História De Volta Para o Futuro - Capítulo 3


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Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai
Tags Baekyeol, Chanbaek, Channie!mcfly, Devoltaparaofuturo!au, Docbaek, Kaisoo
Visualizações 40
Palavras 4.121
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ficção Científica, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie😔

Lembram que eu prometi que tentaria atualizar essa fanfic mais rápido nas notas finais do capítulo passado? Pois é, eu não cumpri essa promessa e a fanfic entrou em um hiatus, por isso eu peço minhas mais sinceras desculpas aqui aos 8 primeiros leitores que favoritaram essa fic, sério, de verdade, eu não queria ter deixado ela esse tempo "abandonada", mas aconteceram várias coisas, eu comecei fanfics novas, sem falar que essa fic já era um grande desafio para mim pois mesmo sendo baseada no filme, muita coisa é diferente, e eu tenho que adaptar tudo isso, e fazer os fatos e datas o mais preciso possível para passado e presente estarem conectados da forma mais certinha possível igual no filme...não sei se deu pra entender essa explicação mas enfim😂

Eu também fiz uma revisão na fic, reescrevi algumas coisas, mudei outras, então eu peço aos 8 primeiros leitores que favoritaram que releiam para estarem atualizados, acho que sentirão uma melhora considerável também, visto que minha escrita melhorou bastante após praticar mais escrevendo outras fics.

Então é isso meus amores, nos vemos nas notas finais.

Boa leitura.

Capítulo 3 - Beatles e um breve flashback


– Jongin, essa estação de rádio é uma porcaria, mude pra outra. – Kyungsoo reclama como sempre no banco da frente.

– Que estação você quer então? – Jongin pergunta já mudando a estação com uma mão enquanto a outra permanece ao volante guiando o carro pelas ruas de Bucheon.

– A mesma de sempre, 88,3. – responde chocando um total de zero pessoas dentro desse carro, já que toda vez é obrigatório a rádio estar sempre sintonizada na 88,3, estação favorita do Kyungsoo pelo simples fato de só tocar músicas antigas

– Amor, eu também amo as antigas, você sabe, mas você deveria se abrir mais para as atuais, tem muita música boa também. – Jongin comenta enquanto muda para a estação pedida pelo namorado, em seguida voltando com as duas mãos ao volante.

– Mas eu ouço algumas atuais, só que prefiro as antigas, dão de dez a zero nesses lixos lançados hoje em dia – começa e eu reviro os olhos –, um exemplo é esta belezinha que está tocando agora. – dá uma pausa em sua fala para escutarmos a música que eu reconheço rapidamente como ‘All my Loving’ dos Beatles.

– Clássica. – Jongin comenta enquanto estala os dedos da mão direita e balança a cabeça no ritmo da música.

Os dois então começam a cantar e eu não resisto e me junto ao casal.

Beatles né? Não tem como resistir.

Ao fim da música nós três rimos e outra qualquer começa a tocar enquanto Jongin para o carro para o sinal vermelho na avenida em frente a escola que sempre passamos.

Enquanto esperamos, vemos os alunos passando pela faixa de pedestres para entrarem na escola, todos já adolescentes entre dezesseis e dezessete anos chuto eu. Minha atenção então é voltada para dois garotos que passam pela faixa de mãos dadas, o que dá a entender que com certeza eles são namorados. Sorrio de lado ao ver a cena e parece que meus amigos perceberam também.

– Ownn! Olha que fofo amor – Jongin comenta fitando os dois colegiais apaixonados –, isso me lembra a época que nós começamos a namorar.

– Ah não! Jongin você não vai contar essa história de novo né? – Kyungsoo fala de forma repreendedora, já prevendo o que viria a seguir e eu rio.

– Não sei porque você não gosta que ele conte, eu acho a história de como vocês se conheceram tão legal. – comento.

– Será que é porque ele já contou essa história pra você e pro Baek umas mil vezes? – Kyungsoo rebate irônico.

