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História Guerra é Guerra - Capítulo 11


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Notas do Autor


Olá, meus amores! Vim aqui agradecer por todo o amor que esta história está recebendo e dar uma notícia meio triste. Estamos no penúltimo capítulo! O próximo (e último) vai ser mais longo que o normal, então não estranhem quando eu postá-lo daqui uns dias. Estou muito ansiosa para saber o que vocês acharam desse aqui!
P.S. Não odeiem o Naruto.

Capítulo 11 - Amor de alma


Fanfic / Fanfiction Guerra é Guerra - Capítulo 11 - Amor de alma

 

Capítulo 10

por N.C Earnshaw

 

FOI DOLOROSO ENXERGAR que os instintos da época em que Sasuke tinha cedido à loucura ainda estavam nele. Partiu seu coração saber que o massacre do seu clã tinha afetado-o pela vida toda, abrindo uma ferida que ela se sentia inútil por não poder curar. 

Ela não conseguia imaginar o que passava pela cabeça dele ao ser forçado a se lembrar de todo o seu passado sombrio com a chegada de Charasuke. Ver o seu sósia esfregando em seu rosto o que ele seria se sua família não tivesse sido arrancada tão cedo de seus braços era uma crueldade do destino. 

A raiva que ela sentiu não era destinada a ele, mas ao universo, a todas as pessoas que o causaram todo aquele mal, a si mesma. A Haruno não pôde nem sequer encará-lo quando ele a chamou, pois sentia que de alguma forma tinha falhado com ele. 

Sakura ouviu a última frase de Sasuke antes que ele desaparecesse de suas vistas. E uma vontade imensa de correr para consolá-lo a tempo tomou conta do seu corpo. Entretanto, como médica, não podia largar um paciente numa situação tão precária. Então lutou contra cada célula do seu corpo que amava Sasuke Uchiha e focou-se na tarefa que tinha em mãos. 

A médica levou quase uma hora para deixar Charasuke “novinho em folha”, sabendo que cada segundo que gastava ali, era mais tempo para Sasuke se entregar aos seus demônios. Aprofundando-se na escuridão que parecia vigiar qualquer passo em falso que ele desse. 

— Você fica de olho nele? — indagou Sakura, preocupada. Se Kakashi descobrisse que ambos os ninjas designados para cuidar do forasteiro, abandonaram o posto, iria surtar. 

Naruto assentiu antes mesmo que ela terminasse a pergunta, sentindo empatia pela sua amiga de cabelos rosa. Ele ajudou Charasuke a se sentar, uma vez que ele ainda se encontrava um pouco zonzo pelas pancadas e a cura tão abrupta, e deu dois tapinhas camaradas nas costas dela. 

— Você tem que se resolver com o Teme de uma vez por todas. — Charasuke abriu a boca para interromper o loiro, mas desistiu quando sentiu o olhar do mesmo sobre si, desafiando-o a falar alguma coisa e levar mais uma surra. — Sakura-chan…

— Eu sei, Naruto! — Ela soltou um suspiro sofrido e passou uma das mãos pelos cabelos, arrancando a bandana e apertando o pedaço de metal com determinação. — Só estou com medo da resposta dele — desabafou. — Não vou aguentar ser rejeitada pela o quê? Décima vez? Essa vai ser a minha última tentativa e…

A risada sarcástica de Charasuke a fez lembrar da presença dele enquanto desabafava seus sentimentos mais íntimos para um dos seus melhores amigos. Suas bochechas coraram furiosamente de vergonha, e ela se ergueu de supetão, desejando se enfiar em algum buraco. 

— Somos parecidos, sabia? — Sakura arqueou uma sobrancelha e encarou o Uchiha* com uma expressão confusa no rosto. — Ambos amamos pessoas frias demais para demonstrar qualquer sentimento…

— O Sasuke-kun não é… — A Haruno não conseguiu continuar sua defesa. Sasuke, de fato, não era de expressar quaisquer sentimentos. 

— Eu amei a Sakura* por anos — contou ele. As unhas cravadas na terra fofa pareciam ajudá-lo a criar coragem. — E por anos fui rejeitado. Eu… — Ele puxou o ar com força. — Eu ainda a amo com todo o meu coração, e vejo que você também ama o Sasuke dessa dimensão da mesma forma. 

