História Escolhidos - Contos de Baltazar - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.921
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Ok gente, eu pretendo postar essa história assim, em parte 1 e parte 2. Fica mais fácil pra mim.
Perdoem os erros ortográficos e se gostare (se) faoritem
Agora fiquem a vontade pra ler e mais uma vez: perdão!

Capítulo 3 - A Montanha parte 1


Fanfic / Fanfiction Escolhidos - Contos de Baltazar - Capítulo 3 - A Montanha parte 1

 

Imagino que você ao ler o capítulo anterior deva ter ficado com algumas dúvidas, mas, não espere que eu vá respondê-las, pois o que lerão acrescentará mais algumas e subtrairá outras.

Começamos este capítulo com uma caverna grande e algumas pessoas desmaiadas deitadas ou simplesmente jogadas em seu chão. Não era nem um pouco confortável vocês imaginam, mas quando se está desmaiado não dá para opinar sobre o ambiente, amenos que acorde. Foi o que aconteceu com um certo garoto de cabelos pretos e olhos castanhos acordou sobre uma rocha oval, olhando para todos os lados e se lembrando de antes de tudo apagar.

Estava na praia com sua mãe, sua tia e o esposo dela. Como há muito tempo não faziam aquela pequena família havia ido passar o final de ano na praia junto aos gois. A contagem regressiva havia começado   e os fogos de artifício subiam coloridos no céu. Imaginou como seu amigo estaria naquele momento, com sua família em volta do portal sentindo o poder se renovar. Olhou para trás rapidamente e viu colunas de luz descendo do céu e tocando a terra, e especialmente uma que vinha em sua direção, depois disso não se lembrava de nada e agora estava numa caverna mal iluminada com tochas e pessoas jogadas no chão. “Espere! Tochas? Pessoas! Ei aquele não é?!”

- Gael! Margaret?! Quem são esses outros?

Percebeu que estavam desmaiados e acudiu em coloca-los em posições mais confortáveis e acordá-los se possível. Um a um ajeitou, exceto Margaret, a qual ele achou apropriado que ela tivesse um pouco de dor nas costas por sua arrogância. Havia fora Margaret uma outra menina ali, “Muito bonita” pensou o jovem garoto que após passar dois minutos inteiros olhando para ela sacudiu a cabeça e pôs-se a olha o ambiente.

Era uma caverna grande como já disse, com tochas nas paredes e o que parecia uma passagem estreita trancada por uma grande pedra por fora. Haviam estalactites e estalagmites ligadas, gotas que pingavam de estalactites menores e nada mais interessantes que isso. Olhou atentamente para a pedra que servia de porta da caverna. Se você tivesse a paciência que nosso amigo aqui tem e a mesma atenção veria pinturas rupestres um pouco apagadas, mas que ainda deixavam sua leve marca. Ali estavam desenhados uma meia lua e meio sol, atrás deles um xis circundado por um círculo.

Gael começou a despertar e roubou toda a atenção que Gustav estava dando à porta, sendo sacudido, recebendo milhares de repetidas vezes se estava bem e se lembrava de alguma coisa que acontecera na noite passada. Infelizmente ele podia estar acordado, mas  sua cabeça girava como um peão e demorou um bom tempo para que pudesse perguntar: - Onde nós estamos?!. E depois de certa observação: - Quem são aqueles dois? E o que a Senhora das Trevas está fazendo aqui também? Será que até na minha morte ela vai me perseguir? – Era uma sequência de perguntas difíceis de responder, pois Gustav não sabia onde estavam, quem eram aqueles e até quando Margaret perseguiria o amigo. Mas é adequado dizer-lhes que, embora a situação não seja confortável, isso estaria longe de ser o pior que eles passariam.

A tal garota bonita que encantou Gustav era Ellen e esta começara a acordar, coçando a cabeça e lembrando-se de antes de tudo apagar. O mesmo acontecia com o outro garoto que ali também se encontrava – era Kenichi, que estava tão zonzo que demorou vários minutos para recuperar os sentidos.

Vejamos, temos quatro adolescentes acordados e uma desacordada. Houve silêncio ali durante um tempo, o qual foi quebrado por Kenichi que se levantou e ficou andando pela caverna perguntando “Onde estamos?”, “Que lugar é esse?”, “Onde está o meu irmão?!”. Como já citei um pouco antes, aquelas perguntas não podiam ser respondidas, então Ellen teve a brilhante e muito mais útil ideia de fazer perguntas que podiam ser respondidas.

- Quem são vocês? – disse a garota com tom baixo e tímido.

