História E se for amor? - Capítulo 49


Escrita por: ~

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Categorias Shingeki no Kyojin (Attack on Titan)
Personagens Hange Zoë, Levi Ackerman "Rivaille"
Tags Aot, Drama, Levihan, Romance, Snk
Visualizações 113
Palavras 2.301
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Literatura Feminina, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eeeeeeeh quarta-feira, meu dia favorito da semana <3
O cap passado ficou curtinho porque (como eu já disse) ele e este de hoje eram um só, mas decidi dividi-los para que fizessem mais sentido.

Aqui está a outra parte (que trás referência a dois personagens que tiveram suas aparições do capítulo 4). Boa leitura xuxuzinhos 😍

Ps: estou sem revisor ortográfico, então espero não ter cometido alguma gafe na escrita kkkk paciência né.

Capítulo 49 - Chegada


Fanfic / Fanfiction E se for amor? - Capítulo 49 - Chegada

 

  No fim da manhã do dia 30 de Maio, Hanji e sua equipe desembarcam no aeroporto do Cairo, Egito, e lá dois dos seus queridos amigos a esperavam —  Pietro Wernek e Malco Szafarc. O primeiro, loiro e alto, tinha um sorriso tranquilo no rosto e pousava as mãos na cintura, tirando-as apenas para acenar; a pele de seu rosto estava desgastada devido a poeira e aos raios solares. Malco, um baixinho gordo, esbanjava aquele enorme sorriso garboso; a barba farta e a pele parda conseguiam disfarçar muito bem os maus tratos dos últimos meses, mas qualquer um notaria que ele já havia passado dos 45 anos.

  Hanji largou as malas e correu para abraça-los. Moblit quase a segurou ao pensar que a moça planejava "atacar" aqueles dois cidadãos desconhecidos, mas não o fez. Os três velhos amigos começaram a conversar em um idioma desconhecido para a maioria, — o hebraico — mas logo voltaram a falar em francês. Quando estavam perto de sentirem excluídos, Zoe chamou sua equipe para perto, com aquela expressão empolgante. Eles rapidamente se juntaram e apresentaram-se. Pietro sorriu e cumprimentou a todos, enquanto Malco estava mais preocupado em se questionar do porquê uma moça tão jovem haver sido mandada para um trabalho tão difícil. Ele se referia à Nifa. Quando ele estava perto de soltar uma daquelas gracinhas nada simpáticas, sentiu alguém pisar em seu pé e se calou.

 

 

  — E aí gatinha. Conseguiu alguma namorada na França? — ironizou ele, para não perder o costume.

  — Sim grandão, mas na verdade é um namorado — explicou ela, dando ênfase na última sílaba.

  — O QUÊ? — gritou Pietro e Malco em uníssono — Você?!

  — E o que tem de tão estranho? — perguntou, inocente.

  — Nossa. Primeiro Vernek irá se casar, depois Zoe começa a namorar. Esse mundo está perdido mesmo. Vocês dois estão jogando fora toda a diversão da vida. 

  — É melhor do que ser um solteirão tarado igual você — brincou o loiro.

  — É melhor aproveitar a solteirisse do que me amarrar a uma mulher só, igual você. Pena que nossa Zoe está entrando nessa mesma fria... seguindo o caminho do martírio. Pobre moça.

  Hanji deu um grande chute na retaguarda de Malco, fazendo-o tombar para a frente e se segurar em um desconhecido que estava passando por ali.

  — Bem, me diga Hanji. Esse seu namorado ao menos é descente? Ele sabe cozinhar? Ele tem condições de zelar por sua sanidade? Ele é capaz de tolerar seus hobbies esquisitos? — questionou Pietro, com aquele ar paterno.

  — Claro meu bem! Ele faz tudo isso e mais um pouco — respondeu Hanji, não conseguindo evitar o tom sugestivo em sua voz — Mas que bom que você finalmente vai se casar com a Hortense. Ohhh, eu não vejo a hora de finalmente conhecê-la!!

  — Sabe Zoe... ouvi falar que essa mulher é vidente e fez uma amarração pra segurar Pietro. Um cara vivido como eu nunca erra nessas coisas!

