História Diamond Hearts - ( Imagine Kim Taehyung - BTS ) - (Longfic) - Capítulo 12


Escrita por: e Srta_Baby

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bangtan Boys, Bts, Drama, Hentai, Imagine, J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Kim Taehyung, Namjoon, Suga
Visualizações 465
Palavras 3.838
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


CHEGUEI MAIS CEDO! (nem tão cedo)

Eu iria vir só amanhã, mas como sou uma boa pessoa, resolvi voltar antes >.<

Este capítulo vai ter Sok Ho novamente e não me matem quando terminarem de ler, okay? ;-;

#Meda

Tenham uma boa leitura.

Capítulo 12 - More Than Kisses


Fanfic / Fanfiction Diamond Hearts - ( Imagine Kim Taehyung - BTS ) - (Longfic) - Capítulo 12 - More Than Kisses

Taehyung 


Sorrio olhando _______ já a dormir, com a cabeça deitada em meu ombro. Jimin e Yoon Bok também estão dormindo, em um sono pesado. O filme terminou e parece que já está bem tarde. _______ parecia muito cansada e quase caiu quando tentou pegar um pote no armário, então pedi para que ele descansasse amanhã, porém ela me contrariou, dizendo que precisava fazer uma faxina na casa e ainda deixar Jimin com os avós. 


É um pouco surpreendente pra mim ter conseguido gostar de alguém após tudo que aconteceu e vem acontecendo. Do nada essa mulher veio na minha casa e colocou seu seio para fora, me fez descontar toda a minha raiva nela, o que se tornou um sentimento bom. Não sei explicar muito bem o que é que me atrai nela, talvez seja tudo, o seu jeito de agir, seu corpo, seu sorriso. Ela me faz pensar numa mulher forte, que superou muitas coisas difíceis e momentos difíceis. Eu só ainda não sei que momentos são esses. 


Com cuidado me levanto devagar e a pego nos braços, fazendo uma leve careta de dor ao sentir o seu peso. Pensei que ela era mais leve. Subo as escadas tentando fazer o mínimo de barulho possível. _______ resmunga algo e abraça mais o meu pescoço, escondendo seu rosto ali, me fazendo sentir sua respiração quente. Abro a porta do seu quarto e a deito na cama cuidando o seu sono. A cubro deixando somente sua cabeça para fora e fecho as cortinas. 


Respiro fundo e olho ao redor, coloco as mãos na cintura e vejo um porta-retrato com a foto dela junto com um homem de farda. Olho fixamente para a foto e imagino que ele deveria ser seu marido. A olho rapidamente e sorrio pequeno. Beijo a bochecha de _______ e saio do seu quarto, fechando a porta devagar. Ao chegar na sala, pego Jimin no colo e o levo até o quarto dele. Rio baixinho ao ver todos os seus brinquedos jogados. Agora eu entendo o porquê da mãe dele precisar fazer uma faxina. 


Deito Jimin em sua cama e o cubro, tentando deixar ele confortável. Alcanço um ursinho de pelúcia e coloco ele entre seus braços, sorrindo. Eu tento esconder minha paixão por crianças, mas às vezes é difícil. 


— Boa noite, Jiminie... – sussurro e beijo a sua testa. 


O menino se remexe e balbuça algo como "Boa noite, papai". Engulo em seco e sorrio fraco, sentindo meus olhos arderem e meu peito encher. Saio do seu quarto e desço as escadas, desligo a televisão e seguro no carrinho de Yoon Bok. 


Ser um pai solteiro não é fácil, imagino que para ela também não deve ser. Saio da casa e tranco a porta com a chave reserva que peguei. Depois de ver o que aquele tal de Namjoon fez, prefiro previnir e trancar a porta, mesmo que ela possa me bater amanhã por ter pegado a chave da casa dela. 


                             [...] 


Calço os meus sapatos e levanto, me olho no espelho sorrindo e ajeito a minha camisa social branca. Marquei com _______ de pegar ela às oito para sairmos. Ela disse que precisamos nos conhecer melhor, e hoje parece ser um dia bom. Contratei uma babá para ficar com Yoon Bok e ela já chegou, Jimin está com os avós, então nada pode nos impedir de ficar um pouco juntos hoje. 