– Yah! Mas eu quero ouvir de novo, conta ai Jongin. – incentivo enquanto ouço o mais baixo de nós resmungar.

– Certo, foi no nosso último ano do ensino médio...

– E lá vamos nós. – Kyungsoo fala em tom entediado mas o namorado apenas continua a contar a história.

– Foi uns meses antes de você chegar na cidade Chanyeol. – ele continua enquanto eu inclino meu corpo para frente interessado na história, apesar de já saber de cor e salteado – Naquele tempo eu ainda estava no time de futebol americano da escola ao invés do Club de música, e naquele dia eu e o Lay estávamos animados, e tivemos a idéia de ficar jogando a bola um pro outro no corredor enquanto a primeira aula não começava.

– Você quer dizer a péssima idéia né? – Kyungsoo alfineta e Jongin ri enquanto avança o carro ao notar o sinal já verde para os carros.

– Sim a péssima idéia...não pera – vejo sua expressão se tornar pensativa pelo retrovisor interno do carro –, não foi uma péssima idéia amor, na verdade foi uma ótima idéia, se não nunca teríamos nos conhecidos.

– Pior que é verdade. – concordo achando graça.

– Tá talvez não tenha sido uma péssima idéia...mas na hora não foi nada legal tá? Eu fiquei muito nervoso. – o baixinho comenta enquanto mantém os braços cruzados e olha pela janela do carro.

– Como foi mesmo Jongin? Você esbarrou no Kyung? – indago.

– Esbarrar é pouco. – o Do rebate arrancando uma risada do namorado.

– Eu estava bem distraído, Lay me jogou a bola um pouco mais forte que das outras vezes e eu comecei a correr de costas pra pegar, e quando me dei conta já tinha trombado no mozão e caído junto com ele no chão do corredor.

– E lá se ia minha maquete.

– Soo aquele dia tinha levado sua maquete que tinha que apresentar na aula de geografia, que era a primeira aula do dia – Jongin narra enquanto vira o carro em uma rua de colina íngrime que sempre passamos –, mas eu acabei quebrando ela toda quando deburrei ele no chão. Ele ficou desesperado quando percebeu, e eu mais ainda. Me senti realmente culpado e envergonhado por ter destruído o trabalho dele, então me ofereci pra ajuda-lo a remontar. Ele disse que era impossível, pois era pra primeira aula que começaria em quinze minutos, mas eu insisti, e insisti, e no final nós acabamos passando aqueles quinze minutos tentando concertar a maquete o mais rápido que conseguíssemos. E apesar dele ter ficado bem resistente, e com uma carranca linda no rosto no começo – o Kim vira o rosto dando um sorriso largo para o namorado que revira os olhos não contendo um sorrisinho também, virando o rosto de volta pra janela –, eu consegui puxar assunto com ele, e quebrar aquele clima pesado enquanto a gente montava a maquete. Conforme fomos conversando descobrimos que tinhamos bastante coisas em comum, tipo a preferência musical por músicas antigas. O mozão ficou louco quando soube que eu gosto de Beatles.

– Não exagere, eu só fiquei surpreso porque não tinha ninguém naquela escola com bom gosto musical. – Kyungsoo tenta se explicar – Você foi a primeira pessoa na escola que eu descobri gostar de Beatles. Nem o pessoal do Club de música não era tão fã. Fiquei realmente surpreso porque pra mim você era só mais um jogador cabeça oca do time.

Jongin gargalha ao ouvir isso.

– E depois disso a gente só ficou conversando sobre nosso ótimo gosto musical, e você perdeu o preconceito que tinha por mim. Tirou ‘A’ pela maquete reconstruída e ganhou um Jongin xonadão em você, te seguindo pela escola toda. – Jongin sorri largo para o menor e eu caio na gargalhada.

– Pobre de mim – Kyungsoo rebate e o moreno faz um bico –, que me apaixonei por um stalker. – ele completa e o sorriso do Kim volta na hora.

– Te amo também. – declara botando a mão em cima da do menor que sorri e entrelaça seus dedos aos do namorado.

