História First Love - Capítulo 9


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Aluna, Bangtan Boys (BTS), Literatura, Professor, Taehyung
Visualizações 93
Palavras 3.392
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hey, meus amores!
Nos 45 do segundo tempo, mas tô aqui!
Desculpa não ter respondido os comentários, estou participando de um congresso na universidade, a faculdade tá uma loucura, a autora está enlouquecendo!
Mas enfim
Vamos ao que interessa!
Boa leitura :3

Capítulo 9 - Meu único...


Fanfic / Fanfiction First Love - Capítulo 9 - Meu único...


“Deixei escapar um suspiro.

Ela estava  completamente certa.

O amor é um medo belo”

Kiera Cass – The Elite (엘리트)


Narrado por Lee Amy

E então? questionei, sem conseguir conter minha ansiedade. Taehyung nem havia entrado na sala direito e eu já o havia abordado, discretamente, é claro. Minha ação o fez rir e eu me senti meio boba por estar tão ansiosa, mas ignorei isso.

Eu quase fiz o que você pediu. Certeza que meu corpo inteiro murchou naquele exato instante. Como assim, quase?

Mas... Por que não fez? Você desistiu? Meu cenho franzido demonstrava meu desapontamento.

Taehyung apenas sorriu, se aproximando um pouco.

Eu tive uma ideia melhor sussurrou, piscando para mim logo em seguida. Eu ia perguntar a ele o que aquilo significava, quando vi Hoseok entrar no recinto. Quando viu o quão próximos eu e Taehyung estávamos, ele simplesmente deu meia volta e saiu novamente, com uma expressão não muito boa.

Hobi não via com bons olhos a minha amizade com Taehyung e isso era nítido até para o Kim, que não ligava muito para isso. No entanto, eu ficava mal em saber que o incomodava tanto que eu ficasse próxima de outra pessoa.

Seu amigo não está muito feliz... Taehyung murmurou, recostando-se em uma mesa.

Eu irei falar com ele depois. Agora quero saber que ideia melhor foi essa que você teve. Cruzei os braços, determinada a saber.

No dia anterior, eu havia proposto ao professor Kim que ele deixasse eu lhe ajudar a parar de fumar. Claro, eu não era a melhor pessoa para isso, mas uma das coisas mais difíceis era precisar passar por isso sozinho, então eu iria lhe oferecer apoio, além de um cuidado que ele com certeza não teria consigo mesmo.

Eu havia pesquisado muito sobre o vício em nicotina e descobri que os primeiros dois dias de abstinência eram os piores. Por isso, Taehyung nunca conseguia passar dessa faixa de tempo, a abstinência em junção ao estresse do trabalho e de passar por isso sozinho logo o fazia regredir.

Mas agora seria diferente.

Eu estaria lá com ele, ao menos para lhe mostrar que não estava sozinho.

Em minha mente, a ideia parecia completamente estúpida, mas ele aceitou. Simplesmente, aceitou.

Me surpreendeu, é claro, mas já estava feito: durante aqueles dias cruciais, Kim Taehyung iria seguir as minhas recomendações para que tudo aquilo pudesse ser o menos desagradável possível.

A primeira coisa que ele deveria fazer seria jogar fora todos os maços de cigarro que ele possuía guardados assim que chegasse em casa e logo iria começar a nossa desintoxicação.

No entanto, aparentemente, Taehyung não quis fazer isso e eu necessitava saber o motivo.

Venha comigo disse apenas e se pôs a sair da sala dos professores, comigo em seu encalço. A aula começaria em alguns minutos e não era bom que nos atrasássemos, já que a diretora ficava de olho sempre.

Você vai me explicar algo? questionei ao passo que saíamos do prédio da escola, passando pelo estacionamento e indo para a parte de trás, que era apenas um beco onde havia uma enorme caçamba de lixo.

Você é muito curiosa, Lee Amy — ele falou, virando-se para mim com um sorriso leve no rosto. Bem, ontem eu estava prestes a fazer o que você me pediu, mas pensei melhor... Ele começou a mexer em sua bolsa, tirando lá de dentro uma sacola plástica com algo dentro. E eu percebi que seria uma ideia melhor ainda que a pessoa a qual está me ajudando visse esse meu feito. Eu percebi que ele tentava disfarçar um sorriso, o que me fez achar a situação ainda mais adorável do que já estava sendo.

