História Entre sombras e luz - Capítulo 2


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Categorias Supernatural
Personagens Castiel, Chuck Shurley, Crowley, Dean Winchester, Lilith, Personagens Originais, Sam Winchester
Tags Anjos, Castiel, Dean, Filhos, Sam, Spanking, Supernatural
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Palavras 1.785
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Ficção, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Mais um capítulo para vocês amores ❤️

Capítulo 2 - Não será fácil


POV Angel

Depois da breve conversa que tive com meu filho lhe mandei para um dos quartos de hóspedes. Minha casa é de tamanho mediano. Possui três quartos, sala, cozinha, três banheiros sendo dois suítes. Um escritório no qual trabalho - Sim, até anjos que vivem na terra podem trabalhar. No meu caso sou pediatra e as vezes atendo em casa. - há também a sala de jogos e uma área de lazer.

Preparo um prato de macarrão com queijo e um copo de suco de maracujá natural para o menino. Pelo estado como ele chegou aqui suponho que estará com fome.

Cerca de quase uma hora depois que o mesmo subiu decido subir para ver como ele está.

Lhe coloquei no único quarto da casa que não é uma suíte – Pois sempre vêm alguns amigos me visitar e sempre lhes deixo no outro quarto – mas este é grande e cômodo o suficiente para o garoto. Possui uma cama de solteiro grande e bem acolchoada, as paredes são em um tom de cinza suave. Há um closet e alguns enfeites. Claro que não está decorado para um adolescente, mas podemos trabalhar nisso.

Vejo que o mesmo molhou o caminho todo do banheiro até aqui, deixando um rastro de pegadas pelo assoalho. Isso me irrita um pouco, já que odeio bagunça.

Bill está sentado na cama já limpo e com os cabelos ainda molhado. Está completamente nu, deixando seus ferimentos a mostra com muito mais clareza do que antes.

— Angel.. Eu não tenho roupas. – Indaga me olhando com os grandes olhos castanhos e incertos.

— Espera aqui, irei ver se encontro alguma roupa que sirva em você. – Falo saindo do quarto e me dirigindo ao meu. Procuro algo que sirva no mesmo, mas resulta impossível já que ele é menor e minhas roupas provavelmente ficariam largas.

Bill aparenta vinte anos terrestres, mas sua estatura é pequena. Ele aparenta ter 1,75 de altura. Eu tenho 1,85. Minhas roupas definitivamente não irão servir.

Suspiro e pego uma camiseta que fica inclusive grande para mim. Servirá como uma espécie de pijama para ele.

Levo para o seu quarto, Bill segue do mesmo jeito que lhe deixei.

— Acho que precisamos cuidar desses machucados aí. – Falo me sentando ao seu lado.

— Não precisa.. Eles se curam sozinhos. Amanhã já não restará nenhum. – Murmura pegando a camiseta das minhas mãos.

— Uh.. Então esses ferimentos são recentes.

— São sim. Bem recentes. Mas amanhã já não restará nem rastros dos mesmos.

Sorrio fraco com sua resposta, ele parece bem convicto do que diz. Observo o mesmo vestir a camisa e me olhar com estranheza.

— Essa roupa é grande.

— É sim.. Mas já passa das onze da noite. As lojas já estão fechadas, então você terá que se virar com essa camisa até amanhã de manhã uh? – Indago arqueando uma de minhas sobrancelhas.

— Ok... – Murmura dando de ombros e olhando ao redor. – Eu gostei do quarto... É bem bonito.

— Obrigado. – Falo me levantando – Venha, você deve estar com fome.

— Estou faminto papai! – Sorri ele mas deixa de sorrir ao notar seu erro – Angel.

— Hm.. Então venha comigo.

Caminho em direção a cozinho ainda confuso em relação à esse menino. Ele não parece carregar tanta maldade como os da sua espécie. Isso é curioso afinal.

Entro na cozinha e observo o mesmo se sentar à mesa. A camiseta que lhe emprestei chega até suas coxas, cobrindo suas partes íntimas.

— Você mora sozinho? – Pergunta curioso enquanto leva o garfo cheio até a boca com vontade.

— Morava até você aparecer. – Digo rodando os olhos.

— E você trabalha?

— Como quase todas as pessoas sim.

— Trabalha com o que? – Pergunta curioso e ainda de boca cheia.

Respiro fundo, céus esse garoto não tem um pingo de educação.

— William termine de mastigar e engula a comida para depois falar.

— Por que? – Questiona visivelmente sem entender.

— Por que é muito feio falar de boca cheia. – Explico pacientemente, como se estivesse falando com uma criança pequena.

— Lá aonde eu morava todo mundo falava assim.

— Porque todos eles são mal educados. Não siga o exemplo deles. – Suspiro.

Bill termina de mastigar a comida para então me presentear com um sorriso divertido e concordar com a cabeça.

Ele demora um pouco para terminar de comer, sem deixar de perguntar em cada intervalo. Já vi que o garoto é bem curioso e pelo visto adora falar.

— Ok rapaz... Chega de perguntas, já está tarde e eu estou cansado. Foi um dia cheio.

— Ah mas você ainda não me disse tudo o que eu quero saber. – Murmura com um biquinho fofo e um tanto infantil. Solto um riso divertido com sua expressão.

— Nem pretendo dizer. Até onde sei você pode estar armando contra mim esqueceu?

O garoto me olha ofendido e balança a cabeça enquanto cruza os braços.

— Por que não acredita em mim?

— Por que você não é confiável.

— Eu nunca lhe dei motivos para tanta desconfiança.

— William você é metade demônio. Isso já é motivo suficiente. – Falo com sinceridade.

Bill me encara durante alguns segundos e solta um suspiro pesado.

