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História Femboy - Capítulo 29


Escrita por: e tsukiaa


Notas do Autor


Olha se essa porra n tiver mais de 2 mil palavras eu me mato, demorou quase um dia pra fazer isso >:^ e ainda dormi a tarde ent n deu pra terminar mais cedo.

Espero que gostem ❤❤ boa leitura como sempre 💗💗

Capítulo 29 - Nossos olhares


Lá estava eu. Chorando como nunca. Já fez um mês e eu ainda não tenho coragem de sair dessa porra de casa! E-Eu quero ver o Rodrigo, e abraçar ele, e nunca mais soltar! Eu faltei várias aulas mas ele sempre trás minhas tarefas e da pro professor. 


Eu estou cansando de ficar aqui, ele sempre me bate e fala que enquanto eu não amar ele, esse vai ser meu presente. E que se eu o amar, ele me daria presentes legais. Mas o único presente que eu quero é ir embora desse lugar. 


Mas eu não consigo! Minhas pernas não funcionam e eu morro de medo do que pode acontecer se me ver pra fora. Lembro até agora de quando eu só caminhei até a porta e ele descobriu quando chegou – que foi quando e tentava destrancar – e me espancou. E foi pra valer mesmo! 


Mas agora ele ta dormindo, o chato é que eu to com ele. Ele me "abraça" sempre quando vamos dormir, pois eu assim eu iria fugir. Eu só quero ver ele logo, é pedir muito?! 



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Eu estou fazendo o almoço, eu meio que já me acostumei em fazer as atividades domésticas da casa, eu continuo não gostando mas... Fazer o que né?


 Bom, será macarronada hoje. Uma das coisas simples que sei fazer e porque é meio rápido. 


Sinceramente, acho que nem eu nem essa coisa na minha barriga vamos aguentar aqui tanto aqui. Eu s-só quero ir embora! Olho o detergente ali na pia, em um ato de desespero e coloco na comida. Que merda eu fiz?! 


E se ele perceber?! Ele pode fazer qualquer coisa comigo! Porra! Quando eu vou pegar ingredientes a porta se abre. E-Ele c-chegou. 


— Olá amor — deu um beijo babado em meu pescoço, limpo na hora — O almoço ta pronto?

— A-Ahn? E-esta s-sim — coloco a panela, os pratos, copos e talheres na mesa e arrumo o prato dele 


Me sento e fico olhando pra ele. Ele sempre comeu como um porco, nem sei como eu pensei em ficar com ele. Sim, eu já pensei nisso, foi quando eu briguei com o saiko e tentei esquecer ele, definitivamente não deu certo. 


— Não vai comer? — perguntou com a boca cheia

— Não. Eu não to com fome e também não estou com vontade de vomitar agora


Esqueci de falar que comecei a vomitar depois de um tempo. Espera. Ele não está passando mal com o detergente? Olho para trás e o objeto nem tinha saído do lugar. Eu imaginei aquilo? Será? Eu to ficando louco? 


— Querido

— Oi — volto pra realidade 

— Eu vou sair ok? E você não saia daqui ok? 

— Ok

— Até daqui a pouco — vem até mim e me da um beijo. Ainda me sinto enjoado quando ele faz isso 


Quando passa pela porta me permito sentar no chão e abraçar meus joelhos e deitar a cabeça sobre eles. Falta quanto tempo ainda? Pra eu sair desse lugar? Pra poder ser livre e viver de verdade do o amor da minha vida, vulgo Rodrigo. Meu deito no chão e espero o tempo passar, olhando fixamente a porta. 


Acho que fiquei nisso por quase uma hora, só olhando e pensando nas possibilidades de poder sair daqui agora, já se passou um tempo desde que ele saiu. A porta esta sempre trancada, com duas trancas, tem a janela do lado, a tranca dela é quebrada. É acho que da. 


Engatinho até a janela e tento abrir ela e com sucesso. Me ergo e sento nele, passo as pernas pro lado de fora e me "jogo" volto a engatinhar e passo pelo portãozinho. É, até que foi fácil sim. Dou um sorriso e vou andando... Até ouvir passos atrás de mim. 


— Ora ora. Por que minha rainha saiu de casa? Volta comigo. — porque a polícia lá na frente não vê a gente?! 


Ele me pega no colo estilo noiva, mas aperta muito forte meu braço e minha perna. Vai até a porta a abre ela, entra sorrindo de um jeito que tínhamos acabado de nos casar, eu definitivamente não quero isso. Ele sobe as escadas e me joga com força na cama. 


Céus, meu coração está acelerado e totalmente desregulado. Sua face agora não está mais feliz, a sacola que antes segurava foi ao chão e me encarou com raiva. Foi se aproximando e eu me afastando mas meu desespero aumentou ao encostar na parede. 


— Você, ME PROMETEU que NÃO sairia daqui! — apertou meu pescoço e minha coxa 

— P-Para — minha voz saiu fraca — P-Por f-favor 


Eu já estou chorando como sempre. 


— Você merece muito mais do que isso! Você tentou me deixar, não é isso que um casal faz! — me deu um tapa. No rosto, no braço, no peito, na perna e na minha bunda. 


