História Friendzone - Capítulo 17


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Categorias Histórias Originais
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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 17 - Estamos bem, será?


Fanfic / Fanfiction Friendzone - Capítulo 17 - Estamos bem, será?

Yasmin

Depois da dança a festa se transformou e haviam os que ficavam conversando e os que dançavam. Notei mais jovens na festa. muitos, na verdade.

_ São seus amigos? 

_ São mais filhos dos amigos dos meus pais. Eu fui adotado, lembra? Essas pessoas me vêm como inferior. 

_ Que injustiça! 

_ É só a natureza humana em ação, acho. Estão se protegendo de novas idéias para não perder a própria identidade. É normal. 

_ Isso é um absurdo.

_ Obrigado _ sorriu _ Mas não precisa tomar as minhas dores. Eu estou bem sem eles. É minha escolha. 

 Não demorou até ele me levar para fora pela mão, para o jardim. Pegou uma rosa vermelha do jardim e me entregou, me levando para trás da casa, em seguida. Sentamos nas cadeiras da piscina que estavam lado a lado.

_ O céu está lindo _ falou me impelindo a olhar também. 

O céu estava muito bonito, cheio de estrelas brilhantes. Me vi cheirando a rosa enquanto olhava para o céu. Encontrei o olhar do Natan sobre mim, ao baixar o olhar, e nossos olhares se cruzaram gerando um magnetismo que me prendia naquele olhar. O momento perfeito para um beijo. 

Esperei que ele me beijasse, mas ele só me olhou até que o momento passou. Talvez o Natan não pensasse em mim como um amor. Talvez eu fosse mesmo, só sua amiga. Talvez ele amasse alguém entre as filhas dos amigos dos seus pais, e não pudesse se declarar.

_ Dorme aqui? _ pediu de repente sem interromper o nosso entreolhar.

_ Eu não vim pronta para isso _ sorri meio desconcertada com o pedido repentino. 

_ Te empresto uma camisa para você dormir. Posso te levar em casa de manhã. 

_ Você tem carteira de motorista?

_ Em um mês terei, mas eu tenho um chofer. 

Pensei nisso por um segundo. Ele devia se sentir bem solitário, e eu queria ficar _ Sim.

Um sorriso largo surgiu no seu rosto. 

_ Mas não sei se é prudente dormir aqui _ respondi. 

_ Se dormir, eu te protejo disso que você sente medo.

_ Não sinto medo de nada.

_ Todos sentem medo.

_ Eu não. 

Gargalhou _ Tá bom. Já que é assim. Pode ficar para me proteger do que me faz sentir medo? 

_ E o que é? 

Esboçou um sorriso e me olhou ternamente, em silêncio. Me senti meio boba naquele momento, mas não sabia porquê. 

_ Só... fica.

_ Tá _ me vi falando sem pensar. 

Sua reação foi de surpresa e sorriu contente. 

Quando a festa acabou, nós despedimos dos convidados e Natan pôs um colchão ao lado da sua cama. A sua mãe insistiu num quarto de hóspedes, mas o Natan argumentou que eu ficaria melhor com ele. Os convenceu, mas ficou óbvio que a sua mãe não achava que eu fosse só uma amiga. 

Tomei banho e vesti a sua camisa. Natan me olhou atento, quando saí do banheiro para a sua cama. Ele já havia tomado banho, em outro banheiro da casa, imagino. Apagou a luz. Deitou no colchão e puxou assunto comigo. Sobre coisas da infância e frivolidades. Adormeci ouvindo a sua voz e o seu riso.

Foi uma noite divertida. Como se fossemos amigos há muito tempo. Me senti tão bem com o Natan. Ele era perfeito em tudo. Sonhei com ele. 

Estávamos no seu quarto, mas eu fui para o seu colchão e fizemos amor, de forma tão envolvente e real. Que eu ainda acreditava que havia acontecido quando acordei. 

O olhar do Natan, de rosto lavado e dentes escovados me olhando do colchão, me surpreendeu. 

_ Você fala dormindo _ informou. 