Sorrio com a cena e volto a encostar no banco do carro voltando meu olhar a janela.

Ouvir os dois relembrando como se conheceram no colegial me traz uma nostálgia repentina daquela época, e sem nem perceber lembranças de como eu conheci o amor de minha vida rebobinam em minha memória como uma fita cassete.


Flashback on

(10 de Junho de 2012)

 Muito bem agora coloque no chão devagar, bem devagar pra não quebrar, pelo amor de Deus Chanyeol. – minha mãe instrui preocupada enquanto eu seguro o seu vaso Chinês e coloco no chão, colado a escada, ao lado da mesinha do telefone. – Isso! Muito bem, ficou ótimo ai. – ela fala toda empolgada olhando para o vaso que agora decora o chão da nossa casa nova.

 Ufa! – múrmuro cansado enquanto limpo a poeira imaginária das mãos, já que minha mãe sempre deixa esse vaso brilhando de tão limpo e lustrado. – Esse vaso é mais pesado do que parece.

 Mas é lindo, foi um presente da sua vó. – comenta ainda admirando o vaso.

Namore alguém que te olhe como minha mãe olha para esse vaso.

 Mãe precisa de ajuda em mais alguma coisa da mudança?

 Ah não, seu pai já me ajudou com as coisas pesadas ontem a noite, agora só sobrou minha louça e outras caixas com objetos pequenos pra desempacotar. – ela responde com as mãos na cintura enquanto passa os olhos pelas caixas que sobraram no chão da casa e eu comemoro internamente – Por quê?

 É que eu queria dar uma volta por ai, sabe? Conhecer o nosso bairro. – respondo e ela sorri.

 Pode ir, você já me ajudou a manhã inteira filho. Está liberado.

Sorrio e dou um beijo em sua bochecha.

 Valeu mãe! – digo animado já indo abrir a porta da frente.

 Só não demore pro almoço.

 Pode deixar. – falo fechando a porta e começando a andar pela calçada da rua.

Finalmente vou poder dar uma volta pelo nosso novo bairro. Eu estava doido para fazer isso desde que chegamos aqui antes de ontem, mas com a bagunça da mudança não foi possível, já que meus pais precisaram bastante da minha ajuda para pegar os móveis pesados, afinal, só somos nós três.

Nós morávamos em Seoul, mas tivemos que vir para Bucheon por conta do emprego do meu pai, então aqui estamos nós.

Eu fiquei meio desanimado no começo por ter que deixar minha antiga escola e meus poucos amigos, mas já me conformei, e agora que estou aqui, me sinto bem animado para conhecer a cidade que é bem menor que Seoul.

Vou andando pelo bairro, quarteirão por quarteirão, passando meus olhos curiosos pelas casas, comércios, e edifícios a minha volta. É um bairro bem legal, tem bastante lojas e outras coisas. Vi até uma loja de instrumentos musicais, mas estava fechada já que hoje é domingo. Tenho que me lembrar de passar lá depois e perguntar se eles arrumam cordas de violão também, visto que acabei arrebentando as do meu enquanto tocava.

Continuo andando e então vejo um parque do outro lado da rua. Sorrio e decido ir até lá dar uma volta.

Vou andando pela passarela do parque, já que a maior parte do chão aqui e grama. É um parque bem grande e arborizada. Vejo algumas pessoas fazendo um piquenique embaixo de uma árvore, e um cara jogando frisbee com o seu cachorro mais ao longe.

Continuo andando até que vejo algo que me chama atenção. Em meio a grama tem um pequeno coreto, e nele um cara de macacão em tom caramelo, usando um capacete, óculos de proteção, e com uma espécie de asas nas costas.

Junto as sobrancelhas e forço mais minha visão para ver que diabos é aquilo nas costas dele. Parece algum tipo de asas mecânicas, pois consigo ver que são sustentadas por varias partes em metal, além das partes que ele segura próximo as orelhas. Não consigo ver direito mas parecem ser...guidons de bicicleta?

