intervalo? — Pensei — Estive ligada no piloto automático esse tempo todo?

— O Fey está falando como viaja no tempo — Falou Akai

— Para quem não acreditava, até que você está muito interessada — Falei. Ela apenas revirou os olhos e voltou sua atenção para Fey

— Eu dizia que para você voltar para uma época, você precisa de um objeto da época. Como um colar, uma espada, um vaso… Só não pode ser livro — Falou Fey

— Porque? — Perguntou Akai

— Porque o livro contém uma história, então corre o risco de você entrar na história — Falou ele

— Que loucura — Falou Akai — Eu adoraria ir dar uma passeada pelo futuro

— Qualquer dia posso te levar lá

— A propósito, Fey, porque você não voltou para lá ainda?

— Eh… Então… É que…

— Você não contou à Akai? — Perguntou

— Me contar o que? — Perguntou ela

— É que... Eu… — Falou Fey. Não ia sair, com certeza

— O Fey só tem uma razão para continuar aqui. Você — Falei

— Eu? — Questionou Akai

— Sim — Falou Fey envergonhado

— O Fey é apaixonado por você, Akai. Ainda não notou? — Perguntei — Eu shippo. Fekai? Não, não fica muito bom esse shipper, mas vocês ficam lindos juntos

— Eu… É... — Falou Akai que levantou e saiu correndo

— Akai, volta aqui — Chamei e ela foi embora — Desculpe, Fey, eu não queria…

— Tudo bem, Nui, eu conheço o jeito da Akai — Falou Fey

— Ela nunca correu de nenhum homem, não sei o que houve

No 2° período tudo continuou tranquilo. Yuka não tocou mais no assunto dos testes de DNA

— Éh… Nui? — Chamou alguém ao meu lado enquanto eu tirava a bolsa do armário

— Oi, Shin — Falei fechando-o

— Você foi muito legal comigo hoje, que tal almoçar comigo?

— Tudo bem — Falei sorrindo. Liguei para Fuyu dizendo que eu almoçaria fora, e depois iria na casa da Akai, mas chegava antes do jantar

— Nui — Chamou alguém atrás de nós enquanto saímos da Raimom. Eu virei e era Nosaka

— Nosaka — Falei

— Aonde você está indo?

— Eu vou almoçar com o Shin

— Shin?

— O novato

— Você nem sabe quem é esse cara — Falou Nosaka pegando meu braço com força

— Está me machucando — Falei baixo puxando meu braço

— Eu adoro te ver presa, Nui — Sussurrou ele, e eu me arrepiei

— Eu também adoro te ver preso — Falei — Mas da última vez, você passou dos limites. Eu fiquei tendo pesadelos com sangue por dias. E eu ainda... Não consigo transar

— Desculpa, tá bom, mas você sabe muito bem como eu me sinto quando te ouço gritar — Falou Nosaka

— Algum problema, Nui? — Perguntou Shin se aproximando. Eu olhei no fundo dos olhos do Nosaka e puxei meu braço me livrando dele

— Não, nenhum — Falei. Nosaka balançou a cabeça pedindo para eu não ir — Vamos, Shin, vamos almoçar

Nosaka me olhou decepcionado e eu fui embora.

Eu e Shin andamos até um restaurante na cidade. Ele me atraia de algum jeito. Eu não entendia, ele se parecia um pouco comigo

— Calma aí, gatão, nos conhecemos hoje — Falei enquanto ele me empurrava aos beijo na cama do motel

— Tudo bem, Nui, eu não vou te machucar — Falou Shin passando a mão no meu cabelo

— É mais fácil eu te machucar do que ao contrário. Mas o problema é…

— Você não consegue transar com ninguém depois do Yuuma

— Como você sabe?

— Ouvi vocês ''conversando'' antes de saírmos

— Olha, quando você me chamou para comer, não achei que eu seria a sobremesa

— Você não é a sobremesa

— Não?

— Você é o prato principal — Falou ele beijando meu pescoço

— Vou ficar convencida desse jeito

— Me deixa te ajudar com o seu problema

— Eu já tentei tantas vezes, mais uma não matará

Eu nos virei fazendo ele ficar por baixo.

Eu não sabia direito quem era ele, mas me trazia uma sensação familiar.

[…]

Eu consegui. Nós transamos loucamente. Eu o queria mais, e mais. O queria ao meu lado

— Como você conseguiu? — Perguntei caíndo exausta ao seu lado

— Deixei você me dominar. É o seu instinto, você é uma dominadora, não aceita ser dominada por ninguém — Falou Shin acariciando meu rosto e eu sorri — Você é incrivelmente maravilhosa, Nui

— Será que eu estou livre do trauma? Ou foi só o momento?

— Podemos tentar se você quiser — Eu apenas assenti em resposta

Em um movimento rápido Shin subiu em mim e começou me beijar loucamente prendendo minhas mãos ao lado da minha cabeça. Eu não sentia nenhuma repulsa, eu só o queria.

