História Coração no limite - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 1.204
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Even


-chegamos!-Mary diz eufórica por conta de estar bêbada. 

Eu olho para ela por um segundo ainda preocupada.Pois ela estar dirigindo bêbada e quase me matou de susto essa noite.Ela insiste em querer dirigir mesmo bêbada.Sinceramente eu vim pedindo a Deus que me proteja, pois não sei quem é a mais sem juízo.Eu por vim em um carro com uma pessoa bêbada ou a Mary bêbada na direção.Mas lembro que essa garota é impossível de domar ou acatar ordens.Mary é totalmente sem juízo. 

-tem certeza que não quer dormir aqui?-pergunto tirando o cinto de segurança.

 Ela joga a cabeça para baixo e suspira.

 -eu já te falei pela décima vez que não. 

-estou preocupada com você-aperto os lábios. 

Olho nos olhos verdes de Mary com o lápis de olho já todo borrado e sua expressão cansada.

 -Eu estou bem.Amanhã estarei melhor ainda-Sorri animada.

Como ela consegue ficar animada depois de uma noite cansativa como essa...

 -Bom, me manda mensagem quando chegar em casa-cerros os olhos.

 Mary faz sim com a cabeça. 

-agora preciso dar uma de ninja-aponto para a minha casa.

 -vou torcer para o seu pai não te matar- cruza os dedos. 

Se ele me ver chegando essa hora com certeza vai me matar.

-obrigada pela positividade-cantarolo abrindo a porta e saindo do carro. 

Mary liga o carro.

 -amanhã esteja disposta, pois preciso escolher o meu vestido para o evento do meu pai e você precisa me ajudar a está sensacional, pois maravilhosa eu já sou. 

Sorrio balançando a cabeça.

 -É apenas um jantar, Mary. 

-é O jantar.Alguém muito especial vai jantar casa, pois meu pai está todo empolgado-Diz animada. 

Fecho a porta do carro. 

-conversamos amanhã na faculdade-mando um beijo no ar-fica bem e descansa.Boa noite.

Me afasto do carro e então vou em direção da minha casa.Antes de abrir a porta tiro meu salto para não fazer barulho.Caminho pelo escuro torcendo para não tropeçar em algo.Assim que entro fecho a porta e de fininho vou em direção da porta de correr da cozinha. Antes que eu pense em chegar perto da porta a luz da sala se acende e eu dou um grito saltando pra trás. 

-puta que pariu!-Digo quando me viro e vejo meu pai sentado na sua poltrona com os braços cruzados me olhando.

Os seus cabelos com alguns fios grisalhos estão bagunçados e ele está de pijama xadrez.Ele não parece nada feliz ou satisfeito em me ver.Ele está bravo.poucas vezes eu vejo meu pai bravo, mas essa é das vezes que ele fica bravo comigo.

 -nossa pai, você por aqui-forço um sorriso. 

Eu não pedir para ir em uma "festa" essa noite.Na verdade fui em uma luta ilegal em um prédio abandonado do outro lado da cidade.Mary me arrastou e fez chantagem emocional para conseguir me convencer.Jamais vou falar para o meu pai que era uma luta.

Ele continua me olhando. Tento disfarçar quando jogo o meu salto e minha bolsa atrás do sofá pra ele não ver.

 -eu vim buscar um copo de água.Acordei com um cede. 

Me sinto ridícula. Quem em santa consciência acorda com cede vestida em um vestido cheio de brilho e de festa. 

-Você tem algo para me contar?

Olho para os lados e então respiro fundo balançando a cabeça. 

-Bom, eu tenho algo para te contar-meu pai se levanta e cruza os braços.

 Fico em silêncio. 

-Você está de castigo-ele vai em direção das escadas. 

-o que?merda...Pai...puta que pariu. 

Ele para de andar e se vira para mim.

 -olha a boca.Sem palavras de nível baixo aqui em casa.

 -desculpa pai, mas na terça-feira eu tenho o jantar na casa da Mary e...

