História Do Que Somos Feitos - Capítulo 16


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Categorias Justin Bieber
Personagens Justin Bieber, Personagens Originais
Tags Drama, Inanna Sarkis, Romance, Sexo, Violencia
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Palavras 3.843
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa leitura!

Notas finais!

Obrigada @majesticeagle pela dica do capítulo, eu super levei em consideração.

Capítulo 16 - Past comes on - II


Sarah Montserrat


- Já chega, Sarah! - Charles me puxou pelo braço e me jogou na cama.


Frustrada, abracei meu corpo e fechei o robe que cobria a minha melhor lingerie.


- Eu estou tentando manter o que temos nos trilhos… você sempre chega tarde e fica assistindo… eu só estava tentando…

- Me dar? Eu sei. Olha, Sarah, eu sei que você tá com isso de carência, mas porra, eu chego todos os dias cansado do trabalho!

- Eu sei, eu também saio tarde da faculdade e estou sempre tentando me aproximar de você.


Ele suspirou e passou as mãos pelos fios de cabelo perfeitos, encostando na porta, sem tirar os olhos de mim.


- Não funcionamos mais juntos… - disse ele. Meus olhos ficaram lacrimejados na mesma hora e eu neguei com a cabeça, ficando em pé.

- Funcionamos sim! É só tentar… Chaz, eu te amo! Eu te amo demais, nós somos jovens demais mas…

- Você é jovem - ele me olhou, tirando o paletó - eu sou adulto e não preciso de criança no meu pé.

- Eu não sou criança! - contestei, ficando em sua frente e por dez segundos inteiros, meu coração pareceu parar - o que é isso?!

- Isso o quê? - ele cobriu a marca que havia em seu pescoço com a mão e eu a puxei, olhando perplexa.

- Com quem você estava?! - segurei seu rosto com força e ele me empurrou.

- Eu estava no trabalho!

- Mentiroso! - golpeei seu rosto com um tapa estalado e… e meu despertador começou a tocar.


- Acorda, Sarah - Nikkei me chamou ao pé do ouvido, beijando minha bochecha - vai se atrasar.


Abri os olhos meio assustada e olhei em volta. Ufa! Não estou naquela casa, não estou vivendo aquilo de novo.


- Hm? - cocei os olhos e olhei para cama - o que você está fazendo aqui?

- Bom dia pra você também - ele ironizou e eu continuei com a cara fechada.

- Já falei sobre estar no meu quarto há essa hora da manhã quando a Sun acorda - analisei suas coisas jogadas pelo cômodo - quando foi que você chegou?

- Umas duas da manhã… vim fazer companhia - Trevor beijou meu lábio inferior e eu me levantei.

- Como você entrou aqui?

- Qual é? Agora precisa de permissão? - ele fez cara de tédio.

- Precisa. É minha casa. Eu moro com a minha filha, não com um macho.

- Nossa, acordou irritada? Tpm? Falta de sexo?

- Para de achar que todos os meus problemas é a falta de ter relação sexual - fui até o banheiro, respirando fundo - Olha, Nikkei, precisamos de estabelecer limites. Começando por isso. Não entre na minha casa de madrugada, como conseguiu minha chave?

- A Madeline me deu a dela pra eu tirar cópia - parei de escovar meus dentes assim que ele disse isso e sai com a boca cheia de espuma, olhando para ele.


Madeline nunca faria isso. Ela sabe como eu sou em relação à segurança da minha menina. Vou falar com ela depois.

Eu não estou irritada por causa do meu sonho flashback, eu estou irritada por ter um cara que praticamente invadiu a minha casa e revirou meu quarto com bagunça.


- Não é pra ela que você tem que pedir. Eu sou dona dessa casa e você não tem o direito de aparecer aqui pela madrugada e se enfiar no meio das minhas cobertas, usar o meu banheiro e deixar sua bagunça - apontei para uma cueca na cama - quando minha filha de quatro anos pode ver. Você dormiu pelado, Trevor! Já imaginou se a Sun vem ficar aqui comigo?!