Sério? indaguei, sentindo um calorzinho nascer em meu peito.

Ele apenas assentiu e levou sua atenção ao saco, com um olhar não tão terno.

Juntei todos os maços que tinha em casa ou em locais estratégicos. Até que não foram muitos... Mas eu realmente estou feliz por me livrar dessas coisas. Dito isso, ele atirou a sacola na caçamba.

Era um ato simbólico, mas importante. Ele teria que deixar o vício para trás, jogar realmente fora, e eu estava muito feliz de que ele estivesse focado nisso.  Passados alguns segundos, ele me olhou, parecendo envergonhado.

Bem... Talvez tenha sido besteira te chamar apenas para isso. Fui um idiota. Um sorriso acanhado nascia em seu rosto conforme ele desviava seu olhar do meu. Eu custei para acreditar no que meus olhos estavam vendo: Taehyung estava constrangido? Não era possível. Aquele era o homem que me deixava sempre embabascada, mas que agora se encontrava com vergonha de um simples ato.

Sinceramente, aquilo ganhou meu coração.

Na verdade, professor, eu estou extremamente lisonjeada que você tenha me chamado para presenciar esse momento respondi, lhe assegurando que estava tudo bem. Ele me olhou, ainda um pouco cético.

Não minta para mim, Amy. Ele arqueou as sobrancelhas.

Eu sou incapaz de fazer isso para com você, Taehyung. Minha resposta o pegou um pouco de surpresa, o que me deixou bem satisfeita. De verdade, eu estou orgulhosa. E feliz por você ter me deixado ajudar. Acho que estou, mais uma vez, me intrometendo onde não sou chamada, mas…

Nem termine essa frase — me interrompeu. Não... Não ache que em qualquer coisa relacionada a mim você está se intrometendo ou incomodando, por favor. Aquela ocasião foi... Ele parecia procurar uma palavra certa, mas não conseguia.

Em um movimento impensado, eu toquei seu braço, meio que para demonstrar que eu entendia. No entanto, aquele contato, não muito usual, só serviu para me deixar embaraçada.

Está tudo bem, professor falei num sorriso amarelo. Taehyung apenas me encarava, mas não havia se afastado. Um arrepio percorreu meu corpo tamanha era a intensidade daqueles olhos.

Foi quando uma sensação que eu conhecia, guardada há muito tempo, se apossou de minha pessoa. Um nervosismo transvestido a um êxtase quase infantil. Eu havia sentido aquilo, há anos, e a familiaridade me atingiu fortemente.

Não, era coisa da minha cabeça.

Não era possível.

Naquele momento, ouvimos o sinal tocar e aquele torpor em volta de nós foi embora. Eu consegui me soltar da magnitude do olhar castanho escuro tão quanto ele foi desviado de mim.

Acho que precisamos ir agora ele disse, a voz baixa reverberando em mim.

Sim... afirmei, sem saber exatamente que resposta dar.

Logo, estávamos caminhando pelos corredores, em direção a um dos terceiros anos, o qual eu iria dar aula.

Eu não estava lá em minha maior estabilidade, mas tentei me manter íntegra. Não entendia bem ao certo porque o meu corpo estava reagindo daquela maneira, mas não deveria ser nada demais.

Não podia ser nada demais.

Amy! Ouvi meu nome ser chamado quando estava quase entrando em sala. Taehyung acompanhou meu olhar para a direção da voz conhecida e vimos Hoseok vir em nossa direção.

Eu vou entreter eles enquanto você não vem. Taehyung piscou para mim, sorrindo levemente e adentrando a classe, dando calmaria à baderna que se ouvia outrora.

Oi, Hobi... Precisa de alguma coisa? questionei, ainda um pouco afetada, mas tentando manter minha normalidade.

Eu te procurei antes do toque... Onde você estava? Ele havia perguntado isso, mas seu olhar se dirigiu à porta da sala que o Professor Kim havia acabado de passar. Hoseok sabia a resposta, mas só queria uma confirmação.

Respirei fundo, me preparando para o que viria.

Taehyung precisou me mostrar uma coisa, apenas. Dei de ombros, como se não fosse nada.

Engraçado que agora você o chama pelo primeiro nome observou de forma amarga e eu revirei os olhos.