- Gael Matoso, e este é Gustav Allario, ao seu dispor senhorita – essa última parte não agradou Gustav. “Eu estou ao dispor dela, você no máximo é meu ajudante” pensou Gustav incomodado, mas que logo se pôs a falar:

- E a senhorita, quem é?

- Sou Ellen Green... Espere! Matoso e Allario? Não são duas das quatro famílias de magos da região?

- Sim e não se esqueça de mim Ellen, Kenichi Tomasa, mas não estou ao dispor de vocês – falou o jovem asiático que estava ouvindo tudo e observando a pedra que trancava a entrada.

- Pois é com ele temos a quarta família, ele é meu vizinho. Quem é aquela ali? – disse apontando para Margaret.

- Ela é a minha prima, e não faço ideia do por quê de ela estar aqui – disse Gael olhando na direção da prima.

Conhece aquela frase: falando no sujeito... Olha ele aí! Pois bem, foi o que aconteceu. Margaret num pulo se sentou e olhou para todos os lados apreensiva, suas últimas lembranças eram de um espectro atacando sua rua.

Olhou mais calmamente e viu o primo, Gustav, uma garota e no canto perto de uma estalagmite, um garoto asiático. Irritou-se ao ver o primo ali, e fez as mesmas perguntas que não podiam ser respondidas naquele momento que vocês já sabem quais são. Depois sugeriu:

- Vocês já tentaram magia pra tentar sair desse lugar?

- Pode tentar se quiser – Gael deu de ombros – se você prestasse atenção veria que lá no alto, bem escondidinho numa estalactite há um inibidor.

Margaret nada respondeu, apenas ficou séria olhando para o nada. Daí nada interessante que mereça citação aconteceu. Passaram-se o que pareciam ser horas longas ali, sem comida ou algo interessante.

A noção de tempo já havia se perdido quando a porta rolou para o lado fazendo um estrondo e deixando todos com os olhares focados na passagem. Um homem entrou e falou: Vocês, me sigam! – e se virou seguindo em frente o que só restou aos jovens segue-lo, com tamanha pressa que perguntas fervilhavam em suas mentes, mas não saiam pela boca, tal como uma chaleira com bico e tampa fechados e o chá borbulhando.

Seguiam por um corredor assim como a caverna, mal iluminado por tochas e suas paredes eram retas e lisas em pedra e o teto era alto. Dali chegaram a um salão mais amplo, muito bem iluminado com a luz do sol, que passava por um teto de vidro sustentado por colunas brancas esculpidas, e haviam  jarros de flores em todos os lugares, de todos os tamanhos e com todos os tipos de flores. Eles ficaram impressionados, nem os festivais de mudança de ano feitos à Natureza eram tão lindos assim. Logo o homem se pronunciou:

- Perdoem-me por não me apresentar antes – disse virando-se de frente para eles – sou Orfeu. Perdoem-me por tê-los deixados naquela caverna mal iluminada e cheia de estalactites, não tínhamos certeza de quem são vocês, aquele é o lugar mais desagradável deste palácio, e, bem, sigam-me – disse virando-se e seguindo e frente passando por um arco branco que dava para outro corredor. É claro que só restou aos jovens segui-lo.

Daquele corredor subiram uma escada, bastante alta por sinal, e terminando-a, mais corredor, porém esse tinha do seu lado esquerdo, varandas e mais varandas, com colunas e mais colunas redondas e uma sacada bem trabalhada. A visão que tiveram foi encantadora e estonteante, pois se olhassem para baixo veriam que estavam a milhares de metros do chão. Estavam em uma montanha alta, bem alta, com nuvens passando por seus rostos e uma visão de florestas e bosques e lagos até onde a vista alcançava.

Não puderam aproveitar muito aquela visão pois logo perceberam que seu guia estava andando sem esperar por eles, e logo correram o seguindo.

Nada disseram o caminho todo, apenas tiveram a impressão que o corredor dava a volta na montanha e perceberam também estatuas de cavaleiros, todos empunhando espadas com as pontas baixas e portas, todas de madeira escura. Quando aquele corredor parecia mais não ter fim chegaram a um terraço grande, este não era coberto como as varandas ao lado da montanha, ele estendia-se para fora dela, segurado por sabe lá os deuses o quê. Haviam cadeiras, jarros com palmeiras, uma harpa e nada mais além disso. Detrás do terraço uma grande porta encravada na rocha da montanha aparecia, era dividida em duas partes no formato de arco e nela estavam desenhados a figura de duas mulheres, uma tinha em suas mãos o Sol e outra em suas mãos a Lua. Em frente à porta havia dois soldados, com lanças e escudos.