- Não, não imaginei, me desculpa! - ele começou a juntar as coisas espalhadas e me olhou torto - Eu quero ter algo sério com você.

Entrei no banheiro e limpei minha boca, me olhando no espelho.

- Não vai ser invadindo a minha casa que você vai conseguir.


(...)



- Está na cara que ele te traiu, Sarah, de verdade, um chupão? Você conferiu o pau dele pra ver se não estava depilado? Se estiver é porque recebe alguma visita, você… por outro lado… - Madeline puxou o papel de seda com cera quente na minha virilha e eu tensionei o corpo - Não transa tem quanto tempo?

- Nem sei quanto tempo faz… - respirei fundo - na semana passada eu tentei… mas ele estava com o chupão e nós brigamos.

- Eu acho que ele se espantou com a sua vagina peluda - ela riu e continuou com a depilação - vai receber visita hoje?

- Vou tentar uma aproximação hoje de novo, sabe… ser mais madura e tal…


- Senhorita Sarah? Jeremy Bieber está aqui - Kim me tirou dos devaneios. Desde cedo eu venho pensando muito sobre meu antigo relacionamento com Somers e… eu era uma idiota.


Deixei isso de lado e olhei minha assistente.


- Jeremy Bieber? - de certo modo, Bieber me causa um esfriamento na espinha, seguido de uma vibração estranha nas minhas veias, como se minha corrente sanguínea estivesse feliz de ouvir esse sobrenome.


Terminei meu almoço - composto por muita batata frita - e fui ao banheiro, pedindo para Kimberley deixá-lo entrar.


Já no meu escritório, observei Jeremy entrar com dois garotos e me ajeitei, jogando umas embalagens no lixo.


- Boa tarde, Sarah - Jeremy me cumprimentou - esses são Ryan e Christian, amigos de longa data do meu filho.

- Boa tarde - sorri, os cumprimentando e fixei meu olhar no Ryan, o mais loiro - nos conhecemos? - cruzei o cenho e ele me analisou.

- Sim, cara… quanto tempo! - Ryan sorriu abertamente e eu sorri de volta - você fez faculdade em Stratford, não é?

- Sim… tínhamos aulas juntos - cumprimentei Christian, com uma sensação estranha - e então, no que eu posso ser útil? - brinquei.

- Bom, doutora, eu sei que você conhece o rapaz que está com o caso do meu filho, já que o indicou, mas ele não entrou mais contato comigo e os papéis da análise penal não estão chegando nas mãos do juiz. Os garotos estão por aqui e conheciam bem meu filho, acho que eles poderiam ser testemunhas de algo… não sei, mas estou desesperado, confesso. Não tenho mais notícias do meu Justin há dias.


Ah, Trevor, o que você anda fazendo? Por que algo me diz que coisa certa não é.


- Tudo bem, eu vou ver o que faço - olhei o relógio - Eu ligo para o senhor assim que sair do trabalho, hoje a minha agenda está lotada.

- Certo, não vamos mais tomar seu tempo, até mais, Sarah.


Nos despedimos e Ryan acenou, fechando a porta. Aquela sensação aumentou e eu me lembrei que ele era o paquera da Madeline.


- Olha, olha, olha! - Madeline me mostrou uma foto de Ryan Butler. O cara mais bajulado da Universidade depois de Christian Beadles ( o capitão do time de basquete) - ele não é o ser mais gostoso que você já viu na sua vida? - Madeline estava à ponto de engolir o celular.

- Eu sou casada - a lembrei.

- Sim, com um cara que te coloca chifres e mais chifres enquanto você acha que ele está trabalhando. Eu tenho certeza que agora ele está comendo alguém. Você só tem dezenove anos Sarah. Chaz tem vinte e três. Vocês não são marido e mulher, são dois idiotas brincando de casinha. Sou muito mais ter um relacionamento com a vovó do The Sims.


A olhei com tédio e ajeitei meu cabelo.


- O que você acha que eu devo fazer? Charles vai sair com o pessoal da empresa hoje pela noite e…

- Segue ele - disse ela, segue ele e tira as suas conclusões.