No meio de mais uma transa louca, eu gemia seu nome alto com cada estocada que ele dava dentro de mim. Quando acabámos, fomos tomar banho e rolou mais uma dentro do banheiro

— Para onde vai agora? — Perguntou Shin quando saímos do motel

— Vou ver meu tio — Falei — E você?

— Vou para casa. Sei que meu pai não está preocupado, mas minha tia sem dúvida está — Falou. Eu me aproximei dele e o selei

— Até amanhã, então — Falei baixo

— Até amanhã, Nui

Eu andei até o ponto de táxi e o peguei até o Hospital Geral

— Boa tarde — Falou a recepcionista

— Boa tarde, eu vim buscar 6 testes de DNA — Falei

— Seu nome?

— Nuigurumi Hana

— Um momento — Ela mexeu no computador e imprimiu os testes. Os grampeou separados e me entregou. Voltei para o táxi e nem tive coragem de ver os resultados. Cheguei no prédio e subi até o último andar. Bati na porta calmamente e a ouvi ser destrancada

— Quanto tempo, gatinha? — Falou Atsuya me abraçando

— Oi, tio Atsuya. Ficou ótimo sem a barba, tira mais a cara de ex presidiário — Falei entrando — Deve está se perguntado porque eu parei de vir aqui? E porque eu vim agora?

— Na verdade não estava, mas agora que você falou...

— Nossa! Você me ama muito

— Você sabe que amo — Falou ele me abraçando por trás, beijando meu pescoço

— Eu fiz uma coisa

— O que? Transou com seu irmão?

— Não, hoje não

— Você já transou com o Kori?

— Já, faz um tempo até — Falei. Atsuya sorriu malicioso para mim

— Sua incestuosa, merece uma punição

— Sabe isso saiu em um tom mais sexual do que educativo, não sabe?

— Eu não tinha intenção de parecer educativo — Falou ele segurando meu queixo — Me diga, onde foi transar essa tarde? — Sussurrou

— Como sabe?

— Seu cabelo está molhado. Você não sai de casa sem ele está seco, e não molha o cabelo quando toma banho na Raimon. Então, você tomou banho em um lugar que não tinha secador — Falou ele e beijou o canto da minha boca. Ele sabia que eu ainda tinha fogo naquela altura do campeonato

— Se o papai não é meu pai, você não é meu tio, então isso é menos errado — Falei quase tomada por inteira por Atsuya

— Como soube do Shiro? — Perguntou ele se afastando um pouco

— Teste de DNA da aula da professora Yuka — Falei. Abri a bolsa, tirei o teste e entreguei a ele — O ponto vermelho significa negativo

— Eu não achei que você fosse descobrir assim, tão bruscamente

— E eu fiz outros testes para diminuir as chances de erro — Falei. Peguei os testes que eu não tinha aberto ainda — Eu não tive coragem de abrir

— Porque 6 testes de DNA?

— 3 com o papai e 3 com o Goenji

— Oh! Não

— Você sabe que é ele, não é?

— Sei. Mas você só vai acreditar com os próprios olhos, não é?

— Sim — Eu respirei fundo e abri. Os 3 que eram os do Fubuki e todos deram negativos, e os de Goenji positivo — É oficial, eu sou filha do Goenji — Falei baixo olhando para baixo. Atsuya pegou meu queixo delicadamente e sorriu para mim

— Ser filha do Goenji não deve ser tão ruim

— Eu não sei em quem confiar — Falei baixo olhando em seus olhos

— Confie em mim, eu nunca menti, e nunca mentiria para você — Falou ele e eu apenas assenti

— E a mamãe, é minha mãe mesmo?

— Sim, a Rosa Murcha é sua mãe de verdade

— Pelo menos isso — Falei sorrindo. Eu me aproximei mais de Atsuya e coloquei a mão em seu peito nú — E-eu confio em você

Fiquei na ponta dos pés e beijei sua bochecha, mas ele virou e nossos lábios se encontraram. Eu fechei os olhos e senti que Atsuya não iria dissipar o nosso beijo. Eu também não queria. Seus lábios tinham um gosto forte de vodka, sem dúvida ela estava bebendo antes de eu chegar. As mãos dele alcançaram minhas costas e me puxaram para mais perto. Já as minhas, deslizavam suavemente pelo seu rosto e nuca, dando um lado mais calmo ao beijo. Nossas línguas se encontravam e eu tremia por dentro. Sua boca encaixava na minha como se fosse feita para mim. As mordidas nos meus lábios dadas por Atsuya era o que me fazia respirar e não precisar separar o beijo

— Dane-se se é o homem que fez mal a minha mãe, dane-se se é meu tio, dane-se tudo — Pensei

Mas em algum momento, eu teria que parar. Estava quase dando câimbra na boca. Eu separei o beijo com um selinho e coloquei minha cabeça em seu peito

— Desculpe — Falei baixo

— Não precisa se desculpar. Eu também não parei o beijo. Na verdade, eu não consegui pará-lo — Falou Atsuya

— Eu também não

— Eu não quis pará-lo

— Eu também não — Falei rindo baixo. Ficamos um tempo abraçados sentados no sofá

— O que vai fazer agora? — Perguntou Atsuya fazendo carinho na minha cabeça

— Vou falar com a mamãe e com o papai. Do meu jeitinho delicado — Falei — Que horas são?

