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História Fake Heart - Capítulo 22


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Notas do Autor


oioi, voltei!

quase um mês, mas estou aqui.

eu estou realmente me esforçando para melhorar o andar da fanfic, então, precisei organizar e modificar algumas ideias para continuar e estar mais coerente.

sei que ando atrasando com as postagens, mas a minha faculdade está  realmente acabando comigo.

enfim, espero que aproveitem o capítulo de hoje.

Capítulo 22 - 22. término


Fanfic / Fanfiction Fake Heart - Capítulo 22 - 22. término

Era sábado. Jeongguk estava exausto, mas ainda assim, continuou com a sua rotina, acordando cedo e realizando suas corridas matinais. Usou esse momento sozinho para concetrar-se em seus pensamentos e repensar em atitudes e acontecimentos que seguiam problemáticos em sua cabeça. Horas após, retornou completamente suado, a camiseta enxarcada e o calção quase grudado nas coxas marcadas.

Preferia refletir nas próximas escolhas em silêncio, observando a natureza, onde sua mente mantinha-se relaxada, era mais cômodo, afinal.

Naquele final de semana, seus pais finalmente estavam em casa, passaram quase um mês viajando pela europa a procura de novas filiais para a empresa. Sentiu-se sozinho nesse período, apesar dos funcionários estarem sempre presentes ali, sua intimidade com eles, eram poucas. Até mesmo, encontrou-se na angústia e com saudade do Kim, esse que, ocupou a sua cama em muitas noites e agora, estavam a quase uma semana sem contato.

Usou a companhia dos progenitores para esquecer-se do que incomodou-o nos últimos dias. Jeongguk queria resolver-se internamente, aceitar-se em primeiro momento, era uma estrada comprida e complexa, mas Taehyung ajudou-o muito nos meses em que compartilharam em conjunto. Mesmo que o choque inicial de ser assumido publicamente por Minnie, o fez reagir errado, sentia-se pronto para revelar a sua verdade para pessoas importantes. Não queria que o maior sofresse por uma razão sua, ainda que, envolvesse-o. Taehyung era importante e precisava o fazer feliz.

Desceu as escadas com pressa, adentrando a cozinha e encontrando os seus pais sentados ao redor da mesa enquanto conversavam. Ambos sorriram e sua mãe convidou-o para sentar-se com eles.

— Bom dia, querido, como está? — Eun acariciou os fios escuros do filho, observando-o. — Achei você um pouquinho quieto, aconteceu algo?

— Não é nada para se preocupar, mãe. — O carinho realizado em seus cabelos era quase como um sonífero e Jeongguk sentiu muita falta dos momentos em família, onde conversavam até madrugada ou assistiam filmes de suspense e precisavam acolher Eun com medo.

— Então, qual são os planos para hoje? Estamos abertos à sugestões. — Donggum questionou, expondo um sorriso imenso.

— Vocês estão de folga?

— Por uma semana! — Eun comentou animada e Jeongguk quase não acreditou, muito contente com a notícia.

— Que ótimo! Pensei que não conseguiriamos mais fazer as nossas noites de filme. — Mesmo que estivesse radiante de felicidade, não evitou a expressão chateada ao pensar à quantos meses não recebia atenção de seus progenitores.

— Sentimos muito, filho, eu e o seu pai iremos melhorar nesse quesito, não queremos ser ausentes, sim? — Ela apertou-o em um abraço. — Você é repleto de músculos, mas ainda é o nosso menininho, amamos você, Guk.

— Obrigado. — Era inevitável, seus olhos arderam pela vontade de chorar. — Eu amo vocês. — Importava-se muito com a presença de ambos em sua vida, a segurança que colocavam, ajudava-o sempre quando sentia-se sozinho ou perdido. A relação famíliar era perfeita e o moreno acreditava-se extremamente sortudo pelos momentos que proporcionaram a si.

— Que tal, uma partidinha de basquete? — O maior convidou, movimentando as sobrancelhas em brincadeira, contudo, aquilo soou estranho.

— Como que você se apaixonou por ele? — Encarou sua mãe, rindo com ela.

— Ainda não sei. — Donggum encarou-os abismado.