_ O que eu disse _ corei.

_ "Eu te amo", estava sonhando com o seu namorado? 

_ Sim _ menti fracamente. 

O olhar do Natan ainda ficou sobre mim, como se ainda esperando a resposta verdadeira. Fiquei mais corada.

O meu celular vibrou, me salvando. Era uma mensagem do Chris _ Aonde você está? Passei na sua casa e a sua mãe disse que você ainda não chegou. 

Olhei para o Natan me sentindo muito encrencada. Ele pegou o celular da minha mão e me olhou _ Posso? _ pediu permissão. 

Afirmei, e ele leu. Sorriu divertido, por algum motivo. Começou a digitar e ao fim me devolveu o celular. 

Respondeu: Estava cansada, e precisei dormir aqui. Não se preocupe, eu estou bem. 

Isso desmontou os ciúmes do Chris, com certeza. A resposta foi em outro tom: Quer que eu te pegue? _ ofereceu. 

_ Não precisa. Quando eu chegar, te ligo _ digitei e a conversa acabou. 

_ Ciúmento _ reparou. 

_ É sim.

_ Não devia ser. Você jamais trairia ninguém. Nem se a sua vida dependesse disso. 

Contemplou o meu rosto silêncioso por uns segundos, antes de levantar só de short. A corrente que eu dei pendia em seu pescoço e o seu corpo alto era lindo. 

Leves músculos se levantavam sob a pele macia e lisa. Tinha um biótipo forte, com as pernas grossas e o bumbum redondo. Mais másculo que o Chris. Embora a sua personalidade lhe tornasse mais amável e até um pouco carente, ele tinha o dom de me deixar à vontade para dizer "não". 

Entregou a minha roupa _ Fica a vontade. Te espero aqui fora _ abriu a porta e saiu, fechando atrás dele.

O Natan disse que eu não trairia, mas já não sabia se era assim. O Chris me mostrou, durante anos de pegação, que é possível trair apesar de amar outra pessoa. Será que eu ainda amava o Chris? O que eu sentia pelo Natan era tão diferente, e mais agradável do que o amor submisso que sentia pelo Chris. 

E se o Natan me visse como uma amiga? Não tinha como classificar, ou escolher. Só podia esperar os meus sentimentos clarear, antes de tudo e qualquer coisa. 

Depois de vestida, fui para fora do quarto encontrando o rapaz descalço, e sem camisa, encostado na parede ao lado da porta.

Depois de vestida, fui para fora do quarto encontrando o rapaz descalço, e sem camisa, encostado na parede ao lado da porta.

Me olhou, conferindo, e entrou no quarto, deixando a porta aberta. Eu o segui, vendo-o calçar as meias e o tênis e ir ao armário embutido e vestir uma camisa.

_ O que você gosta de comer no café da manhã? _ disse caminhando, comigo ao seu lado, já do lado de fora do quarto.

_ Eu gosto de tudo. Não se preocupe comigo.

_ Tarde demais. Eu já me preocupo com você _ sentiu o cheiro que vinha da cozinha, quando quase chegando a sala de jantar _ Panquecas francesas _ me informou.

_ Adoro _ sorri.

_ Eu também. Não consigo imaginar alguém, que não ame panquecas _ sorriu e entramos na sala de jantar, onde os seus pais já estavam.

Dissemos "bom dia", antes de sentar a mesa, ao que os seus pais responderam. O senhor e a senhora Hard foram bem simpáticos durante o café da manhã.

Mas logo, o Natan me levou, em seu carro com chofer. Me senti em um seriado de adolescentes ricos e esnobes. Mas o Natan não era esnobe. 

_ O que achou desta noite? _ perguntou como quem não quer nada, mas dava pra ver que era importante pelo interesse visível no seu olhar. 

_ Foi como um sonho _ respondi avistando o Chris do lado de fora do seu carro, diante da minha casa, e temi pelo que poderia acontecer _ Voltando a realidade. Assim que eu descer você vai embora, para evitar qualquer transtorno. 

