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História Five Feet Apart (imagine Hange Zoe) - Capítulo 11


Escrita por: Aiicks_

Notas do Autor


Olá meus queridos leitores, como estão?

Trago mais um capítulo aqui para vocês, espero que gostem 😊✨

Vamos deixar de enrolação e soltar logo essa coisa...

Capítulo 11 - A cinco passos de você...


Fanfic / Fanfiction Five Feet Apart (imagine Hange Zoe) - Capítulo 11 - A cinco passos de você...



"Nós precisamos ser tocados por quem amamos quase tanto quanto precisamos do ar que respiramos"

                                     . 

                                     . 

                                     . 

                                 Haru 





O seu olhar tão penetrante com o meu, parecia uma pintura de Da Vince. Seus cabelos pretos que pegavam um pouco nos seus olhos, a boca vermelha por conta das casquinhas tiradas 





Usando aquele belo terno avermelhado, ficava perfeito em seu corpo. Distinguia todo o seu formato, cada parte do seu braço fino 





—Oi- cumprimentou com um sorriso no rosto



—Oi- respondo admirando ainda mais seu rosto


 


A garota pega o taco de sinuca, apontou o mesmo para minha direção. Pego o taco sem hesitar, começando um passeio demorado 




Primeiro fomos ver alguns peixes em um aquário que tinha no hospital. No caminho passamos por um casal de idosos, estavam de mão dadas. Uma senhora negra com cabelos crespos curtos, o cabelo estáva esbranquiçado 




A outra senhora era branca, seu cabelo também era curto e bem branco.Pareciam ter entre setenta anos aproximadamente



Comprimentam a gente, retribui o ato que a mulher branca fez com sua boina. A senhora negra que usava seus óculos, estáva segurando contra o braço da outra senhora 




No aquário vimos os pequenos peixes nadando em conjunto, as pedrinhas da caixa de vidro eram azuis com alguns corais e umas rochas de decoração




Olhei para os peixes até sentir o olhar de Haru penetrando em meu rosto, retribui o seu olhar dando um sorriso sem mostrar os dentes 




Fomos para outro lugar do hospital depois, para um grande corredor de vidro que dava para ver a cidade (o mesmo que Armin e Haru se olharam) 




Andávamos calmos, falava sobre minha vida para a jovem como se ela se importasse com isso. 




                     [Para a música]







—Minhe mãe largou meu pai quando tinha cinco anos... -passos lentos - forçou a irmos em bora, não sei até hoje o por que - dei de ombros - Depois que me assumi ela não olhou mais para mim, ela paga o tratamento e todo o resto, mas nunca voltou a falar comigo ou algo assim... - olhei pelos vidros espelhados 




—E seu pai? -olhou para mim 




—Ele... Ele morreu assim que saímos daquele lugar. Cometeu suicídio - seu olhar desviou 




—Sinto muite - suspirei 




—Eu também sinto. Ele era um homem bom, não importava como você era ele sempre iria te ajudar, apoiar você. Sempre alegre, cheio de energia - soltei um sorriso de lado lembrando dele - Mesmo com dezoito anos, na verdade prestes a fazer dezenove, minha mãe não larga do meu pé. - parou de andar 





—Perai, amanhã é seu aniversário? - perguntou, respondo concordando - Podia ter me falado, eu não tenho presente nenhum 





Fiquei em silêncio por alguns segundos, desviando o olhar e voltando a encarar. Soltei minha fala dizendo o que queria:





Que tal prometer que vai ficar para o próximo? - ela sorriu concordando 





Ela não iria. 

Não depois daquilo acontecer. 






                 ____________________




Meus pés na água morna daquela piscina que era coberta, escutando a garota falando sobre algumas coisas pessoais. 





Não tinha muito segredo no local, era uma piscina grande que era usada para os pacientes que praticavam hidroginástica e outras atividades. Tinha algumas bolas de Pilates encostadas em uma parede de vidro embaçado 




Tinha algumas boias em outro canto e toalhas em uma estante preta de metal. Eu e Haru estamos sentades na bera da piscina de ladrilhos azuis escuros. Os pés na água com as calças dobradas, apenas sentindo tocar aquela sensação gostosa 





Tiramos os tubos do respirador colocando certinho na mochila (cada uma estáva do lado direito), juntos aos nossos sapatos. O taco da mesa de bilhar estáva entre a gente, esticado de uma forma que ficássemos longe 