— Olhem para mim, eu sou incrível. — Ele apontou para si mesmo, se exibindo, mas no final, riu em conjunto. — Vamos, Jeongguk? — Referiu-se a sua pergunta de antes.

— Claro! Eu nunca arregaria uma partida com você.

— Quem perder faz o almoço.

— Eu adoraria, a comida de vocês é ótima! — Eun comemorou.

Ambos assentiram, finalizando a refeição e caminhando para quadra no quintal da mansão, como combinado após colocarem roupas adequadas. E Jeongguk não conseguia esconder a felicidade que preenchia-o ao vizualizar o progenitor, ele era um exemplo de pessoa e sempre escutou-o com compreensão e paciência. Sentia-se confortável ao extremo com o maior e confiava nele mais que qualquer outro.

Aproximou-se com um sorriso arteiro e quando menos esperava, retirou o objeto redondo das mãos de Donggum, arremessando na cesta e marcando.

— Seus arremessos melhoraram muito. — Comentou, ao observar o salto praticamente perfeito. — Tenho certeza que você será contratado, ainda mais sendo o capitão.

— Obrigado, pai. — O apoio recebido em palavras, era essencial. Treinou muito para conquistar a sua própria essência e realizar suas promessas de criança. Chegar ali, significava extremamente para si. — É sua vez. — O moreno atirou a bola de basquete para ele, observando a próxima ação provinda em segundos, esse que, marcou mais uma cesta. Admirou-o em silêncio, seu coração aquecendo pela própria sorte que obtinha.

E após meses sem muita aproximação, considerando a agenda completa de Donggum, estavam aproveitando um momento entre pai e filho. Perderam quase a manhã inteira em quadra, seus corpos encontravam-se encharcados de suor, mas mesmo cansados, os sorrisos em suas expressões eram indiscutíveis.

— E quando Minnie virá aqui novamente, Jeongguk? — O maior questionou assim que, abriu uma garrafa d'água e virou em sua cabeça, ingerindo-a em seguida.

— Não estou namorando ninguém, pai. — Respondeu, simplista, movendo os ombros.

— Oh, não sabia que estavam separados. — Ele franziu as sobrancelhas, pensativo. — Eu achava ela meio intolerante, mas era uma menina querida.

— Percebi que não a amava e que mantinhamos aquele relacionamento apenas por conveniência, então preferi ser verdadeiro e acabar de uma vez. — Quicou a bola alaranjada no chão e arremessou. Sentiu-se frustado com o assunto, queria muito revelar a verdade e retirar essa culpa que cercava-o.

— Fez o certo.

— Também não me agradava o preconceito com outros alunos, realmente não condizia com a idade que dela.

— Quais preconceitos você diz? — Donggum observou o filho, atentamente, como ele fechou-se e pareceu nervoso, de repente.

— Classes sociais e outras causas, mas principalmente homofobia.

— Ela está muito errada, e na verdade, eu acredito que Minnie saiba, mas precisa ser ensinada sobre como se redimir.

— Você aceitaria um filho gay? — Indagou meio precipitado e arrependeu-se no mesmo momento, prensou as pálpebras com força, querendo sumir ao sentir seu progenitor o encarar.

Jeongguk esperou por minutos, mas não obteve resposta. Pensou em rir para fingir incompreensão ou mudar de assunto e esquecer as palavras que proferiu no êxtase. Contudo, o que recebeu foi um abraço inesperado e um afago em seus fios umidos.

— Então, eu amaria você, Jeongguk, com suas escolhas e preferências, será para sempre, o meu maior orgulho. — O moreno soluçou, engasgado com o profundo alívio que apossou-se de si. Não consegueria explicar aquela sensação de acolhimento e sequer impediu-se de chorar contra o ombro de outrem.

— Eu sou assim, pai. — Murmurou, extremamente abalado. — Eu sou gay.

A palavrinha que repassava em seus pensamentos cotidianamente, saiu com calmaria e certeza. Estava sentindo que finalmente, encontraria o seu "eu", sem medo. Ele aceitava-se como era, sua família aceitava-o. Era o que precisava, apenas isso.

— Eu aceito você, meu filho. — Selou a bochecha corada de Jeongguk e permitiu-se ser o refugiu dele.