Pego o meu celular e a minha carteira, colocando ambos nos bolsos da minha calça. Desço as escadas animado e vejo Yoon Bok com Sarah, a babá. Pego a bebê nos braços e sorrio para ela, dizendo que vou me encontrar com _______, mesmo que ela não entenda. Deixo ela com Sarah e vejo as horas no relógio em meu pulso. 


— Qualquer coisa me liga, ok? – Sarah assente sorrindo e eu sorrio de volta. Espero que ela seja boa com bebês. 


Abro a porta e saio de casa, ansioso para ver a vizinha. Toco a campainha e verifico o meu hálito, colocando a mão na frente da boca. Pego uma bala de menta e coloco em minha boca. Sorrio para porta e reviro os olhos percebendo a demora. Toco a campainha enlouquecido, até que ela abre a porta. 


— Não pode esperar? – ela bufa e sai, se vira de costas para mim para poder trancar a porta. 


Abro mais os olhos a olhando de cima a baixo. Pisco algumas vezes olhando freneticamente para as suas pernas. _______ está com uma saia rodada e um pouco curta, preta, com uma blusa branca por cima. Ela deve gostar muito de branco e preto. Sorrio voltando a olhar a mais nova e recebo um rapa no braço. 


— Seus tapas doem, sabia?! – exclamo sofrido e faço um bico triste. 


— Por que vocês olham tanto para as minhas pernas, hm? – _______ me olha com seus olhos cerrados e passa por mim, seguindo em frente. 


— Porque elas são bonitas, muito bonitas. – explico e a sigo, abro a porta do meu carro e ela entra, sorrindo para mim. — Abusada. 


— Sou sim. – ela concorda rindo. — Mas as minhas pernas não são bonitas, Kim Taehyung. – escuto ela falar e dou a volta no carro. Entro e coloco o cinto, então a olho com as sobrancelhas levantas. — Tudo bem, hoje elas não estão bonitas. Eu estou cansada de ficar em pé e elas estão pesadas. 


— Então porque está usando saltos? – pergunto engatando a macha e saindo de ré. Faço a curva e piso no acelerador. 


— Porque eles me deixam mais linda. – a olho e sorrio assentindo. — Você também está bonitinho. – ela ri e vira o rosto, fitando algo pela janela. — Onde vamos? 


— No restaurante da esposa do Jin. – comento e ligo o som no baixinho. — Ela sabe fazer comida brasileira, então eu pedi algo especial. 


— Sério? – assinto. 


— Eu nunca comi comida brasileira, mas espero gostar. 


— Eu como somente quando vou na casa dos meus pais, mas é diferente. Os ingredientes são muitos difíceis de achar aqui. – _______ molha os seus lábios vermelhos, que estão com um batom da mesma cor. — Não me olha assim. 


— Assim como? 


— Como se quisesse me beijar. – entreabro a boca e olho para as suas pernas. — Taehyung! – levanto a cabeça e olho para frente, ouvindo risos seu. — Idiota! Vamos morrer porque você ficou vidrado na minhas pernas! 


— Desculpa. – peço rindo. — Vou parar. – digo tentando me acalmar. Ela me deixa um pouco nervoso, sem saber o que fazer. 


Foram trinta minutos de um clima bom, ela me contou sobre a sua infância e de quando ela veio para a Coreia, e eu contei sobre quando eu cantava em bares no interior. O caminho passou rápido, e logo chegamos no restaurante. Abri a porta para _______ e ela me agradeceu com um sorriso, eu aproveitei para beijar ela e sentir a maciez dos seus lábios. 


Entramos e fomos até a nossa mesa. Como é um restaurante tipicamente coreano, vamos nos sentar no chão e comer um churrasco que pedi para preparem, com farofa e feijão preto. Pesquisei muito sobre isso e, espero estar certo sobre os gostos dela. 


_______ on


É tudo muito lindo e elegante, mas tem um ar de simplicidade. Taehyung segura firme a minha mão enquanto um homem e uma mulher veem em nossa direção. O homem se parece com aquele do dia do escândalo na pizzaria, na verdade, só pode ser ele. 