Sakura assentiu, sentindo lágrimas se acumularem em seus olhos. Estava se reconhecendo em Charasuke quando achava que nunca encontraria alguém que compreendesse sua situação. 

— Mas o fato de sermos parecidos não significa que nossas histórias precisam ter o mesmo fim. — A kunoichi sentiu seu interior estremecer com a certeza que brilhava nos olhos dele. — Aquele cara… — Ele riu. — te ama demais. 

— Você não precisa me dar falsas esperanças — disse Sakura enquanto parecia sentir o chão aos seus pés, ceder. 

— Olha, Sakura, pode apostar que não estou fazendo isso para te dar falsas esperanças. Kami sabe bem que eu não gostaria de estar fazendo nada disso. Aquele cara é o maior babaca que eu já tive o desprazer de conhecer. — O rosto dele se retorceu em uma careta de nojo. — E eu não deveria estar o ajudando com porcaria nenhuma depois da surra que tomei.

Sakura limpou a garganta ao perceber que ele estava perdendo o foco. 

— A verdade é que você é uma garota legal, gatinha. E merece ser feliz. 

— Como pode ter tanta certeza que ele me… — Ela não conseguiu completar a frase. 

— Sou um Uchiha — explicou, dando de ombros. — E quando um Uchiha ama, ama pra valer. E eu apostaria o meu braço esquerdo que o Sasuke está nesse momento se torturando porque acha que te perdeu pra mim. 

Uma risada incrédula escapou de Sakura, desacreditada com os próprios sentimentos. A esperança de que Sasuke a retribuísse surgiu como um soco no estômago e, diferente de todas as outras vezes as quais ia se declarar esperando um não retumbante, ela esperava… Céus! Esperava que ele dissesse que a amava também! 

A Haruno se jogou nos braços de Charasuke, apertando o corpo dele contra o seu em agradecimento. A presença repentina dele em sua vida estava fazendo-a enxergar uma possibilidade real com Sasuke. 

— Você é uma boa pessoa, Sasuke* — sussurrou a kunoichi. O comentário o fez relaxar num instante, ainda surpreso pela súbita demonstração de afeto. — E a Sakura* deve ser muito estúpida por não retribuir os seus sentimentos. 

Charasuke sentiu alívio pela primeira vez em muitos dias enquanto observava a garota sumir de suas vistas. Desde que tinha chegado naquela dimensão, forçou-se a ocultar suas verdadeiras emoções, provocou Sasuke de todas as maneiras possíveis com sua determinação em tirar Sakura dele, e escondeu sua Sakura* nos lugares mais profundos da sua mente e coração. 

A verdade era que estava cansado de fingir. Cansado de tentar esconder que estava sofrendo por um coração partido, exausto de se enganar a cada vez que suas esperanças se acendiam novamente. Ele não queria mais amá-la, não aguentaria muito mais tempo daquela maneira, mas a amava de qualquer forma. Amava Sakura Haruno* com cada fragmento de sua alma. 

Carregar seu próprio corpo até o apartamento foi um desafio. Suas pernas pareciam estar com um daqueles pesos absurdos que Rock Lee utilizava para aumentar sua velocidade, seu coração doía com um sentimento de perda e sua mente o torturava com a imagem de Sakura o ignorando repassando diversas vezes em sua mente, esfregando em seu rosto que tinha conseguido perdê-la de vez. 

Sasuke não tinha percebido a quantidade de esperança que colocava sobre Sakura e o amor que ela sentia por ele até aquele momento. No fundo do seu coração, ele sentia que seu próprio futuro poderia ser diferente do passado sombrio que viveu se tivesse ela ao seu lado, preenchendo sua existência com o que ela transbordava. Amor.

O primeiro pensamento que teve logo que chegou em casa foi de voltar até aquele campo de treinamento, terminar o serviço que tinha começado ao tentar se livrar de Charasuke, e jogar Sakura sobre os seus ombros como um maldito ogro, clamando-a para si. 

A visão dos punhos da garota arrancou um sorriso de canto dele, pois sabia bem que se sua companheira de time sequer desconfiasse daqueles seus pensamentos machistas, acabaria com ele em dois tempos. 

Ela era uma força da natureza e tinha encontrado seu lugar de calmaria não nele, mas em seu sósia patético.

Se ele fosse um homem melhor estaria feliz por ela. Sabia que uma vida junto com ele, seria uma vida repleta de fantasmas do passado assombrando a ambos, de traumas a serem superados e de sentimentos guardados. No entanto, não era. 