Donggum sempre soube que o menino requeria outras preferências, no início foi complicado aceitar, pensou estar enlouquecendo, no entanto, quando conversou com sua esposa, percebeu que ambos concordavam com aquele pensamento. Mantiveram-se no silêncio por anos, esperando para quando ele contaria-os, mas não aconteceu e entendia-o, realmente. A sociedade coreana criava seus cidadãos com uma visão extremamente errôneo e considerava-se nesse padrão até a pré-adolescência de Jeongguk, porém, entre muitas viagens, conheceu muitos países e culturas e aprendeu a compreender a mudança e aceitar que a realidade do mundo não familiarizava com o seu crescimento ou vivências. As pessoas são diferentes e mais importante é compreender como ama-las sem preconceito.

Amaria Jeongguk pela realização do amor que o relacionamento de ambos ofereceu. Ele era o seu filho e importava-se muito com a felicidade que o propunha para sequer pensar em não o aceitar. Mesmo com essa complexidade de sentimentos, principalmente a preocupação pelo preconceito, a única pessoa que poderia escolher o seu melhor, era ele.

— Obrigado. — Agradeceu, comovido. Durante anos, Jeongguk escondeu-se por uma incompreensão, dúvidas e consequências que encontrou como escape, mas naquele momento, sentiu-se verdadeiro; real. Viu-se feliz por quem era.

[...]


Caminhar pelos corredores era sempre um problema, o excesso de alunos facilmente esmagavam quem ousassem intrometer-se no meio do movimento. Entretanto, nem mesmo os corpos chocando-se contra o de Jeongguk poderiam ofuscar o sorriso estonteante que ocupava as suas expressões. Conversar com o seu progenitor retirou uma pressão esmagadora de si, principalmente pelo apoio que ele ofereceu sem receios, mostrando-se extremamente verdadeiro em suas palavras. Expor a sexualidade para Eun, não mostrou-se uma dificuldade, ela foi compreensiva e demonstrou o mesmo sentimento de orgulho que Donggum. Era irreal pensar que, omitiu a sua própria verdade por medo de receber xingamentos ou o desprezo deles.

Sentia cinquenta por cento mais facilidade para aceitar-se sem qualquer via negativa.

E nesse momento, estava decidido a encontrar com Taehyung e avisar que escolheu ele, que escolheria continuar e nessa vez, sem inseguranças.

Quando finalmente conseguiu acesso para o auditório, sabendo que encontraria o Kim ali, ensaiando, agradeceu mentalmente. Ele estava em cima do palco montado, com uma folha de papel em mãos e recitando palavras que condiziam com o seu personagem na próxima peça. Gostava de o observar em prática, Taehyung naturalmente era chamativo e mostrava-se ainda mais encantador por não perceber essa qualidade em si mesmo, o que para Jeongguk, não soava ruim, afinal, visualizar as expressões surpresas do ator a um elogio recebido, era sensacional.

Sentou-se na penúltima fileira, calado, somente apreciando o maior ocupar o palco com sua presença marcante e escutar a voz rouca ressoar pelo ambiente.

De tanto andar, querida, estás cansada. Para ser franco, erramos o caminho. Hérmia, repousarás, se isso te agrada; o escuro poderá te ser daninho. — Proferiu, o Kim, interpretando Lisandro. Existia sentimento; preocupação e as mãos não paravam quietas, indicando a inquietude.

Ele esperou mais alguns segundos e continuou:

De um punhado de relva, travesseiro poderemos fazer. O verdadeiro amor nunca divide: uma lealdade, dois corações num leito, sem maldade. — E pela primeira vez após a entrada de Jeongguk, ele virou-se para frente e assustou-se ao perceber que estava sendo observado. — Jeongguk?

— Já comentei como você é excepcionalmente atraente atuando? — Respondeu, sorrindo perspicaz.

— Eu sou atraente apenas quando eu atuo? — Arqueou a sobrancelha, descendo as escadas na lateral do palco e aproximou-se do moreno. Estava prestes a abraçar ele, entretanto, recordou-se rapidamente do acontecimento passado e afastou-se. — Desculpe. — Mordeu o inferior, nervoso.