Eu estou todo dolorido. Eu não deveria ter só saído aquela hora! Talvez mais cedo ou nem ter saído. Meu rosto esta vermelho, tanto de chorar quanto dos tapas. Ele sobe minha saia. Oh não! O que ele vai fazer?!Tira minha cueca e abre o zíper da calça e me puxa pro seu colo. Não, não, eu não quero isso! Tento sair dali mas ele está me segurando muito forte e quanto mais eu tento sair mais ele aperta meu braço. 


Sinto uma pontada na minha bunda. Arregalo meus olhos, ele realmente vai fazer isso. Não, por favor não! 


— P-Para! — tento empurrar ele, porra, por que nunca consigo?! Por que tenho que ser tão fraco comparado com as pessoas que fazem isso comigo?! 

— Por que parar? — falou calmo mas ainda sim assustador — Eu me dou o trabalho de ir comprar uma roupa chique pra você para podermos sairmos um pouco e é assim que você retribui? — ele me adentra de forma bruta — Se ao menos você dissesse que me ama... Eu poderia ainda sair um pouco com você 


Eu quero poder sair, nem que seja um pouco. Poder respirar um outro ar. Poder ver mais pessoas. Nem que seja por uma hora. 


— Iremos pra um restaurante chique — estoca novamente, dessa vez com mais brutalidade, e todas as que viam pela frente mais fortes e dolorosas que as outras — tudo bem em irmos? 

— S-Sim — falo fraco 

— Então o que precisa falar? 


Permaneço quieto. Algo me preenche, mas não sinto nada, não foi como da vez com o Rodrigo, com certeza não foi até porque ele nunca iria fazer isso. Ele sai de mim de se deita ao meu lado. Me viro de costas pra ele que me abraça logo depois. Sinto que tenho que sair, é como se algo me esperasse. 


— E-Eu... T-Te a-amo — falo com nojo 

— Nós iremos sair mais lá pra noite — me da um beijinho no pescoço



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Acordo com ele me balançando de um lado pro outro com um sorriso no rosto. 


— Boa noite amor — beija minha boca e enfiando sua língua na minha boca — Vamos logo, vista essa roupa — me da a sacola de uma loja famosa


Pego e me arrasto até o banheiro, até porque estou mais dolorido que antes. Fecho a porta e encaro a roupa. 


É um vestido. Vermelho e meio curto, mas nem tanto. Também tem um casaco daqueles que acaba um pouco acima do umbigo. Me visto, de um jeito meio desconfortável já que não consigo ficar de pé direito. 


Abro a porta do banheiro e lá estava ele, todo chique e com roupa bonita. Até então ele estava mexendo no celular, me olhava como se visse uma das oitavas maravilhas do mundo (tu é querido). 


— Esta lindo. Ah, aqui — coloca um conjunto de saltos na minha frente 

— Por que tenho que me vestir assim? 

— Porque você tem que ser a melhor mãe pra ele

— Mas não preciso usar salto — que pensamento pequeno o dele

— Então tá. Não precisa usar. — ele meu pega no colo, desce as escadas e me coloca encima da mesa — Toma aqui — me da duas muletas — para conseguir andar


Pego elas e me apoio no chão. Caminhamos até o carro, me sento no passageiro e ele no motorista. Faz tempo que não entro em um carro. As árvores e casas ou qualquer imóvel passavam rápido pela janela, a lua nem iluminava direito já que os postes já faziam isso. 


Ele para de dirigir, olho pra frente e o sinal era vermelho. Ele coloca a mão no meu joelho, estou cansado dele me tocar assim, ou de qualquer outro jeito. Logo chegamos no restaurante, ele estaciona e eu saio do carro me apoiando nas muletas. Passamos pela entrada, aqui está lotado. Aparentemente tem uma família rica aqui, vamos procurando um mesa. Por algum motivo estou sentindo uma presença boa, vou olhando pros lados e vejo ele. Ele parecia ter morrido e voltado a viver de novo. Estava com olheiras e olhos vermelhos, parecia um pouco mais magro também. 


Até que... Ele me olha de volta. Seus olhos se arregalaram. Os meus não acreditam no que vêem, uma lágrima solitária sai de meus olhos. Ele estava com toda sua família junto, quase corre até mim mas eu nego com a cabeça. 


— Ehh, eu vou no banheiro ok? 

— Ta bem querido, mas não demore 


Olho de volta pra ele, aceno com a cabeça pro lado, de um jeito discreto. Vejo ele falar algo pra família dele e depois se distancia. Vou até o banheiro e me encontro com ele, me abraçou forte e eu só desabei ali mesmo. 


— Onde você tava? — perguntou ainda me abraçando 

— O-O Noah

— O que ele fez?! 

— E-Ele... M-Me prendeu na c-casa dele

— O q-

— Shiiu — coloco meu dedo nos lábios dele — Não tenta me procurar, por favor. Não quero que algo aconteça com você. 

— ... 

— Te amo — dou um selinho nele, que saudade disso 


Saio o mais rápido possível até a mesa. 


— Espera, eu preciso perguntar outra coisa! — só foi isso que escutei e me sentei novamente, meus olhos estão em outro mundo



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Saiko on


O que? Por que? O que aquele porra fez com ele?! Volto pra mesa e chamo uns dos seguranças que raramente cuidam de mim. 


— Olha, quando aquele casal ali — aponto pro ycaro e o Noah, me da nojo e medo falar isso — quando eles forem embora, me avisa e iremos seguir o carro deles ok? 

— Tudo bem. Mas tem algum motivo pra isso

— Não, só quero saber uma coisa



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