Sasuke não a merecia, isso ele sabia bem. Não a mereceria nem se vivesse 100 vidas inteiramente dedicadas a ela. Mas Kami! Queria Sakura mais que tudo. 

— Sasuke-kun! 

A porta do apartamento foi arrancada das dobradiças como se fosse um mero enfeite, e uma Sakura ofegante irrompeu por ela e a jogou de lado, assustando Sasuke. 

Ela caminhou na direção dele não dando a mínima para o fato de ter quebrado sua porta. Os olhos verdes brilhavam com uma determinação incomum até mesmo para a kunoichi e os punhos se encontravam cerrados ao lado do corpo. 

O Uchiha deu um passo para trás, intimidado com toda a situação. Não fazia muito tempo que quase havia assassinado Charasuke e Sakura tinha recusado até mesmo olhar para ele quando a chamou. O fato dela ter invadido seu apartamento com aquela postura ameaçadora apenas afirmava algo que ele desconfiava. Sakura estava gostando de sua cópia e veio até sua casa para protegê-lo. 

— Espero que não abra essa sua boca gigante enquanto eu estiver falando, Uchiha Sasuke! 

Sasuke não soube como reagir, surpreso por estar sendo tratado daquela forma pela Haruno. Ele até tinha pensado em falar algo, mas não demonstrou qualquer sinal que o faria. 

— Como se atreve… — A médica tinha uma expressão enfurecida no rosto e o cutucou no ombro com o dedo indicador, fazendo-o grunhir. 

— Para com isso, irritante! — Ele tentou se esquivar, mas ela parecia vidrada demais no seu objetivo para ser enganada. 

— Por que você tem que ser tão teimoso, hein? Os anos passam e você e o idiota do Naruto só me dão dor de cabeça! Eu estou cansada de limpar a bagunça que vocês fazem. Vocês se machucam o tempo todo, se arriscam e eu fico quase arrancando meus cabelos de preocupação. 

— Nunca pedi nada disso — defendeu-se Sasuke ao lembrar de tudo que Charasuke tinha dito. 

— Droga! Você não precisa pedir nada pra mim! — Lágrimas desavergonhadas queriam escorrer pelo rosto de Sakura, mas ela as controlou. — Eu faço porque me importo, faço porque…

— Então pare de se importar! 

Sasuke cravou as unhas curtas nas palmas das mãos. Era doloroso ter que falar aquilo para Sakura, mas percebeu que era necessário libertá-la daquela maldição. Libertá-la de si mesmo. 

— Não quero que se importe, Sakura. Não quero que continue a carregar um peso que não é seu. — Ele bufou alto. — Se eu soubesse que minha volta a deixaria desse jeito, eu nunca…

Sasuke não pôde completar sua frase, pois se viu sendo derrubado no chão pelo corpo de sua companheira de time. A queda não foi nada graciosa e, pela dor que sentia, tinha machucado uma ou duas costelas. 

— Nunca mais se atreva a dizer algo assim, Sasuke-kun! — exigiu a kunoichi, agarrando a camisa dele com o punho e aproximando o rosto dele do seu. — Nunca… — Ela soluçou e lágrimas quentes escorreram, caindo feito gotas de chuva no rosto de Sasuke. — Por favor, não diga isso. Não sabe como foi não ter você aqui. 

Algo dentro de Sasuke se quebrou. No fim, sempre acabaria magoando-a, e se odiava por isso. 

— Eu sempre faço a coisa errada, Sakura! Sempre acabo machucando vocês de alguma forma! Vocês… Você estaria muito melhor sem mim. 

Ela negou com a cabeça, desacreditada com o que estava ouvindo. Como ficaria bem sem a pessoa que ela mais amava?

Os anos sem Sasuke foram os piores de sua vida. Ela mal dormia e, quando conseguia, tinha pesadelos em que ele se machucava. O medo de perdê-lo a atormentou até o instante que ele pisou os pés em Konoha novamente. 

— Não mereço o que faz por mim. — Ele encobriu o punho dela com a mão e acariciou os nós dos seus dedos, tentando fazê-la soltar o agarre que ela mantinha em sua camisa. — Você merece…

— Não venha decidir o que eu mereço, Sasuke-kun! 