- Cavalheiros, por favor, acompanhem estes jovens, eles terão uma audiência com as Grandes Senhoras. Perdoem-me mais uma vez – disse virando-se para os jovens – não os acompanharei mais daqui, tenho coisas a fazer. – e desapareceu numa fumaça roxa com um gesto de mão.

- Ei pra onde ele foi? Que tipo de magia é essa? – indagou Kenichi que não conhecia nenhum tipo de magia daquele tipo.

- Vocês, nos acompanhem! – interromperam os soldados.

Assim o fizeram, e logo aquelas grandes portas de abriram. Atrás delas havia um grande corredor, alto com colunas enormes. Seu teto tinha desenhos da Lua e do Sol e tochas nas colunas. Andaram acompanhando os guardas e logo chegaram numa câmara com dois tronos, um encrostado de âmbar e foleado de ouro e o outro com safiras e foleado de prata e bronze polidos.

- Aguardem aqui, as Grandes Senhoras logo virão – falou o guarda que estava do lado direito.

- Sim senhor, agradeço por nos guiar – respondeu Kenichi sério.

Assim que os guardas se retiraram Margaret logo começou a tagarelar:

- Quanto tempo vamos ficar esperando? Minhas pernas já estão cansadas de tantas escadas e corredores. E quem são essas “Grandes Senhoras”? As personificações do Sol e da Lua? Que clichê.

- Ora cale-se sua infeliz! Não pode ficar um momento sem reclamar? –disse Ellen que recebeu uma cara feia de Margaret que cruzou os braços.

Logo duas portas grandes foram abertas e duas mulheres entraram. Eram altas, tão altas que uma pessoa caberia em suas mãos, e vestiam vestidos compridos e brilhantes. Esqueci-me de dizer que os tronos também eram bastante grandes. Elas se assentaram e olharam para os jovens os analisando.

- Quem são vocês? – perguntou a que se sentava no trono encrustado de âmbar.

Ouve um momento de silêncio, pois todos estavam com medo delas, afinal, às vezes altura intimida. E todos olharam para Gael esperando que ele falasse, e o pobre coitado, tremendo dos pés aos cabelos falou:

- Nó-nós somos... - “ora quem somos?” se perguntou o garoto - Nós somos magos Senhoras. Não sabemos como viemos parar em sua montanha, e...

- Por que estamos aqui pra começar? – interrompeu Kenichi.

- Ora mais respeito, não vê que são rainhas? – falou Gustav – Grandes Senhoras, seus rostos são tão brilhantes como os astros, poderiam nos dizer como, e porque estamos aqui? – disse se curvando.

A que sentava no trono com safiras sorriu e se levantou indo em direção ao menino

- Veja Aurora, ele não é uma gracinha? Que educado, a oráculo estava certa, eles são fortes de espírito – disse pegando Gustav com a mão direita.

- Mas alguns são mal educados, como este jovem e essa criança – disse apontando para Kenichi e Margaret que fecharam a cara.

- Não ligue para isso, um bom treino e eles ficam assim que nem ele – e ficou alisando o cabelo de Gustav.

- Pare de alisar o cabelo dele Diana.

- Oh, perdão... Então... Oh céus eu reconheço você! – disse apontando para Gael.

- Eu nunca ouvi falar da senhora... Me perdoe se lhe ofendi com isso.

- Na verdade nenhum ser que tenha sangue mortal deveria ouvir falar de nós, nem desse lugar. Você é o neto de Percedal... Estou certa?

- Sim...

- Riso sempre fala de você quando vem aqui.

- Espera, você conhece a Madame Riso? – perguntou Gustav.

- Eu não sou criança – protestou Margaret.

- Mas se comporta como uma – rebateu a Senhora Aurora.

Da câmara, uma das portas pela qual Diana entrara se abriu e ela e Aurora foram à frente, sendo seguidas pelos jovens. Pela porta seguia-se um corredor e ao final dele, uma sala grande com várias pedras preciosas grandes, quase da altura das Senhoras em um círculo no chão e ao seu centro, um círculo dividido ao meio com a Lua e o Sol desenhados entre as duas metades. Elas foram e ficaram no centro e tocaram as mãos no chão, cada uma em sua metade, e disseram:

- Ostende mihi fabula, ostende mihi faciem praterita!

Tudo o que se viu foi uma escuridão os envolver e logo estavam em uma floresta, precisamente sobre um morro cercado por uma imensa floresta.

- Onde nós estamos? – indagou Ellen muito espantada.

- Este pequeno morro meus queridos, é a nossa montanha, uns dez mil de anos atrás.

- Dez mil???!!! – espantou-se Gael.