—Quando eu contei para minha família... - seus pés também estavam na água - Meu pai brigou com minha mãe, dizendo que ela tinha influênciado tudo isso - desviou as pupilas - Depois ele sumiu por três meses, enquanto ela deixou a mim na minha vó. Minha vó aceitou, disse que era para ser quem eu era independente do que falarem - prestava atenção em cada palavra - Cinco semanas depois minha mãe foi me buscar, ela disse que estáva tudo bem. Mas era óbvio que não tava - forçou uma risada - Quando meu pai chegou ele deu um tapa da minha cara... Três tapas - não olhava para meu rosto - Minha mãe  apenas brigou com ele, então ele se desculpou. Contei para Sasha uma semana depois, ela mesmo contou para minha avó, a velha foi até lá e teve uma grande conversa com os dois -olhou finalmente para mim- Eles mudaram naquele dia. Se a Sasha não tivesse falado eu não sei o que teria sido- cutucou o nariz 




—É um saco não é? - balanço os pés na água




—É - concordou - Queria saber o porquê julgam tanto - suas mãos estavam entre as pernas 





Demoramos um pouco para falar novamente, o silêncio constrangedor que foi quebrado pela morena por alguns longos e demorados minutos: 




—Sabe, eu goste de uma teoria que diz que: "Para entender a morte temos que pensar no nascimento ".- colocou as mãos sobre o seu colo- É tipo... Quando estamos no útero nós vivemos naquela existência, sem saber que a próxima existência está a pouco centímetros. Então Talvez seja assim como morte.Talvez... A morte seja apenas a próxima vida a poucos centímetros -fez um gesto de "próximo"




—Ou talvez seja só um longo sono, apaga a luz e acabou - olho para a água cristalina




—Acho que não... Pelo menos a Sasha só... ter apagado - encarou seus pés- Eu não consigo acreditar. 




—O que ouve com a Sasha? - cruzei meus dedos sobre minha coxa 




—Ela bateu contra um caminhão quando vinha me visitar - colocou as mãos nos joelhos - Quebrou o pescoço com a pancada forte -deu de ombros - Disseram que ela não sentiu nenhuma dor, mas como podem saber se não doeu? - discordou - Era para eu estár lá com ela pulando de para-quedas, mas eu fiquei doente...como sempre - os olhos verdes ainda estavam focados em outro lugar além da minha face- Só que não consigo para de imaginar o que ela sentiu... - sua voz pareceu ficar um pouco embriagada



—Haru mesmo se você estivesse lá não daria para saber - vejo ela limpando o canto do olho 




—Mais eu não tinha que estár lá - olhou finalmente em meus olhos - Ela morreu simplismente sozinha -balançou a cabeça ficando em silêncio





—Não é assim que nós vamos morrer?, afogados só que sem água- olho rápidamente para a água - Com os nossos fluidos fazendo o trabalho sujo - sorrio fazendo ela sorrir também - Eu penso muito no último suspiro, tentar puxar o ar e não conseguir - mudei de posição colocando as minhas mãos uma em cada lado das minhas pernas - Sem ar só... o preto - suspirei - Mas só segunda-feira se não eu deixo para lá - refiro ao resultado do tratamento





O que poderia dar de errado? 






Novamente seu sorriso tão brilhante veio ao seus lábios, com as bochechas um pouco rosadas. Era tão bela como a própria Afrodite



                         [Música 2°link]




—Esse seu sorriso-  virou o rosto envergonhada - Como você é bonita... - analisei todo seu corpo - E muito corajosa - virou um pouco seu rosto, não levantando o olhar - Eu queria tocar em você - sorriu simplesmente- Conseguir te beijar - fiquei em silêncio depois disso 





A jovem olhou para o taco de sinuca, pegou o mesmo fazendo eu comprir o mesmo ato. Demorou um pouco mas então levou a ponta do taco  até seu ombro. 




Passou por sua coxa lentamente, depois subiu pela sua cintura até chegar em seu ombro. A delicadeza era vista apenas por seus toques 





—Eu menti quando te conheci... - voltou com o taco para seu colo- Eu nunca encostei em ninguém - falou de uma forma sexualmente -Eu nunca quis que ninguém visse as cicatrizes... O tubo não tem nada de sensual... - brincou rindo um pouco 




—Tudo em você é sensual... Você é como uma Afrodite.Acho que Da Vince chora por não ter pintado  você ao invés da monalisa - continuou com o rosto sério, parecendo pensar em algo 





Derrepente ela levantou, virando para mim. Colocou a mão em seu smoking, então começou a retirar o mesmo. Tirou sua camiseta de botão que caiu no chão, igual a sua calça 





Ficou apenas com um conjunto de roupa íntima preta.Seu corpo tão magro, repleto de cicatrizes na cintura, na barriga e seu tubo G. 





