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História ÉLITE 4; Martina Gómez - Ander Muñoz - Capítulo 13


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Notas do Autor


E é isso, acabou! KKKK, muito obrigada a todos que leram, de coração, eu amo muito vocês. Obrigada pelos favoritos e comentário, obrigada de verdade. Vou postar um bônus pra vocês depois, com o ponto de vista do Ander, e aí acabou. Mas novamente, muito obrigada!
Boa leitura!

Capítulo 13 - 12 - Martina


Fanfic / Fanfiction ÉLITE 4; Martina Gómez - Ander Muñoz - Capítulo 13 - 12 - Martina

— O que vamos fazer? — Paola perguntou chorando desesperadamente.

— Vamos ter que acobertar uns aos outros. Como da última vez. — disse Gúzman.

— Não podemos fazer isso. A polícia pode desconfiar. — comentou Rebeka.

— E vamos acusar quem então? — Samuel perguntou retoricamente. 

— A pessoa que causou tudo isso, talvez. — Omar disse.

Todos os olhares se voltaram para a loira, que os olhava desesperada.

— Não. Somos uma família. E famílias não se acusam. — Nádia interviu.

— Então está decidido. — disse Ander.

[...]

O dia da formatura finalmente havia chegado, todos estavam muito animados. Paola e Martina haviam ajudado o comitê de organizações a arrumar a escola para a festa, e estavam exaustas.

— Temos que começar a nos arrumar, agora. — Paola disse.

Paola estava deitada de bruços na grande cama de casal de Martina, e Martina estava sentada em frente a sua escrivaninha, escrevendo.

— Paola, ainda são 16 horas. A formatura só começa às 19 p.m. 

— E daí? Você sabe que eu demoro pra me arrumar.

— Então se quiser pode ir. Eu vou esperar mais um pouco. — Martina comentou.

— O que você tanto escreve aí, hein? — Paola perguntou, se sentando na cama. 

— Nada de mais...

— Hum, tá. O Gúzman disse que vem buscar a gente, de noite. 

Paola pegou uma toalha no guarda roupa, soltou seus cabelos vermelhos que estavam presos em um coque bagunçado e se dirigiu ao banheiro.

— Okay. — Martina disse, voltando a escrever.

A água do chuveiro caía fortemente por mais de uma hora, enquanto Paola cantava, esganiçadamente e terrivelmente, Con Altura, da Rosalía com o J.Balvin.

— Você pode por favor desligar o chuveiro e sair daí? — Martina gritou — Meu pai não é dono da companhia de água não! 

— Ai que saco, Tina! — Paola disse, enrolada na toalha e saindo do banheiro — Ninguém pode nem cantar em paz. Esqueceu que eu sou a Ariel? Eu estava na água, meu habitat natural.

— Achei que seu habitat natural fosse o esgoto. Já que é lá que os vermes ficam.

Martina pegou a toalha e se dirigiu até o banheiro.

— Sabe — começou Paola —, Eu acho que se não nos conhecêssemos desde pequenas nós nunca seríamos amigas. Por quê é difícil de te aturar, olha. Mas eu não vou voar na sua cara por ter me chamado de verme não, hoje não. Vou manter a calma.

****

— Ansiosas? — Gúzman perguntou.

— Você não têm noção! — Paola disse.

Gúzman foi buscar elas em sua casa, acompanhado de Nádia e Lu.

— Ai meu Deus, eu já disse um milhão de vezes! é só uma formatura idiota. — comentou Lucrécia. — E o pior é que... sempre acontecem coisas ruins na formatura.

— Não fala isso, Lucrécia! — advertiu Nádia, que estava deslumbrante em seu macacão cor de vinho, combinando com seu hijab — Não vai acontecer nada de ruim.

— Eu espero. Hoje é a nossa noite. E nada vai estragar isso. — Gúzman disse.

O caminho foi agradável, ao som de algumas músicas espanholas conhecidas.

****

— Você tá linda. — Ander sussurrou no ouvido de Martina enquanto a abraçava por trás. 

— Ai que susto! — ela sussurrou de volta, fazendo ele rir.

— Meu Deus! Parem de ser tão melosos! — exclamou Omar, trazendo consigo um garoto loiro de olhos verdes.

— Quem é esse? — Martina perguntou.

— Meu namorado. Sebastián. 

O garoto era tão lindo que os olhos de Martina só faltaram cair.

— Ah se você não fosse gay... — ela murmurou.

— Eu estou ouvindo tá? — Ander se pronunciou fazendo todos rirem.