Sou surpreendido então quando o cara começa a puxar os guidons para cima e para baixo, fazendo as asas em suas costas começam a bater, enquanto ele olha fixamente para frente, totalmente concentrado em seja lá o que está tentando fazer.

Sem aviso prévio o cara então corre para fora do coreto e salta batendo as asas da engenhoca em suas costas, mas acabando por ir de encontro ao chão de grama na mesma hora.

 Meu Deus! – exclamo assustado e vou correndo de encontro ao cara para ver se está bem. – Ei, Ei! Você está bem? Se machucou? – pergunto preocupado, o ajudando a se levantar do chão.

O coreto não é tão alto, mas tem uma altura razoável e uma queda de cima dele pode machucar.

 Eu estou bem. – o cara que eu percebo ser bem menor que eu – mas também isso qualquer um né Chanyeol? Afinal, você é uma girafa – diz enquanto se levanta meio desorientado pela queda – Estou bem, a grama amorteceu minha queda.

 Ah que bom. – digo aliviado, parando para analisar agora o mais baixo e sua engenhoca presa as suas costas de perto – O que você estava tentando fazer?

O cara então passa me encarar e dá um sorrisinho de lado.

 Simplesmente o que o homem sempre quis, voar! – responde simplista enquanto tira o capacete e sobe os óculos até a testa, finalmente revelando seu rosto.

E por um momento eu fico sem ação, sem folego, e sem raciocínio ao bater meus olhos em sua face.

Ele é lindo.

Absolutamente lindo.

Aparenta ter mais ou menos a mesma idade que eu. Tem olhinhos caídinhos, boca pequena, e um narizinho achatadinho e pequeno, pele branquinha como um bom copo de leite pela manhã. Mas o que mais me chama atenção são seus lindos fios de cabelo loiros. São lisos e curtos dando total visão de sua testa coberta apenas pelos óculos, parecem ser naturais também, pois suas sobrancelhas tem uma coloração um pouquinho mais escura que os cabelos. Isso me deixa intrigado, nunca vi um coreano loiro natural em toda minha vida.

 Lindo... – solto sem querer.

 O que disse?

Arregalo os olhos ao perceber que pensei alto demais.

 Ahm...nada. É só que...seu cabelo, é bonito. – não só o cabelo, mas vamos omitir isso por enquanto – Você pinta?

Quê?! Qual é o meu problema?! Que tipo de maluco chega para uma pessoa que acaba de conhecer e pergunta se ela pinta o cabelo? Ele deve estar me achando um estranho agora.

 Não, é natural. Minha mãe é alemã. Genética dela. – responde de forma natural.

Ele realmente não achou minha pergunta repentina estranha?

 Que legal ahm...

 Baekhyun! Byun Baekhyun, muito prazer. – se apresenta animado me estendendo a mão.

 Oh! O Prazer é meu Baekhyun, me chamo Park Chanyeol, mas pode me chamar de Chanyeol – aperto sua mão e meu deus! Que mãozinha mais pequena e fofa.

 Certo Chanyeol.

 Ahm, você disse que estava tentando voar?

 Exato! – solta minha mão depressa e eu já sinto falta do contato  – Projetei estas asas para tentar finalmente atingir o maior sonho do homem, poder voar assim como as aves.

 Foi você que fez isso?! – indago surpreso.

 Sim!

 Incrível! – digo impressionado.

 Incrível? A primeira tentativa foi uma catástrofe! Você não viu? – fala meio frustrado – Preciso fazer alguns ajustes e tentar novamente.

 Vai se jogar dali de novo?

 Vou, tentarei até conseguir. – fala com convicção – Escuta você por acaso viu se eu fiquei muito tempo no ar? Ou se avancei muito durante meu percurso? – o menor me pergunta enquanto ajoelha na grama e começa a mexer em sua invenção, provavelmente fazendo os ajustes que falou.

 Desculpe, eu não prestei muita atenção nisso, só fiquei preocupado que você tivesse se machucado e vim correndo ver se estava tudo bem.