Ele continua subindo degrau por degrau.

-foi apenas uma festa pai e não que eu quis se ir.Na verdade eu queria, mas...

 -C-A-S-T-I-G-O.

 Ele sobe as escadas sem dizer mais nada me deixando sozinha na sala.

  Bom, parece que a ideia de sair para uma "festa" escondida não deu muito certo. Eu não posso perder o jantar na casa da Mary.Ela precisa de mim.Praticamente me obrigou aceitar o convite.

 Pego as minhas coisas e subo para o meu quarto.Assim que entro fecho a porta e jogo as minhas coisas no chão.Pego meu celular na minha escrivaninha e desbloqueio a tela.Vejo três ligações perdidas no meu pai.Jogo o celular na cama e tiro o vestido de festa. Antes de me deitar tomo um rápido banho e tiro toda a maquiagem pesada que usei essa noite. Volto para o quarto e pego o meu celular.

 Mary <3 

Cheguei bem! Estou ansiosa para  comprar roupas para o jantar!!!!! Aaaaaa não vejo a hora. Beijos  

Coloco o celular na cômoda e afundo a cabeça nos meus confortáveis travesseiros.Assim me entro debaixo das cobertas encaro o teto até pegar no sono.

 ******************************

 Desço as escadas cantando summertime sadness/Lana del Rey/ por enquanto que balanço o corpo conforme a música vai avançando.Ao chegar no último degrau jogo as mãos para cima e balanço o quadril de uma forma leve.Então corro para o sofá e me jogo.Fazendo uma cena dramática quando caio no chão e rolo de um lado para o outro.A minha representação dramática de Lana del Rey é normal, pois sempre faço cenas quando escuto suas músicas.Paro de cantar e rolar no chão assim que noto alguém parado na porta da cozinha.Meus olhos sobem para o homem de boné. Meu pai está com a testa franzida e com os olhos fixos em mim. 

-ah-Tiro os fones de ouvido e abro um pequeno sorrio-Bom dia pai. 

Ele ainda me olha e então balança a cabeça negativamente.

 -A cada dia que passa fico mais preocupado com você. 

Aperto os lábios para não rir e então me levanto do chão.

-É Lana del Rey, pai.Você devia ouvir.Ela é a rainha das minhas bad-guardo o meu fone na minha mochila que logo depois jogo no sofá. 

Meu pai se vira pra mim com a sobrancelha arqueada.

 -rainha do que? 

Balanço a cabeça e sorrio. 

-Bad, pai.

 Meu pai dar as costas e vai para cozinha.Assim que passo pela porta e vou em direção ao armário bege de portas com algumas partes em vidro. 

-Você não bate bem da cabeça, Even. 

Pego uma tigela no armário e então me sento a mesa.

 -Mas você me ama-pisco e mando beijo no ar. 

Coloco leite e cereal na minha tigela. Meu pai se senta a mesa e se servi com café e torradas. 

-não pensa que me esqueci de ontem mocinha-me olha.

 Encho a minha boca de cereal e finjo não ter escutado. 

-Você sabe que precisamos conversar sobre ontem... 

Não precisamos!

Preciso sair daqui o mais rápido...

Eu não sei mentir para o meu pai

Me levanto e pego o meu celular. 

-vish pai, vai ter que ser outra hora.Agora estou atrasadisima-como meu resto de cereal.

Ele olha no relógio de pulso.

 -São 07:00.Você entra as 07:50.

Droga!

Coloco a tigela na pia correndo.

 -só que hoje tenho um trabalho para entregar. 

-Even...

 -te amo pai.

Saio pela porta da cozinha e corro para pegar a minha mochila.

 -Even

Vejo ele da cozinha e faço um coração.

 -já disse que você é o homem da minha vida?

 -Você ainda está de castigo e vai trabalhar comigo até tarde, Lembra. 

O meu sorriso desaparece.

-Pois é, você acabou de me lembrar.O-bri-ga-da .

Mary vai me matar.

Agora como vou comprar roupa com ela?



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