A proposta de Minnie ainda mantinha-se ativa em seus pensamentos, ocupando-o em uma escolha não absoluta. Mas, o que poderia realmente fazer? Se importava muito com Jeongguk para ignorar o possível problema que adquiriria caso não fisesse o proposto pela menina.

— O que foi, lindinho? — O menor ergueu o queixo de Taehyung e preocupou-se ao encarar as orbes expressando angústia.

— Não faz assim, por favor. — Pediu em um falhar, piscando em sequência e retirando a mão macia de sua pele quente. Ele queria muito esquecer por poucos minutos aquela proposta e viver sem inseguranças com Jeongguk, no entanto sequer sabia se o moreno sentia o mesmo que si ou era recíproco.

— Você parece estranho... — Comentou, confuso.

— Essa última semana em que não nos encontramos, após aqueles acontecimentos, eu pensei muito e acredito que não poderemos construir uma relação, principalmente por essa sua incompreensão sobre o que eu sou ou o que eu serei, eu cansei, Jeongguk. — Não era verdade, nem metade do que expôs, mas precisava manter a postura e fingir que esses sentimentos eram reais. — Viver de incertezas não é para mim, eu não preciso sofrer porque você não se resolve mentalmente, sinto muito, mas eu não quero mais. — Encarou ele em nenhum momento, continuou observando as poltronas, segurando-se para não chorar.

— Está acabando comigo? — Tamanha era a surpresa de Jeongguk, esse que, entreabriu os lábios, perplexo.

— Nem sequer podiamos chamar isso de relacionamento, qual é o problema agora?

— Ah, claro! E a nossa exclusividade um ao outro significava o que? — Taehyung estava sendo rude, ainda mais, colocando aquelas verdades na mesa.

— Você namorava até semanas atrás e quer falar de exclusividade? — Ambos alteraram a voz, mas não é como se pudessem evitar, estavam expondo machucados e problemas que sempre incomodaram-os.

— Essa não é a questão, Kim. — Jeongguk esfregou as mãos no cabelo, sem conseguir compreender quando começou aquela discussão.

— E qual é então? Porque eu estou cansado de ficar no escuro com você!

— Eu estou apaixonado por você, Taehyung. — Esbravejou sem pensar, encarando. — Caralho, eu acho que amo você.

Taehyung precisou respirar fundo para entender o que acontecia ali. Um silêncio estabeleceu-se entre eles, perdidos na confissão do menor. Seu coração parecia mais acelerado e sua mente nublada, querendo responder que o seu "amo você" estava guardado para Jeongguk, mas não podia. Não podia, porque o amava. E quando encarou-o novamente, percebeu a confusão estampada nele, no entanto, a sua postura estava rígida e percebeu que ele segurava-se para pedir uma resposta.

— O que você quer que eu fale, Jeongguk? — Suspirou, abaixando completamente sua voz.

— Que retribui esse sentimento. — Pediu. — Eu não consigo mais viver sem você, Taehyung. É simplesmente impossível fingir que não é importante para mim, porque eu quero você, eu não me importo com as ameaças de Minnie, não me importo com outras pessoas, nada é suficiente para que eu precise esquecer de nós.

— E até quando? — Questionou, o Kim. — Por quantas semanas você manterá nessa esperança para surtar novamente e então, me afastar? Você não está pronto para se assumir, eu sei que não.

— Você prometeu que me esperaria.

— E essa será a primeira promessa em que não irei cumprir. — Respondeu, sua voz falhando no processo. Era muito complicado fingir aquela realidade, mas precisava ser forte e continuar. — Até mais.

— Tae, não! Por favor! — O moreno segurou as mãos de Taehyung, desesperado.

— Não insista, Jeongguk. — Afastou-o e quando virou-se de costas, caminhando para a saída do auditório, chorou. Permitiu esvaziar o que preenchia-o por inteiro, a angústia ao perder ele e o sofrimento de saber que não poderia voltar para quem acalmava-o.

Na porta, esbarrou com Hoseok e rapidamente secou a água que molhava sua pele.

— O que aconteceu, Tae? Precisa de ajuda? — Ele fez encararem-se e quando percebeu o estado preocupante do acastanhado, estranhou.

