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História Flash for Present - Fillie - Capítulo 49


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Notas do Autor


Boa leitura!! ❤

Capítulo 49 - Capítulo 49: A rainha mais sangue frio


19 de abril de 1761


Hoje faz um mês que o amor da minha vida morreu. Faz exato um mês que eu tô sozinha nessa merda. Nossa que ódio daquele menino, como que pode? Com o que ele faz isso comigo? Me amar, me dar uma filha e ir embora cedo assim?


Falando em filha, faz tempo que não a vejo, Mary deve estar cuidado dela. Faz tempo que não vejo Mary também. Faz tempo que eu não vejo ninguém nesse lugar. Fico em meu quarto o dia inteiro, não quero sair daqui, não quero controlar todo esse reino sozinha.


Maldita hora que esse menino foi morrer. Que ódio. Ódio daquele Francesco, ódio de mim, eu poderia ter acertado a flecha naquele homem mais rápido.


Eu quero gritar. Eu não aguento isso daqui sozinha.


Me olho no espelho, acostumada com a versão que vejo de mim mesma. Estou mais magra que o normal, olheiras enormes fazem parte do meu rosto, além de rugas, mas não estou nem aí, eu preciso do meu Finn. Ou preciso esquecer que ele se foi, ou preciso aceitar que ele se foi. Mas obviamente a última alternativa vai ser a última que vou por em prática.


Saio do meu quarto e vou atrás de Mary, eu preciso ver como está minha filha, preciso me distrair. Passo no quarto a frente do meu, mas ela não está lá. Desço as escadas e ela também não está por ali. Saio do castelo e a encontro em frente ao lago. Kin está lambendo Helene e ela está soltando uma gargalhada tão gostosa que me faz sorrir por uns segundos. Mary a esta segurando sentada, ela está começando a manter seu corpo firme.


Me aproximo das duas e Mary fala pra Helene:


- Olha a mamãe, bebê! – minha filha me olha e solta o sorriso mais lindo do mundo, o sorriso que é idêntico ao de Finn. Sorrio pra ela também com meus olhos marejados. Ela é a cara de Finn, não sei como vou olhar para ela e não chorar. Agacho ao seu lado e converso com ela:


– Oi neném! – ela joga seus bracinhos em minha direção – Como você está? Sei que mamãe está longe de você agora, mas vovó deve estar cuidando muito bem de você, não é? – ela ri e eu a pego no colo. Ela está gordinha, com os cabelos cacheados bagunçados, como Finn usava.


– Como você está, Millie? – Mary chega ao meu lado e me pergunta.


– Sinceramente, Mary? – ela assente. – Estou um caco. Meu Finn foi embora Mary, estou com tanta saudade dele, e só faz um mês que ele se foi. Eu não sei se vou aguentar tudo isso sozinha. – estava falando e Mary me escutava em silêncio. – Todo lugar que eu olho, tem uma lembrança dele. Tudo está relacionado a ele, Mary. E eu não sou forte o suficiente pra aguentar sem ele. Acho que você soube desde que eu era criança, que eu era apaixonada pelo seu filho. E agora que eu tinha ele, ele se foi. – fiquei em silêncio.


– Eu te entendo, Millie. Te entendo completamente. Não vai ser fácil. Não vai ser nada fácil, você ainda tem o castelo para reinar. Eu quando perdi Eric, joguei nas mãos de vocês o reino, para mim foi mais fácil. – Eu concordei. – Você não o teve só agora, Millie. Você sempre o teve, como sempre o vai ter. Ele sempre será seu, sempre será por você que irá sorrir daquela forma apaixonada, só será por você, pode nao ser mais por aqui, mas em outro lugar, ele vsi fazer o mesmo. - ela diz e fica em silêncio. Tento entender o que ela diz, mas isso no momento está fora de cogitação ententer. – Mas, querida Millie, tudo o que precisar pode me chamar, pode pediu meu auxílio, certo? – Eu concordei com a cabeça e ela saiu, me deixando com minha filha.


Estou surpresa com Mary. Faz um mês que ela perdeu o filho, mas ela está bem forte. Eu a admiro, uma mulher que perdeu o filho e o marido em um período de tempo muito curto e ela está sorrindo. Eu quero ter essa força pra aguentar.


Helene riu pra mim, o que me fez sorrir para ela. Não tem como eu não sorrir para ela. Os olhinhos negros me observavam como se eu fosse a coisa mais importante da vida dela, como os olhos de Finn me olhavam. Em meio às lágrimas que caiam sem minha permissão, eu prometi a mim e a minha família que a partir de hoje ela seria meu mundo, e ninguém iria ferí-la.


Ela põe suas mãozinhas em meu rosto, e eu encosto minha testa na sua, fico em silêncio por um tempo, recebendo a calma que minha filha me passa. Fazia um tempo que eu não ficava calma assim. Sinto uma presença marcante e mais forte. Abro os olhos, pois sou atraída toda vez que ele aparece.


 Lá estava ele, o Lobo, mais uma vez me olhando, na verdade nos olhando. Ele se aproxima a passos calmos, e Hel fica animada, ela adora animais. Ela já quer descer do meu colo para poder passar mão nos pelinhos do animal.


Quando ele chega mais próximo, vejo seus olhos escuros marejados, meus olhos também se marejam, mas seguro o possível para não deixar mais lágrimas caírem. Ponho Hel sentada no chão, e sento junto com ela para poder segurá-la. O Lobo se aproxima bem devagarinho para não assustá-la. Ele abaixa a cabeça e deixa ela passar os dedinhos gordinhos pelos seus pelos. Ela ri alto, era uma sensação nova para ela. Os pelos do animal ficam arriçados, ele se arrepia com a risada da Hel.


Ele se deita ao nosso lado e Hel põe a cabeça em cima das costas dele. Ele deixa ela lá, deitada, e me observa. Vejo uma lágrima, uma só, escorrer pelo seu olho, e parar na ponta do fucinho. Com delicadeza, aproximo minha mão e retiro aquela gota. Aos poucos vou subindo minha mão, vou fazendo um carinho que o deixa relaxado. Ele fecha os olhos, como Finn fechava quando eu mexia em seus cabelos, a tomba a cabeça para o meu lado.


O animal escuta passos apressados e olha para a criança, pedindo para eu tirá-la de suas costas. Ele se levanta e fica na nossa frente, rosnando alto. Três guardas aparecem com suas espadas e iam se aproximando calmamente, o rosnado do lobo só ia aumentado.


– Se vocês ousarem machucá-lo, vocês não pisam mais nesse castelo. – digo com uma raiva que me assusta.


– Mas senhora Wolfhard, é um lobo, po...


– Não está machucando ninguém, – interrompo. – Só machucará, se vocês machucarem. Voltem aos seus cargos. – Digo e ninguém se mexe. – Vocês entenderam o que eu disse? – falei com a raiva contida.


– Claro, com licença, rainha.


O Lobo se aproximou de mim e lambeu meu rosto, como se estivesse agradecendo. Hel riu e ele se acalmou e deitou novamente. Hel subiu em cima dele e deitou ali, voltei a fazer carinho nele, e ele colocou sua cabeça em minha coxa e ficou me olhando.


Eu tenho que proteger esse Lobo a todo custo, não posso deixa ninguém machucá-lo. Eu tenho, como vou. Vou proteger ele, Helene e Mary. Vou protegê -los, como se fossem minha vida, na verdade são. E para conseguir isso, vou fazer de tudo, até se necessário, me tornar a rainha mais sangue frio que já existiu.


Notas Finais


E a partir daqui vamos conhecer o novo modelo de governo de Millie Brown Wolfhard


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