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História Floresta Sacra - Capítulo 4


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Notas do Autor


Espero que gostem do capítulo. Comentem suas opiniões 💜💜

Capítulo 4 - Capítulo 4


Meu coração pula e meu estômago se revira de formas que eu nunca acreditei serem possíveis, somente de ver aquele sorriso em minha frente. Meus olhos quase lacrimejam quando percebo que, depois de toda sua vida no vilarejo, não vejo mais a sombra dos grilhões da Igreja nos olhos de Luísa.

Cubro a pequena distância entre nós em frações de segundos, a abraçando e pegando no colo. Mesmo sabendo que ela estava a salvo, graças a carta, o medo de que fosse um impostor que tivesse escrito, e não ela, me atormentou durante toda a fuga.

-Calma, minha filha, você é mais fortinha do que pensa.- Luísa diz enquanto bate fraco em minhas costas para eu soltá-la.

-Você é a pessoa mais sortuda do mundo por eu não te enterrar de cabeça pra baixo na terra, sua babaca.- Eu a solto e Nina, por sua vez, a abraça.

-Agora sim alguém que abraça como uma pessoa normal.- Luísa diz retribuindo o abraço de Nina.

Eu faço um sinal não tão bonito para ela, que ri, enquanto o garoto ao nosso lado olha com os olho levemente arregalados para nós duas.

-Ela seria sua amiga do vilarejo?- O garoto pergunta para Luísa, que já foi solta do aperto Nina.

-Talvez não seja a melhor companhia, nem a mais simpática, mas é o que temos para hoje, né?- Diz sorrindo ironicamente e olhando para o garoto.

-Estou repensando sobre fazer você de avestruz, Luísa.- Digo olhando para ela.

-Hora de apresentações, chega de tanto amor. Bom, essa é Saphira. Saphira, esse é Aaron.- Ela diz apontando de um para o outro.

-Um prazer.- Diz Aaron, levantando a mão para eu apertar.

-A maior parte do prazer é sua, meu querido.- Digo já apertando sua mão. Ele por sua vez sorri sarcástico e solta minha mão.

-Esta é Nina.- Luísa diz apontando para a mesma.

Nina sorri e acena para Aaron, que devolve ambos.

Eu me lembro do ferimento do meu braço somente quando ele arde de novo, Luísa vê minha expressão e lembra-se do mesmo também.

-Vou te levar para conhecer as líderes, e depois vamos cuidar do seu braço.- Ela diz pegando a mochila das minhas costas e me levando mais para dentro daquele lugar. 

Eu consigo sentir o cheiro de fumaça vindo da parte de treinamento à esquerda e então escuto o chiado quando água apaga o fogo que a causou. Nós vamos em direção à duas mulheres de costas, ajudando crianças que estão treinando arco e flecha. Paramos cerca de um metro atrás das mulheres.

Uma das mulheres tem a pele escura, como a madeira de algumas das árvores daquela floresta e os cabelos crespos e pretos bem curtos, somente com cerca de três centímetros de tamanho na parte de cima da cabeça, e mais rente ao couro cabeludo nos lados e atrás. Ela está vestida inteira em tons escuros, um tecido preto levemente transparente se estende por suas costas até quase o chão, vindo da frente de sua vestimenta, um material mais espesso, como couro, cobre seus ombros, sua blusa preta encaixa de forma justa em seu corpo até sua calça preta, que vai do meio de sua cintura até suas botas, a calça parece ser feita de um tecido flexível, ela carrega um cinto com sua espada embainhada, as botas, com um tom escuro de cinza, tem ornamentos pratas.

