História Em busca do coração perdido dos reis - Capítulo 16


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Categorias Histórias Originais
Tags Aventura, Magia, Mistério, Romance
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Palavras 1.315
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Como prometido aqui está

Capítulo 16 - Não compre pacotes de viagem antes de ler o panfleto.



Sabe o que faz muito bem para um corpo humano, não? Nenhuma resposta? Nem os caras ali de trás? Dois dias perdidos num deserto escaldante, é como um passeio turístico, só que o sol pode te cegar, você pode morrer de hipotermia a noite, você pode desmaiar de sede ou insolação e seu cavalo pode te jogar na areia após ter confundido um pedaço de madeira (por Deus não tinha uma árvore em quilômetros, mas é claro que tinha um pedaço de pau jogado ali) com uma cascavel. Eu sei que pacote eu vou comprar a próxima vez que eu for raptada e jogada numa missão mortífera, e vai ser aquele do spa asgardiano.Droga de promoção. 
Toda vez que eu achava ter visto água, acabava por ser apenas uma miragem, que é a coisa mais estúpida que o nosso cérebro faz, e ainda por cima Charlie insistia que estávamos indo pelo caminho correto. E eu dizia pra ele que é um deserto, é tudo igual, não existem pontos de referência porque infelizmente dunas são surpreendentemente parecidas.
 Aqui estamos, no meio do segundo dia, eu estava jogada sob as costas de Charlie que estava jogado sob as costas do cavalo, que por sua vez estava prestes a se jogar no chão. Eu provavelmente tinha bolhas das queimaduras solares no meu corpo inteiro e minha garganta queimava pedindo por água, eu via a gente morrendo ali. Jamais achariam aqueles corpos. Se achassem não reconheceriam.
Quando a noite estava caindo, paramos pra descansar, o pobre cavalo  praticamente se jogou no chão e nós o seguimos, eu olhei pra lua cheia e branca do céu do deserto até cair no sono, desde que entramos no deserto eu não venho sonhado. Levantamos com o sol na cara mais uma vez, era de manhã mas facilmente estava cerca de 40 graus, o cavalo não aguentava mais nos levar então seguimos a pé segurando suas rédeas. Nos arrastamos por menos de um quilômetro antes de caírmos e não sermos mais capazes de levantar. 
-Quando a gente está prestes a morrer começamos a alucinar?- murmurei com uma voz tão rouca que nem parecia a minha, quando eu falava minha cabeça reverberava de dor graças a desidratação- Porque eu estou vendo um muro bem grandão ali ó.
-Gozado- disse Charlie- E não é que desta vez eu to vendo também? Estamos alucinando juntos, que esquisito. Doideira isso.
-Uhum- murmurei de maneira prolongada.