Já vai começar? Eu preciso dar aula, não posso perder tempo com seu ciúmes bobo. Eu realmente não tinha paciência para aquela implicância do Hoseok com o Taehyung, não dava para mim.

Okay, okay. Eu... Vou parar disse após um suspiro fundo. Cruzei os braços, esperando sua próxima fala. Vamos sair hoje? Eu posso me redimir por estar sendo tão chato ultimamente. Com essa sugestão, eu sorri levemente.

Bem... Eu acho uma ótima ideia. Mas agora eu realmente preciso ir, Hobi.

Okay, okay. Boa aula! Ele ainda estava meio desconcertado, mas saiu andando com um sorrisinho no rosto.

Eu não tinha tempo para pensar em trivialidades como aquela naquele momento, então apenas entrei em sala, vendo que todos já estavam sentados, quietinhos, enquanto Taehyung os observava, encostado no birô. Era engraçado ver a atenção demasiada que as meninas tinham nele, soltando suspiros que eu conhecia bem, enquanto os garotos buscavam se entreter com qualquer coisa à sua volta.

Obrigada, professor. Sorri em formalidade ao passo que ele me respondeu com um aceno, indo para o "seu lugar" no fim da sala. Sendo assim, dei início à aula, focando apenas no assunto que eu iria lecionar, ignorando todos os sentimentos que me regiam, e principalmente, evitando encontrar um par de orbes escuras que me encaravam com intensidade.

A aula era basicamente uma análise de obras produzidas no período da ocupação japonesa em Joseon, por isso, eu estava fazendo praticamente uma contextualização histórica, já que para tudo se é necessário o estudo da História, principalmente quando se trabalhada uma ciência humana, que é Literatura. Muitos dos textos literários são usados como fontes históricas de grandes pesquisas e eu adorava essa questão interdisciplinar, portanto, sempre tentava trabalhar nela.

Estava tudo indo bem. Eu já era habituada com as turmas pelas quais eu fiquei responsável e eles me respeitavam, em sua grande maioria. Estavam no terceiro ano e muitos ali estavam pensando em seu futuro, então eu não tinha grandes problemas, só aqueles engraçadinhos que em toda classe existem.

De vez em quando, eu observava o Kim no fim da sala. Ele não estava bem, era nítido. Constantemente passava as mãos nas têmporas e respirava fundo, como se para ignorar algo, provavelmente uma dor de cabeça excruciante, ou até enjôo, que era normal na situação em que ele se encontrava. No entanto, eu não podia fazer muito naquele momento, apenas quando saíssemos para nosso intervalo, já que ele negaria veementemente se eu lhe pedisse que fosse na enfermaria pegar algo para melhorar. Pois então, apenas foquei na classe.

Eu estava, em dado instante, ajudando uma das meninas com uma dúvida quando ouvi apenas um estrondo.

Toda a sala se assustou e olhou para trás, na direção em que o som havia vindo. Observei, confusa e surpresa, um Taehyung consternado. Sua mandíbula estava rígida e ele olhava seriamente para um grupo de alunos que se sentavam um pouco mais à frente, não muito longe de si. O barulho havia se originado, eu percebi, quando o professor Kim bateu na mesa com força e levantou-se, quase derrubando a cadeira atrás de si.

Hwang Jongin, saia de sala agora. Sua voz era autoritária, algo que eu nunca havia visto antes. O menino fez uma expressão confusa.

Mas, professor... Ele tentou justificar-se, creio eu. Jongin não era dos melhores alunos, eu sabia, mas não estava entendendo o que acontecia ali.

Saia Taehyung sibilou. Eu não vou permitir que uma pessoa desprezível como você fique aqui mais um segundo sequer.

Mas eu não fiz nada, professor. Eu conhecia a carinha de falsa inocência que aquele garoto possuía. Ele certamente havia feito algo e Taehyung o flagrou.

SAIA. O grito assustou a todos, inclusive a mim, que engoli em seco antes de conseguir me pronunciar.

Professor Kim... Eu posso acompanhar o Sr. Hwang para a diretoria, só…

Não, Professora Lee. Você não vai — ele me interrompeu. Hwang irá sozinho e eu tomarei as devidas providências quando sair daqui. Agora voltou-se novamente ao estudante —, saia da classe ou você pode dar adeus à sua matrícula nessa instituição. Dito isso, Jongin saiu, com uma expressão de raiva e surpresa ao mesmo tempo.