O Uchiha abriu a boca para retrucar, mas a kunoichi se remexeu em seu colo e ele subitamente teve consciência do quão próximos seus corpos se encontravam. O calor que Sakura irradiava era extremamente atraente e uma sensação de paz tomou conta do seu coração. Ele decidiu então ficar imóvel e aproveitar os breves momentos que teria com ela daquela maneira.  

— E se você se atrever a dizer que o Charasuke é a melhor opção pra mim, quebro a sua cara! 

O cabelo de Sakura cheirava a morango, constatou. Mas ele já sabia disso. Os fios rosa sempre o atraíram. Diversas vezes ele se pegava se inclinando na direção dela para poder sentir aquele aroma delicioso. Era revoltante que, enquanto Naruto e ele tinham cheiro de morte após uma batalha, sua companheira de time continuava a exalar o mesmo perfume inebriante.

— É revoltante ouvir de você, depois de tudo que nós passamos… — Sasuke puxou o lábio inferior de Sakura com o polegar, hipnotizado pela boca pequena tão perto da sua. — Sasuke-kun? 

A Haruno corou furiosamente ao se dar conta da posição que estavam e do que Sasuke estava fazendo. O toque dele enviou arrepios por todo o seu corpo e ela sentiu um calor conhecido aquecer o meio de suas pernas. 

— Sakura — Ele não conseguiu tirar os olhos da boca dela. 

— Sim? — perguntou com um fio de voz.

— Você é irritante. — E a beijou. 

Os primeiros segundos do beijo foram os mais constrangedores de suas vidas. Sasuke não sabia muito bem o que fazer com a boca depois de encostá-la na de Sakura e não tinha a menor ideia de onde colocar as mãos. Era seu primeiro beijo oficial e a sensação era completamente diferente da que ele tinha imaginado. 

A kunoichi deixou o choque de estar sendo beijada pelo amor de sua vida tomar conta de si, mas quando sentiu que ele tentava se afastar com constrangimento estampado no rosto, grunhiu e o agarrou, mandando para o inferno qualquer outro pensamento que não fosse o de enfiar sua própria língua na boca que ela desejava beijar há anos. 

Ela sugou o lábio inferior dele com calma, não querendo assustá-lo. Ambos eram inexperientes na arte do beijo, entretanto, Sakura apostava que estava a anos-luz de vantagem em relação às experiências de Sasuke. Era uma médica, afinal. 

Sasuke abriu os lábios devagarinho quando sentiu a língua pequena pedir passagem, e enroscou os dedos nos cabelos dela, puxando-a para junto do seu corpo e arrancando um gemido manhoso da Haruno. 

Sasuke era um ótimo aprendiz, pensou Sakura quando o ninja puxou o lábio inferior dela entre os dentes e impulsionou o quadril contra o seu, procurando a fricção tão desejada. 

Os movimentos eram desajeitados, mas muito prazerosos, e logo o Uchiha tomou controle do beijo. Entre suspiros ansiosos, mordidas e a língua quente dele explorando sua boca, a ninja sentiu um líquido quente escorrer por entre as suas pernas. 

Deixando o constrangimento de lado, começou a se esfregar na protuberância da calça preta de Sasuke. Na posição que se encontravam, não tinha como não fazê-lo. 

Ele desceu a outra mão pela coluna dela, sentindo a pele se arrepiar ao seu toque. O sentimento de poder tomou conta dele quando recebeu um gemido mais alto em resposta. 

Sasuke não resistiu e agarrou o traseiro gostoso, lembrando da raiva que sentiu quando Charasuke a tocou. A carne macia trazia pensamentos impuros desde a época em que ainda era genin. Nos esconderijos de Orochimaru, antes de dormir, as lembranças de Sakura vinham à tona e ele só conseguia dormir quando se tocava pensando nela. Quando imaginava a curva do seu quadril tocando o seu enquanto ele a agarrava por trás…

— Mas que droga! — O grito estridente fez ambos se afastarem rapidamente. Ainda ofegantes e jogados no chão, assistiram um Naruto vermelho cobrir os olhos e virar de costas para os dois. — Isso só pode ser uma praga mesmo! 

— O que está fazendo aqui, Dobe? — inquiriu Sasuke, letárgico. Aquele idiota parecia que tinha prazer em atrapalhá-los.

Naruto controlou a onda de náusea que queria atingi-lo, lembrando do motivo que o tinha levado até ali. 

— Temos um problema.



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