História Estupidamente arrogante; adoravelmente sexy. - Capítulo 2


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Categorias Got7
Personagens BamBam, Jackson, JB, Jinyoung, Mark, Personagens Originais, Youngjae, Yugyeom
Tags Got7, Jackbam, Jackbum, Jackjae, Jinson, Markson, Políamor, Yaoi, Yugson
Visualizações 145
Palavras 1.273
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


olá :D

Capítulo 2 - Como um gato; sorrateiro, paciente, silencioso.


Fanfic / Fanfiction Estupidamente arrogante; adoravelmente sexy. - Capítulo 2 - Como um gato; sorrateiro, paciente, silencioso.

(…)

Jaebum havia dito que chegaria às três e só Deus sabe o quão irritado eu estava às 15:30. Desejava pegar minha mochila e ir para o quarto e por lá ficar até o outro dia, mas não podia. Tudo se devia ao fato dele ter me dito que tinha uma surpresa para mim. E minha curiosidade e ansiedade discutiam com a minha irritação. Porque por um lado eu desejava muito ir embora e por outro, desejava muito ficar ali e esperar por ele. Quem sabe eu o acertasse na cabeça com o meu guarda-chuva quando ele passasse pela porta de seu próprio quarto.

No tempo em que estava ali, em seu quarto, eu já havia percebido que Jaebum era um alguém metódico. Em algum momento, eu sabia que ele se cansaria daquelas escapadas que dávamos e se afastaria. E para mim, era estranho imenso pensar que não o teria mais. Eu já havia me acostumado com ele e com suas manias estranhas. Ficávamos juntos quando ele me chamava e passávamos horas conversando sobre jogos ou nossas respectivas vidas.

Eu o achava portador de uma imensa introversão. Ele era reservado imenso e em parte eu o entendia. Mas, meu lado arrogante sempre sobrepunharia a minha sensibilidade. Jaebum tinha um trabalho ali. Ele ensinava e não podia estar em hipótese alguma tão próximo dos alunos, mas ele ficava perto de mim de uma forma completamente indevida. Nós nos relacionávamos. Chegava a ser patético o fato dos coordenadores acreditarem que eu ia ali porquê fazia aulas particulares de reforço.

Crispei os lábios, pegando em minha mochila o meu celular. Ao encontrá-lo, me distraí com um joguinho idiota que já vinha no aparelho e apenas parei quando Jaebum entrou no quarto. Sua expressão era cansada. Seus lábios estavam em linha reta. Os olhos não fixavam em ponto algum e seus ombros estavam caídos. Ele parecia cansado. Deixei o celular de lado e me sentei na beirada da cama, sorrindo ao sentir a mão dele em meu rosto, acariciando-o.

Haviam muitos fatos dele que eu não conhecia. Era como se eu estivesse sempre vendado quando próximo a ele. Eu me formaria em psiquiatria e não conseguia estudar comportamentos de pessoas próximas a mim. Talvez fosse a hora de eu desistir e ir vender milho na feira, minha arte na praia. Ou até, fumar um cigarro em alguma esquina com roupas rotas. Meu pai ficaria felicíssimo.

A culpa não era minha. Eu tentava estudá-lo. Mas, Jaebum era uma caixinha de segredos. Era um vendaval de sensações e misturas peculiares. Às vezes eu o sentia transtornado, mas não havia aprendido a me preocupar com as pessoas de fora. Talvez eu fosse um tanto insensível e fechasse os olhos para as dores alheias. É, eu realmente era um desgraçado. Minha arrogância era grotesca. Papai talvez tivesse uma razão grande em prol de minhas ações. Entretanto, eu era estúpido o suficiente para fechar os olhos quando algo não me agradava.

Eu era um mal filho. Mal amigo. Mal irmão. Um merda como pessoa. Houveram muitas vezes as quais pessoas deixavam-me e eu as observava ir, calado. Vez ou outra eu as saudava com um sorrisinho insinuante e dizia que elas não fariam falta alguma. Era mentira? Claro que não. De todos, eu nunca havia sentido falta de nenhum. Minhas amizades eram tão rasas quanto uma poça de água a qual o clima já deseja consumir. Tão fracas quando bebês. Eu não me importava. Se as pessoas fossem, bom. Se ficassem, eu as faria ir.

