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História Fera? - Capítulo 19


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Notas do Autor


Desculpem pela demora, mas eu estou na correira, e estava sem ideias.

Capítulo 19 - A decisão


-O que você quis dizer com isso? Eu pergunto em choque com o que ele diz.

 -Ora Luísa, eu já fui pai, e conheço o corpo de uma mulher grávida e conheço o seu corpo, você se entregou várias vezes. -Ele levanta o indicador - Você chamou várias vezes de ele, - Levanta o segundo dedo - Eu sei que o sexo é a partir do quarto mês, - Levanta mais um dedo - Sua barriga está bem grande para alguém que não está bem de saúde, - Levanta o quarto dedo - Se você estiver de quatro meses, esse filho é meu. Pois ainda estávamos juntos, a data bate com as primeiras semanas que você se entregou pra mim.

 Respiro fundo e respondo:

 -Ele é seu.

-E por que não quis me dizer? 

-Eu ainda estava confusa ainda por conta de tudo que aconteceu, e como nós terminanos achei melhor seguir em frente. 

-Mas esse filho é meu e eu quero fazer parte da vida dele. 

-Tudo bem, mas por favor Otto, não conta pro Marcelo que você sabe.. 

-Espera! - Ele diz passando a mão nos cabelos - O Marcelo sabe que esse filho é meu?

-Sim. 

-Eu merecia saber disso Luísa, eu queria muito um menino! - Ele diz com tristeza no olhar - Você me odeia tanto a ponto de fazer isso comigo? 

-Eu não te odeio, você sabe disso, é o contrário... Ele volta a sentar na ponta da cama e segura o meu rosto.

-Volta, volta pra mim Luísa.... Vamos criar esse filho juntos, me deixa criar pelo menos um filho meu... 

-Eu... Eu não sei, não é certo isso... ficar terminando com um e voltando com outro o tempo todo. - Eu respondo, com o coração dolorido. 

-Mas e você? O que você quer? Você não pode passar a vida inteira colocando a felicidade dos outros acima da sua.. e nesse momento você não está feliz. 

-Eu estou feliz assim.. 

-Você não está. 

-Mas minha felicidade quem define não é você, Otto. - Me arrependi das palavras no momento em que elas saíram. 

-Você tem razão. Você tem esse poder, espero que tenha sabedoria para fazer a coisa certa. - Aquelas palavras o atingem como um soco no estômago - Eu preciso ir, pensa na minha proposta, pelo bem dessa criança.

 Então ele abre a porta, se retirando do quarto e batendo a porta atrás de si. Fico refletindo, pois não sei o que pensar, e nem o que fazer.. Voltar com Otto, ou não voltar? Passar um tempo na casa dele, e continuar com Marcelo? O que é melhor para Poliana e meu pequeno que está a caminho? Como Poliana vai reagir ao saber que tem um primo/irmão? Única certeza que eu tenho é que eu sou completamente apaixonada pelo pai do meu filho, por mim eu largava tudo, e ficaria com ele, e juntos cuidaríamos de Poliana e do pequeno Otávio, gosto desse nome, então esse será o nome dele. 

Queria que isso tudo fosse um sonho, e que eu acordasse ao lado de Pendlenton. Mas não é. Isso é real, meu sentimento é real, tudo é real. Não quero mais pensar nisso, não agora, vou dormir e viver no meu mundo perfeito, mas não tão perfeito assim. Meus sonhos. 

 Se passaram três dias, e chegou o dia em que teria alta do hospital, eu estava em pé ajeitando as minhas coisas na bolsa, aguardando Marcelo para me buscar, quando o doutor bronzeado, do sorriso bonito entrou no quarto, após bater.

 -Olá. - Ele diz com o sorriso bonito de sempre.

 -Oi, doutor. - Eu Digo, e ele aponta a mão para a cama fazendo menção para eu sentar.

-Eu gostaria de falar com você. - Ele diz, quando eu sento na ponta da cama, e ele na cadeira. 

-Tudo bem. 

 -Eu quero saber, como você está se sentindo, Luísa? 

-Eu estou bem. - Digo colocando o cabelo atrás da orelha. 

-Como está se sentindo emocionalmente? - Ele pergunta puxando a cadeira pra mais perto. 

-Esses dias foram bons para eu refletir, e acredito que estou melhor , e prezando pela minha saúde emocional e o bem-estar do meu filho. 

-Ok. - Ele responde tirando um cartão do bolso do jaleco. - Eu tenho essa psicóloga para te indicar. Ele responde me entregando o cartão, que é todo verde claro com letras verde escura. -Ela é uma terapeuta muito boa, e uma grande amiga. Se for diga que eu mandei um abraço, e eu espero que você vá.

 -Tudo bem, eu vou entrar em contato com ela. - Eu respondo olhando pra ele e dando um sorriso. 

-Ótimo. Boa sorte Luísa. -Ele estende a mão e eu seguro em forma de cumprimento. 

-Você é diferente, doutor. -Eu digo para ele soltando sua mão. 

 -Diferente como? - Ele pergunta levantando da cadeira. 

-Parece que se importa mais com seus pacientes. 

 Ele suspira e dá um sorriso sem mostrar os dentes. 

-Eu só faço o melhor para tratar os doentes, e quando vejo que não é minha área, eu preciso encaminhar para o profissional qualificado. 