Suspirei nervosa. A ideia de estar sendo traída me deixava atormentada.

Parte de mim sabia que Madeline estava certa, mas a outra parte não queria aceitar. Eu não podia estar sendo traída. Eu o amava. Charles era o cara que eu me entreguei de cabeça apostando que iria dar certo, apesar da pressão dos nossos pais para ficarmos juntos, eu o queria. Garanto que o dia do nosso casamento, qualquer um que olhasse para mim estava enxergando pura felicidade. Meu rosto até doeu de tanto que eu sorri. Eu estava feliz e me precipitar assim poderia me deixar sem rumo. Eu sou impulsiva às vezes.


- Sarah? Seu paciente chegou. O Senhor Paul já vai entrar - levei um pequeno susto quando Kim apareceu na minha porta e a olhei, respirando fundo.

Pelo menos, falar com meu paciente que é viciado em videogames vai distrair minha  cabeça.

- Pode pedir para ele entrar - falei, dando-lhe um breve sorriso e fiz um lembrete mental :


Preciso ver como é que Trevor Nikkei está lidando com o caso Bieber.


(...)



Justin Bieber


- Bom garoto… - Trevor riu baixo, usando seu pior tom de deboche - agora que você já assinou essa papelada eu vou ver o que posso fazer por você…


Ele não vai fazer nada. Tenho certeza que ele não está fazendo nada direito com a porra do julgamento. Mesmo que a maior parte de mim não queira outra porra de julgamento, a parte racional me alerta para ter cuidado com esse cara.


- O que o parlamento sabe sobre os papéis? A maioria dos analistas aprovaram o caso? - perguntei.

- Você sabe o que é um analista e o que é parlamento? - mais uma vez, ele debochou - eles sabem o que tem que saber.

- Eu quero saber em que merda você está me metendo - me pus em pé, com as mãos para baixo por conta das algemas. Desde o dia que ele soube do meu casinho com a Sarah, eu venho para as nossas “reuniões” algemado à pedido dele.

- Só estou dando procedimento no que a Sarah estava fazendo e…

- Não, com certeza você não está - nos viramos para trás, dando de cara com a psicóloga de braços cruzados, com bolsas e pastas penduradas em seus ombros - eu nunca iria consultar alguém algemado  - Sarah deixou suas coisas na mesa e Nikkei ficou na defensiva - cai fora, Trevor, o caso é meu.

- Você abriu mão da porra do caso porque ele socou seu rosto, Montserrat! Você sabe a gravidade disso? Ele pode te machucar!

- Jeremy Bieber me procurou hoje e me disse que não tem notícias do filho - o “poço de perdição” e motivo das minhas noites em claro contrapôs, olhando de um jeito mortal para ele. 

- Justin vai sair no dia de ação de graças - Nikkei justificou.

- E por quê os papéis da análise penal não estão chegando nas mãos do juiz?


Eu sabia!


- Do que você está falando? - ele se assustou.

- Você está dispensado, Nikkei, a gente se encontra amanhã e nem pense em mentir mais - enquanto ela despeja desgosto no cara eu só consigo ver o quanto ela é sexy estando toda mandona. Se eu não fosse um Zé ninguém, eu com certeza iria fazer de tudo para enfiar uma porra de aliança no dedo dessa mulher.


Trevor pegou sua mochila e saiu, enquanto Sarah pediu para que Ulisses retirasse as minhas algemas.


Na última vez que ela veio aqui, ainda estava com medo de mim e nem deu certeza que iria voltar.


- Eu sei que eu disse que não iria mais voltar, mas eu gosto de justiça.

- E eu gosto de te ver - falei, vendo ela meio desconfortável - Você está melhor? - ela assentiu.

- Como você está sendo tratado? Estão te batendo? Arrumou confusão?


Dei risada.


- Bem, não, sim… Assim tá bom? - brinquei.

- Não, não está bom. Arrumou confusão com quem?