— O papo tá bom, mas agora larga da minha best que eu vou levar ela pra beber! — Paola gritou arrastando Martina para um canto e entregando -lhe um shot de tequila.

— Bebe tudo de uma vez amana. — ela disse e Martina assim o fez.

Em um canto, Gúzman e Nádia se beijavam, nada discretos.

— Ai! Até que enfim. — Martina exclamou.

— Já tava mais do que na hora! — Paola comentou.

Logo depois, viram Carla entrando no grande auditório, com um vestido rosa, seguido de Samuel, que andava de cabeça baixa. Carla lançava um olhar de ódio para Martina.

— Por quê será que ela me olha assim? — Martina perguntou e Paola deu de ombros — Eu nunca fiz nada pra essa garota.

Azuçena subiu no palco, a formatura ia começar.

****

— FINALMENTE FORMADOS! — Gritou Gúzman, que já estava bem bêbado.

Martina estava procurando Ander por todos os cantos, depois da colação de grau, ele sumiu. Ela chegou a ver ele com uma garrafa de uísque nas mãos. 

Quando ela chegou no banheiro, ouviu gemidos. Era a voz de Ander.

A cena a chocou. Ander e Omar. Transando no banheiro masculino. 
Os olhos dela se encheram de lágrimas. Os garotos se assustaram e tentaram se vestir rapidamente.

— Depois você diz que me ama, né... — Martina soluçou.

— Tina, não é isso que você tá pensando. — Ander tentou se explicar.

— Eu não tô pensando. Tô vendo. 

— Martina, me desculpa... 

— Eu realmente achei que você tinha se tornado meu amigo, Omar. — ela disse, ignorando Ander. Omar abaixou a cabeça envergonhado e murmurou um ''me desculpa''.

Martina correu para a sala de música, seu lugar favorito naquela escola, ou até o único.
Ela trancou a porta e se sentou em frente ao piano. As lágrimas teimavam em cair, e ela teimava em tentar limpá -las.

Seus dedos deslizaram delicadamente pelas teclas do piano, dando início a uma suave melodia. A música que sua mãe costuma cantar sempre que ela estava triste.

''Porque uma princesa não chora 
Uma princesa não chora

Sobre monstros no meio da noite.

Não perdemos nosso precioso tempo
Com meninos dos olhos bonitos
Uma princesa não chora 
Uma princesa não chora.

Queimando como fogo
Você sente tudo por dentro
Mas limpe seus olhos chorosos
Porque princesas não choram.

 

Não chore, não chore, oh
Não chore
Não chore
Não chore, não chore, não chore, oh
Porque princesas não choram.''

Seus olhos arderam ainda mais. Tudo que a fazia se lembrar de sua mãe, doía. Doía muito.
O pior é que ela gostava mesmo do Ander, ela até pensou que eles tivesse algo. Mas esse pensamento foi embora assim que ela viu ele e Omar juntos novamente.

Tudo o que ela queria era voltar pra casa. Queria abraçar seu pai e não soltar nunca mais e fazer cafuné nos cabelos ondulados de sua irmã.

Ela secou as lágrimas o máximo que pôde, mas mesmo assim elas ainda teimavam em cair. Se dirigiu até porta, pronta pra ir embora daquele lugar.

— Aonde você pensa que vai? 

Carla entrou pela porta, trancando a mesma em seguida. Ela tinha uma tesoura nas mãos.

''Uma tesoura.''

— O que você faz aqui Carla?

A loira, que aparentava estar muito, muito bêbada, ignorou a pergunta.

— Tá tristinha porque o Ander te traiu? — a loira perguntou — Ah, ele não te traiu. Vocês não tinham nada mesmo, né.

Martina não aguentou e permitiu que algumas lágrimas rolassem.

— Não chora, vai borrar a maquiagem. — Carla sorriu sadicamente. — Sabia que você fodeu com a minha vida?

— Eu não fiz nada pra você Carla. A gente nem se conhece direito.

— Cállate! (Cala a boca). — ela gritou — Você tirou o Samuel de mim.

Martina deu uma risada debochada.

— Desde quando isso é foder com a vida de alguém?

— é sim. Porque o Samuel era a única pessoa que me amava, mas agora, ele te ama. Sabia que você é uma puta? Saiu partindo o coração de todo mundo. Roubou o namorado do Omar, ficou com o cara que a sua melhor amiga gostava, roubou o Samuel de mim. E no final, ninguém te quis. Nem sua mãe.