-Entendi, mas de qualquer forma, agradeço sua atenção, até logo.

-Até logo, Luísa e melhoras. - Ele diz em direção à porta. Fico olhando pela janela, abraçando meus cotovelos, quando alguém abre a porta e eu nem me preocupo em olhar.

 -Tia! -Grita Poliana e escuto seus passos ficando mais próximos, e eu viro na sua direção esperando seu abraço. João entra seguido de Marcelo e ficam aguardando com os braços cruzados. Minha sobrinha me solta e Marcelo vem me dá um abraço apertado e um beijo. 

-Vamos? - Marcelo pergunta me soltando e pegando na minha mão. 

-Vamos. - Eu respondo sem muito entusiasmo.

 Vamos ao encontro de João, que sempre está com Poliana e seguimos para o carro. Marcelo coloca minha pequena bolsa de mão no porta malas, mesmo eu insistindo para deixa-la no meu pé. 

 -Deixa eu colocar lá atrás Luísa. - Ele diz sendo firme. 

Ele acaba colocando, o caminho é meio sem assunto, e então chegamos na casa dele, ele pega a bolsa, e a leva para o quarto. 

Sigo ele e digo que vou para o quarto.

 -Então Marcelo, eu decidi e quero que Poliana volte a morar com Otto, vai ser bom para ela. 

-Por quê? - Ele responde esticando um colchoado na cama - Ele tem dinheiro? - Ele pergunta olhando pra mim.

 -Não, não é isso. - Eu respondo colocando o cabelo atrás da orelha.

 -Então me diz por quê? - Ele me pergunta colocando as mãos na cintura.

 -Porque ele é pai dela. -Você acredita nele? 

-E na minha irmã também. - Eu respondo séria. 

Ele tira um fio de cabelo do meu rosto e se aproxima mais. 

-Eu amo a Poliana, Luísa, mas se você acha que isso será melhor pra ela, tudo bem, mas eu acho que você deveria fazer outro exame. 

-De novo essa conversa Marcelo? - Eu me afasto e viro de costas. - O resultado vai ser o mesmo, ja aceitei, então aceita, Marcelo. 

-Tudo bem. 

 -Mais uma coisa. - Eu me viro para ele que está segurando o próprio queixo e com o cotovelo apoiado no outro braço. - Ele me chamou pra voltar a morar come ele.

 -O quê? - Ele me olha como se tivesse visto um fantasma. 

 -Ele perguntou se eu gostaria de passar o resto da gravidez na casa dele, pra evitar as crises nervosas. 

 -Luísa você tá comigo!! Em que lugar do mundo a mulher de alguém mora com outro homem? 

 -Eu ainda não sou "sua mulher" - Respondo fazendo aspas com os dedos. 

-Casa comigo então? 

 -Eu quero me casar... mas não agora... 

-Eu ainda não devolvi seu anel de noivado, vou pegar ele... 

 -Marcelo! Eu disse que não quero casar agora! 

 -Não quer? Ou não quer casar comigo? 

 -Isso não tem nada a ver Marcelo! Eu quero ter meu bebê primeiro, e depois que tudo estiver ajeitado, sim! 

-Tá, mas você vai querer passar a sua gravidez na casa do Otto? 

-Eu quero o bem do meu filho, então se for necessário pela saúde dele, eu vou sim. Nesse momento Marcelo me pega pelo braço e diz exaltado: 

-Você seria capaz de fazer isso Luísa? - Eu puxo meu braço dele que ficou dolorido. 

-Que isso Marcelo? Eu preciso de uma gravidez estável, e se até o final dela você for agir desse jeito, eu vou arrumar as minhas coisas agora mesmo. 

-Luísa por favor espera... - Ele diz pegando na minha mão impedindo que eu saia. - Fica. 

-Eu preciso de tranquilidade, Marcelo, eu sei que você se esforça, mas você precisa rever seu temperamento. 

-Eu te deixei ir Luísa uma vez, e vou fazer de tudo pra não cometer esse erro de volta. 

-Marcelo... - Eu digo me aproximando e colocando a mão no seu ombro - Eu lamento tanto por tudo isso... mas a gente não tá mais dando certo. 

-A gente tá sim! - Ele pega nas minhas duas mãos - A gente sempre se amou Luísa, a gente nunca pode viver isso! 

 -Eu sei... mas a gente nunca deu certo Marcelo.. -Eu solto das mãos dele - Estamos quase vivendo como irmãos. 

-Eu te amo Luísa! Não vamos terminar! Se você acha que o melhor para você agora é morar com o Otto, pode ir, você vai ter um tempo para pensar na nossa relação.

 -Sério? - Eu respondo tentando manter a naturalidade na voz.

 -Sim, se você não está se sentindo bem, vou te dar esse espaço, mas você pode vir aqui me ver. 

Minha coragem de terminar com Marcelo, se vai, não sei mais até onde vai esse relacionamento, na verdade sei. Ele não vai a lugar algum. Quando Marcelo sai do quarto e me deixa sozinha, eu deito na cama e pego meu celular discado o nome de Otto.

 -Oi, Luísa. - Ele diz com aquela voz grave.

 -Oi, Otto. To te ligando para dizer que eu aceito a sua proposta. Vou passar a minha gravidez morando na sua casa.



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