História Desire - Capítulo 3


Escrita por: ~

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Categorias Sean O'Pry
Tags Adulto, Drama, Romance, Sexo
Visualizações 32
Palavras 1.832
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - A Festa


Capítulo III

Enquanto estávamos andando, paramos para comprar um sorvete. Minha cabeça estava infestada de pensamentos e perguntas. Não queria demonstrar nada, mas minha mente estava me matando. -Ele é professor de que? - Queria perguntar idade, signo, onde morava. Confesso que ele havia despertado o meu interesse, mas não podia deixar isso claro. Julie parou de comer seu sorvete e me encarou rindo. - De Filosofia, sua tarada. - Ela levou a colher à boca e continuou comendo. Ri com o que ela tinha me chamado. - Não sou tarada, ele é Professor. Não viaja.- Corei, só de imaginar qualquer tipo de relacionamento com um cara que era pago para me ensinar Filosofia e não as posições do Kama Sutra. -Vai dizer que não achou ele um gato? - Riu e me olhou com uma cara de " Admita, pois sei que você concorda.". - Não adianta mentir, é verdade. Tyler White, o professor mais cobiçado do colégio. Agora só para você. Que inveja. - Ela riu e jogou os copinhos de sorvete fora. -Ser educado não é sinônimo de ser de ninguém, Julie.- Respondi em meio aos risos. Era impossível não achar graça da situação. Só pra mim? O cara só tinha sido educado e se disponibilizado para responder às minhas perguntas maçantes de como é a escola, qual andar fica o banheiro feminino e por que a comida tem sabor de papelão. Diante da minha resposta, Julie parou e me encarou com uma expressão cinica no rosto. - Não queira me enganar, Melissa Lyons. Vi como os dois estavam se olhando. E aquele papinho furado de " Pode me chamar do que quiser". Deus, ele nunca deixou ninguém além de mim, o chamar assim. Pelo primeiro nome. Às vezes até me repreende.- Nossa que cara chato. Ficava mau-humorado por causa de um nome. Ninguém é perfeito mesmo. -Aliás, como vocês se conheceram mesmo?- Ela me encarou como cinicismo novamente. Nos sentamos de frente para a outra na grama. Não estava preparada e nem com vontade daquela pergunta tão imprevisivel, mas já tinha em mente que uma hora ela chegaria e me pegaria de surpresa. - Eu derramei café nele sem querer.- Respondi com naturalidade e um risinho. Julie, por vez, parecia chocada. -Mentira, conta tudo!- Ficou enérgica e remexendo os braços com as mãos para frente e para trás, depressa. Como se estivesse ansiosa.

Contei que ele queria me comprar outro café, que ele me irritou com aquele assunto de querer chamar sua atenção. Mas não contei sobre ter o visto sem camisa, Isso não era necessário e não queria dar mais asas para a imaginação fértil de Julie dizer " O quanto ele está afim" de mim. Assim que terminei de contar tudo, ela ficou em silêncio, me encarando plerplexa, com um sorriso no rosto. - Ele não te contou que era professor? E te pagou outro café? Que lindo! Ele super te quer.- Ela batia palminhas. - Julie Climpton, para de falar bobagens. Ele me tratou educadamente. Ele me olha como olha para você e comprar café para alguém, não o faz se transformar em um príncipe encantado. -Respondi, por fim e séria. Tentando dar fim aquele assunto, que nem sei porque teve início já que tudo isso seria impossível. Mas ela estava mais interessada em prolongá-lo.