A classe ficou silenciosa, tenho certeza que aquilo foi inesperado para todos. E tal fato não passou despercebido para Taehyung, que juntou suas coisas, pediu licença com uma desculpa esfarrapada e se retirou.

Eu precisei de alguns segundos para recobrar a compostura, afinal, eu não podia perder a etiqueta profissional. Com um sorriso mínimo em face, me dirigi aos alunos.

Bem... Continuem a atividade, quero até o final da aula. Miso? chamei uma das alunas, fazendo-a olhar para mim. Ela era ótima estudante e confiável, portanto... A sala está sob seu controle. Espero o melhor comportamento de todos até eu voltar, entendido? questionei, vendo eles assentirem e saindo logo em seguida.

Por sorte, dei de cara com o Professor Seokjin no corredor, indo em direção a sala dos professores. Era muito melhor do que deixar os alunos por si.

Seokjin Sunbae! exclamei, chamando sua atenção.

Olá, Lee! Tudo bem?

Sim, sim... Mas eu, na verdade, preciso de um favor. Sorri um pouco envergonhada. Tenho que resolver um problema que surgiu neste exato momento e é inadiável. Só que preciso de alguém para ficar com os alunos, então…

Eu fico para você, meu bem. Sem problemas. Ele nem esperou que eu terminasse a frase. Estou em horário livre agora, pode ficar tranquila. Com um sorriso, ele logo entrou na sala, ao som de meus agradecimentos.

Suspirei aliviada, correndo em direção à sala dos professores, onde estava minha bolsa e algumas coisas que eu iria precisar. Eu imaginava que Taehyung passaria por maus momentos na escola estando nessa "pseudo-reabilitação", então eu teria que tentar amenizar aquilo tudo.

A única pessoa que se encontrava no recinto era Joohyun, o que não era lá a melhor das situações. Ao pegar as coisas na bolsa, percebendo ela me ignorar, me toquei de que eu não fazia ideia de onde Taehyung estava.

Pondo de lado meu orgulho todo, eu engoli em seco, me colocando à sua frente.

Professora, você saberia, por acaso... Novamente, fui interrompida. Ela apenas me encarou sem expressão e me respondeu:

Não, eu não sei onde Taehyung está. Afinal, não somos gêmeos siameses. Um sorriso cínico atingiu sua face. No entanto, é possível que esteja na sala de estudos sociais, ou no terraço. É onde ele vai quando quer fugir de coisas... Desagradáveis. Apesar do tom ácido, fiquei bem surpresa por ela ter sido de alguma ajuda. Eu pensava que ela nem ao menos fosse me responder.

Obrigada, professora agradeci.

Não sei ao certo se é motivo para ficar grata, mas... Dando de ombros, ela apenas voltou a atenção para os livros que estavam à sua frente.

Eu realmente não tinha tempo para pensar nas alfinetadas da Bae, então apenas saí dali, voltando meu caminho para a sala de estudos sociais.

Aquele lugar era, provavelmente, o menos frequentado da escola. A saleta se resumia a prateleiras com livros e documentos, umas poucas mesas e cadeiras e um aroma permanente de café e folhas antigas. Com o tempo, descobri que apenas os professores de Humanas usavam aquele lugar, seja para pensar, ter mais sossego ou tirar uma soneca.

E ali eu o encontrei.

Taehyung percebeu minha entrada, mas não se movimentou. Apenas quando sentei-me ao seu lado que algo saiu de si.

Desculpa, Amy... De verdade, eu... Taehyung tentava formular uma frase, a cabeça entre as mãos, a voz abafada.

Está tudo bem, professor. Sentei-me ao seu lado, colocando uma garrafa d'água e um pequeno comprimido à sua frente. Dores de cabeça? Ele assentiu.

São os primeiros sintomas, sempre. Parece que minha cabeça vai explodir em milhões de pedaços explicou.

Eu esperava. Li que nos primeiros dias, ela é uma das piores coisas. Mas... Eu vim um pouco preparada. Ao me ouvir dizer isso, ele finalmente me dirigiu o olhar e viu a medicação. É importante que você tome muita água e o analgésico vai ajudar a amenizar isso, pelo menos, por hora falei de forma calma, observando ele pegar o comprimido lentamente.

Você não existe... murmurou, colocando o remédio na boca e logo tomando uma grande quantidade de água. E a turma? questionou.