— Ok... Aonde iremos dormir?

— Eu irei dormir no meu quarto e você no seu.

— Mas.. E se alguém nos atacar durante a noite? E se não der tempo de você me proteger? – Pergunta arregalando os olhos.

— Nada disso irá acontecer. Essa casa está segura com todos os sigilos que você possa imaginar. – Tento lhe tranquilizar um pouco.

— Eu não quero ficar sozinho Angel... – Murmura me olhando com os olhos marejados. Respiro fundo, seria a parte manipuladora dele agindo?

Só pode...

Respiro fundo e lhe seguro pela mão.

— Vai escovar os dentes.

— Eu não quero dormir sozinho! – Indaga puxando a mão com a voz levemente alterada.

— Abaixe esse tom de voz rapazinho, e você irá dormir aonde eu mandar me entendeu? Agradeça por ter um lugar para dormir.

Ele me olha com os olhos vidrosos e faz algo que realmente me surpreende. Sem prévio aviso começa a chorar, um choro sentido e contido.

Olho ao redor sem entender. Céus o que está acontecendo aqui?! À um minuto atrás ele estava bem e com apenas algumas palavras ele começou com o choro!

— William! Pare com isso, você não é nenhuma criança!

Isso só parece ter lhe afetado ainda mais, porque fez com que seu choro se intensificasse.

Respiro fundo me sentindo desesperado. O que eu devo fazer?

— Calma Bill... Por que esse chorinho hein? – Pergunto mais suave após procurar em minha mente alguma solução para acabar com seu pranto. Convivendo com seres humanos por tanto tempo já presenciei inúmeras situações curiosas. Em algumas delas vi como alguns adultos acalmavam os filhos pequenos dessa forma... Com a voz mais a suave enquanto lhes abraçava.

Puxo o menino para um abraço, confesso que me sinto um tanto desconfortável, já que não estou habituado a gestos como esse.

Ao parecer minha solução é eficaz, porque aos poucos o pequeno se acalma em meus braços. Pergunto-me como ele pode parece tão frágil e indefeso sendo o que ele é.

— Você só sabe brigar comigo... – Murmura ainda choroso.

— Isso não é verdade... – Indago depois de alguns segundos.

— É sim... E eu não fiz nada para causar tanto ódio à você. – Responde fungando baixo sem me soltar.

Penso um pouco em alguns resposta plausível. O que devo dizer diante disso? Ele tem razão... Demoro um pouco para lhe responder:

— Você pode dormir comigo hoje. – Murmuro em falta de resposta melhor.

Bill me encara surpreso e confesso que nem eu acredito no que acabei de dizer.

Mas ele parece tão amendontrado... Me parece cruel deixar essa criança sozinha nesse momento.

— Mesmo papai??

Suspiro ao ouvir ele me chamar assim. É tão difícil me chamar pelo nome?!

— Mesmo William.

Vejo um pequeno sorriso aparecer em seus lábios, ele parece mais aliviado agora.

— Me chame de Bill. – Pede sorrindo. Rodo os olhos e seguro sua mão.

— Vamos subir que já está tarde.

Meu filho concorda com a cabeça e me acompanha em direção ao meu quarto. Lhe entrego uma escova de dentes ainda na embalagem e vejo o mesmo escovar os dentes com determinação. O que me faz sorrir de forma inconsciente. Ele parece ser tão fofo... Deve ser impressão minha considerando o que ele é.

Balanço a cabeça tentando espantar esses pensamentos enquanto me aconchego em minha cama. Antes porém deixo uma calça de um dos meus pijamas em cima da cama. Vai ficar grande nele e provavelmente não fique no lugar, mas é melhor que deixá-lo dormir pelado.

Assim que o mesmo sai do banheiro começo uma pequena batalha para tentar fazê-lo vestir a bendita calça.

— Mas eu não quero! Eu estou bem assim!

— Bill você não vai dormir sem roupa. Vista essa calça de uma vez!

— Não quero! – Fala decidido cruzando os braços em uma postura infantil.

Respiro fundo tentando reunir toda a pouca paciência que ainda me resta com esse menino e me levanto lhe empurrando na cama.

— Papai!!!

— Shh quietinho antes que eu me irrite mais menino. – Indago pegando a peça de roupa e começando a vesti-lo já com sono e irritado.

Bill balança as penas agitadamente tentando tirar a calça que eu estou tentando colocar.

Céus que garoto chato! Eu mal consigo colocar uma perna e ele chuta tirando. O que me faz voltar a estaca zero.

Levanto a mão e acerto com força moderada em sua coxa.

— Chega! Pare de birra e vai dormir! – Falo aproveitando que ele se acalmou um pouco provavelmente surpreso pela palmada que recebeu e terminando de lhe vestir com a calça.

— Não precisava bater... – Murmura me olhando com os olhos marejados e a mão perto da boca em uma postura terna.

Suspiro baixo e me deito ao seu lado, puxando a manta e cobrindo a nós dois.

— Não seja dramático, foi apenas uma palmadinha. E você provocou.

Ele não responde. Apenas me abraça já de olhos fechados.

Tento afastá-lo sem soar rude.

— Não precisa me abraçar... A cama é enorme. Vai mais para lá. – Indago tirando suas mãos de mim.

O garoto abre os olhos e me mira.

— Desculpa... – Solta baixinho virando para o outro lado. Suspiro me sentindo um pouco mal por ter sido insensível. Mas eu preciso do meu espaço pelo menos.

— Boa noite garoto...

— Boa noite papai... – Murmura com a voz sonolenta.

   Fecho os olhos e penso na vida que está me esperando ao lado desse menino. Nem percebo quando caio no sono.


Notas Finais


Uh o que estão achando amores?? Comentem, isso é importante ❤️


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