_ O que? Por quê? _ achou graça _ Eu vou descer do carro e entrar na sua casa com você. Entregarei você a sua mãe, como tem que ser. 

Achei aquilo muito formal e sorri descrendo. 

Ele continuou. 

_ Assim posso ter uma desculpa para conhecê-la. 

_ Mas o Chris... 

_ Eu não tenho medo do idiota do seu namorado _ deixou claro. 

Descemos do carro e passamos pelo Chris. 

_ Já volto _ falei para o Chris que nos olhava. 

O Natan o olhou como quem cumprimenta, mas não se falaram. Entramos pelo portão e pela porta. Encontrei minha mãe na frente da TV, na sala. 

_ Bom dia, mãe.

_ Bom dia, Yasmim _ levantou vendo o rapaz e lhe estendeu a mão _ Nora.

_ Natan, é um prazer conhecê-la. Desculpe-me por ter lhe privado da companhia da sua filha. 

_ Imagina. A Yasmim fala muito bem de você. 

_ É mesmo _ olhou para mim surpreso. 

_ Sim, ela acha que você é muito consciente, sábio e que tem um coração de ouro...

O Natan me olhava esboçando um sorriso de lisonjea.

_ Mãe para, já chega _ falei vendo ele sorrir de verdade por que eu corei.

_ Bom, eu não vou mais incomodar _ o Natan disse _ Só vim para trazer a Yasmim. 

_ Fica mais um pouco _ a minha mãe insistiu. 

_ Realmente não posso. Mas fica para a próxima vez. Eu vou adorar visitá-las em um outro dia. 

_ Por favor, vou esperar. 

Se despediram e levei o Natan até o seu carro. 

_ Não vai me apresentar? _ o Chris se aproximou em tom de provocação. 

_ Olá, Christopher. O meu nome é Natan _ falou de frente para o Chris e olhando bem nos olhos. 

_ Sou o namorado da Yasmim. 

_ Eu sei _ depois de uns segundos se encarando o Natan me beijou no rosto e entrou no carro partindo em seguida. 

A cena pareceu como a de um filme épico em que os lordes se propondo um duelo pela mão da mocinha. 

Fiquei sem ação diante do Chris, depois que o Natan foi.

_ Quer entrar? _ falei depois de um silêncio.

_ Te espero aqui fora _ respondeu sem pretensões, mas ele estava meio distante.

Tomei banho e troquei a roupa. Desci apressada, meus cabelos ainda estavam um pouco molhados.

_ Desculpa por não ter voltado para casa a noite _ falei prendendo-o dentro do meu abraço, quando o encontrei em pé, encostado ao seu carro.

Correspondeu ao meu abraço e expirou alto, como se estivesse prendendo a respiração até agora.

Abriu a porta do carro para mim e entrou. Levou um tempo de hesitação, antes de girar a chave do carro e sair.

O dia prometia um calor insuportável, por isso fomos para a piscina da casa do Chris.

Como eu não levei biquíni, fiquei de calcinha e sutiã. Não conversamos, apenas nos beijamos e ficamos juntos e agarrados o dia todo.

O Chris beijava as minhas pernas, enquanto a tentava me secar deitada ao sol. Abraços dentro da piscina e beijos carinhosos em meus lábios e corpo. O Chris parecia tão carente.

Saímos da piscina para almoçar, os seus pais e a sua irmã não estavam em casa. Ajudei ele a fazer uma salada crua e um suco. De repente, os seus braços me envolveram por trás e ouvi a sua respiração estranha. O Chris estava chorando! 

Tentei soltar o seu abraço e me voltar para ele, mas ele não deixou. Apertou mais o seu abraço enquanto desabafou. 

_ Estou te perdendo, Yasmin _ falou quase na minha nuca, e tinha um tom impotente quase infantil na voz.

Tentei virar de frente para ele e consegui. Segurei o seu rosto _ Não fala assim, nós podemos superar nossos problemas. Estamos bem _ beijei-o sendo retribuída com gosto de lágrimas. 