— Taehyung, quanto tempo. – a mulher de doma sorri e abraça ele forte. Dou um passo para trás e comprimento o homem. — Essa é a sua nova namorada? 


— Ah...Não. – digo rapidamente, sorrindo sem jeito. A abraço rápido e olho para Taehyung. — Somos amigos, apenas isso. 


— Sei. – o homem sorri um tanto malicioso. — Eu sou Kim SeokJin, mas pode me chamar de Jin. – assinto. — Essa é a minha esposa, Seulgi. 


— _______, prazer. – sorrio da forma mais gentil possível. Eles parecem ser legais. — Acho que já nos conhecemos, naquele dia da pizzaria. – me refiro a Jin. 


— Então vocês foram para a pizzaria e nem me chamaram?! – Seulgi olha para o marido e eu rio escondido e baixinho, assim como Taehyung. 


— Só foi homens, Seulgi. – Taehyung diz após alguns segundos. — Não seria confortável pra você. 


— Mas a _______ também foi, certo? – ela me olha e eu assinto. — SeokJin! 


— Amor, ela foi com os amigos dela e nos encontramos por coincidência, não é? – assinto novamente. SeokJin abraça a esposa e sorri, tentando acalmar a fera. Homens. — Agora vamos deixar eles a sós. Aproveitem a comida. 


— Tudo bem. Fiquem a vontade e me chamem se precisarem de algo. Taehyung já conhece a casa, então ele pode te mostrar tudo depois. – Seulgi sorri e beija a minha bochecha. — Você é muito linda, mas não deixa o Taehyung te dominar. – ela sussurra somente para mim, em meu ouvido. 


— Ok. – respondo piscando para ela. Os dois saem para atender outras pessoas que chegam, nos deixando sozinhos. Taehyung me olha curioso e eu lhe dou um selinho. — Obrigada por me trazer aqui. 


— Mas nem comemos ainda. 


— É que faz muito tempo que eu não saio de casa para lugares assim, e já estou agradecendo por tudo. – explico e tiro os meus saltos, deixo a minha bolsa no chão ao lado deles e me sento em um dos lados da mesa esperando que Taehyung faça o mesmo. — Com quem deixou Yoon Bok? 


— Com uma babá. – ele responde e se senta após tirar os sapatos. Há um vasinho de flor no centro da mesa com uma rosa vermelha. — Então podemos aproveitar. 


Sorrio assentindo e percebo que não há cardápio para nós, já que Tae já havia programado tudo. Confesso que acordei um pouco de mau humorada hoje, devido todo o cansaço da semana. Eu abri os olhos e estava na minha cama, então me perguntei como eu fui parar ali. Taehyung me mandou uma mensagem explicando e eu não senti raiva dele ou algo do tipo, pelo contrário, fiquei feliz por ele não ter me deixado dormir naquele sofá duro, no qual só iria piorar o estado do meu corpo. 


— Então, o que quer saber sobre mim? – Taehyung pergunta após algum tempo em silêncio, me observando. 


— Tudo. – dou de ombros soltando um riso baixo. — Comece falando sobre você e sua vida atual. – sugiro percebendo que ele estava meio perdido. Acho que ele nunca teve um encontro, ou só é ruim nisso. 


— Ok. – o mais velho respira fundo. — Meu nome é Kim Taehyung, eu tenho a minha própria empresa de games, mas não sou rico. – rio assentindo. — Tenho uma bebê, sou pai solteiro, meus pais são separados e meu pai vive no interior de Seoul, minha mãe se casou novamente um ano depois da separação e junto veio Min Yoongi. 


— Uhum. – murmuro e sorrio para ele, que mantém uma expressão estranha na face. — Posso começar? – ele assente. — Meu nome é _______, sou brasileira, tenho um filho de dois anos, sou viúva, meus pais moram numa cidade próxima daqui, tenho minha própria boutique e não sou rica. – pisco para ele, que ri. — Tenho um irmão que não gostaria de ter e dois melhores amigos dos quais eu sempre quero guardar comigo. Meu marido morreu há dois anos e eu não gosto de falar sobre. – sorrio fraco. 


