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História Ela é a tal - Capítulo 6


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Notas do Autor


Não odeiem o Sky ;)

Capítulo 6 - Dominó


Fanfic / Fanfiction Ela é a tal - Capítulo 6 - Dominó

Dominó, 9h47, 1503.


— Então como esse feitiço a bola de fogo que eu mandar não vai queimar a pessoa? — Pergunto a Nabu em mais um de nossos treinamentos.

— Isso, é um feitiço antigo do latim, pronuncia-se “ Ignis Pila”.

— Tenho medo, e se eu queimar o navio todo Nabu?

— Nós atiramo-nos para o mar. — Ri fazendo me rir junto. — Vá, agora tenta.

— Ok. — Respirei fundo e soltei o ar, estendi minha mão e pronunciei as palavras. — Ignis Pila. — Uma bola de fogo surgiu na minha mão e Nabu fez gesto para eu a atirar para o mar.

— Deu certo. — Sorri. — Esses feitiços em Latim, como é que os aprendes-te? — Sentei-me num barril.

— Em 1013, quando eu tinha 15 anos e descobri meus poderes um Mago me acolheu e deu-me a conhecer a língua e os feitiços dos magos originais, que neste caso era o Latim.

Ele fez um gesto com a mão e uma tiara com uma pedra azul no centro surgiu.

— Para que é isso? — Perguntei quando vi que ele estava a por a tal tiara na minha cabeça.

— Vai te ajudar a ampliar e controlar melhor os teus poderes, todas as meninas do navio têm uma, mas já não as usam mais porque os poderes delas não funcionam, mas tenho certeza que a Stella já está com a dela.

— E se eu tirar esta tiara quando for usar os poderes? O que acontece?

— Seus poderes serão libertos todos de uma vez, e pode vir a ficar sem eles, não queira correr esse risco, essa tiara concentra seu poder na pedra azul de uma forma controlada.

— Eu não vou tirar, prometo.


Andros, 1013.

(Narração em 3ª pessoa)


Nabu tinha acabado de descobrir seus poderes, ele pensava que aquilo era uma dádiva de Deus uma vez que ele era órfão e vivia sozinho desde os 12 anos de idade, contudo algo estranho começou a acontecer, a sua magia se tornou instável, umas vezes funcionava como outras vezes desaparecia. Nabu mesmo com a pouca idade que tinha ele sabia que algo estava errado.

Numa de suas andanças ele foi para numa pequena aldeia situada em Andros, onde morava um Mago muito velho já, mas com uma incrível saúde, ele sentia a essência da magia de qualquer ser de longe, e sentiu a de Nabu. O jovem apenas de passagem interessou-se pela a história do Mago Saladin que uma das aldeãs lhe contou e decidiu o procurar, mas com uma inteligência maior o Saladin o encontrou primeiro.

Nabu então contou tudo o que se passava com seus poderes e o bondoso mago o ajudou. Ele o marcou nos dois braços com uma espécie de tatuagem roxa, e lhe entregou um cetro.

— Estas marcas te darão o sangue dos magos originais, e este cetro amplificará tua força. — Disse Saladin para o pequeno jovem na sua frente.


Dominó, 11h20, 1503

(Pov Bloom)


— Então como tem corrido as aulas com o Nabu? —Perguntou Sky quando nos encontramos num minúsculo corredor que dava passagem para as cabines.

— Vais me perguntar isso todos os dias?

— Porque não? Tem algum problema?

— É que, é um pouco chato, parece que tens medo que eu me descontrole e faça alguma burrada. — Falei deixando-o um pouco sem jeito.

— Não é isso a sério, eu confio em ti.

— Então porque é que todos os dias me perguntas se estou bem, ou se as aulas com o Nabu correram bem? Tens medo que eu perca o controle, não faz mal dizeres. — Falei engolindo em seco, Sky respirou fundo e pegou na minha mão encostando-a no peito dele me surpreendendo.

— Aqui, sentes? — Assenti com a cabeça. — Sabes identificar batimentos normais de um coração?

— Sei.

— E achas que meu coração está acelerado ou normal?

— Normal, porquê? — Ele segura na minha mão agora sem estar encostada no peito dele, e me olha nos olhos.