— 18:30h

— Nossa, a hora passou voando. Eu tenho que ir, prometi chegar antes do jantar e vou passar em um amigo antes — Falei levantando

— Sempre que precisar sabe que pode vir sentar como colinho do titio, não sabe? — Falou ele em um tom malicioso

— Sei, titio — Falei o selando. Peguei minha bolsa e saí. Desci até o apartamento do Nosaka e bati na porta — Haizaki

— Nui — Falou ele sorrindo

— O Nosaka está?

— Está, pode entrar — Falou. Eu entrei e fiquei parada na sala — No quarto — Eu andei devagar para o quarto dele e bati na porta suavemente

— Pode entrar, Nishikage — Falou Nosaka. Eu abri a porta

— Não sou o Nishikage, sou menos robusta e mais baixa — Falei, e o vi rir

— Nui — Falou ele sorrindo. Eu fechei a porta atrás de mim e sentei na cama junto dele. Ele me puxou e dei um calmo beijo

— Vim te dizer uma coisa — Falei

— Não vai me mandar parar de te beijar não, não é?

— Não — Falei rindo baixo — Meu pai

— O que tem o Fubuki?

— Não é meu pai biológico

— Como assim?

— O teste de DNA da aula da Yuka deu negativo. O papai não é meu pai

— Que loucura. Se pai não é seu pai, então quem é o seu pai?

— É aí que fica mais louco. Meu pai é o Goenji

— O treinador Goenji? Realmente é muita loucura, amor

— O que? — Questionei

— O que? — Questionou Nosaka

— Nosaka, você me chamou de amor?

— Chamei?

— Chamou. Você disse: Realmente é muita loucura, amor

— Desculpe, foi no impulso

— Eu achei fofo. Ninguém nunca me chamou de amor

— Nem o Yuko?

— Ele me chamava de Nui e as vezes de querida, mas nunca de amor

— Então eu te chamo de amor. Nui, o meu amor — Falou Nosaka me abraçando

Ficamos assim por algum tempo. Eu não queria sair do abraço dele. Não queria encarar a realidade

[…]

— Não quero falar com ninguém — Falou Akai fechando a porta do quarto dela na minha cara

— Akai — Falei batendo forte na porta

— Eu não quero falar com ninguém, Nui — Repetiu ela

— E você acha legal correr daquele jeito?

— Não, mas… Você sabe que eu amo o Kori. Não tem espaço para outro

— Está na hora de você ouvir a verdade. O Kori não te ama, acorda, Akai. O Fey, sim, ele te ama. Deixou de voltar para a casa dele para ficar com você. E você ainda prefere o único homem do mundo que não te quer? Você sempre teve todos os garotos aos seus pés, e até garotas. E porque amar quem não te ama, Akai? Por um capricho do seu coração? Ou porque você não sabe o real significado de amar?

Saí de lá batendo a porta. Peguei um táxi e fui para casa encarar a minha realidade. Subi direto para o quarto e tomei um banho. Olhei no relógio e ainda eram 20:00h.

Flashback off

20:30h da noite

— Como vocês ousaram fazer isso comigo? — Perguntei alto chorando

— Nui, calma — Falou Kori

— Calma é um cacete — Falei alto — Vocês não podiam ter feito isso comigo. Seja lá o que passou na cabeça de vocês, não deveriam ter feito

— Nui, acalme-se — Repetiu Kori — Não pode falar assim como os nosso pais

— Ele não é o meu pai — Falei alto apontando para Fubuki — E eu nem sei mais quem é você, Fuyu. É minha mãe de verdade, ou eu fui adotada como o Kori?


Notas Finais


Espero que tenham gostado do capítulo...
﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏﹏

Confira também:

• Com Amor e Ódio, Fuyu - Livro 1: https://www.spiritfanfiction.com/historia/com-amor-e-odio-fuyu-15932140

• Com Sorrisos e Lágrimas, Fuyu - Livro 2: https://www.spiritfanfiction.com/historia/com-sorriso-e-lagrimas-fuyu-16963608

• As Irmãs Substitutas: https://www.spiritfanfiction.com/historia/as-irmas-substitutas-16527246

• You Got a Fetish For My Love: https://www.spiritfanfiction.com/historia/you-got-a-fetish-for-my-love-17538731

• Eclipse: https://www.spiritfanfiction.com/historia/eclipse-18345509

• Stuck By Last Name: https://www.spiritfanfiction.com/historia/stuck-by-last-name-18583712


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