História Come Back To Me - Snowbarry - Capítulo 32


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Categorias Arrow, The Flash
Personagens Barry Allen (Flash), Cisco Ramon (Vibro), Detetive Joe West, Dr. Harrison Wells, Dra. Caitlin Snow (Nevasca / Killer Frost), Iris West, Wally West (Kid Flash)
Tags Flashfrost, Savifrost, Snowbarry
Visualizações 232
Palavras 2.272
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Ficção, Ficção Científica, Romance e Novela, Sci-Fi
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Primeiro quero agradecer pelos comentários lindos que vocês tem deixado 😍
Isso é muito importante pra mim sabiam? E também estou muito feliz pela quantidade de favoritos, vocês são ótimos.

Também quero pedir desculpas pelo meu atraso.😳
Mas escrevi um capítulo com todo o meu carinho pra vocês.
Espero que gostem.

Capítulo 32 - Capítulo XXXII


Fanfic / Fanfiction Come Back To Me - Snowbarry - Capítulo 32 - Capítulo XXXII

POV Caitlin

 

Levou um instante para que o meu cérebro registrasse o que estava acontecendo, então me afastei confusa.

 

— O que você está fazendo? — perguntei, tentando recuperar o fôlego.

— Não consegui evitar. — ele deu de ombros, sem parecer que iria se desculpar por aquilo — Simplesmente me pareceu a coisa certa a se fazer.

 

Os nossos olhos voltaram a se encontrar. E eu não sabia como reagir diante desta situação,  embora a minha pulsação ainda estivesse alterada.

 

 — Acho que preciso de um pouco de ar fresco. — falei sentindo a tensão.

 

O rosto de Barry estava indecifrável. Tive a impressão de que ele não iria me impedir. Então com o coração acelerado caminhei em direção a saída. 

 

— Caitlin. — ouço a voz de Felicity me chamar — É impressão minha, ou você está fugindo?  

— Eu não estou fugindo.  — respondi na defensiva.

— Não adianta querer me enganar. — ela sorriu e me puxou para o balcão mais próximo — Agora me conta o que está acontecendo.

— Eu não sei se quero falar sobre isso. — digo constrangida.

— Tenho que admitir que eu não sou muito boa em dar conselhos. E minha vida está de pernas para o ar ultimamente. — ela parou e sorriu otimista — Mas acredito que posso te ajudar com algumas dicas. 

— Eu estou bem Felicity — garanti rindo um pouco da situação.

— Você não está bem. Eu mesma te vi deixando o Barry plantado, igual a Cinderela no baile, quando deu meia noite — ela alisou o queixo e me olhou pensativa — Mas me responde uma coisa. Vocês não voltaram?

— Não é tão simples assim.

— Porque não? Você e Barry pareciam tão apaixonados — comentou confusa.

— Estamos em uma festa Felicity. — falei como se fosse algo óbvio — Então provavelmente ele só está me usando para  suprir uma carência.

— Barry não é esse tipo de pessoa.

 

Involuntariamente olhei para trás e me surpreendi ao perceber que ele havia desaparecido da pista de dança. Confesso que fiquei curiosa para descobrir o seu paradeiro.

Porém voltei minha atenção para Felicity.

 

— De qualquer maneira, eu ainda preciso sair um pouco para colocar os meus pensamentos em ordem.

— Você quer que eu te acompanhe? — perguntou ela com um olhar preocupado.

— Estou bem. Só preciso de um tempo sozinha.

 

Felicity balançou a cabeça me compreendendo. Então suspirei e caminhei em direção da porta mais próxima.

 

No lado de fora havia uma varanda que dava de frente para o mar. Observei as ondas se quebrarem até a areia. 

Sentia um leve latejar nas têmporas. Então retirei os grampos dos meus cabelos e desfiz o meu penteado, com intuito de amenizar a dor.

A brisa tocava em meus fios soltos enquanto pensava em tudo o que havia acontecido.

Eu não entendia o motivo dele ter me beijado. Seria tão menos doloroso se ele apenas me ignorasse e me deixasse seguir em frente. Voltei o meu olhar para o horizonte e limpei uma lágrima que havia escapado.