  — Não seja estúpido Malco. Não é esse o tipo de videncia que ela faz. Eu só te disse isso antes porque ela tem a mania de acertar quando diz que as coisas vão acontecer — repreendeu o loiro.

  — Mas quando você vai se casar, Pietro? 

  — No fim do mês que vem, Hans.

  — Nuooooh! Isso é rápido. 

  — É. Como nós temos certeza do que queremos, decidimos não enrolar mais. Será uma cerimônia simples, mas aconchegante.

  — Mentira! — gritou Malco — Eu mesmo descobri toda a verdade. Ele só vai se casar com ela por medo de morrer de fome!

  Pietro deu um grande tapa na orelha do amigo. Esse velhote tirou o dia pra provoca-lo.

  — Ora ora, não é verdade? Zoe, ele só está se casando porque Hortense faz a melhor comida do mundo e ele está com medo de passar mais tempo comendo barrinhas e enlatados.

  — Sério Pietro?! Uaaw! — gritou Hanji.

  — Zoe — Malco cruzou os braços em torno da morena — Um cara mão de vaca que só se importa em estocar comida e tem medo de perder os suprimentos de guerra e uma mulher loira e bonita que cozinha bem e advinha o futuro. Vocês sabem o que isso significa? — dessa vez o barbudo dirige a pergunta ao amigos de Hanji, que assentem negativamente — Não sabem? Pois eu vou dizer, já que tudo isso é baseado em uma lógica simples. Se Pietro morre de medo de despertícios e da fome, é natural que ele se case com alguém que faça comida boa, evitando assim que ingredientes sejam desperdiçados na hora do preparo.

  Malco finalizou fazendo aquela expressão de convencido. Uma coisa era verdade: seu colega era o maior especialista em logística quando se tratava de estocar comida. De fome eles não morreriam.

  Pietro suspirou, desistindo, e Hanji caiu na gargalhada. Sua equipe estava ouvindo tudo isso durante todo esse tempo e também não contiveram o riso.

 

  A próxima escala seria seis horas após, então era importante aproveitar bem esse período.

  Pietro estava calmo como sempre e contou em detalhes como seria feita a cerimônia de seu casamento. Ele certamente seria um bom marido, já que segundo seu amigo "ele era o modelo de pai de família ideal, responsável e bonzinho". Moblit cuidou de tomar posse de seu bloco de papel e começou a desenhar as coisas ao seu entorno; sempre teve dotes artísticos e conseguia passar as informações para o papel de um jeito tão rápido que chegava a ser assustador.

  — Hey Mob! Aqui — Hanji juntou todos e em um abraço coletivo, todos estavam juntinhos — Nos desenhe Mob, mas se inclua no dezenho, por favor!

  — Mas líder...

  — Siga as ordens de sua mestre rapaz! — disse Malco.

  — Sim senhor! — Moblit rapidamente começara a desenhar a todos. Keiji era o mais fácil de ser desenhado, talvez devido aos traços simples de seu rosto. 

  Quando todos já estavam cansados daquela posição, Moblit grita um tanto atordoado: "A-acabei!"

  Hanji agarra o bloco de papel e solta um longo "UAAAW''. Todos a cercam, fitando o desenho. Fazem o mesmo, em um uníssono som de admiração.

  — Seu pupilo tem talento. Podemos emoldurar — comentou Pietro.

  Berner estava envergonhado. A cor de sua face estava rosada. Os presentes ali nem sequer imaginavam a força que aquele bloco de papel teria dali em diante. Fotos, lembranças, desenhos e diários... sempre foram os documentos históricos da memórias. Dessa vez não seria diferente. Esse desenho realista, com toda a equipe reunida, se tornaria algo extremamente valioso para Hanji Zoe e os demais.

 

  Minutos depois, todos almoçaram no restaurante do aeroporto. Comida egípcia, uma iguaria. Tinha muito vinho e frutas. Pietro, que sempre fazia a pose de paizão da galera, foi coagido por Hanji a pagar a conta, e ele o fez sem relutar.

