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História Destino ou não - Capítulo 6


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Capítulo 6 - Incógnitas de um dia


O que diabos, Santana estava fazendo no McKinley de Rosefield, vestida de líder de torcida, dando mortais, ao invés de estar em Ohio, fazendo seja-lá-o-que-fosse? Bem longe dos sonhos/pesadelos que a Pierce costumava ter com os olhos castanhos. Isso se Santana morasse em Lima mesmo, porque a cidade era bem distante... Aquela latina parecia uma incógnita azucrinante.

Brittany ponderava sem parar, piscando vagamente. Talvez estivesse vendo coisas...

Que surpresa, não?

Afinal de contas, o destino queria mesmo que os caminhos de Pierce e Lopez chocassem mais uma vez após o episódio do penhasco. Mas isso poderia ser considerado “bom”, de alguma maneira? Parecia que, assim como um amigo inconsequente, o nosso querido universo, esqueceu-se de pensar sobre este pequeno detalhe, quando resolveu brincar com as garotas.

E agora, Brittany se contorcia de nervoso em sua cadeira.

— Você, sem dúvidas, está dentro das Cheerios. – Disse a treinadora levantando-se da cadeira para cumprimentar a nova líder de torcida. – É ótima, Santana Lopez!

— Obrigada. Treinadora...?

— Roz Washington. Já deve ter ouvido falar de mim, sou a responsável pelas únicas medalhas desse colégio. Equipe de natação, três anos consecutivos em primeiro lugar. Além disso, fiquei em terceiro lugar em nado sincronizado, nas olimpíadas de Pequim, 2008. – Discursou orgulhosamente.

Santana arqueou a sobrancelha, ela estava achando a situação engraçada, porque não, ela nunca ouviu o nome da mulher antes, e também porque estava pouco se importando com isso.

Natação, e daí?

No fim, a latina não estava a fim de dizer a verdade, e ter que ouvir uma montanha de papo furado de uma professora, que provavelmente perguntaria se ela não ligava a televisão, lia jornal ou coisas do tipo. Ainda mais quando, a professora, fazia parte do grupinho “Professores enfadonhos de egos inflados”, sim, Roz Washington era dessas, Santana já estava farta disso, e conseguia perceber pessoas assim de longe, pois, em Lima tinha de sobra.

— Claro que já ouvi, treinadora. – Mentiu, enquanto sorria simpaticamente. – Eu fico, extremamente, lisonjeada de te conhecer pessoalmente.

A mulher mais velha sorriu satisfeita, o sinal soou de fundo, ela olhou para a arquibancada atrás de si.

— Acabaram os testes por hoje, voltem pra aula! Agora.  

As garotas que ainda não haviam se apresentado frente à mulher estavam confusas e cochichavam xingamentos, insatisfeitas com a situação atual. A questão é que, elas haviam ficado muito tempo ali e faltava apenas uma aula para completar o dia, então que mal havia: perder mais outra aula, para as meninas que já tinham perdido três? Sinceramente, aquela mulher estava de sacanagem com a cara delas.

As pessoas começaram a deixar o ginásio.

— Eu vou tomar meu café, garotas. – Foram às palavras que Roz soltou antes de recolher seu caderno e sumir.

Santana estava de braços cruzados quando desviou a atenção que dava a treinadora e passou a fitar Brittany, que estava claramente fugindo do olhar da mesma. A loira, não conseguia raciocinar direito, por conta dos últimos minutos esquisitos que estava presenciando, e Quinn sentiu-se um pouco invisível diante daquilo.

E a tensão começou a tomar conta do ar.

A Lopez apertou a visão tentando lembrar-se de Brittany, por um breve momento, deu um branco em suas memórias... Mas, ela sabia que a outra era conhecida. No entanto, de onde mesmo? Porque algo estava tão diferente...

Claro, agora ela tem franja, pensou Santana, aquela loira era o anjo do farol, quer dizer, a tal miss sem sobrenome que ela salvou do penhasco em um domingo. Como esquecer? Não havia maneira de fazê-lo. Afinal de contas, a morena tinha salvado ela, conversado com ela, tomado sorvete com ela, andado na praia com ela, ouvido música com ela e é claro... Bebido com ela e até devolvido o celular perdido dela, e tudo isso em dois dias, há mais ou menos, três meses atrás.

Que ironia, até parecia que elas se conheciam há mais tempo que isso.

— Oi. – Cumprimentou Santana amigavelmente, acenando.

Brittany não percebeu, porém, um pequeno sorriso bobo cresceu em seus lábios, quando ela decidiu encarar a latina, de novo, ali de baixo, sentada naquela cadeira branca. E então perguntou:

— Tudo bem?

Como ela gostava de perguntar isso, “Tudo bem, tudo bem, tudo bem”.

A morena apenas assentiu, balançando o pescoço, todavia à medida que abriu a boca para dizer algo foi interrompida.

— Vocês se conhecem? – Quinn questionou, tirando a morena e a loira do transe.

