História Consequences - Capítulo 3


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Categorias Invocação do Mal, Vera Farmiga
Tags Parmiga, Patrickwilson, Verafarmiga
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Palavras 2.479
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Luta, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Patrick e Vera não conhecem a própria história...
❤️

Capítulo 3 - A verdadeira primeira noite


Fanfic / Fanfiction Consequences - Capítulo 3 - A verdadeira primeira noite

Outubro de 1991, Sexta-feira. 

Sentada num banco de um pequeno bar em New York, Vera fitava o vazio rodeando o dedo por seu copo.

— Está perdida por aqui?

Perguntou para a jovem loira com seus vívidos olhos azuis e sentou ao seu lado a fazendo despertar e o olhar.

— Sebastian.

Se apresentou e ela sorriu sutilmente, fazendo com que o encanto do homem crescesse.

— Vera.

— Você é linda, Vera.

Ela olhou timidamente para baixo e ele levou a mão até seu rosto o acariciando fazendo-a o olhar.

— Seus olhos são os mais lindos que eu já vi.

— Desculpe, nunca recebi elogios assim de um estranho.

Sorriu.

— Eu duvido, você é a mulher mais linda que já vi, e já vi muitas.

— Muitas?

— Muitas... – sussurrou balançando positivamente a cabeça e se aproximou da mulher que fez o mesmo – mas nenhuma como você.

Disse e fitou seus lábios os beijando em seguida.

Invadiu a boca da loira com a língua lentamente a fazendo deixar-se ser conduzida por ele; conduzida do primeiro toque sútil de seus lábios até o inferno.

Foi aí que a dor nos seus olhos começou a se formar. Ao passar do tempo notava que Sebastian não era mais o mesmo homem perfeito por quem se apaixonou naquele bar, sabia que não vivia no lado certo, mas se recusava a acreditar, por amor. Mas foi obrigada a ver, e o que era para ser o amor de sua vida foi a destruição dela.




— As estrelas me lembram você.

Patrick fala olhando pela pequena janela do quarto onde se encontravam quando a loira se aproxima vestindo apenas sua camisa branca. 

— Por quê?

— Seus olhos brilham tanto quanto elas.

Fita seu rosto podendo ver os olhos encantados da loira fixos em si e seu sorriso sútil de canto de boca que tanto amava.

— Fala isso para todas?

Brinca abrindo seu sorriso.

— Costumava falar para minha mulher antes dela me trair.

Fala e a mulher olha para baixo e respira fundo voltando a encará-lo com o mesmo sorriso.

— Não acredito que ela fez isso com um cara tão bom de cama como você.

— Com certeza ela achou alguém melhor que eu.

— Isso é verdade.

Falou mais baixo.

— O quê?

— Não acho que seja verdade.

— Eu ainda não sei a verdade, talvez ela tenha se apaixonado por outra pessoa...

— E por que a gente tá falando dela se podíamos estar fazendo coisas muito melhores.

Sorri maliciosa para ele que se aproxima pegando em sua cintura e sorrindo quando ela passa os braços por cima de seus ombros. Aproxima os lábios de seu ouvido mordiscando seu lóbulo e sussurra:

— Você é uma demônia.

— Eu causo esse efeito nas pessoas.

O olha intensamente fazendo o homem sorrir.

— Você não quer pegar minha alma e me levar junto quando for embora?

Disse fazendo a loira gargalhar, algo que sempre fazia quando estavam juntos.

— Eu já peguei sua alma...

— E algum dia você vai ser capaz de me dar algo igual?

— Não começa.

Se afasta do homem.

— Eu te avisei que não vai ter nada além de sexo aqui.

— Eu sei, mas... eu já sou quase todo seu e você... você não é nada minha.

— E nem vou ser.

O fita.

— Eu não amo as pessoas, Patrick, eu machuco elas.

— Então me machuque, mas me amando não me negando.

— Amando? Agora você está indo longe demais. Quando eu olho nos seus olhos, quando eu vejo você e enxergo além do corpo que está ao meu lado na cama, eu vejo alguém tão... doce. Não deixe eu estragar isso.

— “Doce”. Sabe o que eu vejo quando olho pra você? Dor. Eu acho que sua frieza é apenas seu jeito de dizer “não me machuque”, mas de onde vem isso?

— Estamos nos encontrando há dois meses, e isso é muito tempo para mim, porque raramente uma pessoa tem mais de uma noite comigo, mas isso não te faz especial. Não vai saber mais sobre mim.

— Eu me importo com você.

— Mas eu não me importo... com ninguém. Então não se importe com quem não se importa com você.

— Então o que eu sou pra você?

— Um corpo.

O homem apenas abaixou a cabeça e a loira revirou os olhos se aproximando dele.

— Patrick, você já deveria saber que eu não sou a pessoa para quem você pode se entregar por inteiro.

Ele a fita...

— Me leva para o seu inferno. Não importa se você não é a pessoa certa, você é melhor que eu já conheci. Eu soube quando olhei nos seus olhos pela primeira vez. Vou falar numa língua que você entenda; pode foder com a minha vida ao mesmo tempo, eu serei seu corpo.