De acordo que os minutos se passaram, comecei a arremessar pequenas pedras de gelo em direção ao mar. Me distraí ao vê-las batendo na água e se afundando.

 

— Espero que não esteja fugindo de mim. 

 

Ergui os olhos surpresa ao perceber o tamanho da aproximação de Barry.

Por um momento, eu não fui capaz de me mexer, até que suspirei profundamente e desviei o meu olhar.

 

— Eu não estou fugindo de você. — garanti enquanto o calor invadia o meu rosto.

 

Ele permaneceu calado, ao mesmo tempo que se debruçava no parapeito ao meu lado.

 

— Desculpe-me se eu fiz você se sentir mal. — disse ele.

— Tudo bem. — respirei fundo — Esqueça isso. Mas não vai acontecer de novo, entendeu?

— Certo.

— Certo — repeti, enquanto eu voltava a atirar pedras de gelo no mar.

 — Eu ainda não te disse. Mas estou feliz por você estar aprendendo a controlar os seus poderes. — ele comentou calmo olhando para os meus dedos.

— Não foi o que você demonstrou dias atrás, quando soube que Cisco e eu fomos lutar contra um vilão. —  acusei.

 

Seu olhar era de descrença e divertimento. Ele estalou a boca e ergueu as mãos em defensiva.

 

— Eu não acredito que você está querendo iniciar uma nova briga, em plena festa do seu melhor amigo. — Barry deu um pequeno sorriso.

— Engraçadinho. — o repreendi com o olhar.

 

O silêncio, juntamente com o nervosismo se alastrou. Enquanto Barry permanecia ao meu lado, eu me concentrava em uma respiração de cada vez. Não conseguia ir além disso, pois tinha a sensação de que poderia sufocar com o ar.

 

— Vamos andar pela praia. — disse ele simplesmente.

— O que? Você quer fazer isso agora? — perguntei estranhando sua atitude.

— Ninguém lá dentro está se lembrando de nós. Aposto que todos já estão bêbados e curtindo a festa.

— Barry...

— Você não vai querer que eu te carregue. — deu um meio sorriso.

 

Barry estava certo. Eu realmente não queria que ele me carregasse.

Então o observei retirar sua capa e ficar apenas com um traje preto. Seu corpo se voltou para mim, com olhar de pura expectativa.

 

— Tudo bem. Você venceu. — revirei os olhos.

 

Comecei a andar em sua direção e desci para a areia. Porém um dos meus sapatos se afundou me desiquilibrando.

 

— Esses seus saltos... — ouço sua voz de reprovação, enquanto sinto o toque de suas mãos em minha cintura, evitando que eu caia — É melhor retirá-los.

— E ficar com os pés sujos de areia? — perguntei receosa.

 

Primeiro ele me analisou e logo após se ajoelhou retirando os próprios sapatos.

 

 — Agora serão quatro pés sujos de areia. 

— Você é inacreditável. — sacudi a cabeça rindo.

— Vou aceitar como um elogio. 

 

Sorri e decidi também retirar os meus saltos. 

Admirando o luar, começamos a caminhar lado a lado, procurando sempre manter uma certa distância um do outro.

A brisa tocava os meus cabelos enquanto o tecido do meu vestido se perdia ao vento.

Apreciei os meus pés se afundando na areia, embora vez ou outra as ondas do mar batiam em nossas canelas.

 

— Eu tinha certeza que Cisco te convenceria a vir vestida de Elsa.

— Na verdade ele tentou. — comecei a rir — Mas eu também sou muito boa em ameaças.

— Queria muito ter visto esse momento. — Barry gargalhou.

 

Passamos um curto período de tempo rindo da situação. Então olhei para o lado e percebo o quão profundo pareciam os seus olhos. Eles estavam em um azul escuro, e combinavam perfeitamente com o mar.  

 

— Pensando bem, eu estou agradando dessa folga. Estava precisando disso. — ele comentou abrindo um meio sorriso. 