Droga Quinnie, por que você tinha que perguntar isso agora? Veio rapidamente à mente da Pierce.

Ela não queria ter que explicar como conheceu a outra, e nem o que tinha acontecido no dia seguinte, ao primeiro encontro (E da paranoia dela em relação a isso).

— Não, lógico que não, Quinn. Só estou curiosa sobre ela... – Mentiu Brittany, se levantando depressa da cadeira. – Bem-vinda as Cheerios, Santana Lopez.

A latina ficou meio incomodada pela loira dizer que elas “não se conheciam”, mas entrou na brincadeira e sorriu falsamente, colocando ambas as mãos na cintura.

— Ah, obrigada, “coração”.

As três ficaram em silêncio, até a latina rir.

— Que foi? Não vai se apresentar? Que falta de educação...

— Pode me chamar de Brittany.

Ela continuava sendo “Só Brittany”? Santana afastou-se um pouco da mesa, impaciente. Quinn olhou para as duas, confusa, e se pronunciou.

— Ok. – Ela levantou do banco, assim como Brittany havia feito há um minuto. – Temos que admitir... Você é muito boa, Santana. Não é, Britt?

A Pierce concordou, seu corpo estava meio paralisado.

— É. Eu sei disso. – Disse Santana com ar de pouco-caso. – E qual é o seu nome?

— Eu sou Quinn Fabray. A capitã das Cheerios. Fico muito feliz que esteja se juntando a nossa equipe...

A Lopez gargalhou e pousou as mãos sobre a mesa entre elas.

— Equipe? Desculpa, mas, isso não chega perto de uma “equipe” de verdade... Sinceramente Barbie, parece que você não tem um pingo de opinião por aqui. Isso é muito chato de se ver...

— Perdão? – Quinn indagou meio chocada. – O que você quer dizer com isso?

— Tenho uma pergunta pra você Fabray. É simples: A treinadora escolhe os membros do time, sozinha, nessa escola? Porque ela nem perguntou pra vocês, se concordavam comigo entrando na “equipe”. E você é a capitã, não é? Ou eu ouvi errado?

— Eu sou, e não é bem assim Lopez... Você obviamente é boa. E não acho que teríamos qualquer argumento pra te barrar. Então...

— Uhum. Entendi...

Santana a olhou de forma sarcástica e estalou o pescoço. Quinn deu alguns passos para trás, incomodada com a recém-conversa.

— Eu vou indo, você vem comigo Brittany?

É claro que a Pierce ia com a Fabray, sua cabeça estava um turbilhão de pensamentos. Parecia até uma praga se manifestando: quando ela, enfim estava conseguindo esquecer “A esquisitice do farol de Rosefield”, a desgraçada da Santana volta para a cidade, e aparentemente estuda justamente em seu colégio.

Que coisa horrível.

— Sim, eu vou. – Respondeu Brittany, ela queria fugir dali. – Até... Santana.

— Tchalzinho “só Brittany”.

A loira alcançou a amiga sem olhar para trás, e ambas caminharam por entre o corredor lotado de armários, Quinn parou em frente a um, e começou a pegar seu material, Brittany a imitou.

— Não sei se eu gostei dela...

— “Dela” quem? – Brittany perguntou meio distraída com seus cadernos.

— Ué, da Lopez... – Quinn fechou o próprio armário. – E você?

— Ah, não sei... Por quê?

— Você não viu? Ela estava muito simpática com a treinadora, só que depois que a Roz saiu do ginásio, ela ficou fazendo piadinhas, sei lá...

— Eu não percebi. – Os olhos azuis encontraram finalmente o caderno correto, e ela o apanhou. – Temos que correr.

— Que foi, hein Britt? Parece...

— Nada, Quinnie. – Ela bateu a porta do armário. – Vamos?

— Ok.

(...)

Após a última aula daquele dia, as loiras encaminharam-se para o estacionamento do colégio, como sempre. Enquanto Brittany destrancava a porta de seu conversível, algo a chamou toda a atenção, Fabray seguiu os olhos vidrados da amiga e se deparou com a mesma cena: Santana Lopez subindo na garupa da moto de uma pessoa...

Uma pessoa cujo nome era: Noah Puckerman.

— Ah, isso é um problema. – Quinn concluiu rindo, e logo mudou de assunto. – Então, vamos encontrar com os meninos...

— Não, eu... – Brittany sentou no banco freneticamente. – Entra no carro, Quinn!

— Pra que tanta pressa? – Indagou a líder de torcida abrindo a outra porta. – Finn e Sam não deram sinal de vida ainda.

— Porque nós vamos seguir a Santana!

— Mas Brittany, você nem conhece ela! Isso é loucura.

— Vem logo!

A outra loira se acomodou no banco de passageiro, confusa. Brittany acelerou o conversível estacionamento afora, seguindo a moto do “colega” a uma distância segura.

Claramente, se Santana estava andando com Puck, talvez ela não fosse tão boazinha assim. Foi o que a Pierce pensou.

E ai, paranoia modo on.   


Notas Finais


Até <3


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