História Depois da Tempestade - Capítulo 5


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Categorias Fairy Tail, How I Met Your Mother
Personagens Erza Scarlet, Gajeel Redfox, Gray Fullbuster, Jellal Fernandes, Juvia Lockser, Kagura Mikazuchi, Laxus Dreyar, Levy McGarden, Lucy Heartfilia, Mavis Vermilion, Mirajane Strauss, Natsu Dragneel, Rogue Cheney, Sting Eucliffe, Yukino Aguria, Zeref
Tags Baccana, Bixanna, Elfgreen, Fairy Tail, Gale, Gruvia, Jerza, Miraxus, Nalu, Rogura, Romance, Rowen, Stingyu, Zervis
Visualizações 41
Palavras 1.192
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Poesias, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 5 - Flagrante


—Estou preocupada, ela não atende o celular. -A garota diz inquieta, segurando o celular com o ombro e vasculhando a bolsa com as mãos.

—Tenho certeza que ela está bem, Lucy. Talvez ela esteja dormindo, afinal são seis da manhã. -Erza responde, tentando acalmar a amiga.

—Juvia concorda com Erza. Levy trabalhou a tarde toda ontem, devia estar cansada e por isso foi embora cedo. -A amiga sempre falava de si mesma na terceira pessoa, mas ninguém se importava com isso depois de tantos anos de amizade. 

—Droga, esse é o menor problema agora! -Diz Lucy, visivelmente assustada com algo que encontrou dentro da bolsa. 

—Como assim, Lu? -Pergunta Juvia.

—A chave do quarto...a porra da chave do quarto está comigo!

—O QUE? -Gritaram Juvia e Erza ao mesmo tempo. 

—Por que vocês estão gritando? São seis da manhã, garotas, vamos nos acalmar. Sei que o show foi de matar, mas...

—Jellal, não é hora para isso! Estamos com um baita problema. -Lucy corta o amigo. 

—Parece que alguém já está com um humor péssimo e o dia nem começou direito. O que houve? -Pergunta Rogue, se aproximando com Gray, Sting e Laxus. 

Lucy conta a todos o que aconteceu e ressalta a falta de notícias da parte de Levy. 

—Vocês sabem como ela é. -Diz a loira. —Depois do que aconteceu com Gajeel, ela sempre avisa sobre cada passo.

—Por que cada uma não tem sua própria cópia da chave? Problemas assim seriam evitados. -Diz Sting. 

—Se sua amada Yukino não tivesse levado as cópias sem querer, -As garotas tinham mais duas colegas  de quarto: Yukino, namorada de Sting e Kagura, namorada de Rogue. —com certeza coisas assim seriam evitadas. -Respondeu Erza, fazendo Sting corar e se calar. 

—Mira pegou um resfriado e não veio. Com certeza ela está no dormitório. Vou ligar pra ela e perguntar se Levy passou por lá. -Diz Laxus. 

—Não é necessário. -Fala uma voz se aproximando do grupo. 

—Como assim, Natsu? -Questiona Gray. 

—O que quer dizer com isso, darling? -Pergunta Lucy, abraçando o namorado. —Você sabe onde Levy está? 

—Sei sim. -O garoto acende um cigarro e, antes de dar um trago, diz: —Está com Gajeel. 

☔☔☔

—Você tem certeza que quer isso, Levy? -Pergunta Gajeel, enquanto tira sua blusa. 

—Tenho mais do que certeza. -Respondo de maneira firme, mesmo estando totalmente nua e com vergonha.

—Eu te amo tanto, sabia? -Gajeel diz, segurando minha mão.

—Eu te amo mais. 

Acordo abruptamente. O que diabos acabei de sonhar?, penso. Na verdade, me corrijo, o que eu acabei de lembrar? Suspiro, notando o quanto a presença dele mexe com tudo em mim, inclusive as memórias. Vejo pequenos sinais de luz transpassando a janela. O relógio em cima do criado-mudo marca sete da manhã. Mesmo aos fins de semana, eu tinha o péssimo hábito de acordar cedo. Já sentada na cama, olho para o lado e vejo Gajeel dormindo.  Aproveito para me levantar e fazer minha higiene matinal. 

Após sair do banheiro, pego minha bolsa e tento ligar meu celular, mas ele está descarregado. Observo ao redor e vejo um carregador na estante. Coloco meu celular para carregar e volto para dar uma olhada na estante. 