Aquilo foi a gota d'água. 

— Pode falar de qualquer pessoas mas não fale da minha mãe! Você não sabe o que aconteceu com ela. E, se alguém aqui é isso tudo, esse alguém é você. Acha que eu não sei o que aconteceu? Que você quase provocou a morte de um tal Christian? Que foi por sua causa que a Marina morreu? Você é praticamente uma assassina. 

— Cala a boca! — Carla gritou.

Já era tarde de mais. Sem perceber, Carla cravou a tesoura na barriga de Martina, fazendo jorrar sangue e manchar todo o seu vestido prateado.

— Desculpa... — Carla balbuciou — Eu não queria.

Martina caiu no chão. Gemendo de dor, ainda com a tesoura cravada na barriga. 
Carla saiu correndo, sem prestar socorro nenhum.

****

— SOCORRO! ALGUÉM! AJUDA POR FAVOR! — Paola gritou.

Ander procurou Martina em todas as salas, até encontra -la na sala de música, já desacordada.

O burburinho de pessoas se formou ao redor. Enquanto os paramédicos recolhiam o corpo desacordado de Martina e o levavam até a maca, dando choques elétricos no intuito de acorda -la, mas não adiantava.

Até que foi decretado o óbito. 

''Martina Guerrero Gómez, filha do grande emprésario Juán Gómez, foi assassinada hoje, na festa de formatura do colégio Las Encinas.''

****

— O que vamos fazer? — Paola perguntou chorando desesperadamente. Sendo abraçada carinhosamente por Cayetanna e Rebeka.

— Vamos ter que acobertar uns aos outros. Como da última vez. — disse Gúzman.

— Não podemos fazer isso. A polícia pode desconfiar. — comentou Rebeka.

— E vamos acusar quem então? — Samuel perguntou retoricamente. 

— A pessoa que causou tudo isso, talvez. — Omar disse.

Todos os olhares se voltaram para a loira, que os olhava desesperada.

— Não façam isso por favor! — Carla implorou. — Eu já disse que não tive a intenção.

— Ah não?! O que te faz ir atrás de uma garota com uma tesoura nas mãos, então? — Paola retrucou.

— Não vamos fazer isso gente. Somos uma família. E famílias não se acusam. — Nádia interviu.

— Então está decidido. — disse Ander. — Eu vou me entregar.

— Tá maluco? — Gúzman disse.

— É. Em parte a culpa foi minha minha.

— Não, você não vai fazer isso. Já tá decidido. Vamos fazer o que o Gúzman disse, e ponto. — Lucrécia se pronunciou pela primeira vez.

[...]

No fim, a polícia acabou acreditando que foi suicídio, já que essa versão coincidia com tudo o que havia acontecido antes. O caso então foi arquivado, junto com o de Marina e Polo.

****

NO DIA DO VELÓRIO...

Estava aquele clima pesado no ambiente. Ander e Omar sentiam a culpa, assim como todos os outros. Juán chorava abraçado à mãe num canto, Valentina preferiu ficar no quarto, sofrendo sozinha.

— Oi. — Paola se aproximou de Ander.

— Oi. — ele respondeu.

— Eu estava remexendo nas coisas da Tina esses dias e achei isso. — ela estendeu -lhe uma folha de papel dobrada, uma carta — Ela deve ter escrito pra você. 

Paola se afastou rapidamente, Ander permitiu que as lágrimas rolassem ao ler a carta:

Ander,

Um belo dia acordei e percebi que te amava. Quer dizer, eu acho que isso é amor. Pra mim, é uma coisa que eu não sei descrever, só sei sentir. Basicamente tudo o que eu faço me faz lembrar de você. Eu posso estar vendo um filme, ouvindo uma música, lendo um livro, acordando, lendo uma frase, prestes a dormir; tudo é motivo para lembrar de você. Pra dizer a verdade, até dormindo eu costumo lembrar o quanto você é importante pra mim e como eu te amo. Eu poderia até tentar mentir pra mim mesma, dizer que não estou completamente apaixonada, dizer que não preciso de você pra viver, mas no fundo eu sei e até você sabe que já não tem para onde correr, que seria impossível esconder. Eu te amo. E se eu for passar a vida inteira com alguém do meu lado, quero que esse alguém seja você! Se eu tiver que construir algo com alguém, eu quero que esse alguém seja você! Quero você do meu lado, Quero você comigo! Eu te amo, e isso não vai mudar.

Tina.

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Notas Finais


Sério, eu chorei escrevendo. Adeus Tina....


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