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História Herdeiros da Magia - Capitulo 36 Terror da Guerra.


Escrita por: zariesk

Notas do Autor


Finalmente terminei o capitulo, era pra ter saído domingo mas tive contratempos.
Enfim, é hora de dar continuidade a esta guerra, e é agora que a porra fica séria, também veremos a missão secreta do Darch e os inimigos agindo.
.
Na imagem da capa temos a princesa Ovelia, a princesa que governa o reino de Valice (na fic ela tem olhos e cabelos dourados)

Capítulo 36 - Capitulo 36 Terror da Guerra.


Fanfic / Fanfiction Herdeiros da Magia - Capitulo 36 Terror da Guerra.

Capitulo 36 – Terror da Guerra.

 

 

- VOCÊ FEZ O QUE!? – perguntou o imperador transtornado.

- Mandei os alunos do 5º ano para o front do sul – respondeu Ardof tranquilo – e se as coisas piorarem mandarei os professores, é só uma questão de tempo.

 

A cara que o imperador fez através da imagem era um misto de revolta e incredulidade, ele não conseguia acreditar que Ardof fizera isso, e estava furioso por ele ter feito, já o reitor da academia continuava sentado em sua mesa lendo relatórios das aulas.

 

- A Ryna está entre eles – disse Eldair.

- Eu estou ciente disso, ela se voluntariou para ir – respondeu o outro – não forcei nenhum deles a ir e deixei claro que não seriam repreendidos se não fossem.

- Você mandou a minha filha, a herdeira do trono para um campo de batalha – continuava o imperador afirmando os fatos.

- Onde se uma desgraça acontecer ela perderá a vida, estou ciente disso – respondeu Ardof baixando os papeis – diga-me meu caro Eldair, você nunca pisou fora das paredes do palácio?

- Você sabe que sim, como imperador eu faço constantes viagens e...

- Eu quis dizer em situações que não fossem diplomáticas ou cerimoniais – cortou o outro – eu duvido que você já tenha dado um passeio, visto um campo de batalha, conversado com plebeus... nem mesmo quando era um príncipe.

- E que importância tem isso? Eu passei todo o meu tempo me preparando para governar este reino – respondeu o outro – não tive tempo para frivolidades.

- E tem feito um ótimo trabalho, ninguém reclama disso, eu acho – disse o outro – mas a sua visão do mundo é muito limitada, por exemplo esse conflito no sul, ele é a consequência das suas decisões não é? Por ter tomado aquelas terras.

- Não havia o que ser feito, as melhores e mais profundas minas de cristal estão lá – respondeu o imperador – precisamos desses cristais para fabricar itens mágicos de qualidade.

 

Claro que Eldair avaliou outras opções além da guerra, mas cristais mágicos são caros e nenhum reino venderia todo o seu suprimento de uma vez, o reinado precisava de uma grande quantidade para iniciar seu planos, e por isso a campanha de guerra foi a solução mais viável, ciente de que não era algo agradável Eldair limitou os danos que causou ao reino de Valice e ocupou somente as regiões onde as minas se concentravam, ele só não esperava que um povo fraco e derrotado fosse se erguer do nada e revidar.

 

- A princesa Ryna busca sabedoria de várias fontes, se relaciona com plebeus e quer ver tudo que há no mundo – dizia Ardof – quando ela subir ao trono será a melhor governante que este reino já teve, ela reconstruirá num piscar de olhos o que a grande invasão destruirá.

- Mas para isso ela precisa estar viva! E você a mandou para um campo de batalha! – gritou o outro – eu já perdoei suas ações imprudentes antes, mas isso é inadmissível! Vá busca-la imediatamente!

- Eu gostaria de fazer isso, mas no momento estou concentrando todos os meus esforços na batalha do oeste – respondeu Ardof – pra falar a verdade daqui a uma hora terei que enviar mais suprimentos por portais, oh como é duro ser um mago dimensional.

 

Eldair praticamente rosnou de raiva quando ouviu essa resposta sarcástica, e o fato de que ele sabia que Ardof tinha razão era pior ainda, a batalha do oeste exigia ainda mais recursos e esforços para ser vencida, e por isso qualquer mago habilidoso estava sendo usado.

 

- Se a minha filha se machucar lá eu o responsabilizarei – ameaçou o imperador – e reze para que ela não morra, pois eu certamente virei buscar a sua cabeça.

- Se minhas ações puserem o reinado em perigo eu certamente lhe oferecei minha cabeça – respondeu Ardof – mas eu estou certo de que esta foi a melhor decisão, Ryna só está começando agora o seu crescimento, como maga e como princesa.

 

Mesmo assim o imperador não iria deixar de busca-la, ele deixou claro que mandaria 10 membros da guarda-real para busca-la no campo de batalha, Ardof ao recebe-los em sua academia deveria envia-los para o mais perto possível e o mago dimensional que os acompanharia faria o resto, Ardof não se opôs a isso mas deixou claro que tal movimentação era enfadonha demais.

 

- Mudando de assunto, você tem qualquer informação sobre demônios por lá? – perguntou o imperador – Antilia está preocupada com isso.

- Sobre isso...

 

*********************************

 

Darch achava que toda aquela pressão iria esmaga-lo, o ar vibrava mesmo que tudo estivesse em silêncio, e tudo por causa da recém-chegada.