— Sua vida é mais interessante que a minha. – ele diz me olhando nos olhos. Ele e sua mania de ficar me encarando. — Você fez faculdade? 


— Sim, mas não terminei. – comento fitando as minhas mãos. Sorrio ao ver minhas unhas pintadas, depois de me convencer a fazer elas antes de pintá-las. — Eu fiz arquitetura. 


— Você parou... 


— Sim, por causa da gravidez e depois... – suspiro e fecho os olhos, me segurando para não chorar. Abro os olhos e engulo em seco. — Digamos que não podemos mudar o passado. 


— Não mesmo. – Taehyung retruca. — Vamos mudar de assunto, ok? Me diz como você era no colegial. 


Assinto rindo, já lembrando as merdas que fiz. Taehyung e eu continuamos conversando por alguns minutos, até que servem a nossa comida e, meu deus, o cheiro é ótimo. Farofa, feijão, arroz não papado, churrasco, linguiça. Eu acho que posso me acostumar com isso, com ele. 


Me sirvo animada e ao provar o primeiro pedaço da linguiça, solto um resmungo de felicidade. Faz muito tempo mesmo que não como algo parecido. Taehyung também parece gostar e, ele come de boca aberta. Solto um risinho, achando fofo. Permito-me a o observar melhor, seus traços, seu jeitinho. Ele não sabe o quanto está mexendo comigo, está me fazendo pensar em coisas bobas, como na adolescência, quando via um garoto bonito e ficava o olhando, o desejando, mesmo sabendo que nunca o tocaria. 


[...]


— Eu acho que nunca comi tanto na minha vida, nem mesmo na gravidez de Jimin. – comento e bebo um pouco do meu suco. Taehyung terminou de comer e ele me disse que também já pediu a sobremesa. — O que pediu? 


— Brigadeiro. – ele responde e eu abro um sorriso grande, não acreditando. — Você deve gostar, certo? 


— Parece até que você investigou toda a minha vida. – o olho de relance e limpo a minha boca com o guardanapo. 


Olho ao redor e noto que o restaurante já está bem cheio, diferente de algumas horas atrás. Avisto uma mulher bem vestida, toda de branco e com um olhar profundo. Ela me olha e em seguida caminha em passos firmes na nossa direção. Olho rapidamente para Taehyung e vejo seu maxilar trancado, seu rosto vermelho e suas veias um pouco expostas. 


— Onde está a Yoon Bok? – ela pergunta rouca, olhando para ele, séria e fria. 


— Você nunca mais vai se aproximar dela, ouviu?! – Taehyung eleva a sua voz e eu o olho, não entendendo nada. — O que faz aqui? 


— Só vim conferir se o que me disseram é verdade. – a mulher me olha e faz uma cara de falsa. — Arrumou outra? Ninguém é melhor do que eu, para você e para Yoon Bok. 


— T-Taehyung. – respiro fundo e coloco a mão sobre a testa. — Pode me explicar o que está acontecendo? – pergunto baixinho, notando seu olhar de fúria. 


— Vai embora daqui agora! – o Kim se põe de pé após bater com a mão na mesa, me assustando e chamando a atenção das outras pessoas. — VOCÊ NÃO PODE SE APROXIMAR DA MINHA FILHA, NUNCA! 


— Eu já cansei de ouvir você dizendo isso, Kim Taehyung. – ela ri e me olha de relance, voltando a fuminar seu olhar no homem. — Não importa o que você acha, pensa ou quer. A Yoon Bok saiu de mim, então ela ficará comigo no final! 


— SUA LOUCA EU VOU TE MATAR AGORA MESMO! – Taehyung grita raivoso e parte para cima dela. 


Me levanto e me coloco atrás dele, tentando o acalmar antes que ele faça algo que possa o fazer se arrepender depois. Segundos depois Jin e sua esposa aparecem, nessa momento uma roda já se formou entre nós. Taehyung segura nos braços daquela mulher, que agora chora pedindo para ele o soltar. Eu estou perplexa e assutada com tudo, confusa. 