O menor então para por um minuto de mexer nas asas e passa a me fitar de baixo.

 Entendo...eu...agradeço a sua preocupação por mim – diz em tom mais tímido e eu sorrio –, mas não tem com o que se preocupar, eu estou completamente seguro com meu equipamento de segurança. – diz voltando ao tom normal e apontando para os óculos e capacete jogados na grama, dando de ombros em seguida e voltando a ajustar as asas mecânicas.

Arqueio uma das sobrancelhas.

 Tem certeza que aquilo é o suficiente pra te proteger?. – questiono preocupado.

Não gosto nem de pensar nesse pequeno todo machucado por conta das quedas futuras.

 Não se preocupe Chanyeol, está tudo no mais absoluto controle e em seus devidos conformes. O coreto não é tão alto, e eu garanto que não vou precisar pular tantas vezes para minha invenção pegar vôo. – diz se levantando e colocando as asas mecânicas, o capacete e os óculos novamente – Só é meio difícil fazer isso pois eu não tenho um assistente para medir quantos metros eu avancei, cronometrar quanto tempo fiquei no ar, e fazer anotações necessárias sobre as tentativas...mas tudo bem.

Ao ouvir isso eu abro um sorriso largo.

 Pois acabou de ganhar, eu vou ser seu assistente Baekhyun. – me ofereço e o menor me olha com o semblante surpreendido.

 Você? – pergunta em tom surpreso e eu confirmo com a cabeça. – Está falando sério? – confirmo novamente. – Isso não é algum tipo de piada comigo não é? – nego achando graça de sua desconfiança.

Fofo.

Ele então coça a nuca e pondera por um momento.

 O que foi? Algum problema comigo?

 Oh! Não! Claro que não. – nega desesperado com as mãozinhas balançando em frente ao corpo – Não há nada de errado com você, é só que...as pessoas não costumam ver minhas invenções com bons olhos, na verdade eu estou até surpreso de você não ter se afastado educadamente por me achar um esquisito igual todo mundo faz. – diz de forma simplista e direta enquanto coça a nuca novamente.

Ao ouvir isso, algo dentro de mim faz eu querer abraçar esse garoto com todas as minhas forças mas eu me contenho.

 Eu não te acho esquisito – ele levanta o olhar para me fitar –, na verdade esquisito é a última coisa que você é pra mim Baekhyun. – dou um sorriso sincero.

O loirinho pisca duas vezes me olhando com uma feição engraçada no rosto e então arregala os olhos.

 Ahm...Assistente! Você disse que quer ser meu assistente certo?! – ele desconversa rapidamente e eu assinto achando graça de seu desespero.

O menor então vai até o coreto e pega uma mochila no chão, mas espera...não é uma mochila qualquer, é uma mochila do Bmo de Hora de aventura!

Deus, eu preciso casar com esse garoto urgentemente.

 Gostei da mochila. – elogio a medida que ele se aproxima.

 Obrigado, comprei numa liquidação de 30% de desconto em todos os produtos do estoque de uma loja de departamento. – explica rapidamente. Uma coisa que eu notei é que ele tem uma ótima dicção. Consegue falar uma grande quantidade de palavras rapidamente – Enfim, aqui está um cronômetro para cronometrar meu tempo de vôo, fita métrica para medir a distância que avancei, e prancheta para anotar os números de tentativas e algo que ache relevante ser escrito. – explica me entregando tudo – Alguma pergunta? – questiona me encarando.

 Ahm...

 Ótimo! Vamos começar! – diz se dirigindo depressa para cima do coreto e abaixando os óculos nos olhos – Tentativa número dois, anote ai por favor Chanyeol.

 Oh! Certo. – prontamente ajeito a prancheta nas mãos e anoto.

 Está pronto?

 Ahm, não era eu que deveria perguntar isso? Já que é você que está testando a invenção? – pergunto achando graça.

