História Escolhas do Coração - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Bebida, Briga, Drama, Escola, Família, Festa, Revelaçoes, Romance, Sexo, Violencia
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Palavras 786
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Luta, Policial, Romance e Novela, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Pela primeira vez


Fanfic / Fanfiction Escolhas do Coração - Capítulo 7 - Pela primeira vez

- Você está louco de ir entrando assim aqui? – falei brava desligando o som.

  - Eu bati na porta, você que não ouviu. Não é culpa minha se tem uma louca perturbando os vizinhos com o som da música alta dela.

  - Perdão, não estou acostumada com vizinhos mal-humados que não curtem uma musiquinha. 

  - Você morava em apartamento?

  - Não, morava numa casa, por isso não estou acostumada.

  Ele me olhava de cima a baixo, só então me toquei que eu estava só de blusa.

  - Espera um pouco, vou me trocar.

  - Por mim pode ficar assim o quanto quiser, a casa é sua.

  - Acho que já sei por que não tem mais namorada – saí do cômodo, mas pude ouvir sua risada. Só coloquei um short e voltei pra cozinha. – vocês namoravam, ela era ciumenta, mas você não estava acostumado à vidinha de romance. 

  - Ah, valeu, Mãe diná. Eu não sou desse jeito que está pensando. Sou bem divertido, romântico, carinhoso, fiel... Fazer o que se minha beleza ofusca minhas qualidades. As meninas de hoje em dia só querem saber do meu corpicho. Ai tenho que aproveitar né.

  - Valeu, Mauricinho. Aliás, o que veio fazer aqui?

  - Ah, eu estava sozinho em casa, você disse que também estava, acabei de terminar o namoro e queria me divertir um pouco, me distrair, sabe? – arqueei uma sobrancelha pra ele e voltou a falar – Não, Mari. Não é isso que está pensando. Depois eu que sou sujo, viu? Eu só vim te ajudar ou sei lá, só fazer companhia. 

  Percebi que ele estava sendo sincero e sem maldade alguma em mente. Logo, o deixei me ajudar. Fizemos a maior bagunça na cozinha, mas conseguimos fazer com que o bolo chegasse ao forno.

  - Com quem você mora? – perguntei quando sentamos no sofá esperando o bolo ficar pronto. 

  - Minha mãe e meu irmão.  

  - E seu pai? – sua expressão logo ficou séria.

  - Não sei – fez uma longa pausa.

  - Olha, desculpa, vamos deixar esse assunto pra lá – tentei me desculpar, mas ele me interrompeu.

  - Não, Mari. Tudo bem, na real eu sempre quis conversar com alguém sobre isso. Não gosto de lembrar minha mãe sobre ele, meu irmão viaja muito, quase não conversamos e meus amigos... Sei lá.

  - Conversa comigo então. Tudo o que quiser ou precisar pode me dizer. – falei colocando a mão em sua perna. 

  - Bom, o meu pai, quando eu completei treze anos, ele foi embora. Sumiu do mapa. Não disse nada nem pra mamãe e nem pra ninguém. Eu só lembro que eles brigavam muito. As vezes ela aparecia com vários machucados. Eu tentava defende-la na hora da briga, mas eu era uma criança – ele começou a chorar, mais de raiva do que de tristeza, mas continuou mesmo assim – Meu pai era três vezes maior que eu. E meu irmão nunca estava em casa, sempre ficava fora bebendo. Ele nunca via o que acontecia dentro de casa. Ou talvez não quisesse ver. Falam que eu me pareço muito com ele, mas não, Mari. A última coisa que eu quero ser é igual a ele. Eu sinto raiva dele, ódio, nojo, tudo... E eu odeio sentir isso.

  O abracei forte e ele o mesmo. Ficamos um bom tempo assim, até ele se afastar e limpar as lágrimas.

  - Quem é você hein? Nunca chorei na frente de ninguém – ele falou rindo.

  - Acho que eu sou especial mesmo – brinquei.

  - É mesmo. Obrigado, Mari. Depois de anos, eu consegui colocar isso tudo pra fora. – ele me deu um beijo na testa e se levantou – e esse bolo ai que não fica pronto?

  - Pode tirando os olhos que esse bolo já tem dono. À noite vou pra casa de uma amiga jantar com a família dela. Falando nisso, tenho que terminar de arrumar minhas roupas pra levar – falei indo pro meu quarto e ele foi atrás.

  - Como assim? Vai dormir lá? – perguntou meio decepcionado. 

  - Sim, meus pais foram viajar e não querem que eu fique aqui sozinha. Eu só volto pra cá na segunda depois da escola.

  - Ah, volto pro meu trabalho na segunda, talvez você possa passar lá depois da escola. É uma lanchonete maravilhosa. Por favor, me diz que vai. 

  - Eu vou pensar no seu caso. Agora leva essa bolsa aqui lá pra sala, por favor. – eu pedi e ele obedeceu.

  - Nossa, o que tem aqui? Um boi?

  - Cala a boca – gritei do quarto e pude ouvir sua risada.              

  Depois que o bolo ficou pronto, ficamos vendo Tv e conversando mais um pouco. Quando deu a hora da Alice me buscar, ele foi embora e eu fui me arrumar. 



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