— JÁ CHEGA TAEHYUNG! – Jin grita o segurando e o trazendo para longe da mulher. — E você Sok Ho, vá embora antes que eu chame o hospício pra vim te buscar! 


— Eu só quero a minha filha de volta, Kim Taehyung​. – ela diz chorando, antes de sair correndo. 


Solto o ar dos meus pulmões e abraço Taehyung forte, que agora chora de raiva. Aperto os olhos e puxo a sua camisa entre os meus dedos, tentando de alguma forma acalmar seus batimentos. Yoon Bok tem uma mãe, mas não entendo o porquê de Taehyung cuidar da bebê sozinha. 


— Se acalme, por favor. – peço baixinho. Levanto a cabeça e o fito, preocupada. — Não fica nervoso, me assusta. 


— Desculpa. – sua voz sai quase inaudível​. Me afasto dele e sorrio o olhando, seco as suas lágrimas e lhe dou um selinho, sentindo o gosto salgado das suas lágrimas. — Podemos ir embora agora? Eu...Não tenho mais cabeça. 


— Tudo bem. – assinto sorrindo e respiro fundo. Me viro e pego a minha bolsa e meus saltos, os calçando ao apoiar a mão na parede. 


— Ele age assim agora, é como se fosse automático, uma lembrança que o deixa confuso e incontrolável. – ouço Seulgi dizer. A olho e ela sorri para mim, tocando em meu ombro. — Cuide bem dele _______, ele gosta de você. 


— Eu também gosto dele. – viro a cabeça e vejo Taehyung perto do banheiro, conversando com Jin. — Queria poder entender ele e tudo isso. 


— Ele vai contar pra você, um dia, ele vai conseguir ter a coragem para isso. – pego o meu celular na bolsa e verifico as horas. 


— É algo tão grave assim? – pergunto sem expressão. Seulgi assente em um suspiro. — Vocês são amigos? 


— Desde a nossa infância. – ela sorri e segura na minha mão que está com o meu celular. — Não desista dele, hm? Eu o conheço bem, e sei que só precisa de alguém para mostrar a ele que existem pessoas boas, independente do problema delas. 


Engulo em seco e assinto. Me despeço de Seulgi com um abraço e elogiando a sua comida, que realmente estava divina. Caminho até Taehyung e me despeço rapidamente de Jin, que me diz a mesma coisa que Seulgi disse, só que com outras palavras. 


Entrelaço a minha mão na de Taehyung e aceno para SeokJin, seguindo até a porta. O Kim está de cabeça baixa e com a respiração pesada. Deixo ele entrar primeiro no carro e vejo a mensagem que minha mãe mandou, dizendo que recebeu uma ligação da casa dos Jeon de Jimin. Estranho isso. Entro no carro e coloco o cinto, porém continuo fitando a tela do meu celular.  


— Aconteceu alguma coisa? – nego sem o olhar e bloqueio o meu celular. Mordo o lábio inferior e olho para frente, sem saber no que pensar. 


Taehyung não diz mais nenhuma palavra, somente liga o carro e nos leva para a casa. É um silêncio com clima estranho, como se ambos estivessem com problemas, mas que não quisessem compartilhar isso com o outro. Fico matutando as palavras daquele tal de Sok Ho, acusando ele de ter a tirado Yoon Bok. 


É como uma fumaça preta, você quer ver, porém não consegue, então isso faz com que você pense naquela coisa que não parece o certo, mas é o mais comprovado. 


                             [...] 


Continuo abraçada a ele, que não diz nada aida, mas retribui o carinho. Eu não tenho o que dizer na verdade, mas posso confortá-lo, seja lá o que foi aquilo que aconteceu. Liguei para a senhora Jeon para saber sobre Jimin, mas ela não me deixou falar com ele e me disse que eu iria o buscar amanhã de manhã mesmo, então não fazia sentindo eu ligar. Pensei sim em ir até lá e buscar o meu menino, mas mudei de ideia depois de pensar no que poderia se transformar. 


Prendendo terminar com isso de uma vez por todas. Eles não tem esse direto de ficar com Jimin todo o final de semana, eles não são o pai dele, infelizmente ele se foi. Vou conversar com meu advogado e então Jimin só irá para a casa dos avós paternos se ele quiser, se eu quiser e somente comigo ao seu lado. Ficar sem ele num sábado é o mesmo que ver frozen sem sorvete. 