-Ou você é cega, ou é burra. Aproveita, pois nem todas têm a mesma sorte de pegar ele que nem você está tendo. Está jogando essa oportunidade de ouro no lixo.- Desatei a rir, quando me veio uma pergunta em mente que não consegui segurar. -Vocês... já ... -"Ficamos?", interrompeu-me tirando as palavras da minha boca. "Infelizmente não. Bem que eu queria..."- Prosseguiu- "Mas ele disse para não confundirmos as coisas, que me vê de um jeito diferente. Mas eu daria pra ele super fácil. - Fiquei aterrorizada com aquelas palavras. "Dar" para seu professor? Isso era totalmente imoral e antiético. Ela notou a minha expressão horrorizada e caiu na gargalhada. - Você é tão certinha que chega a ser engraçada.- " Ele tem quantos anos?" Mais uma vez as palavras escaparam da minha boca com uma facilidade tremenda. Quando parei para rever o que tinha falado, me castigava mentalmente. Que pergunta era aquela? Não interessava quantos anos ele tinha, nunca teria nada entre nós. Julie me olhou com uma expressão vingada no rosto. -Viu?- Disse em meio aos risos. De repente ela apontou para mim e riu mais. Parecia mais uma crise. -Depois diz que não está interessada.- Ok, desta vez eu quis perguntar  dei o direito de julie me zoar. De novo. -Só curiosidade...- Respondi, plena, com sorriso de criança no rosto. -25.- Respondeu com os olhos fincados num algodão doce no meio do Campus.

Os alunos estavam vendendo doces para arrecadar dinheiro para o Baile de formatura, que já era daqui há alguns meses. Reparei que me dispersei da resposta da Julie, e levei um susto ao reatá-la em minha mente. VINTE E CINCO ANOS? Ele tinha Vinte e cinco anos, namorada, era professor e tinha ficado sem blusa exibindo seu corpo maravilhoso na minha frente. O que estava acontecendo? Era o meu primeiro dia de aula. Sem nem acreditar, fiquei pensando naquele número. -Vinte e cinco anos? Ele tem vinte e cinco anos? com quantos anos ele começou a dar aulas? com treze? - Perguntei incrédula. Agora entendia o porquê dele ser tão cobiçado. O cara era gato, legal, inteligente e tinha vinte e cinco anos. Muito novo por sinal.

-Por que o espanto? Ele nem tem cara de velho. Não exagere.- Ela tinha razão, mas o professor mais novo que já tivera, tinha 49 anos. Não é tão normal ter um professor tão novo, não estou tão acostumada quanto para a minha amiga/colega. Estávamos em silêncio, mas logo foi quebrado. -Ele começou a dar aulas aqui aos dezoito anos. Ele é meio que meu irmão. -Neste momento, quando ela iria proferir a vida de Tyler, seu telefone toca. Ainda não tinha absorvido tudo aquilo. Minha cabeça estava um completo vendaval. Lotada de perguntas, sem espaço na memória . Eu estava com sede de descobrir mais detalhes sobre sua vida. Por um momento me senti invasiva, por não ter pedido permissão para saber de seu passado. Mas não podia me conter, estava animada em descobrir um pouco mais sobre ele. Mas então, Julie desligou o telefone. -Dusty acabou de ligar, vamos encontrar eles agora.- Me puxou pela mão, me conduzindo pelo Campus. -Quem é Dusty? E você não terminou de me contar a história.- Argumentei. -Dusty é fantástica. É uma das minhas almas gêmeas. Vamos nessa, você precisa conhecê-la.- Ri quando ela mencionou a palavra "Fantástica", lembrando do episódio mais cedo, com Kaytie. Só então me dei conta que ela ignorou meu apelo sobre Tyler. Mas também não quis tocar no assunto e resolvi Ignorar.