— Todos nós precisávamos Barry. Não tem sido fácil eu ter que ficar costurando esse seu rosto lindo quase todos os dias. Isso cansa as vezes. — provoquei.

— Então você acha o meu rosto lindo. — ele debochou — Fale-me mais sobre isso.

 

Senti o meu rosto aquecer, me arrependendo imediatamente das minhas palavras.

 

— É só um modo de falar. — mordi o lábio inferior antes de perceber que os olhos dele se prendiam nesta direção. Então imediatamente abandonei o meu tique nervoso.

— Não acho que seja só uma maneira de falar. — ele sorriu presunçoso.

 

Em um ato impensado e completamente infantil. Juntei uma quantidade de água em minhas mãos e joguei em seu rosto.

 

— Você não fez isso! — exclamou, enquanto um canto de seus lábios tremiam contendo um riso.

 

Ao enxergar o seu rosto molhado, explodi em gargalhadas. Barry me analisou atentamente e deu pequenos passos em minha direção.

Antes que eu entendesse o que se passava em sua mente, ele me pegou no colo.

 

— Me solta Barry! — gritei enquanto balançava os pés no ar.

— Seu pedido é uma ordem madame. 

 

Em meio aos meus protestos, sinto o meu corpo sendo mergulhado no mar. 

Eu queria ficar brava, eu queria chamá-lo dos piores nomes possíveis. Mas ao ver o seu rosto brincalhão, com seu cabelo grudado na testa. Comecei a rir.

O mar estava frio, e eu tão pouco me importava. Pelo menos naquele momento a água me  fazia sentir mais leve. 

Barry franziu a boca e me olhou com o semblante pensativo, me deixando intrigada.

 

— Nem pense nisso. — adverti começando a nadar para bem longe dele.

 

Mas toda minha precaução foi em vão e inevitavelmente começamos uma guerra de água.

Ríamos deliberadamente sem preocupações. Molhávamos um ao outro, enquanto não percebíamos o tempo passar.

Parecíamos duas crianças se divertindo com a situação.

 

—  Acho que temos que voltar. — disse ele rindo passando os dedos em seus cabelos.

— Você tem razão. Acredito que já está tarde — falei caminhando para a margem.

 

Barry sorriu e olhou para nossas vestimentas encharcadas. Depois retirou toda a parte de cima do seu traje aliviado.

 

— Só Cisco para me obrigar a usar essa roupa pesada. — comentou carregando uma blusa de tecido grosso em seu braço direito. 

 

Sorri enquanto apertava os meus cabelos para tirar um pouco de água.

No tempo em que andávamos de volta a festa. Meu olhar estava preso no horizonte e os pensamentos de dúvida rondavam minha mente. 

O que estava acontecendo conosco afinal? Mas independente da maneira que nos tratamos nesta noite, ainda era possível sentir a tensão e o desconforto entre nós.

Avistei as luzes da mansão e me senti aliviada ao perceber que havíamos chegado.

Molhamos os nossos pés em uma pequena ducha e me aproximei da varanda recolhendo os meus sapatos.

 

— Você acha que existe alguma Terra, que enfim conseguimos ficar juntos? — ouço a voz de Barry atrás de mim. 

— O que? — gaguejei um pouco, claramente surpresa, enquanto os meus olhos procuraram pelos dele. 

— Não precisa me responder. — comentou ele envergonhado — Foi apenas uma pergunta sem importância. 

 

Confesso que pensar a respeito de como os meus sósias estão em outras Terras, sempre foi uma maneira divertida de passar o tempo.

Mas eu nunca tinha cogitado a possibilidade de haver outro lugar, em que daríamos certo.

Dei um pequeno sorriso encarando-o.

 

— Acredito que exista mais de uma Terra. — finalmente digo, com a voz calma e confiante.

 

Seu sorriso se acendeu. Ele alisou o seu pescoço me observando atento.

 

— É estranho me sentir esperançoso em relação a isso?

— Acho que é bom, imaginar que as nossas versões se encontraram e estão felizes de alguma forma.

 

Barry permaneceu calado e tive a impressão de que ele estava perdido em seus pensamentos. 

