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História First Love (primeiro amor - jikook) - Capítulo 28


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Notas do Autor


finalmenteeee! faltam poucos capítulos pra FL acabar :(( quero chorar...
não quero adiantar nenhuma sofrência, só estou desabafando mesmo haha
enfim, boa leitura!

Capítulo 28 - Capítulo 28: Nunca me deixe


>JUNGKOOK<

[Momentos antes do último ocorrido]

Havia sido um dia comum, ainda que eu e Jimin estivéssemos meio brigados. Tomamos café juntos, almoçamos e depois de um tempo ele havia saído. Eu realmente estava com uma sensação ruim sobre isso. Eu queria ir com ele, mas ele negou daquele jeitinho meigo dele, falando que não era necessário. Mas meu coração se apertava. Mais e mais a cada hora.

Já que eu não tinha coisas mais importantes para fazer, chamei Namjoon, Hoseok e Jin para passarmos a tarde naquele pequeno apartamento. Gostaria de chamar meus outros amigos também, vulgo Taehyung e Yoongi, mas o apartamento iria ficar muito cheio. Além do mais, sempre mantínhamos contato. Eles sabiam da minha relação com Jimin, já que o mesmo havia se afastado drasticamente de todos eles – e inclusive de mim. Por isso, eles sempre mantinham contato para sabermos como estávamos.

- E você e o Yoon? – Decidi perguntar a Hoseok, enquanto tomávamos uma cerveja no chão da sala.

- Acho que estamos... bem. Ele está triste com Jimin. Muito. Mas está tudo bem.

Concordei, virando o copo todo. Tocar naquele assunto me deixava mal.

- Ele só precisa de um tempo. Isso é normal, uh. – Namjoon ditou. – Como estou cursando psicologia, é uma área bem dotada.

- É mesmo, anjo. – Jin ditou, concordando com o namorado e acariciando minhas costas como um conforto. – Vocês vão ficar bem. Ele te ama muito, Jun.

- Eu sei que me ama...

[...]

Quando recebi as ligações de Jimin, eu estava no banheiro. Os meninos ainda estavam comigo, e me alertaram das notificações. Preocupado como nunca, retornei assim que fui avisado – e foi aí que meu corpo gelou. Havia acontecido alguma coisa.

Então, eles foram embora – também preocupados – enquanto eu pensava no que poderia ter acontecido até ele me atender. E como uma foto pode destruir o dia de alguém. Era a foto do meu Jimin, preso em uma cadeira, seus lábios sangrando, enquanto um pedaço da fita ainda estava em sua bochecha. Mas que caralhos estava acontecendo?

Meu celular caiu no tapete da sala. Meus olhos se encheram de lágrimas, estas que não se sessaram nem por um minuto. Me joguei de joelhos, pensando no que fazer. Ele havia me ligado antes daquilo acontecer, e eu não o atendi. Eu não estava com ele.

- Droga! – Apertei meus olhos, tentando primeiramente me acalmar.

Então, lembrei que Jimin sempre deixava a localização de seu celular ligada. Consegui rastrear, e ainda que ele estivesse muito longe, faria de tudo para ajuda-lo.

Antes de tudo, decidi constatar So-Dam, ela poderia me ajudar de alguma forma, eu pensei. Quando cheguei em sua casa, ela apenas falou que Jimin havia saído e tudo parecia estar bem. Ela também não sabia de nada. E foi aí que me desesperei, e em dose dupla, So-Dam queria desmaiar.

Com a sua localização rastreada, decidimos então ir até a delegacia, onde nos atenderam com prontidão e logo demos partida para o local. Eu estava suando frio naquela viatura. O barulho da sirene incessante estava me deixando louco, e eu só queria estar perto dele logo. Não conseguia imaginar o quanto ele estava sofrendo.

Quando chegamos, ao analisar o local, senti calafrios e arrepios por todo o meu corpo. Não havia luz. Não havia nada. Então, os policiais arrombaram uma espécie de porta e apontaram as lanternas para o local. O meu Jimin estava lá. Seu rosto molhado. Seu rosto marcado. Eu desabei. O abracei como nunca antes, com uma sensação de perda, como se eu fosse perde-lo. Era a última coisa que eu queria no mundo. Na verdade, nunca quis.

A situação toda fez sentido depois de ele ter se explicado. Aquela mulher era realmente uma louca desgovernada.

[...]

- Eu ainda preciso te explicar muita coisa, Jun...

Ele ditou, seu olhar assustado, encolhido em meu corpo. Eu só queria protege-lo.

- Conversamos em casa, uh? – Beijei sua testa, e ele concordou.

Nos dirigimos então até os policiais, onde So-Dam ainda estava desesperada.

- Eu vou matar aquela cabra! Ela não sabe com quem mexeu! – Gritou, enquanto abraçava Jimin.

- Mãe, ela é perigosa. Vamos esquecer essa mulher, os policiais resolvem isso.

- Ouça seu filho, senhora. Ela parece ser perigosa, e pelas armas que o senhor Park viu, pareciam ser contrabandeadas. – Um dos policiais citou, enquanto entrávamos no carro para dar partida dali. – Mas faremos o possível para encontrá-la.

Só queríamos sair daquele lugar assustador. Não demorou para que chegássemos em nosso apartamento, os policiais decidiram nos deixar lá por segurança. So-Dam insistiu para que Jimin ficasse em sua casa, mas ele achou melhor não. E, de qualquer forma, iria cuidar bem de meu namorado. Ela conseguiu se acalmar, pelo menos.