Mas pensar que talvez Jaebum pudesse ir devido ao meu comportamento egoísta me assustava. Porquê eu me importava com ele. Não queria-o longe e ficaria triste caso ele optasse por sair da minha vida tão repentinamente. Era estranho e algo nunca sentido. A vida havia me surpreendido e eu ainda precisava assimilar para saber se era de modo bom ou ruim. Eu estava ligando-me a alguém pela primeira vez e queria uma experiência legal.

— Você está trinta minutos atrasado, mocinho — falei após sair dos meus devaneios e pensamentos que logo me aborreceriam, fixando meu olhar no rosto livre de imperfeições. — Espero que tenha um motivo bom o bastante para isso, uhh?

— E tenho. — Jaebum tirou os sapatos e os largou próximo a cama. Seguidamente, ele livrou-se da camisa e a jogou sobre a cômoda. Distraído em observar as contrações de suas costas, eu se quer percebi quando ele se aproximou o suficiente para me fazer sentir seu hálito quente contra meu rosto. Sorri. — Odeio o fato de você ser imensamente bonito.

— Por acaso está dizendo indiretamente que me odeia? — O perguntei baixo. Jaebum sorriu, erguendo uma das sobrancelhas perfeitamente desenhadas. Fiz o máximo para parecer ofendido. — Eu sou tão desprezível assim?

— Não seja idiota, Jackson — sorri, o empurrando para o chão. Jaebum caiu sentado e me puxou para si, fazendo-me sentar sobre suas coxas. Eu não me importava em estarmos tão próximos e em posições tão estranhas. Gostava. — Mark falou que vocês ficaram.

— Ficamos — afirmei lento. Minhas mãos apertaram-se em seus ombros. — Algum problema?

— Não, não — ele sorriu leve e me encaixou sobre si, apertando minha cintura. Mordi meu lábio inferior. — O secretário começou a estranhar a nossas aulas de recuperação.

— Oh! Ele sabe de algo? — Franzi as sobrancelhas. Jaebum negou. — E por quê estranha?

— Ele disse que as notas de diversos alunos são baixíssimas em história e eu não me proponho a dar aula para eles. Você, Youngjae e Mark são os únicos — havia um brilho petulante em seus olhos. Encarei-o. Eu não precisava de muito para saber que ele também tinha algo com Mark e Youngjae. Se me incomodava? Nenhum pouquinho.

— Você também beija-os? — Perguntei minutos depois de ter ficado em silêncio. O moreno deu de ombros. Nem negou tampouco afirmou. Ou seja, sim. — Hum.

— Te incomoda? — Neguei veemente. Jaebum me encarou curioso. — Nenhum pouquinho?

Nenhum pouquinho — afirmei com um sorriso nos lábios. Sua expressão continuou a mesma, mas eu sabia que ele sentia-se curioso. — Não fique com nenhum outro aluno. O.k?

— Não ficarei — o sorriso havia voltado aos seus lábios avermelhados e bonitos. Os beijei. — Mas, por que não te incomoda? 

— Fiquei com Youngjae anteontem. Mark está sempre procurando por mim — inspirei profundamente, encarando-o pesaroso. — E Jinyoung, Bambam e Yugyeom.

— Yugyeom? — Sua expressão era confusa, novamente. — O professor? 

Concordei. Jaebum mexeu-se, encostando-se a parede e mantendo-me em seu colo. Voltei a acariciar suas madeixas. Havia algumas de suas expressões que eu conseguia captar e diferenciar e saber exatamente quando ele encontrava-se aborrecido era uma delas. E naquele momento, eu soube que era por minha causa. Queria-o explicar, mas não conseguia. Me sentia impossibilitado. O mais sujo dos homens.

— Você está bravo? — Perguntei baixo. Ele não me respondeu. Sua mão fechou-se ao redor do meu pulso e ele levantou-se comigo, jogando-me na cama e se colocando sobre meu corpo. Ofeguei. — J-Jaebum...

— É estranho admitir para mim mesmo que eu me sinto traído com seu comportamento inadequado. Mas, por quê? Não temos nada. Fique com eles quantas vezes quiser. Mas, não extrapola, está bem? — Acenei, lento. Não conseguia processar  de fato enquanto o tinha sobre mim, beijando meu pescoço. Era torturante. — Apenas. Estou confiando em você.

Novamente, apenas concordei. Jaebum era como um felino. Andava sorrateiramente. Fazia as coisas com extrema paciência. Era emburrado. E completamente silencioso. Eu gostava da avidez de suas palavras e mesmo que minha atividade favorita fosse desobedecer pessoas, não o faria daquela vez e voltado àquela questão. Porque pela primeira vez, eu estava com medo de perder alguém.



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