Pedi ao professor Seokjin para olhar eles enquanto estou aqui, não se preocupe. Só... Foque em ficar mais calmo, okay?

Eu pensei que seria mais fácil que antes, era para ser mais fácil... Seus olhos estavam na mesa, não em mim, como se estivesse envergonhado.

Por que seria mais fácil agora?

Porque... Você está me ajudando.

Aquela frase me aqueceu, mas eu tentei me manter íntegra, afinal... Não era nada. Eu realmente estava ali para ajudar e não era nada especial.

Apesar de meu coração acelerado não entender isso.

Professor, eu não sou... Nada. Eu não sou médica, psicóloga, especialista, nada. Eu sou sua ex-aluna, que está tentando apenas ajudar a amenizar tudo. Sorri levemente, fazendo-o olhar para mim. No entanto, eu estou aqui, para te apoiar, e não vou à lugar nenhum.

Um momento de silêncio se instalou sobre nós. Eu queria, no fundo de meu coração, que ele acreditasse em minhas palavras e visse que poderia, sim, contar comigo.

Taehyung parecia que iria começar a falar algo, mas um gemido de dor lhe atingiu e ele segurou a cabeça entre as mãos. Fiquei realmente condoída por ele estar naquela situação, mas aquilo foi uma forma de iluminar minha mente para uma ideia.

Posso tentar algo? questionei e ele apenas me fitou, o que entendi como uma confirmação para continuar. Talvez eu estivesse ultrapassando um limite, mas…

De forma hesitante, encostei minhas mãos frias em sua pele, uma em cada lado de sua cabeça.

Feche os olhos. Ele arqueou as sobrancelhas ao som da minha voz, mas fechou prontamente. Minha mãe fazia isso comigo quando eu era pequena e me sentia mal. Levemente massageei sua pele sob meus dedos. Ela fazia isso e cantava. Sempre me fazia melhorar.

Foi quando Taehyung abriu os olhos.

Então cante pediu, ao passo que eu soltei uma risada nervosa, afastando minhas mãos de si.

Eu não vou cantar.

Mas tem que fazer o processo todo! Se ela cantava para você, então você tem que cantar para mim, se não, não funciona argumentou.

Eu... Ah, eu nem sei que música cantar. Ela cantava qualquer uma, aleatória. Dei de ombros, torcendo para que ele não insistisse mais.

É claro que ele insistiu.

Cante alguma aleatória que você ouviu por aí também. Vamos, Amy... Por Deus, o que aquele homem tinha para me convencer a fazer tudo?

Num suspiro resignado, voltei minhas mãos para sua pele, meus polegares fazendo movimentos circulares e os outros dedos se enroscando em seus cabelos, provando da maciez dos fios longos e negros. De vez em quando, passava lentamente meus dígitos pelas suas pálpebras, tentando manter-me íntegra diante daquela situação.

Ao mesmo tempo, cantei o trecho de uma música que estava escutando há alguns dias, a primeira que viera em minha cabeça. Com a voz baixa e bem sussurrada, eu cantarolei:


"Eu não sei por que

Mas toda vez que eu olho nos seus olhos

Eu vejo milhares de estrelas cadentes, e sim, eu te amo

[...]


Prometo que ficarei aqui até amanhã

E te pegarei quando você estiver caindo

Quando a chuva engrossar, quando você se cansar

Eu vou te tirar do chão e te consertar com meu amor

Meu único amor..."


Eu estava envergonhada demais. Minhas mãos estavam frias, meu coração acelerava e eu não podia respirar. Taehyung e eu estávamos próximos e ele, apenas de olhos fechados, aproveitava meu toque em suspiros profundos. Quando eu tive o ímpeto de me afastar, ele colocou suas mãos sobre as minhas. As palmas quentes mantendo as minhas frias sobre sua pele, seu polegar fazendo uma breve carícia em meu dorso.

Fique. A voz baixa e rouca pediu em um tom quase de súplica, fazendo um tremor involuntário me atingir.

Naquele momento, eu soube que, sim, eu ficaria.

Não importava o que acontecesse.


Notas Finais


Opaaaaaaa
E esse momentinho aí? Será que nosso casal está dando seus primeiros passos? Hihihihi
Digam pra Ebby o que acham!
Até próxima semana ❤


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