Entramos na mansão e passamos pela porta que ia em direção ao salão de festas. Imediatamente o encarei curiosa.

 

— Você não vai entrar? — mantive o meu olhar por um longo período em seu rosto, depois arqueei uma sobrancelha intencionalmente.

— Acredito que todos acharão estranho, o fato de eu estar voltando sem camisa. — ele abriu um pequeno sorriso — E eu quero ter certeza que você ficará bem.

 

Senti as minhas bochechas corarem e subimos a escada que dava para o segundo andar da mansão. Admito que sua atitude era desnecessária, mas eu apreciava o fato dele ainda se preocupar comigo.

Agora estávamos de frente para os nossos quartos.

Fui atingida por uma leve angústia ao perceber que a nossa noite havia acabado.  

Então olhei para a maçaneta da porta e por um instante, pensei que iríamos simplesmente se virar e entrar em nossos aposentos. Mas novamente os seus olhos se encontraram fixos nos meus e permanecemos dessa maneira por um pouco mais de tempo.

 

— Boa noite Cait. — sua mão livre deslizou pelos seus cabelos molhados, fazendo cair algumas gotículas de água no chão.

 

Eu estava começando a ficar constrangida, com o fato dele estar sem camisa, me olhando atentamente com a sobrancelha arqueada. 

 

— Boa noite. — ouço minha voz entrecortada.

 

Segurei a maçaneta e respirei fundo. Observei Barry abrir a porta de seu quarto, enquanto eu permanecia, parada, completamente imóvel.

Mas antes que eu entendesse o que estava acontecendo, senti ele colocar uma de suas mãos em meu quadril, me prensando contra a parede calmamente. 

 

— Barry... — digo incerta encarando a profundidade dos seus olhos.

— Eu sei que você provavelmente me dirá que não deveríamos estar fazendo isso. — ele parou para recuperar o fôlego — Mas não vamos pensar no amanhã. — sinto o calor de seus lábios próximo ao meu rosto. — Só dessa vez vamos deixar acontecer.

 

Com o coração acelerado, encarei a sua boca e o puxei para um beijo. Agora não era hora para arrependimentos, eu apenas queria vivenciar este momento.

Tropeçamos para dentro do seu quarto, e ele chutou a porta para trás fechando-a. 

Minhas pernas se prenderam ao redor de sua cintura, e ofegávamos entre um beijo e outro. Com meus dedos enroscados em seus cabelos, pude sentir os seus lábios quentes encontrando o caminho do meu ombro.

As mãos dele puxando-me para mais perto, enquanto sua boca se perdia em meu pescoço, que provavelmente estaria marcado amanhã. Mas tudo me aparecia tão bom, que eu não me importei.

Minha respiração acelerou quando senti seus dedos abrindo o zíper e retirando o meu vestido.

Caímos sobre a cama, com Barry pressionando meu corpo. Ele segurava minha cintura com firmeza, e nossos lábios se encontraram. Sua boca explorou cada pedacinho da minha, tornando nossa ligação ainda mais intensa, e seus dedos deslizaram pela minha coluna, fazendo-me sentir calafrios.

Seus braços me envolveram com força, e eu cravei as unhas em suas costas, agarrando-me a ele como se fosse a melhor coisa do mundo. Ele é a melhor coisa do mundo. Meus dedos prendiam em seus cabelos, forçando-o a me beijar com mais intensidade. 

Então percebo o quão maravilhoso, era a sensação de estar nos braços de alguém, de se agarrar a essa pessoa para não cair no abismo.

 

— Como senti sua falta.  —  disse Barry, como se naquele instante estivesse ouvido os meus pensamentos.

— Eu também senti sua falta. —  sussurrei. 

 

Ele sorriu, arrumando uma mecha do meu cabelo. A sua respiração estava sobre mim, e seu cheiro era refrescante, reconfortante, tranquilo. 

Como um lar.

Fazia muito tempo que eu não me sentia em casa.


Notas Finais


Gostaram? 😍 Escrevam aqui em baixo o que acharam 😍
Novo capítulo provavelmente semana que vem. 😉

Bjs


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