- Achei que nunca mais veria nossa casinha...

- Não fale isso, Jimin. Você não sabe o quanto fiquei preocupado com isso... – O abracei, beijando sua testa.

- Vamos tomar banho... estou suado e sujo. – Se soltou de meus braços, indo ao banheiro. – Você vem comigo, sim?

É claro que eu iria. Só queria tê-lo em meus braços novamente.

O banho foi bem demorado, já que Jimin me explicou tudo que havia acontecido com sua mãe. Algo que me deixou muito preocupado. Eu sempre tive um carinho enorme por ela, qualquer coisa que estivesse lhe fazendo mal, iria me preocupar.

- Isso estava me consumindo tanto! – Ditou com a voz embargada, as lágrimas se misturando com a água quente que banhava nossos corpos. – Parece que um grande peso saiu de minhas costas. Mas ainda estou tão preocupado...

O abracei, tentando acalma-lo. Sentir seu corpo nu no meu era como um sonho, parecia que nunca tivemos esse tipo de contato antes. Senti tanta falta dele...

- Saiba que sempre estarei aqui pra você. Leve o tempo que quiser com os seus problemas, amor... – Segurei o rosto marcado – que não perdia a beleza mesmo com esse detalhe – e beijei suas bochechas.

- Eu só queria me desculpar por isso, Jun... você não teve culpa de nada. – Se afastou, esfregando as mãos no próprio rosto. – Eu sempre estrago tudo. Sou patético! Você deveria ter terminado comigo!

Seus olhos estavam inchados pelo choro. E eu não estava conseguindo acalma-lo.

- Jimin! – Chamei sua atenção e agarrei sua nuca com minhas mãos. Nossos corpos estavam mais próximos. – Nunca diga isso. Jamais iria terminar. Você sabe que sempre estive ao seu lado.

O encarei, me perdendo em seu olhar. Estava lindo, como sempre. Mas senti falta de olha-lo assim, de modo profundo.

Sem mais esperar, selei seus lábios em um selinho demorado, enquanto ele segurava minha cintura, aproximando ainda mais nossos corpos. Achei que seus lábios estivessem doendo, por isso, não aprofundei demais. Mas, ainda assim, ele continuou o beijo.

Nos beijamos desesperadamente, como se dependêssemos disso pra viver. Mas, a verdade era que fazia um tempo que não tínhamos esse tipo de contato. Sentir seus lábios depois de tanto tempo me levou ao céus, meu corpo reagia a cada toque seu, à cada investida de sua língua na minha. Suas mãos apertavam minha bunda, e a esse ponto, ele já havia me prensado contra a parede. Não tinha nenhum tipo de malícia envolvida. Apenas estávamos aproveitando os toques que não havíamos tido nos últimos tempos.

- Eu te amo, Jungkook. Te amo muito.

O beijei uma última vez após suas palavras, enquanto sorria contra seus lábios.

- Eu te amo mais. Você não sabe o quanto. Não sabe o quanto senti sua falta... – O abracei e o apertei, como se ele fosse fugir.

- Desculpe, Jun. – Me encarou novamente, as lágrimas voltaram a aparecer. – Sou o pior namorado do mundo.

- Não se desculpe por isso, meu amor. Você não estava em um momento bom, uh? Isso não é sua culpa. – Selei sua testa, desligando o chuveiro. – Acho melhor sairmos, antes que a conta de água venha um absurdo!

[...]

Cuidei direitinho do meu amor. Fiz alguns curativos em seu rosto e lábios, comemos e ficamos juntinhos no sofá, assistindo como de costume.

- Tobby ficará com nós quando minha mãe alugar a casa, Jun. – Ele contou, o ruivo aparentava estar muito feliz com a ideia.

- Isso é ótimo... você queria tanto...

Apreciei seu sorriso. Não posso dizer que ele estava feliz, mas aquele pequeno detalhe parecia ter melhorado o seu dia.

- Jimin... – O chamei, quando tive sua atenção, decidi tocar em um assunto que ainda me importava um pouco. – Converse com Yoongi e Tae... Hobi me disse que Yoon está muito triste.

Ele suspirou.

- Olha o que eu fiz... eles não têm culpa... – Sua expressão mudou. Ele estava prestes a chorar.

- Não, amor. Eles te entendem, uh? É só que... eles ficaram tristes pela situação. Mas amanhã conversamos com eles. O que acha de virem aqui para jantar?

- Pode ser. É melhor conversar com eles pessoalmente.

Eu concordei, e então, voltamos a assistir.

Quando decidimos ir dormir, foi o que eu mais necessitava depois de tudo aquilo. Abraçar seu corpo sem sentir uma barreira entre nós, foi um grande alivio. Enquanto estávamos “brigados”, eu acordava no meio da noite e o abraçava forte. Não sei se ele se lembra, e ainda que eu estivesse chateado com tudo, jamais o deixei de lado. Jamais deixei de amá-lo.

- Nunca me deixe. Não quero passar por tudo isso de novo. – Ditei baixo, enquanto acariciava seus fios.

- Não vou, Jun. – Selou meus lábios, e ouvindo sua voz sonolenta, me senti no paraíso. Nunca vou te deixar...

 

 

 

 

 

[Continua...]

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


E aí, o que acharam? Comentem aqui embaixo! <3


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