- Assim até parece que você se importa…

- Por que eu não me importaria? - questionou ela, pegando o famoso bloquinho de anotações preenchido por garranchos.

- Acho que você se importa porque eu beijo bem - fui modesto e ela ergueu o olhar. Essa mulher não tem um pingo de vergonha - Não é?

- Não é porque você tem uma língua gostosinha e beija bem - ela revirou os olhos - é porque eu gosto de ajudar as pessoas e acho que todo mundo merece alcançar a felicidade e obter o bem comum.

- Ela usa palavras difíceis…

- Para de me enrolar e me responde uma coisa…


Parei de ouvir assim que tive a impressão de ter ouvido essa frase antes.



- Ela está muito louca… - Ryan apontou pra uma garota que possuía uma garrafa de Sex On the beach nas mãos e um baseado nos lábios, sentada no colo de um dos jogadores de basquete de saia jeans e sutiã.

- Quem é? - dei risada, tomando um gole de cerveja

- Amiga da Madeline - ele riu também - Não lembro o nome dela, só sei que é casada.


Me espantei, sem tirar os olhos da moça.


- Quanto a anos ela tem?

- Acho que dezenove, não sei bem…


Continuei a observar a moça, que, terminou de virar a bebida e olhou em volta, saindo do colo do rapaz.


- Acho que ela te quer, se eu fosse você eu pegaria, ela tá soltinha - Ryan riu - já transou com o Rick e com o Dylan, os caras do Hugby.

- É errado porque ela tá bêbada - observei - Eu não sou assim.

- Você tá estranho, Justin, de verdade, se afastou da gente nesse último mês. As férias estão aí, era pra gente estar comemorando que vamos pro segundo ano de faculdade.

- Tenho estudado muito e reescrito minhas partituras… - ainda com os olhos na moça, a observei passar pelo centro da sala - Eu preciso beber - suspirei pesado, me apoiando no balcão que dividia a casa de república entre a cozinha e a sala de jogos.

- Bieber, para de me enrolar e me responde uma coisa…

- O que? - ergui minhas sobrancelhas.

- Tá com algum problema em casa?

- Não, cara, tá tudo numa boa… - peguei uma garrafa de vodca - e vai ficar melhor…


- Ignorada por Justin Bieber por cinco minutos exatos enquanto ele fazia uma profunda reflexão na terra do além - Sarah me cutucou e eu a olhei, coçando minha cabeça, vendo ela escrever exatamente o que disse no bloquinho.

- Você conheceu Ryan Butler?

- Se eu te contar que vi ele hoje com seu pai e com um tal de Christian Beadles você acredita? - ela riu - bom, apesar de ter sido ignorada por que você estava se fantasiando com um homem, eu o conheço da época de faculdade. Éramos do mesmo campus, ele pegava a minha melhor amiga.

- Por algum acaso ela se chama Madeline?


Sarah ficou ainda mais confusa.


- Conheceu ela?

- Conheço você de uma festa - cocei minha barba - Você foi até a República dos Wolves…  Os caras do basquete… era final de ano. Eu te vi.


O queixo dela foi ao chão e ela ficou em silêncio, parecendo pensativa por mais tempo que eu.


- Eu preciso ir embora - Sarah se levantou, puxando suas coisas toda atrapalhada e eu me levantei - talvez eu volte amanhã.

- Sarah? - a chamei, observando o tremor de suas mãos e ela saiu apressada da sala, me deixando perdido - Sarah! - Por impulso,  fui atrás, mas Ulisses passou as algemas nos meus pulsos, me impedindo - Droga… que merda foi essa?




Sarah Montserrat


Eu estou me lembrando daquela noite.

Meu Deus. Eu me lembro desde a hora em que cheguei até quando pus meus pés em casa e terminei meu casamento.


Entrei em casa após estacionar meu carro na garagem, vendo a Sun na mesa, jantando. Madeline estava ao seu lado e sorriu pra mim.


- Mamãe!! - Sunshine deu um grito caloroso e eu fui até ela, dando um beijo em sua bochecha - senta aqui, deixa eu te contar o que eu aprendi a fazer hoje…

- Sun, meu anjo, eu não estou bem… a gente pode brincar amanhã?