A loira sorriu e balançou a cabeça negativamente.

— Você vai se arrepender...

— Quero que no nosso próximo encontro você me mostre um pouco dos seus segredos.

— Claro... Mas agora eu posso te mostrar algo bem mais interessante...

Ela se aproxima do homem fitando seus lábios em seguida seus olhos. Passa a ponta dos dedos por todo o seu abdômen numa velocidade quase torturante, seus lábios foram de encontro aos dele, que abriu espaço para que a língua da loira dançasse com a dele num ritmo já próprio dos dois, que na maioria das vezes, era ditado por ela. Vera o possuía de uma maneira inexplicável, ele era totalmente vulnerável a ela.

Separou seus lábios quando o ar se fez necessário, o fitando intensamente.

— Eu quero mais do que seus lábios.

Sussurrou sentindo a respiração dela junto a sua.

— E o que você está disposto a fazer para merecer isso?

— Infelizmente não tenho nada a oferecer a não ser eu.

— Você já é o suficiente.

Puxa o loiro tomando seus lábios novamente, invadindo sua boca com a língua assim que sentiu seus lábios em atrito. O empurrou fazendo com que ficasse sentado na cama com as mãos apoidas no colchão. 

— O quanto você me quer?

Disse desabotoando lentamente cada botão da camisa do homem e a tirando,  fazendo os olhos dele vidrarem em cada movimento da mulher, que revelou uma das visões que o homem mais amava: seu corpo. Despido; despido de pudor, despido de vergonha, despido de insegurança... Despido.

Aquela demônia sabia o poder que tinha, e sabia exatamente como usá-lo.

— Eu te quero como a Rainha que você é.

— Esse corpo é tudo que você vai ter de mim.

Se aproximou dele pegando seu queixo e olhando intensamente em seus olhos.

— Me faça sua Rainha, me dê o que eu mereço.

— Você já minha Rainha, Rainha da porra da minha vida toda.

Puxou a loira a jogando na cama, se arrumou entre suas pernas levando seus lábios até seu pescoço, fazendo-a fechar os olhos aproveitando o toque dos lábios de Patrick, os mesmo que ela negava querer tanto.

— Não tenha presa... Meu corpo é seu agora... Eu deixo...

O homem sugou seu pescoço e levou a mão até sua intimidade massageando seu clitóris, a sentindo umedecer sobre seus dedos.

— Isso...

— Shi... Use sua boca para outra coisa... Use ela onde ela onde ela trabalha melhor....

Ele sorri malicioso e desce passando os lábios levemente pela barriga da loira, fazendo seu corpo arrepiar com o toque sútil dos lábios do homem em contato com sua pele.

Levou os lábios até sua intimidade passando a língua por toda sua extensão, fazendo a mulher respirar mais profundamente e levar a mão até seus cabelos, mordendo o lábio inferior ao senti-lo lhe penetrar dois dedos e chupar seu clitóris com intensidade.

— Patrick...

Gemeu sentindo os dedos do homem entrar e sair de si com rapidez, enquanto sua língua ágil a chupava, fazendo a loira gemer mais alto e arquear as costas apertando o lençol entre os dedos, enquanto com a outra mão agarrou seus fios mais fortemente o incentivando a continuar.

— Porra Patrick...

Sussurrou e o homem sorriu de lado sobindo e encontrando seus olhos.

— Vai ser mal agora?

— Aprendi com você.

A penetrou de uma vez fazendo-a cravar as unhas em suas costas e o fitar quando ele tomou seus lábios para si num beijo rápido e intenso. Começou a penetrala devagar tocando seus lábios ao sair e entrar de dentro dela.

A loira aperta suas pernas ao redor de seu quadril, deixando-se levar pelo contato com o homem. Seus lábios, seus corpos, seus olhares... e algo a mais que isso. Sentimento. Algo que Vera não queria levar a diante, mas não conseguia parar. Então deixou-se levar, e por aquela noite se permitiu ter mais do que sexo do homem.

Vera beijou seus lábios para abafar seu gemido ao se entregar completamente aquele momento, cravando as unhas mais forte em sua pele a fazendo ficar vermelha. 

Patrick apertou mais forte sua coxa depositando todo seu líquido dentro da loira que separou seus lábios respirando profundamente, suas respirações eram o único som a se ouvir no quarto e a tensão dos seus olhos, que se olhavam profundamente, dava para ser sentida por qualquer um. Vera encarou seus lábios e o puxou para um beijo. Suas línguas dançavam brigando por comando. Separaram suas bocas com suas respirações totalmente descompensadas.



Assim como tudo aconteceu, a noite era fria, Vera chegou em casa e ouviu barulhos no quarto. Silenciosamente caminhou até ele, vendo seu marido com outra, pior que isso, fodendo outra na mesma cama da qual ele dizia a amar.

Naquela noite ela iria dizer para ele que estava grávida. Saiu daquele apartamento devastada, andando em prantos pelas ruas de New York. Não sabia para onde ia, só queria tirar aquela cena da cabeça e fingir que não tinha acontecido nada.