A outra mulher parece ainda mais letal que a primeira. A sua pele e seus cabelos são brancos, aparentemente albina, seus cabelos são mais compridos, mas estão presos em uma trança que desce desde o topo de sua cabeça até abaixo dos ombros. Também tem um tecido comprido descendo por suas costas, mas o dela, por sua vez, é branco. Sua vestimenta é um vestido branco, com as mangas compridas justas aos seus braços, seu vestido é justo até sua cintura, com três cintos brancos com adagas, um cinto logo abaixo de seus seios, outro mais abaixo, e o terceiro, logo antes do começo de sua saia. A saia branca é solta, longa e tem alguns detalhes em renda, também branca. É possível ver sua bota, branca com adornos pretos.

As duas mulheres são altas, e, aparentemente, da mesma altura, cerca de 1,80. E quando se viram ao chamado de Luísa, percebo que são tão bonitas quanto parecem poderosas.

Parecem os dois lados de uma mesma moeda, olhos calmos e amigáveis, mas algo me diz que, caso precisem, podem parecer tão cruéis quanto necessário. A mulher branca tem os olhos mais escuro que já vi, como um abismo sem fim. Enquanto, a mulher negra tem os olhos com a cor de ouro, um ouro extremamente brilhante, parece que estrelas brilham entre o dourado de seus olhos.

-Sejam bem-vindas meninas, Luísa nos disse que esperava que viessem.- A mulher albina diz sorrindo para mim e para Nina.- Me chamo Ivory. 

-E eu me chamo Celeste.- Diz a outra mulher, também sorrindo.

As duas estendem as mão para nós, que apertamos.

-Eu me chamo Saphira, e ela é Nina.- Digo enquanto ainda seguro a mão de Celeste e aponto com a cabeça para Nina.

-Elas são as líderes daqui.- Luísa nos diz enquanto nós soltamos as mãos e Nina e Ivory também.

-É um prazer conhecer as senhoras.- Nina diz e eu concordo com a cabeça.

-O prazer é nosso meninas, agora vão cuidar do ferimento no braço de Saphira, após isso Aaron mostrará a vocês onde vocês ficarão, certo?- Celeste diz e olha para Aaron, que acena com a cabeça em confirmação.

Nos despedimos e começamos a andar para uma espécie de cabana com algumas flores, ervas e cogumelos plantados na frente. No caminho, crianças passam correndo por nós, brincando e algumas pessoas acenam com a cabeça. Eu, Nina e Aaron entramos na cabana e Lu fica do lado de fora colhendo algumas ervas para colocar no meu machucado, que já está com o sangue estancado. 

A cabana de madeira é simples por dentro, com uma mesa e estantes também de madeira com utensílios, misturas e líquidos para cuidar de pessoas doentes e feridas. Há também uma cama perto abaixo de uma janela na parede direita da cabana. A cama está coberta com um lençol e tem um travesseiro, ambos brancos. Ela é feita de um ferro trançado em algumas partes.

Aaron estava indo buscar um fósforo em uma estante para acender as velas pela cabana, que apesar da luz do sol entrando pela janela, ainda está um pouco escura, mas eu as acendo com um fogo saindo do meu dedo.

-Sempre mostrada assim?- Ele pergunta me olhando com uma sobrancelha arqueada.

-Sempre que possível, querido.- Digo sorrindo maliciosa e sentando na cama.

Minha irmã ri baixinho sentada numa cadeira ao lado da mesa de madeira do outro lado da cabana.

-Não me chame de querido, eu tenho um nome.- Aaron diz me olhando com raiva.

-Jura? Eu esqueci, tem como repetir, querido?- Minto para ele, com um sorriso sarcástico no rosto.

-Meu nome é Aaron.- Ele me responde, ainda com raiva.

-Ah sim, Aaron.- Falo arrastando os “a’s” de seu nome, ele trinca seu maxilar e senta em uma cadeira perto de Nina.

Luísa entra na cabana com várias plantas diferentes, coloca a minha mochila na mesa e vem até mim, até perceber o clima tenso e o olhar fulminante de Aaron.

-Fico contente que vocês estejam se gostando tanto. Saphi é ótima em fazer amigos.- Diz rindo irônica.


Notas Finais


Espero que tenham gostado !! 💜💜


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