História Contos Brasileiros da Noite Escura - 2018 - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Ficção, Romance, Serie, Terror
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Palavras 731
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Mutilação, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Sangue Limpo III: Revelações Íntimas.


Fanfic / Fanfiction Contos Brasileiros da Noite Escura - 2018 - Capítulo 16 - Sangue Limpo III: Revelações Íntimas.

- Por que você disse “E foi também isso o que me fez querer parar”? Você teve outro motivo para desistir e procurar a cura? – Questionou Lauren curiosa.

 

- Na verdade o verdadeiro motivo foi por que conheci alguém e me apaixonei perdidamente a ponto de ceder ao desejo dela de se tornar uma imortal também, mas ela não resistiu ao meu sangue e então faleceu nos meus braços. Fui perseguido pelos seus familiares, mas ainda consegui ouvir o seu último desejo. – O jovem baixou a vista por um momento como que fosse chorar, mas já não tinha lágrimas há séculos e nem podia sorrir.

 

- O que a sua amada lhe pediu, Roberto, conte-me? – Insistiu a jovem cada vez mais envolvida com o colega.

 

- Pediu-me para não desistir do amor e encontrar alguém que realmente me completasse, pois seria a minha libertação! Foram essas as suas últimas palavras em meus braços.

 

- Um belo pedido! Mas como você sendo do outro lado do mundo consegue falar a minha língua tão bem? É muito estranho, parece que você nasceu aqui também! – Perguntou a jovem com um sorriso descontraído.

 

- Ah, essa é fácil! É só mais uma das minhas capacidades. Eu posso falar qualquer idioma que eu quiser desde que esteja naquele país ou tenha ouvido alguém o falar ou mesmo decifrar qualquer língua morta se tiver acesso aos manuscritos ou documentos que as comprovem. E é uma das minhas capacidades favoritas!

 

- E aquela história de não suportar a luz do dia é verdade mesmo?

- É a parte chata de ser um imortal, um vampiro solitário, é verdade sim, por isso me matriculei no turno da noite! – Revelou o jovem totalmente desenganado por sua sorte.

 

- Roberto? – Perguntou de súbito a garota se levantando e se voltando para o jovem.

- Diga! – Respondeu curioso o jovem vampiro.

- Como você faz para descobrir se alguém tem esse sangue puro aí?

- Bem, eu tenho que provar o sangue da pessoa e se depois eu morrer é por que a pessoa possui os glóbulos dourados em seu sangue! – Esclareceu Roberto já ficando preocupado de até onde chegaria aquela conversa.

- E se eu fosse uma dessas pessoas? Meus avós eram de Portugal e vieram para cá fugindo da segunda guerra, quem sabe? – Disse a jovem entusiasmada em querer salvar o jovem.

- Calma, Lauren, não é bem assim, por que se a pessoa não possuir os glóbulos dourados ela morre com o meu sangue em seu corpo. E não vou arriscar mais nem uma vida por isso! – Disse Roberto desencorajando a jovem com ar de reprovação.

- E aquela história de que a pessoa mordida se transforma logo em seguida em imortal também, não acontece como nos filmes? – Perguntou Lauren decepcionada.

- Não é verdade! Vampiros nascem vampiros e não se transformam em um. Toda a minha família era assim e todos foram assassinados por isso. Escapei por pouco com a ajuda de religiosos como os monges beneditinos. As pessoas comuns só serviam para nos alimentar mesmo, o que agora nem sei como falar por causa da vergonha que sinto!

 

- Quando você tocou meus lábios eu pude sentir toda a sua dor e toda a sua angústia, por isso tenho a certeza de que posso te ajudar mesmo que seja para perdê-lo para a morte! – A jovem baixou a cabeça e deixou uma lágrima rolar e cair na mão do jovem, o qual sentiu uma vibração descrita pelos monges, a qual só poderia ser causada em um vampiro por ser humano de “Sangue Limpo”. Roberto então se levantou, pegou as mãos da jovem com a sua e lhe deu mais uma vez um beijo, só que agora mais demorado. Depois de beijá-la o jovem se afastou um pouco e então lhe revelou os caninos para dizer-lhe:

- Eu sinto o sangue limpo em você pelo seu beijo, sei que você pode me libertar! Mas precisamos ir até uma igreja onde eu tenho de realizar o ritual abaixo do altar que é onde haverá minha libertação, minha morte final.

 

- Existe uma capela aos fundos da faculdade localizada num pequeno cemitério particular, lá poderemos realizar o ritual!

– Disse a jovem já aflita por saber que teria que se sacrificar e que perderia para sempre o seu futuro quase amor, mas estava disposta a fazer de tudo para salvá-lo...                                                                                                                           Continua!

 



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