Fomos até a lanchonete, uma fora do Campus. E os amigos de Julie estavam todos lá. De repente, um cabelo ruivo me chamou a atenção e deduzi que aquela era Kaytie. Estava animada em vê-la novamente. Quando eu e Julie nos aproximamos, todos da mesa pararam para nos observar e logo ouvi um grito histérico vindo de uma menina loira que correu para abraçar Julie e quase a jogou no chão. Aquela devia ser Dusty, que havia telefonado para Julie e cortado nosso assunto na parte mais emocionante. Quando a menina ruiva se virou, notei que era mesmo Kaytie, o grupo de pessoas era bem extenso mas ela não era a única que eu conhecia. Lá estavam: Jason, o garoto do óculos, e Troy, o menino fofo que havia me elogiado mais cedo na aula de química. Julie deu um selinho em um moreno de topete e cílios grandes, e se voltou para mim. - Gente, esta é a minha colega de quarto, Melissa.- Todos sorriram e me deram boas vindas com um abraço. Kaytie pulou em cima de mim e me abraçou com força. - Vocês se conhecem? - Indagou Julie, apontando para nós. - Ah sim, a aula de Química. Como ele estava?- Voltou-se para o grupo. -Insuportável.- Falou pela primeira vez, Jason. De quem eles estavam falando? -Ele estava um amor. Pare de implicar com ele, Jay.- Disse sem pausas. -Que seja.- Jason revirou os olhos e pegou o celular. -Aliás, por que você não foi hoje, sua vagabunda?- Kaytie riu. -Ninguém quer olhar pra cara do próprio pai tão cedo. E além do mais... estava com Brandon.- Respondeu dando as mãos ao menino moreno a quem dera um selinho quando chegou. Pressupus que aquele era Brandon. -Ah, meu deus. Como eu sou desvairada. Brandon, essa é Melissa. - Nos apresentou. -Prazer, Melissa. Tomara que goste da gente, somos estranhos, mas somos legais. Garanto.- Ri com a brincadeira. Ele era bem simpático e bonito. Julie tinha se dado bem. Então ela era filha do professor. Por isso havia me dito que eles eram irmãos. Agora tudo fazia sentido. -Eai, Ju? Vai pra  festa hoje? - Perguntou um menino de cabelos cacheados. -Óbvio que sim. Vamos, Mel?- Todos os rostos imediatamente voltaram-se para mim, aguardando a minha resposta. -Não posso, tenho que ligar para a minha mãe e depois vou estudar.- O sorriso largo e brilhante desapareceu de seu rosto em questão de segundos. -Mentira que você vai deixar de se divertir para ficar trancada no quarto estudando? -Revirou os olhos. -Hoje é Segunda-Feira!- Disse para ver se ela se tocava que amanhã tinha aula. -Ninguém liga pro dia da semana, somos autênticos fazemos festas todos os dias.- Ela riu e aquilo me chocou de certa forma. -Vamos, vai ser legal. Por favorzinho.- Talvez fosse mesmo mais divertido ir à um lugar cheio de pessoas que eu não conheço. -Se você for, eu vou. Eu não gosto de festas, só pra constar. Mas seria legal ter você como companhia. Na verdade, seria perfeito. -Interveio Troy, se aproximando e sorrindo, como se quisesse me convencer. -Que horas começa?-  Respondi por fim, me rendendo. -Dez e meia.- Julie sorriu empolgada e bateu palminhas por eu possibilitar a minha presença. Dez e meia? Amanhã eu tinha que acordar às cinco da manhã e ela queria ir para uma festa dez e meia numa segunda-feira no começo do ano letivo? De jeito nenhum mesmo, Comecei a pensar em alguma desculpa. -É que eu estou muito cansada, não dormi nada à noite inteira.- Comecei a bocejar. Por um lado, era verdade. Eu não tinha dormido nada bem. Os pesadelos com Kim pairavam sobre minha mente a noite toda. -Durma agora.- Kaytie respondeu, voltando-se para mim esperançosa. Não sei se de fato queria ir. Logo pensei em ceder. -Tudo bem.- Respondi por fim. -Mas volto cedo.- Acrescentei, sabendo que era impossível chegar " cedo" de uma festa que começava tão tarde. Todos se animaram com a minha resposta e eu e Julie nos despedimos para voltarmos ao dormitório. Ela me deixou lá, mas parece que ia sair com Brandon antes da festa. Ah, a festa... 



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