  Ou a comida estava boa demais, ou a fome estava terrível, mas uma coisa era certa: eles repetiriam, se não fosse a cara de bravo que o responsável pela conta estava fazendo.

  Hanji se atracou com um cacho de uvas roxas e dividiu-as com Nifa e Goggles. Pietro conversava tranquilamente com um jovem chinês, que estava mochilando por aquele país. Moblit se juntou a conversa e logo aquilo de tornou um caldeirão de informações sobre a culinária chinesa, economia de suprimentos de guerra, transporte de armas feita pelos terroristas e claro, casamento.

  Finalmente, todos tomaram vinho em uma espécie de terraço arvorejado, na parte externa do aeroporto. Tinha grama, e uma parte do local era descoberta, fazendo com que os raios solares atingissem a todos. Ali eles conversaram sobre Levi Ackerman e a habilidade que ele tinha de permanecer sério e infalível mesmo diante de uma situação engraçada. Hanji fez questão de comentar que Levi nunca sorria, exceto nas horas indevidas, o que era engraçado. Malco fez piada disso; dizendo que a maioria dos franceses são sérios, rígidos e que não achavam graça em nada. "Eles só se importam em comer pato e patê", dizia ele, imitando — sem perceber — o mesmo tom de voz de Pixis, ao falar mal dos franceses.

  Zoe deu uma bronca no amigo e disse que apesar da carapuça rígida e conservadora de Levi, ele também era bastante flexível quando a situação pedia.

  Era incrível. Era realmente incrível como todos estavam se dando bem uns com os outros. Hanji tinha a habilidade de transformar um ambiente sério em um lugar gostoso de se estar. A sensação era amistosa e embora as horas de passassem, isso era quase imperceptível.

  Contaram em como o Afeganistão estava sofrendo nos últimos meses. O número de refugiados estava crescendo e a cada dia surgiam novos grupos rebeldes, dizendo-se independentes e lutando contra os militares ou contra outros rebeldes. Não era difícil enlouquecer naquela situação, então, ou você procurava um jeito de se divertir com a profissão, ou você se entregaria ao desespero dos conflitos.

  ''Em toda era e em todo local, os feitos dos homens permanecem os mesmos''¹, disse Goggles em tom solene. Ele abrira a boca pela primeira vez desde então. Todos o olharam espantados e notaram a seriedade da situação. Realmente. Milhares de anos atrás os humanos estiveram lutando contra sua própria espécie, sem direito ao diálogo e a concordância; isso ainda acontece. As pessoas simplesmente não abrem mão de nem 1% de seus benefícios para ceder à guerra, e por isso elas continuam a acontecer, milênios após milênios.

  Malco abaixou a cabeça e se calou pela primeira vez. Nunca foi ortodoxo, mas conhecia bem as história de seus antepassados. Seu bisavô paterno e a irmã dele foram mandados para uma câmara de gás, enquando residiam escondidos na Holanda, em 1943. Isso havia acabado, mas a guerra Palestina x Israel se mantém acesa há mais de cinco mil anos. Política, religião e egoísmo... umas das razões para ele ter escolhido se tornar fotógrafo de guerra, prometendo que nunca deixaria de registrar os conflitos de sua terra natal.

  — Pessoal, chega de deprê! — gritou Hanji, levantando-se da cadeira e pousando as mãos na cintura. Os óculos estavam no topo de sua cabeça, e ela sorria alegramente — Vamos todos chutar as bundas peludas de todos os safados oportunistas que encontrarmos pelo caminho. Isso será muito divertido! Imaginem nossas fotos nos livros de história daqui há cinquenta anos! Vai ser tãaaao legal! — ela cerra os punhos e suas bochechas ganham um enorme tom de vermelho; seus amigos sorriem e o clima muda de imediato — Nuuuoh, isso mesmo. Gosto de ver esse sorriso no rostinho de vocês. Quero um mundo onde as pessoas possam viver sem lutar umas com as outras, e enquanto isso não acontece... — ela faz uma pausa, deixando todos em expectativa — Enquanto isso não acontece, a gente brinda e enche a cara! 