— Porque quando uma pessoa está preocupada ou com medo de algo, o seu coração fica mais acelerado, e eu só queria que tivesse a prova de como eu confio em ti através do meu coração. — Dá-me um beijo na minha mão que estava a segurar. — Daqui uns 30 minutos vem ter comigo á popa. — E saiu, deixando-me a mim com o coração acelerado.

Nunca havia estado assim tão próxima de um homem antes, quer dizer já tive do Nabu quando o abracei na nossa primeira aula, mas ele é tipo um irmão para mim, mas com o Sky foi diferente, senti as famosas borboletas na barriga, mas deve ser apenas confusão da minha cabeça como sempre.


Dominó (Popa), 11h57, 1503.


Lá estava eu, à espera do Sky no sitio onde ele me pediu para o encontrar quando ele apareceu meio nervoso.

—Sky? Está tudo bem? — Perguntei preocupada.

— Está, é só que, a Musa recuperou os poderes. — Faço uma cara de surpresa e interrogação ao mesmo tempo.

— Não consigo ver qual é o problema disso.

— É que Bloom, é você que os está libertando.

— Como assim? Eu não fiz nada, mal sei controlar a minha magia como é que iria libertar a de outra pessoa, ou melhor duas. — Falo sem perceber nada do que ele está a tentar dizer com aquilo.

— Eu vou te contar uma historia, pode ser um pouco chocante mas.. — Respirou fundo. — Nós mentimos. Existe sim uma maneira de quebrar a maldição.

— Não entendo, porque é que vocês mentiram sobre isso?

— Porque quem a vai quebrar é você. Não sabemos como, nem quando mas sabemos que é você.

Dou um passo para trás perplexa com a flecha que acabaram de lançar.

— Eu sei que isto pode ser chocante, mas é verdade, por exemplo, quando nasceste o dia era quente?

— Eu não sei, a minha mãe me encontrou na praia. — Sky ficou com um olhar confuso por instantes.

— Mas esse dia era quente? — Afirmo com a cabeça. — Bloom eu vou te contar uma historia, mas não quero que te assustes, ou que fujas de mim por causa de saberes a verdade.

Ele molhou os lábios e passava a mão no cabelo sem saber por onde começar.

— Há uma profecia, e nela uma criança iria vir do fogo e o fogo iria controlar, essa criança iria ser também a reencarnação do meu primeiro amor, e quando ela atingida uma certa idade ela viria até mim através do destino. — Tento processar tudo na minha cabeça.

— E eu sou a tal... Criança? Que também é o teu primeiro amor?

— Sim.

— Desculpa, mas você deve estar errado.

— Bloom, eu não estou, olha. — Ele tira um retrato do bolso de uma mulher igual a mim e me mostra.

— Quem é ela? — Pergunto já assustada e com uma lágrima a escorrer por minha bochecha.

— Esta é você Bloom, mas em 1372, seu nome é na verdade Dominó.

Começo a chorar, aquilo era demais para mim, eu tinha saído de uma confusão de vida para vir parar numa mil vezes mais confusa. Ouço passos atrás de mim e alguém a gritar com o Sky, mas não consegui entender pois estava demasiado perdida em meus pensamentos, um braço forte passa por entre meus ombros e pude perceber que era o Nabu e Stella presentes ali.

— Bloom? Estás bem? — Não respondi apenas o abracei enquanto ouvia Stella resmungar com o Sky.

— Obcecado Sky, é o que você está. — Gritou a loira. — Você não aguentou não é mesmo? Não pode esperar como havíamos combinado, você está doente e não é de agora.

— O que se passa? — Flora recém-chegada mais Aisha perguntaram.

— Pergunte ao Sky. —Respondeu Stella direcionando um olhar de discordância para o loiro.

— O que aconteceu Nabu? Porque é que a Bloom está a chorar? — Foi a vez de Aisha questionar.

— Sky contou sobre a profecia para Bloom e ainda lhe mostrou um retrato da Dominó.

Aisha abre a boca em choque e vai em direção ao Sky para lhe dar um tapa mas é impedida por Flora.

— Deixe que ele pense no que ele fez Aisha.

— Flora está certa, ele que pense na merda que fez.


Notas Finais


Sky está apenas perturbado desde q a Bloom chegou, mas não odeiem ele.


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