— Eu acho que vou entrar. – comento baixo e seguro o seu rosto entre as minhas mãos. — Qualquer coisa me ligue ou me mande uma mensagem​. – mordo o seu lábio inferior e sinto as suas mãos pegarem em mina cintura com força. — Você é tão forte. – fecho os olhos. 


— Você que é gostosa demais. – abro os olhos e fito os seus lábios, observando eles se aproximarem dos meus. 


Taehyung toma a minha boca com vontade, explora cada canto da minha boca e eu deixo, porque eu também quero. Puxo seus fios ralos e aprofundo o nosso ósculo, sentindo a falta de ar chegar. Junto as nossas testas e abro um sorriso grande, assim como ele faz. 


— Eu não minto quando digo que você é gostosa, muito gostosa. – sinto uma de suas mãos em meu bumbum, então logo um tapa é desferido nela. — Me deixa louco. 


— Ah. – ofego balançando a cabeça. Esse homem tem pegada e muita. — Não diga...Isso, não aqui. – toco a sua bochecha com a ponta dos seus dedos. 


— Então devemos entrar? – ele sorri malicioso. Sorrio e mordo o lábio inferior, negando lentamente. — Por que não? Eu quero fazer aquilo com você. 


— Taehyung. – sinto meus olhos molhados ao lembrar de JungKook e da nossa primeira vez. — E-Eu não estou pronta para isso, okay? – sorrio triste para ele. — Desculpa. 


— Eu entendo. – o mais velho segura o meu rosto entre as suas mãos. — Me desculpa por te forçar isso. – solto um riso negando, olhando em seus olhos. 


— Você não me forçou. – passo a mão por debaixo dos olhos. — Ouviu isso? – pergunto levantando as sobrancelhas. 


— Ouvi... 


Me viro e vejo uma mulher chamando por Taehyung, assustada. Ela atravessa a rua e percebo que ela chorou. Suas mãos trêmulas e seu rosto pálido, como se estivesse visto um fantasma. 


— O que foi, Sarah?! – Taehyung exclama arregalando os olhos. — Yoon Bok, com quem ela está?! ABRE A BOCA! 


— U-Uma mulher...Ela...E-Ela levou a Yoon Bok. – a menina diz entre soluços. 


— AQUELA VADIA! – arregalo os olhos e seguro no braço do Kim, o segurando. — ME SOLTA! EU VOU MATAR AQUELA MULHER! 


— Taehyung, para! Se acalma! Olha pra mim! – peço segurando seu rosto entre minhas mãos, mesmo que ele possa me machucar. — Vamos encontrar ela, tá?! Confia em mim. 


— Ela não pode ficar sozinha com ela, ou...Ela vai matar minha filha! – Taehyung sussurra já em meio as lágrimas. 


É difícil manter a calma numa hora como essa, eu sei. Se fosse comigo e com Jimin, seria a mesma coisa. Eu consigo sentir o medo de Taehyung, sentir o seu sofrimento. Ele não está somente assustado, mas também está confuso, parece que vai morrer se não conseguir achar a filha. 


Para uma relação, é preciso mais do que beijos, mais do que uma transa gostosa, é preciso confiança


Taehyung esperneou, gritou e chorou quase a noite toda. Não conseguimos encontrar Yoon Bok, chamamos a polícia, ligamos para a sua mãe, mas nada.  Em meus pensamentos só voavam Yoon Bok e de como ela estaria. 


Não é preciso muito para gostar de alguém, se tiver um dos fatores em comum, você pode se prender a ela, tornando-se assim, um amor de outra pessoa. 


Notas Finais


A YOON BOK SUMIU! AGORA PODEMOS SURTAR :')

Já sabem quem foi, não é? ;-;

O memorial do JungKook está chegando, quem está pronto para esfregar na cara dos Jeon um memorial perfeito levanta a mão! 🙌

Amo vocês, meus xuxus ❤

Até, se cuidem, ok? Aqui tá frio pakas :')

<333

🐼🌈💞


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