  Todos gargalham. Zoe havia capturado a garrafa de vinho de cima da mesa e a virado de gargalo abaixo, seguindo de um engasgo.

  — Líder Hanji! Não beba tudo de uma vez! — grita Moblit, com aspereza.

  Zoe sente sua cabeça rodar e se apoia dos ombros de Pietro, debruçando sobre o mesmo e beijando sua testa.

  — Oh, que dor...

  — Olhe só sua cara, Zoe. Como esse tal francês se interessou por uma bêbada? — questionou Malco, segurando a amiga e a ajudando a se sentar — Primeiro tenta dar um discurso de coragem e depois fica prestes a desmaiar. Que exemplo!

  — É verdade senhor! — concorda Moblit.

  O barbudo se surpreende com a insistência do jovem em usar termos formais como ''sim senhor'' ou ''líder Hanji", mas depois de mais algumas conversas, descobre que ele serviu recentemente ao serviço militar e ainda não perdeu os costumes que aprendera no quartel.

 

  Duas horas depois, Zoe manda uma mensagem para Levi: 

  "Oiiiii, Zoe falando, câmbio. Sabia que também existem formigas preguiçosas? Sim! Na filosofia elas sempre são referidas como seres trabalhadores e colaborativos, mas a maioria delas não faz nada. Sim Levi! É isso mesmo. Algumas formigas recebem a missão específica de ficarem paradas na mesma posições por horas, e essa é a função biológica delas. Interessante, né? Descobri isso anos atrás enquanto estudava o comportamento delas, na faculdade. 

  Isso aconteceu há tanto tempo, mas não sei porque tive vontade de te contar isso agora.

  Ah, já me encontrei com Pietro e Malco, e está tudo bem. Pietro irá se casar e nós dois seremos testemunhas, então prepare seu melhor terno. Malco continua mulherengo, mas é um ótimo sujeito. Mob desenhou a todos nós, então estou te enviando a foto do desenho!! :D

   Oh, Levi! Tchau-tchau. Farei escala para a Síria agora, e já aviso que a comunicação ficará difícil. Muitas redes são cortadas nos campos de guerra, mas eu ficarei bem, prometo. Bjoss, te amo! Há um chá no meu armário esquerdo chamado 'cidreira'. Pode provar! E mande um abraço pro Farlan por mim! Au revoir!"

 

 

  Minutos depois, todos entram novamente no avião e fazem escala até a Síria. Antes disso, Pietro e Malco estavam no Egito por motivos de uma cobertura para a CNN, e embora todos estivessem viajando juntos, logo tomariam destinos diferentes. Portanto, o último momento de matar a saudade e cultivar memórias era aquele, dentro do avião, enquanto comiam amendoim duro.

  Como não era de surpreender, a morena de óculos era a que mais falava. Seus dois amigos, souberam, em resumo, de mais alguns recentes acontecimentos da vida da colega, e algo era notório: Hanji estava ainda mais radiante do que sempre foi. Então Pietro pousou a mão no ombro da amiga e sorriu gentilmente, dizendo "Hanji, não perca o foco. Fique bem pra ir ao meu casamento no mês que vem junto desse seu namorado editor-chefe. Hortense ficará feliz em conhecer minha amiga e companheira de reportagem. E não se esqueça, nos momentos de bombardeio lembre-se que ainda não é o fim do mundo. Seja forte". Ela sorriu, e prometeu. "Obrigada Pietro. Faça uma ótima cobertura ao lado do grandão, volte pra casa e cuide da Hortense. Estarei lá com vocês, em breve". 

 

 

 

  Esses três... Quando ela os veria novamente? Isso se chegar a revê-los...

 

  

 

  Síria está em guerra, e guerras separam pessoas.


Notas Finais


1- "Em toda era e em todo local, os feitos dos homens permanecem os mesmos" essa é uma frase extraída do anime Legend Of The Galactic Heroes, e veio bem a calhar nesse contexto.

Achei que a formatação ficou estranha, mas enfim, o que acharam e sentiram em relação ao capítulo? Digam, pleaaaaase


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