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História Fissuras - Capítulo 1


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Notas do Autor


Era pra estar fazendo algo de Jojo, mas aqui estou eu em HnK d novo a decadência meu pai, porém n me arrependo pq eu sempre vou exaltar esse casal lindo af.

Capítulo 1 - Fissuras


Aechmea passeava ao longe com Cairngorm, estavam passando tempo até demais juntos. Deveria ter entendido que a interação entre ambos seria muito mais próxima agora que estavam “casados”.  Não conseguia absorver o que seria de fato um casamento, mas não que realmente estivesse preocupada demais para se dar o trabalho de entender, já que sabia pelo menos o bruto do significado da palavra: uma espécie de contrato de união entre duas “pessoas” que se amam, acompanhado de uma espécie de ritual chamado de “celebração”.

A palavra amor ainda era confusa para sua compreensão, já que o sentimento pertencia principalmente aos antigos humanos, então sentir seria mais prático se fosse humana e…

— Está tão pensativa por que? Algo te incomoda?

A mão dela, que antes estava escondida por baixo dos lençóis, pegou a sua em um fraco toque, mais forte o suficiente para dar a entender que a pergunta ia muito além do que a já pronunciada. Phos sorriu fracamente, o estado de Antarcticite não era lá muito animador, mas era bom o suficiente para estar muito mais aliviada por tê-la agora ali do seu lado. E inteira… em partes.

— Talvez pensando nas palavras do Aechmea. Sobre o ritual de casamento dos humanos. Se ele pode o fazer entre um lunário e uma gema, que obviamente não são humanos, será que seria possível entre duas gemas?

Antarc ergueu as sobrancelhas em tanto quanto impactada com as palavras. Sabia bem que a antiga Phos jamais faria esse tipo de pergunta abertamente sem virar o rosto com um pouco de vergonha, mas tinha a certeza que boa parte dela ainda estava ali por baixo das muitas ligas que residiam e formam o seu corpo, antes frágil.

— E o que quer exatamente dizer com isso? — moveu devagar a mão livre, observando atentamente o braço semitransparente, teria de se acostumar com seu corpo assim já que não havia o mesmo pó na Lua.

— Pensei se poderíamos passar pelo ritual também, não seria uma má ideia, seria?

— Definitivamente não. Mesmo que isso signifique que devamos buscar entender o que seria esse “amor” de humanos.

— Não é algo que não possamos perguntar a ele.

Phos passou uma mão pela espada que deixara em cima da cama, o tom perolado do material era belo e único, mas nada seria mais lindo aos seus olhos do que a tonalidade brilhante de Antarcticite. Aproximou-se mais e juntou sua testa da outra, tantos obstáculos para enfim estar ali ao seu lado e finalmente o estava fazendo; tinha medo de que em algum momento Antarc fosse se despedaçar como da última vez. Sentia que não suportaria tal dor.

As fissuras que se formaram em seu ser após aquela cena, que felizmente ficaram em um passado distante, lhe transformaram ao ponto de ser outra Phos. Agora, juntas ali, poderiam tomar um rumo sozinhas, longe da sua morada e sem precisar do Mestre para que decidissem o que deveriam ou não fazer.

— O que quer fazer agora?

— Talvez explorar a Lua com meus próprios olhos — pegou-lhe a mão — Poderia me fazer esse favor de me mostrar tudo?

— Seria um prazer!



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