O gosto de livros de Gajeel realmente era de se admirar. Você encontra desde Platão e Sócrates até Stephen King e Dan Brown. Ele também tinha coleções de HQ's e vários mangás, mas o que ele mais se orgulhava de ter, era uma vasta coleção de CD's. Comecei a correr os olhos pelos títulos: Abbey Road, dos Beatles; Heaven & Hell, do Black Sabbath; ÷, do Ed Sheeran? Olho do CD para Gajeel, me perguntando o que o mordeu para essa mudança tão repentina. 

Percebo algumas caixas no canto do quarto, mas noto que uma tinha meu nome escrito. Me aproximo e agradeço por ela não estar lacrada. Quando a abro, vejo várias coisas que me pertenciam e que eu costumava deixar na casa de Gajeel. Minha coleção de livros do Percy Jackson (tenho certeza que não deixei isso lá), uma escova de cabelo e uma faixa amarela, fotos de nós dois com o pessoal, meu perfume e algumas maquiagens, mas o que me alegrou foi ver minha camiseta preta com uma pokébola no centro, meu jeans mais confortável que se encontrava em cima do casaco de frio mais quentinho do mundo e meu All Star preto. Suspirei de alívio, pois já estava imaginando como faria para pegar minhas coisas no dormitório e ter que ouvir um monólogo da Lucy. Pego essas peças e vou até o banheiro para  me trocar.

Quando volto, percebo uma pequena movimentação de Gajeel na cama. Ele continuava dormindo e me peguei sorrindo, quando o vi tão relaxado. Me sento cuidadosamente na cama e digo, enquanto passo com delicadeza os dedos em seu rosto adormecido:

—Por que você tem sempre que tentar fazer as coisas sozinho? Eu sempre estive aqui para você. Sempre. -Sussurro. —Você não precisava ter feito tudo isso pela minha segurança, pois daríamos um jeito...nós sempre arrumamos um jeito para resolver as coisas, não seria diferente agora. -Começo a sentir as lágrimas se espelhando pelo meu rosto, mas continuo falando, como se ele realmente pudesse me ouvir: —Mesmo longe, eu te sentia perto. Sei que isso é estranho, mas foi o que me confortou quando me sentia sozinha ou quando as dúvidas tentavam me matar de insegurança. -Encosto meu rosto no dele e sussurro: —Eu continuei te amando, mesmo que você não estivesse comigo, mesmo que te odiasse e amasse ao mesmo tempo. 

—Eu também continuei te amando. -Ele me responde, enquanto me puxa para cima de si.

—Por que me deixou sozinha? -Digo entre lágrimas e soluços. 

—Me desculpe, por favor...-Ele também chorava, mas ainda assim conseguiu dizer: —Não teve um dia em que eu não pensei em você, que não senti sua falta e quis voltar para te contar tudo. Mas quando pensava na possibilidade de você se machucar...-Ele fechou os olhos e respirou fundo, antes de continuar: —Eu me lembrava dos motivos do meu sacrifício e seguia em frente. 

Agora ele me abraçava e eu simplesmente retribuía. Aquele era o único lugar que eu deseja estar. 

☔☔☔

—Eu não quero saber. Vou entrar lá agora! -Dizia Lucy, enquanto ia na direção do quarto 23, no fim do segundo andar. 

—Acho que você está muito exaltada. Droga, meu bem, se acalme. 

—ME ACALMAR? -Explodiu a loira. —Minha amiga está com um cafajeste que a abandonou e meu namorado divide quarto com ele e nem se deu o trabalho de me contar. 

Ela saiu andando sem dar uma chance dele se explicar. Quando chegou na porta do quarto, colocou a chave do namorado na fechadura e deu duas voltas. 

—Lucy, espere! -Pedia Natsu, que agora via a face surpresa e envergonhada da namorada, olhando para dentro do quarto dele e do primo. 

Quando olhou para dentro, corou, mas conseguiu dar um sorriso para Gajeel, que estava deitado com Levy em cima dele. 

—LU, O QUE ESTÁ FAZENDO AQUI? -Gritou Levy, totalmente vermelha.

—A-Acho que...estou atrapalhando o casal, provavelmente. -Respondeu a loira, que mesmo brava, tinha um sorriso de felicidade nos lábios.
 



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