Analisei por mais algum tempo, tomei coragem de levantar também. Retirei minha roupa lentamente sem tirar os olhos dela um minuto sequer, coloquei meus óculos perto da minha bolsa de oxigênio




Meu peitoral estáva  amostra, também tinha as cicatrizes. A cicatriz da retirada dos seios que ainda estáva um pouco visível, as outras cicatrizes da cirurgia e também meu tubo G. Fiquei apenas com uma calcinha vermelha 




Parecíamos duas pinturas, querendo misturar as cores, querendo sentir um ao outre. A beleza  da garota fascinava a mim. 




Seu sorriso veio a calhar novamente, devolvo o mesmo no momento em que é visto. Dava para sentir o calor da sua pele daqui 




Seu cheiro de lavandas do campo, o cheiro do seu shampoo tão suave. Não precisavamos dizer mais nada, tudo já tinha se ouvido 




Acho que se a lua pudesse realmente me ouvir, ela também já estaria apaixonada por você Haru. 




Teus olhos tão cheios de esperança, queria poder mergulhar em cada um deles para ver o que essa "esperança" significa. 






Com certeza iria escrever sobre esse momento em um daqueles papéis amarelados.Cada detalhe, cada segundo iria ser anotado 



Os sentimentos se misturando, parece que uma das borboletas que a garota tinha em sua coleção rondava por meu estômago.





 Invasivo e profundo 



Saturno quardara esse momento para sempre, querida Haru. 





Para tirar aquele clima silêncio, virei para a piscina pulando na mesma. Haru veio logo atrás entrando em um só salto 





Jogamos água uma contra a outre, molhando nossos fios de cabelo rindo sem parar. Continuando a cinco passos 





As risadas. 

O som da água. 

Seu sorriso. 


Tudo poderia durar para sempre, mas não durou.





                     [Para a música]


                 _____________________





—Haru 






Saímos da piscina quando percebemos que eram quase seis horas da manhã. Voltamos pelo mesmo caminho, com os cabelos molhados e as roupas um pouco húmidas 




No corredor espelhado pelos vidros paramos para observar a cidade, era possível ver ao céu o sol começando a nascer 




—Ta vendo as luzes lá fora? - olhou para as luzes da cidade - Eu e a Sasha chamávamos de estrelas e fazíamos pedidos - solto uma curta risada - Ela nunca me contava os pedidos mas... Eu sei que ela pedia pulmões novos para mim - apertei o taco que seguravamos




—Tomara que se realize - olhou para mim por um curto momento 




—É, tomara - tomei a paisagem novamente, vendo aquele lindo céu azul receber o sol





Apoiei a minha cabeça no vidro olhando para elu, analisando seu rosto com aquele seus óculos de lentes meio arredondadas 




Seu nariz meio curvado dava uma beleza única para seu rosto cansado 




—É sério que queria me beijar? - elu desviou o olhar rindo de vergonha puxando o taco só para sí




—Podemos deixar isso para lá? - soltei uma risada nasal 




—Não precisa ficar com vergonha, se serve de consolo também te beijaria. - parou de rir - Eu iria beijar cada parte do seu corpo, cada parte que consiste em ter uma pinta estaria beijando -digo sem ter vergonha




A de cabelos castanhos iria dizer algo se não fosse meu celular vibrando. Peguei o mesmo vendo uma mensagem de Armin 




Merda, Emma ta procurando a gente - guardo o celular 





—Sério? - desencosta a cabeça do vidro enquanto segurava a ponta do taco de bilhar 




—É, ela vai me procurar primeiro na neonatal, então tchau - apontei para elu - Tenho que ir - saio dali em passos apressados 




Correndo até as escadas de emergência, já que concerteza Emma iria utilizar o elevador. A tosse veio enquanto subia rapidamente, ainda estáva sem o respirador. Dificultava ainda mais 




Consigo subir em poucos segundos antes da mulher, abro a porta de vidro fosco. Ultrapasso colocando o tubo do respirador, avistei um sofá de espera que ao lado tinha uma mesinha com um vaso de flor 




Deitei no mesmo fingindo estár dormindo. A porta abriu instantes depois.A mulher pareceu olhar para mim soltando um suspiro de alívio




 Tive certeza de que ela saiu dali após ouvir a porta dupla se fechando. Tento conter minha tosse entre meu antebraço, uma tosse forte que parou rápido



Tudo o que havia acontecido rondava em meus pensamentos, o corredor, a piscina, seu corpo. Tudo passando e passando 



Era bom aproveitar esse momento, 

mesmo que não dure para sempre. 










Continua?... 

[Desculpa-me por qualquer erro digital existente]



















Notas Finais


____☕📜Links📜☕_____

1-https://youtu.be/LX0C88JLCPQ

2-https://youtu.be/zGnAsQobwrw

3-???
__________________________

Obrigada por ler ✨
Até o próximo capítulo 🖋📖


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