- O que foi? - Madeline olhou pra mim, preocupada.

- Dia ruim… você pode ficar com a Sun até mais tarde hoje? Eu vou tomar banho e espairecer um pouco.

- Claro, Sah, sem problemas.


É por essa e outras razões que eu amo a minha amiga. Ela não me pressiona e me apoia.



Fui para o quarto, enquanto a chuva de lembranças inundava a minha mente. Enchi a banheira e me despi, ficando totalmente extasiada na água, fechando os olhos.



Eu estava seguindo meu marido. Era sexta-feira à noite, Charles me disse que iria à uma reunião com os promotores. Convencida por Madeline, entrei em um dos seus carros e o segui. Charles havia entrado em um restaurante, comecei a me arrepender. Ele podia estar me dizendo a verdade, mas, quando eu decidi ir para casa e deixá-lo em paz, uma mulher maravilhosa parou ao lado de seu carro e mexeu no celular brevemente. Como eu estava muito próxima, engatei a marcha ré com o carro e desci, ficando entre umas árvores que enfeitavam a rua com decorações natalinas. Consegui ver perfeitamente quando a mulher entrou no carro dele.


Furiosa e angustiada, entrei no carro mais uma vez e comecei a ir atrás, não demoramos para chegar ao destino. Um Motel.


Eu não precisava de mais nada, de nenhuma prova. Comecei a chorar ali mesmo, no estacionamento de um motel, patético!


Somers beijou a loira com tanta vontade que eu tive inveja dela, eu estava relutante, com meus punhos fechados, com o coração partido.


Quando contei para Madeline, ela me sugeriu que eu ficasse em casa e deixou claro que era pra eu me afogar em sorvete. Madeline sabia que eu era precipitada. Não a escutei, coloquei uma saia jeans, saltos e algum tipo de camiseta, ouvi nos corredores da Universidade que haveria uma festa na República dos Wolves. A noite seria longa.


Em meia hora eu estava lá, afogando minhas lágrimas em Shoots, cheirando todo o tipo de pó que colocavam na minha frente. Era vergonhoso, mas eu estava acabada. Eu não sabia explicar o que se passava na minha cabeça, mas eu quis pagar com a mesma moeda.


Tirei minha camiseta no meio dos caras e ofereci meus peitos para eles usarem toda aquela cocaína. Haviam mãos entre as minhas pernas, o que não me deixou desconfortável.


Fui para cama com Erick Stevinson, jogador de  hóquei. Depois, com Theo Olly, atacante do time de futebol. Minha lista foi grande, até chegar em dois caras que eu achava serem os últimos. Dylan e Rick, também jogadores, os donos da República.


Tropeçando, saí do colo de algum cara e fui até uma das suítes vazias, entrando no banheiro, ignorando olhares curiosos ao longo do caminho.Fiquei me olhando no espelho, deixando a garrafa de sex on the beach no bidê e joguei o baseado no lixo.


- Você não é assim - sussurrei para o meu reflexo, chorando baixo. Chorei pelo Chaz e chorei pelo papel ridículo que passei hoje, desconhecendo o nó que estava na minha garganta. No final de tudo, eu ainda estava mal. Estava bêbada e triste.

- Tem razão… - uma voz rouca preencheu o vazio do cômodo, mas a música alta e risadas ainda continuava bombando ao lado de fora. Ergui meu rosto, olhando o rapaz atrás de mim pelo reflexo do espelho, ele jogou a garrafa no lixo e cambaleou, parecendo estar pior do que eu - eu também não sou assim… sabe? Eu era sorridente, amava a minha família… eu finjo estar bem todos os dias, moça, mas não dá muito certo. Uma hora a gente acaba na merda.


Encostei na parede e ele ficou me olhando. Acho que esse cara é o mais lindo da festa, eu não sabia se  devia olhar  para a boca ou para os olhos. Ou ele é um plágio de um anjo, ou eu estou louca demais.