- Claro que nessa época as coisas eram totalmente diferentes, a magia fluía com mais intensidade e até pessoas comuns podiam ver a força da magia claramente. Tempo em que os que tinham magia e os gois conviviam em paz.

- Mas dez mil anos atrás nós não tínhamos nenhuma civilização, o que fazemos tão longe no passado? – perguntou Kenichi.

- Você está pensando como um goi jovem Kenichi, podem pensar que nós duas somos grandes por sermos as Grandes Senhoras, mas, antes disso, presenciamos muita coisa. – disse a Senhora Diana sorrindo.

- Afinal de contas falem logo! O que aconteceu? Qual o motivo de nós estarmos aqui?! – gritou Margaret não aguentando tantas conversas e nenhuma “informação importante”.

- Me pergunto mesmo se a oráculo estava certa de que todos eram excepcionais. Enfim, olhem para a esquerda. – ordenou Aurora suspirando e revirando os olhos.

Havia na direção esquerda uma solitária torre, encoberta de vegetação.

- Aquela torre – iniciou Diana – era a casa de Gullar, o feiticeiro, ele era o representante dos humanos, enquanto nosso pai era representante dos gigantes. Eles fizeram um acordo de paz, e várias outras raças se juntaram nesse acordo. Bem, os duendes não se juntaram afinal de contas, eles são perversos por natureza, e os dragões ocidentais.

- Como veem - continuou Aurora-, esta é a única colina em muitos quilômetros até onde a vista alcança. Estamos sobre o que se tornará nossa montanha, e ela é simbólica. Os gigantes são a maior raça que existe (pelo menos em tamanho) e vivemos muito mais que humanos, até mesmo se forem magos.

- É verdade a Madame Riso é bem velha mas ela nunca falou de vocês, nem mesmo nas lendas mais antigas que ela conhece – comentou Gael.

- Ela não falou porque não quis, somos conhecidas há séculos – respondeu Diana rindo, o que intrigou Gael o fazendo pensar “Por que ela nunca falou sobre elas?”.

- Continuando, por favor – disse Aurora tirando pigarro da garganta -. A aprendiza de Gullar, Morgana fez um acordo com Draal, o Esmaga Crânios, rei dos trolls negros, os Gamgams. Ela desejava poder, mais do que já tinha, e também achava que todas as outras raças eram como animais. Morgana conseguiu reunir um grande exército, dragões do ocidente, e todos os seres malignos se juntaram a ela. Vilarejos, pequenos reinos e tribos foram devastadas, era chegada a hora das forças da luz contra-atacar.

- Nós éramos jovens naquela época – continuou Diana -, não que agora sejamos velhas – todos riram com isso -, e nosso pai para assegurar que ficaríamos bem fez um pacto com o Grande Sol, que Aurora representa, e com a Grande Lua, a quem eu represento. Os humanos não tinham como sobreviver aquela guerra, nem mesmo com os magos e feiticeiros lhes ajudando. – nesse momento Ellen interrompeu.

- Por que chamamos alguns de magos e feiticeiros e nunca bruxos?

- Porque minha criança, foi o que Morgana se tornou, no nosso conceito, bruxos são magos das trevas, usam a magia para coisas proibidas, enquanto que feiticeiros no máximo fazem magia perigosa, mas nunca das trevas.

- Gullar lutou contra Morgana, que era chamada de Dama Pálida, e usou sua vida para confiná-la nos confins da Terra. Sem sua liderança Draal recuou para as Terras Sombrias junto com seu exército, os dragões fugiram para montanhas distantes e toda esta região, que antes era tão rica e habitada, se tornou o túmulo de muitos amigos. Voltamos no tempo o máximo possível, vocês veem uma verde floresta, mas ela já esteve em cinzas. A partir desta colina, construímos nossa montanha e fortaleza, todos os sobreviventes foram acolhidos e até hoje seus descendentes nos servem.

- Está bem – disse Gustav -, mas, isso não explica o porquê do espectro nos atacou e o que aquele homem estava fazendo lá na casa do Gael e nem o que estamos fazendo aqui.

Com um olhar triste Diana olhou para Aurora, como quem buscava autorização para falar, e esta lhe balançou a cabeça em sinal de sim.

- As forças do mal estão agindo em segredo – começou Diana -, podemos sentir isso, e o ataque dos espectros foi uma confirmação, eles buscam poder para libertar Morgana. Sentimos que um grande poder está vindo para cá, não é maligna, mas nos dá uma sensação incômoda. Quem foi o tal homem que lutou contra o espectro nós não sabemos. Se as forças das trevas vão atacar precisamos estar prevenidos, por isso os convocamos aqui. Sejam nossos escolhidos, sejam nossos defensores. Por favor.



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