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História Doce criança - Capítulo 29


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Capítulo 29 - 26


Henry Adams

 - Não creio que pediu minha ajuda com isso Henry, poderia ter feito isso sozinho.

 - Desculpa Any, mas sabemos que meu histórico com encontros é péssimo.

 A mulher riu. Estávamos em uma loja do shopping, segundo Any era a melhor loja de Meglin city. Mason estava no provador, com as roupas escolhidas por Any e uma vendedora.

 - Sua mãe concordou em ficar com Katy sem questionar nada?

 - Meu pai aceitou.

 - Por favor não conte que estive com vocês, não quero enfrentar a fúria de Lia Adams.

 - Pode deixar Marshall, lidarei com a fúria de minha mãe sozinho.

 - Bom garoto. – Sorriu. – Mas então, como você está?

 - Bem.

 - Henry...

 - O que quer que eu diga Any? Lydia foi embora, Katherine pode acabar com a minha vida em segundos e meu filho adolescente está se preparando para o primeiro encontro, não tem como eu estar melhor.

 - Quem diria em, Henry Adams com tantos problemas assim.

 Revirei os olhos, fazendo a mulher rir. Any não era Lydia, mas ainda assim era uma companhia agradável.

 - Eu estava pensando...

 - Você compartilhando seus pensamentos? Não me diga que o fim do mundo está próximo.

 - Henry. – Sorriu. – Não, não é nada disso.

 - Então, o que é?

 - Estive pensando em como você fez um ótimo trabalho com Mason e Katy, e isso me despertou um lado materno. – Sorriu. – Estou pensando em adotar uma criança, amo o senhor miau, mas está na hora de balançar nossa rotina.

 - Nunca pensei que ouviria isso de você.

 Não estava mentindo. Any sempre teve um “plano de vida”, se casaria aos trinta, engravidaria até os trinta e três, e viveriam feliz em uma pequena casa com cinco gatos e duas crianças. Adoção nunca havia sido um assunto seu, para ser sincero, de nenhum de nós.

 - Eu sei, não tem nada do meu plano nisso. – Suspirou. – É que eu estou cansada.

 - Cansada? Precisa de férias? Por favor, não vá embora igual Lydia.

 - Acalme-se Henry. – Seu sorriso me tranquilizou. – Não irei embora, e não, não preciso de férias. Eu estou cansada da mesma coisa sempre, de sonhar com o dia que Charles entre pela porta com um lindo buquê de flor e uma proposta para o futuro. Estou cansada de esperar por alguém, de me sentir incompleta, mesmo tendo tudo.

 - Acha que uma criança vai preencher seu vazio?

 Evitei tocar no assunto ‘Charles’, sabia que era complicado para Any. Charles se encantou por Any assim que colocou os olhos nela, e tornou a mulher como um desafio para ele, visto que a Marshall não era nada parecida com as mulheres que Charles e eu se envolvia. O problema nisso tudo, é que Charles apenas queria levá-la para sua cama, infelizmente conseguiu, mas da pior forma. Turner se mostrou apaixonado por Any, fazia tudo que um bobo apaixonado faria, até conseguir o que queria. Depois de concluir o “desafio”, o encanto acabou.

 - Funcionou com você.

 - Não é assim que as coisas funcionam Any.

 - Não?

 - Não. Não fiz isso por me sentir vazio.

 - Fez por pressão de seus pais, o que é ainda pior.

 Suspirei, não sabia como tiraria aquela ideia de sua cabeça. Eu adorava a ideia da adoção, mas não estava convencido de que aquela era a melhor opção para Any.

 - Vamos lá Adams, posso fazer isso.

 - Não estou convencido disso.

 - E eu tenho que te convencer?

 - Sim.

 Any me olhou indignada, como se minha fala fosse uma ofensa para ela. Me alegrei com a ideia em minha mente.

 - Faremos assim, você fica na minha casa por uma semana, se conseguir lidar com Katy sem problema algum, estará liberada para ser mãe.

 - Sabe que não preciso da sua liberação, né?

 - Eu sei Any, mas quero que tenha certeza do que irá fazer para não se arrepender depois, não é apenas sua vida que estará envolvida nisso, terá uma criança também.

 - Certo, uma semana?

 Sorri abertamente, apertando sua mão. Aquele “acordo” me deixava mais calmo em relação a Katy, sabia que Any não deixaria nada acontecer com ela e aquilo me aliviava, principalmente com Katherine tão perto.

 - Fazendo trato com o diabo?

 - Mais respeito com seu pai, Mason. – Repreendi o garoto, que riu em resposta. – E então, escolheu alguma roupa?

 - Não.

 - Não? Mason, estamos aqui a quase uma hora.

 - Eu sei, é que nada me chamou a atenção.

 Any riu ao meu lado, se levantou puxando Mason pelo braço em direção ao provador. Segui-os confuso do que a mulher fazia. Any olhou todas as roupas já experimentadas de Mason, puxou uma calça jeans preta e uma blusa social branca.

 - Coloque isso.

 - Mas eu já...

 - Coloque isso!

 Mason entrou novamente no provador com as duas peças de roupa em mãos. Olhei para Any, sem dúvidas seria uma boa mãe, mas ainda assim eu queria ter certeza de que ela faria a coisa certa.

 - O que foi Adams?

 - O que?

 - Está me olhando igual um idiota, o que foi? Não gostou que gritei com seu filho?

 - Não, não é isso, apenas estava pensando.

 - Hmm. – Murmurou.

 Mason saiu do provador já vestido. Aquela roupa o deixava bonito, pensei em quantos momentos da vida dele eu havia “perdido”, como os pais biológicos deles conseguiam?

 - Eu disse que não...

 - Ficou perfeito Mason, pare de colocar defeito aonde não existe, esse é o trabalho de Henry.

 Olhei-a surpreso, ela ainda se lembrava que eu era seu chefe? Revirei os olhos. Any estava certa, Mason estava bonito, porém seu nervosismo não o deixava ver isso.

 - Ficou bom em você Mason, não precisa colocar defeito.

 - Acha que ela vai gostar?

 - Ela vai gostar Mason, deixe de ser paranoico. – Revirou os olhos. – Está vendo Henry, olha o que fez com o garoto.

 Repensei nosso acordo, uma semana era tempo o suficiente para Any Marshall virar meus filhos contra mim. Pensando melhor, acho que ela está mais que pronta para ser mãe.



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