 Eu estou sempre pronto Chanyeol. – responde com convicção – Muito bem, aqui vou eu! – anuncia e na mesma hora sai correndo e pula do coreto enquanto bate as asas. Ligo o cronômetro, mas passado um segundo já aperto novamente o botãozinho pois Baekhyun não ficou nem dois segundos no ar.

Vou correndo até ele.

 Baekhyun você está bem?

 Estou...depressa! Meça quanto eu avancei com a fita métrica. – ele diz ainda no chão, sem sair do lugar e eu prontamente faço o que pede.

 1 metro. – anúncio após medir.

 Ótimo! Tenho certeza que avancei mais que da outra vez, vamos fazer mais uma tentativa. – diz animado se levantando e limpando as calças do macacão caramelo que está usando.

5 tentativas depois

 Baekhyun! – corro desesperado ao seu encontro – Baekhyun você está bem? Aigoo! Você ralou o joelho. – ajoelho próximo a ele preocupado ao ver a calça do macacão rasgada no joelho dando clara visão do machucado.

Após seis tentativas fracassadas, dessa vez aconteceu o que eu mais temia, ele se machucou.

 Chanyeol...meça a distância. – é tudo que ele fala enquanto sustenta uma expressão de dor.

 Nada disso! Você está sangrando. – aponto para seu joelho ralado – Temos que cuidar desse ferimento. – digo tirando o equipamento de suas costas.

 Não se preocupe com isso Chanyeol...eu cai de mal jeito e acabei ferindo meu joelho com uma das hastes de ferro das asas, mas...ai!...não é nada demais. – ele tenta me tranquilizar mas eu nego com a cabeça.

 Claro que é, olha o tamanho desse corte, precisamos lavar isso antes que infecione. Consegue andar? – pergunto o ajudando a levantar.

 Acho que sim. – ele dá um passo e geme de dor.

 Yah! Não consegue. – digo ficando em sua frente – Anda, sobe nas minhas costas.

 O quê?! Não, não precisa Chanyeol, eu consigo ir mancando. – diz passando por mim mancando e gemendo de dor a cada passo que dá e eu rio negando com a cabeça.

 Baekhyun suba logo, você não está em condições de andar, deixa eu te ajudar, por favor pequeno. – peço ficando em sua frente novamente o encarando.

Ele pondera por um segundo e então suspira.

 Certo, mas pra onde vai me levar?

 Procurar uma torneira nesse parque pra lavar esse corte, vem. – viro de costas abaixando o corpo novamente e sinto o menor subir em mim.

Sorrio e seguro firme suas coxas, uma de cada lado do meu corpo para que não caia.

Sinto ele depositar suas mãozinhas receosas sobre meus ombros.

 Pode segurar no meu pescoço, não quero que você caía de novo.

Dito isso ele então faz o que eu peço e rodeia meu pescoço com seus braços e eu não consigo conter outro sorriso.

Ele é tão levinho, parece que estou levando um nenemzinho, o que de fato ele é.

Após um tempo andando a procura de uma torneira, finalmente acho, o sentando rápido na grama, e começando a lavar o ferimento.

 Au! – ele geme ao sentir a água na pele machucada, sustentando uma expressão de dor.

 Desculpe, já vai passar tá bom?

 Uhum.

 Aigoo! Foi um corte grande, você não devia ter testado tantas vezes. – digo passando de leve a mão sobre seu joelhinho vermelho pelo sangue. Estou me contendo para não dar um beijo no lugar da ferida.

 Você deve estar me achando um idiota agora né? – ele começa em tom desanimado me fazendo levantar meu olhar para fitar sua face – Por ter fracassado desse jeito, depois de testar tantas e tantas vezes, ainda fiz você perder seu tempo, eu realmente sinto muito por ter feito você perder seu tempo com minha invenção fracassada. – diz abaixando o olhar constrangido e desapontado.

 E quem disse que eu perdi meu tempo? – questiono – Eu adorei ser o seu assistente! Tirando o fato de você ter se machucado foi muito divertido. – confesso sincero e Baekhyun parece surpreso com minha confissão.