— Me desculpe, Hobi... — Respondeu. — Não quero conversar agora. — E simplesmente saiu, sem explicar nada.

Hoseok não foi atrás e respeitou o espaço de Taehyung, mesmo preocupado. Adentrou o ambiente passado a fim de encontrar uma menina que combinou, considerando que, qualquer aluno da universidade usava o auditório para ficarem. E encontrou ainda mais perdido quando visualizou Jeongguk sentado e pior, chorando, como o Kim.

Em anos de amizade, raramente o viu em uma situação de mágoa. O moreno sempre mostrou-se superior ao expor seus sentimentos e nunca importava-se com as pessoas se não referente à sua família ou ciclo de amigos.

Aproximou-se aos poucos e então, sentou-se na poltrona ao lado e afagou as costas dele.

— Quer conversar?

— Ele foi embora, ele acabou comigo. — Disse, murmurado e extremamente frágil.

— Quem?

— Taehyung. — E então a mente de Hoseok nublou em questionamentos. Desde quando ambos envolviam-se amorosamente? Jeongguk ficava com meninos? Ele era a pessoa pelo qual, Taehyung não continuou consigo? Se pensasse por mais minutos, sua cabeça provavelmente explodiria.

— Espera, você se envolve com pessoas do mesmo sexo?

— É, eu sou gay. — Aquela palavra saiu com uma fluidez admirável na percepção do moreno. Até quatro semanas atrás, sequer conseguia pronunciar a sua sexualidade e nesse momento, encontrou-se revelando para seu amigo.

— Nossa. — Franziu o rosto, mas preferiu não comentar nada. — E como assim o Taehyung acabou com vocês, vocês namoravam?

— É... nós estavamos em um relacionamento não nomeado, pelo menos era assim que eu pensava. — Riu de sua própria confusão mental, principalmente, após o Kim aparentemente, negar os seus sentimentos.

— Eu acho que é muita informação para processar, você sabe que eu quase me envolvi romanticamente com ele, não é?

— Sim, e eu quis matar você, Hoseok.

— Não é culpa minha, se ele é extremamente atraente e conquista qualquer um. — Sorriu ao relembrar de seu encontro com Taehyung. Aceitou o "não" que escutou à meses atrás, no entanto, não o esqueceu como expunha.

Jeongguk encarou-o sério, refletindo em suas expressões que o comentário soou inoportuno.

— Não está mais aqui quem falou. — Ergueu as mãos em rendição. — Então, ele deu um fora em você por que mesmo?

— Porque eu simplesmente não consigo me manter estável, as vezes eu acho que sou um merda e que nunca me aceitariam como profissional sendo assim ou me sinto culpado pelo que estou fazendo e afasto ele, mas esse sentimento está muito presente e não sei mais como ficar sem ele.

— Eu não sei como era a relação de vocês ou quando começaram a se envolver, mas se esconder da sociedade podre em que vivemos não é um crime quando se quer manter em paz, porém, essa sua indecisão afetou completamente o sentimento que ele nutria por você, entende? Talvez, não seja saudável para ele continuar assim e é compreensível, Jeongguk. — Comentou o que pensava do pouco que compreendeu. E pela mudança de postura do moreno, percebeu-o pensativo.

— Eu me assumi para minha família e pretendia contar para ele, mas sequer consegui.

— Seus pais o aceitaram? — Indagou, surpreso. — Os meus ficaram quase um mês sem falar comigo pela minha sexualidade.

— Eles foram extremamente compreensíveis, eu não entendo como senti medo sendo que nunca se mostraram contra.

— Você vai conseguir se aceitar realmente quando estiver mentalmente entendido sobre quem é, não é um processo fácil e cada pessoa requer o seu espaço, então ninguém pode contrariar, afinal, cada vivência e sentimento é diferente. — Aconselhou. Após anos de aceitação para si próprio, Hoseok aprendeu que o único importante nessa caminhada é quem está caminhando e ponto.

— Acho que você está certo. — Jeongguk concordou, sorrindo agradecido pela conversa.

Talvez, o amigo pudesse ajudar a se entender completamente antes de procurar Taehyung novamente. E quando acontecesse, estaria pronto para entregar-se cem porcento naquela relação.


Notas Finais


até mais! amo vocês.


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