- Meu marido me traiu - resmunguei, bem grogue e ri baixo, caminhando totalmente desordenada até a saída do quarto.

- Ele é um idiota, se eu tivesse uma mulher como você eu nunca trairia.

Dei risada.

- Homens são iguais…

- Deixa eu te jogar nessa cama e você vai ver que não somos iguais.


Eu já tinha feito sexo tantas vezes naquela noite, que a ideia de fazer mais uma vez me deixou assustada, mas o rapaz cujo eu nunca tinha visto era tão lindo que em segundos, nós estávamos nus.


Ele deixou as mãos entre os meus fios, me deixando imóvel na cama, enquanto seu corpo modelado por tatuagens prensava o meu, seus lábios quentes estavam me beijando com cautela, diferente dos outros caras, mesmo estando bêbado, ele estava sendo cuidadoso.


Não me lembro de detalhes, mas lembrei do que era preciso.


- Qual seu nome? - perguntei, enquanto ele se movia dentro de mim, sem muita pressa, controlando o peso.

- Justin para todos e Drew pros íntimos - Ele falou arrastado, soltando um gemido gutural, me fazendo gemer também.

- Quem teve a ideia de colocar seu nome de Drew? - continuei a falar, como se ter um diálogo durante o sexo fosse normal, mas ele não perdeu o tesão… bem, nem eu.

- Minha mãe - Justin me colocou de quatro e foi fundo, dando beijos pelo meu pescoço - Você é alérgica a camisinha?

Gemi alto, apertando o travesseiro, sem ter firmeza nas pernas por causa da bebida.

- Não… não sei… por quê?

- Você tá com marcas de látex aqui… - Justin segurou meus seios e me deixou ajoelhada - eu vou gozar fora…

Ignorei suas palavras e movi meu quadril fortemente, sentindo seu hálito quente bater no meu lóbulo.

- Não para… - resmunguei, enrolando as palavras.

- Não vou parar, gata… goza pra mim…



Com meu coração na mão, olhos arregalados e respiração entrecortada eu saí da banheira e me enrolei na toalha, correndo até a sala.


“- Porra, gata, não para”

“- Você é linda”

“ - Geme pra mim... “


- Madeline! - gritei desesperada e ela saiu do sofá, deixando a Sun dormindo ali. Não sei como ela não acordou.

- O que foi, Sarah?! Você tá sem cor! - ela segurou meu rosto e eu comecei a ofegar.

- Você conheceu Justin Drew Bieber? Na época de faculdade?

- Sim, ele era amigo do Ryan… aquele meu paquera… por que?


Eu não tive tempo de responder, desmaiei de pânico quando meus olhos encontraram os da Sun, toda confusa e com sono.


Não pode ser… Justin Bieber é o pai da Sunshine. 

Todos usaram camisinha, menos ele.


- Não esquece de tomar pílula, por segurança - Bieber beijou minha testa, assim que terminamos - até logo… como é seu nome mesmo?

- Sarah, Sarah Montserrat. 




Notas Finais


Para quem estava com toda certeza que a Sun é filha do Justin, parabéns! Estava meio óbvio, mas as histórias tem dessas, não é mesmo?
Se ficou confuso a parte de ela ter usado preservativo com todos, o Justin notou pela marca do látex, ela tinha alergia e tal. Os dois estavam bêbados, então usar camisinha não estava sendo cogitado.

"Mas Natália, por quê você não fez o hot completo? "
Por que o hot vai ser bem melhor com eles agora, estando com sanidade.

Próximo capítulo tem todas as faces do Trevor em, quem achava ele falso, vai achar pior ainda!

" Naty, o Chaz e a Geórgia sossegaram?"

Não mesmo! Ainda tem chão!
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Desculpem os erros, meu celular quebrou e eu to digitando só por misericórdia

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Obrigada pelos comentários e o incentivo da @cajuz ( nem sei se é assim o user da leitora que faz pedagogia ).
BRINCA SÓ QUEM GANHOU BOLSA NA FACUL, AAAAAA.

Todo Fuckin amor.


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