Natan 

Cheguei em casa a tempo de resgatar a camisa que a Yasmin usou durante a noite, do cesto de roupas sujas, antes que fosse lavada. O perfume dela e o cheiro do seu corpo ficou na camisa, como uma lembrança de que ela esteve aqui e dormiu no mesmo quarto que eu. Deitei no mesmo lugar da minha cama, em que ela dormiu.

Lembrar do seu rosto adormecido me faz sentir bem. Como se ela estivesse aqui neste momento. Como se eu pudesse protege-la de toda a dor, e fazer um sorriso surgir no seu rosto triste. Este pensamento me faz sorrir.

A primeira vez que vi a Yasmin, ela tinha um rosto sério e seus olhos estavam tristes. Parecia desesperada para se livrar de tudo o que sentia. Estava tão machucada, que eu lembro da primeira frase que me veio a mente "porque ela não está chorando?". 

Mas ela preferia sorrir e fingir que estava tudo bem. Certo, pensei. Comecei a ensina-la sobre o orfanato e o seu funcionamento e do trabalho que ela desempenharia como voluntaria. Fiz piadas. Falei de mim, tentando quebrar a barreira que ela ergueu ao seu redor.

 Ela se mostrou doce e frágil, como eu imaginei. Depois de uns dias, me contou um pouco sobre si mesma e dos seus motivos para estar fazendo trabalho voluntário. 

Não sei ao certo quando comecei a amá-la, ou como isso aconteceu. Mas tive que disfarçar. Tenho que disfarçar. Não quero ser odiado por ela. Não quero que ela pense nada de errado sobre o que sinto por ela. Posso amar sozinho. Foi o que pensei à princípio, mas é uma grande mentira.

Amar sozinho dói. Dói muito. Lembro do momento, quando estávamos na piscina e o olhar da Yasmin caiu sobre os meus lábios como um pedido. Queria beijá-la. Como eu queria! 

A noite de ontem me trouxe de presente a esperança. Pode ser tolice minha,  mas por algum motivo, senti que a Yasmin gosta um pouco de mim. Se for assim, tenho sorte, afinal.

 Mas não vou fazer nada até ter certeza. Nem tendo certeza. Por mais que o Christopher mereça, eu não quero ficar entre eles e ser o motivo da sua separação. Prefiro um relacionamento limpo e livre de karmas. Se tiver de ser, será. 

Na verdade, tudo o que quero é que a Yasmin seja feliz, independente de tudo.

Yasmin 

Dentro daquele beijo, salgado de lágrimas, senti o calor do desejo do Chris me envolver. O beijo de consolo ficou mais quente e virou luxúria. O Chris me levantou sentando o meu corpo sobre a mesa, durante o beijo e retirou a minha calcinha, como havia feito naquela festa.

Imaginei toda aquela frieza mecânica se repetindo e me anulei para não rejeita-lo. Mas o Christopher foi carinhoso, embora me pegasse com força e desejo em suas investidas, distribuía beijos e carícias pelo meu corpo. Foi diferente.

Gemi o seu nome durante o orgasmo e ele retribuiu em carinho _ Eu te amo _ me disse quando nossos corpos se acalmaram.

_ Eu quero um tempo _ falei ainda ofegante.

O olhar do Chris pousou incrédulo sobre mim. Depois de ter dito que estávamos bem, eu peço um tempo. Era esperado que ele não entendesse.  Eu mesma não me entendia.

Ele se afastou se recompondo, e virou de costas para mim, olhando o nada como se sê situasse no mundo. Coçou a nuca nervoso e virou para mim _ Como? _ disse pedindo para eu repetir.

Vesti a minha calcinha _ É só um tempo, Chris. Uns dias _ olhei em seus olhos pedindo compreensão. 

Ele fez que não _ Chega de me torturar. Se você tem dúvidas, acabamos aqui _ sua voz falhou, mesmo que o seu rosto estivesse decidido. 

_ Não quero terminar. Eu te amo.

_ Você me amou _ retrucou _ Vai embora, Yasmin. 

Diante das suas palavras, eu me vi obedecendo. Vesti a minha roupa, e saí da sua casa chorando. 



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