Foi parar sentada na areia da praia. Olhando para o lado ao perceber a presença de um homem estranho, que nunca havia visto antes.

— Está tudo bem com você?

— Quem é você?

— Desculpa... eu... só estou andando por aí, tentando achar uma solução para a minha vida.

A mulher riu fazendo-o não entender.

— Aposto que a minha é pior.

— No que eu poder ajudar...

— Ajudar? Um desconhecido? Da última vez que deixei um desconhecido entrar na minha vida acabei num quarto de motel e depois casada, e agora estou aqui conversando sobre minha vida com um cara que eu nem conheço porque peguei meu marido na cama com outra e sei que não foi a primeira vez.

— Bom... você não vai parar em um quarto de motel comigo, muito menos casar.

Ao fazê-la rir sentiu como se o motivo de sua existência fosse esse. Não entendeu o porquê, mas tinha algo nela; em seus olhos, seu sorriso... Ele conhecia ela, seu coração conheceu. 

— Da onde você surgiu?

— Minha namorada me pediu em casamento, estou noivo.

— E por que não está com sua noiva?

— Não sei, era para estar, mas hoje... o céu estava tão lindo que algo pareceu me chamar para esta praia, e agora sei o porquê. E também porque... eu não a amo.

Os olhos inchados da loira o fitavam, ao olhar para eles naquela noite onde estrelas, lua e mar pareciam um só, sentiu seu corpo todo arrepiar. A alegria em seu olhar se formava bem a sua frente e ele não fazia a mínima ideia.

— Desculpa, acho que a sua é pior mesmo.

— Tudo bem, desconhecido.

— Seus olhos brilham tanto quanto essas estrelas.

— Você fala isso para todas? 

Disse brincando fazendo o homem sorrir.

— Na verdade você foi a primeira. 

— Qual seu nome?

 — Patrick.


                        ***

Eram sete da manhã quando Patrick chega em casa com um sorrisso nos lábios , não percebendo a presença de Dagmara na sala.

— Bom dia.

A morena fala levantando-se fazendo o homem virarar e a olhar.

— Não precisa nem me falar nada, eu sei onde você estava, ou melhor, com quem.

— Quer saber? Eu estava com ela sim. E é com ela que eu tenho estado nos últimos dois meses. Nosso casamento já acabou a muito tempo, Dagmara, não preciso mentir pra você.

— E pelo visto você não está nem um pouco interessado em resolver isso.

— Não, eu estou interresado em dormir. Minha noite foi movimentada hoje.

— Tá aprendendo rápido. Só tome cuidado para não ficar igual!

Falou mais alto enquanto o homem sobia as escadas.

Dagmara esperou ele entrar no quarto e saiu.

                        ***

Vera ainda estava no quarto quando ouviu a porta bater, abriu e avistou a morena em pé a sua frente, que entrou sem pedir permissão olhando o quarto, ainda com vestígios do ato dos dois.

— O mesmo quarto? Não sei porquê estou surpresa.

— O que você quer Mara?

— O que VOCÊ quer? Por que está fazendo isso? Ele é sensível, você vai acabar com a vida dele. Ele acha que é seu amante, que vai viver um romance. Eu conto ou deixo ele descobrir sozinho quem você realmente é?

Falou e a loira se aproximou rindo.

— Isso é patético. Ele está saindo comigo porque quer, ninguém está obrigando ele.

— Pare de sair com ele. Eu estou te pedindo Vera, você tá tirando a única coisa que me sobrou depois do que você fez.

Seus olhos marejaram e ela baixou a cabeça fazendo a loira se aproximar e ela dera um passo para trás encostando na parede.

Vera se aproximou e fitou seus olhos.

— Está bem, eu paro de ver ele. Eu vou acabar tudo. 

— Tchau... 

Saiu e ao passar ao lado de Vera ela pega seu braço a fazendo parar sem a olhar. Acelerando sua respiração ao sentir a da loira tão próxima de si.

— Você sente minha falta?

Pergunta e a morena engoliu seco fechando os olhos e apenas pronunciou um “não” puxando seu braço para si e indo em direção a porta. Vera foi atrás e a puxou colando seus lábios e a encostando na porta.

Não demorou para Dagmara retribuir deixando a loira invadir sua boca com a língua apertando sua nuca enquanto seus lábios se tocavam intensamente e suas línguas se completavam, saciando tanto tempo de distância.

Vera separou seus lábios e colou suas testas olhando em seus olhos

— Então olha pra mim! Fala olhando nos meus olhos, sem mentir, que não sentiu minha falta.

— Eu senti tanto sua falta!

Disse num suspiro só soltando as lágrimas que seus olhos tentaram prender.

— Mas sempre que você me toca... doi.

Tirou a mão da loira de seu rosto e abriu a porta atrás de si, saindo e deixando mais uma vez Vera naquele quarto; sozinha, se culpando por ter se tornado tudo aquilo que mais odiava. 



Notas Finais


❤️


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