Fiquei ali olhando pro sol, sem organizar meus pensamentos direito
Então desmaiamos.
Eu acordei em um lugar bonito, eu estava cercada de almofadas fofas e brancas e tinha um mosaico de cores vibrantes no teto, toda a sala era decorada em cores vibrantes, com vasos e tapeçarias penduradas nas paredes. Uma janela enorme e sem vidros deixava o vento de uma outra manhã entrar. Dormi por mais de um dia. Minha cabeça doía bem menos, pelo jeito eu havia tomado água. A parte onde eu estava era isolada por cortinas brancas estranhas naquela explosão de cor .
Levantei, quase não sentia mais as pontadas de dor no meu pé, não era capaz de correr um quilômetro mas já podia andar com maior facilidade, as almofadas cobriam apenas uma parte do quarto, abri as cortinas e desci por degrauzinhos até uma outra parte do recinto cheio de janelas, era um lugar simplesmente lindo. Incenso queimava dentro da boca de uma estátua de dragão de pedra. Olhei pra mim mesma, minhas roupas estavam em farrapos e mesmo assim eu sentia calor, eu fedia a macaco morto à tapas.
A porta do quarto se abriu para três mulheres entrarem, tinham todas um tom de pele escuro e usavam lindas roupas, advinhe, coloridas, começaram a falar alto e ao mesmo tempo ao meu redor com um sotaque carregado nas vogais.
-Menina! Está imunda...
-Como acha que vai ver a rainha desse jeito?
-Esses jovens de hoje...
-E as roupas dela?
-Comer falafel...
Elas basicamente me arrastaram, tagarelando, até um outro quarto e me deram um vestido branco de tecido leve pra vestir. Quando elas acabaram de me falar pra esfregar bem o meu suvaco antes que eu atraísse varejeiras elas iam se virar pra ir embora quando disse:
-Obrigada pela ajuda,  pela roupa e o banho
-De nada!
-Que gracinha!
-Mocinha educada!
E me deixaram sozinha fechando a porta em um repentino silêncio, olhei para o quarto ao meu redor, parecia um laguinho artificial e perfeitamente quadrado onde água seguia correndo através de uma cachoeirinha, tinham frasquinhos de vidro com produtos de higiene pessoal, graças a Deus eu não ia durar muito tempo usando só água e olhe lá, adorei esse tempo seja qual for. As paredes eram esbranquiçadass com pequenos detalhes dourados.
Entrei na água fria aliviando aquele calor infernal, pra minha surpresa as bolhas da insolação, o tornozelo e a dor de cabeça se curaram no momento que eu passei o que quer que tivesse dentro dos fraquinhos no meu corpo, e me deixaram com um cheiro de "flores silvestres" como dizia na etiquetinha. Yey.
Então vesti o vestido que era tão leve e fresco que parecia que eu estava usando uma nuvem, se ajustava ao meu tamanho. Que tempo utópico é esse? Só pode ser o futuro. Eu estava descalça mas o chão estava tão limpo e geladinho que eu acreditei que não fosse ter o menor problema.
Abri a porta pesada que parecia ser de uma espécie de pedra esculpida minuciosamente e segui pelo corredor, cada pedacinho daquele lugar era lindo e perfeitamente decorado. Os corredores tinham o chão de pedra lisa,branca e polida até brilhar de tão limpa, nos intervalos das intermináveis janelastinham lindas e coloridas tapeçarias tão detalhadas que eu poderia apenas olha-lás o dia todo. O sol entrava pela janela iluminando o lugar.
Achei um guarda alto e sorridente que ficou feliz em me mostrar o caminho para a rainha depois que eu contei o que as mulheres animadas me mandaram fazer, sua armadura parecia de ouro e cobria apenas o peitoral, ele usava uma sainha e ainda parecia másculo, parabéns pra ele.
Andamos por aqueles corredores impressionantes conversando sobre coisas da vida até que chegamos a umas portas com mais de 6 metros de altura, sem nada nelas, branco reluzente. Por algum motivo isso chamava ainda mais atenção do que o resto do lugar.
-O governo deve ser tão puro quanto o mais puro tom de branco, por isso as portas da sala do trono são assim. Boa sorte, Hout.
-Obrigada, pra você também, aquela promoção já é sua, e seus filhos vão amar aquele boneco que você comprou pra eles.
E então Palias, o guarda feliz se virou em direção ao lugar onde seu posto ficava, não sem antes acenar um tchauzinho com a mão, me virei em direção as portas nervosamente e empurrei as portas que se abriram milagrosamente dado seu tamanho.
No centro da sala mais linda que eu já vira na minha vida estava a pessoa mais majestosa que eu já vira. A sala tinha o mesmo tema de decoração que o resto do lugar só que com janelas maiores e um gigante trono branco com detalhes em azul, eu sei que com gigante vocês devem pensar em uns 3 metros, bom tente 10. A mulher sentada nele tinha o tom mais puro e belo de negro que eu já vira, seu cabelo era raspado e seu rosto era pintado com tinta azul brilhante com pontinhos sob os olhos, seus traços eram belíssimos. Seu vestido era branco e suntuoso e ela também estava descalça e balançava os pés lá de cima do trono.
Eu me ajoelhei em reverência e só então ouvi sua voz se propagando pelo salão enquanto as portas faziam um estrondo se fechando.
-Acho que temos muito o que conversar estou certa, Hout Canice?- ela disse com as sobrancelhas arqueadas na minha direção e um sorrisinho de quem sabe das coisas.
 


Notas Finais


E então
Comentem bjus


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