 Sério? – ele pergunta e eu assinto.

O loirinho então dá um sorriso bonito de lado e eu retribuo, voltando minha atenção para o que estava fazendo, terminando de lavar seu joelho enquanto ouço seus murmúrios de dor.

 Prontinho, terminei. – anúncio desligando a torneira.

 Obrigado Chanyeol.

 Não foi nada. Vem suba de novo. – digo me abaixando de costas pra ele, que prontamente faz o que eu peço.

 Onde vai me levar? – ouço a pergunta próximo ao meu ouvido.

 Vou te levar em casa.

 O quê?! Não Chanyeol, não precisa, eu já te incomodei demais – protesta –, anda me desça, eu posso ir mancando.

 Não vou te descer Baekhyun, diga logo onde é sua casa que eu vou te levar com todo prazer, não sera incômodo nenhum pra mim.

Dito isso ele então suspira e parece entender que eu não vou deixa-lo voltar nesse estado de jeito nenhum.

 Certo. – começou se dando por vencido – Vou lhe guiar até minha casa.

Assinto abrindo um sorriso vitorioso enquanto ajeito ele direito em minhas costas para começar a andar.

Flashback off


Naquele dia, enquanto eu o levava até sua casa, ficamos conversando no caminho, um papo agradável, descobrindo coisas um do outro. Baekhyun descobriu que eu havia acabado de me mudar, e eu descobri que ele é um ano mais novo que eu. E enfim quando chegamos, ele me ofereceu uma limonada como agradecimento por toda a ajuda. Voltei para casa super atrasado para o almoço e passei o resto do dia me xingando mentalmente de todos os sinônimos de idiota possíveis por ter esquecido de pedir seu número de telefone.

Pois é, puta mancada.

Mas no final deu tudo certo, pois no dia seguinte, aquela manhã de segunda-feira me reservava algo especial. No meu primeiro dia de aula na escola nova, assim que eu entrei na sala da qual eu estava crente de que não ia ver rostos conhecidos, um rostinho conhecido estava lá em meio aos outros. Rabiscando alguma coisa no caderno, com sua típica expressão de concentração no rosto bonito sem nem ao menos mostrar interesse no aluno novo da sala vulgo eu.

Ele só veio me direcionar o olhar quando após a professora pedir que eu me senta-se onde preferisse, eu me sentei atrás dele e cutuquei suas costas ganhando finalmente sua atenção em uma expressão de surpresa por me ver novamente.

Mais tarde eu descobriria que ter escolhido me sentar atrás dele foi uma ótima idéia, não só por termos nos aproximado mais – o que era meu objetivo desde o início –, mas também porque depois de alguns meses, quando eu já era seu assistente oficial e namorado, podia ficar fazendo cafuné em seus fios loirinhos enquanto ele prestava atenção em uma aula chata de física, respondendo a todos as atividades do professor em voz alta antes mesmo dele terminar de escrever no quadro.

Meu pequeno gênio.

– Chanyeol! Ei Chanyeol! – sou tirado de meu flashback pela voz de Jongin me chamando – Vai ficar ai dentro mesmo? A gente já chegou cara. – anúncia me fitando em pé já fora do carro ao lado de Kyungsoo que me olha com as sobrancelhas juntas e os braços cruzados.


Notas Finais


Esse capítulo eu dediquei inteiramente a contar como os dois casais se conheceram, para que vocês já estejam situados ai nos acontecimentos para nos próximos capítulos entenderem melhor. Foi um capítulo necessário e espero que tenha sido agradável de ler e conhecer melhor a história de como os 4 se conheceram :3

Ah! E o macacão do Baek é o mesmo que ele usa na capa da fic viu gente, assim como a roupa que o Chany está usando no presente.

Obrigado por terem lido até aqui, e obrigado aos que não desistiram dessa fanfic por mais que tenha demorado a ser atualizada, fico muito grata pela paciência<3333

Nos vemos no próximo capítulo.

Bye Bye^^✌


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