A garota cumprimentou os soldados que a reverenciavam, depois ela foi para dentro do prédio que servia de base, conversou com os oficiais lá dentro e agora mostrou-se de novo, ela então começou a fazer um discurso para incentivar as tropas.

 

- Bravos soldados de Valice, eu nem posso começar a dizer o quanto estou orgulhosa de vocês – dizia a garota com uma bela voz – vocês que tanto tem derramado sangue por nosso reino.

 

Ela olhava pros inúmeros soldados feridos, quase todos estavam machucados, alguns em estado bem ruim, mesmo assim aqueles que podiam ficar de pé se mantinham assim em honra a sua princesa.

 

- Amanhã será a maior batalha de todas, eu lamento ter que dizer isso, mas vocês terão que lutar pelo reino novamente – dizia ela com uma voz de pesar – mais uma vez terão que sangrar por nosso reino.

- Não hesitaremos em morrer pelo reino!! – gritou alguém mais exaltado e sendo reprendido em seguida.

- Eu garanto a vocês que estamos fazendo o possível, a batalha de amanhã decidirá o destino de Valice – continuou ela – mas eu juro à vocês, nenhuma gota de sangue derramada até agora foi em vão, pois a vitória será nossa amanhã!

 

Um grito de vitória foi exclamado por todos, se sua princesa estava dizendo isso eles acreditavam com sua alma, no telhado onde estava escondido Darch não podia deixar de se impressionar com isso, esses homens estavam com tanta vontade de lutar que seriam mais fortes que ogros, até mesmo as mulheres que foram convocadas para lutar estavam com a mesma determinação dos soldados.

 

- O plano de guerra será explicado a vocês amanhã bem cedo, por enquanto descansem o máximo possível – pedia ela – façam como seu superior ordenar e a vitória será nossa, não tenham medo, temos uma grande arma secreta do nosso lado.

 

De onde estava Darch olhou para todos ao redor da princesa, velhos cavaleiros que serviam de oficiais, a cavaleira que parecia ser a guardiã pessoal dela, e um homem de preto usando uma máscara, Darch sentia uma terrível força maligna emergindo dele, uma força que provavelmente só estava abaixo dos demônios que ele conheceu, Darch começava a pensar que a arma secreta mencionada era um poderoso demônio.

 

- Por favor filhos de Valice, deem o melhor de si amanhã – pedia ela num tom de piedade – mas não esqueçam de voltar vivos, vocês reconstruirão o nosso reino como ele deve ser.

 

A comoção foi geral e todos ovacionaram a princesa, esta acenou para eles antes de voltar para o interior da base, Darch se enfiou no espaço entre o forro e o telhado, a magia de ocultação estava perdendo o efeito e por isso ele precisava ficar escondido, seu objetivo era ouvir o máximo possível de informação.

 

- Maravilhoso princesa, você conseguiu elevar ainda mais a moral das tropas! – elogiava um dos velhos cavaleiros.

- Eu me sinto culpada por envia-los para a morte com belas palavras – respondeu a princesa – podemos ganhar amanhã? Foi o prometido afinal.

- Não se preocupe princesa, todos os preparativos estão completos – respondeu o mascarado – meu colega Duron irá explicar tudo.

 

Darch não tinha uma boa visão através da fresta que ele achou, mas ele viu um homem com um sorriso cínico na cara, uma armadura negra cobrindo todo o seu corpo e uma espada larga nas costas, Darch por algum motivo pensou que ele era igual ao Koren, mas a aura de maldade deixava claro que ele era um mago negro.

 

- Eu tenho certeza absoluta que as forças do reinado se moverão assim amanhã – explicava Duron apontando no mapa – amanhã quando a batalha começar vocês precisam se retirar lentamente e aos poucos, deixe que o exército do reinado os persiga até estes locais.

- Basicamente o nosso exército será uma isca para atrai-los? Tem ideia de quantos sacrifícios serão feitos? – perguntou um dos velhos oficiais.

- É sacrificar um bocado amanhã para vencer uma guerra que não podia ser vencida – respondeu o mascarado – estou lhe dando a melhor opção de ação, com esse movimento o reinado vai perder seu exercito.

- O que há nesses locais? Pode garantir que será decisivo? – perguntou a princesa se intrometendo.

- Meus companheiros vem preparando algo a muito tempo, é um meio de derrotar milhares de homens usando forças pequenas de elite – respondeu o mascarado – além disso o sangue que seu povo derramou não será em vão, minha magia tirará o máximo de proveito disso.

 

Darch ouvia o plano cada vez mais horrorizado com o que eles pretendiam fazer, se de fato tudo acontecesse como previsto o exército do reinado seria aniquilado, além disso não demoraria para que a retaguarda fosse atacada e seus companheiros mortos também, Darch sabia que precisava levar essa informação o mais rápido possível.

Foi quando o homem de armadura pareceu notar sua presença, sacando a espada larga em suas costas desferiu um ataque, uma rajada de energia em forma de lâmina atravessou o teto e atingiu Darch em cheio, ele teria sido feito em pedaços se sua armadura não tivesse gerado um campo de força automático, mas a potência do golpe foi tanta que exauriu a proteção com um golpe só, o telhado atingido foi feito em farelo e Darch caiu direto na sala de reunião.

Ele ficou atordoado por uns 8 segundos, mas esse tempo foi mais que suficiente, ao focar a visão ele se viu cercado por homens apontando lanças, a cavaleira já tinha se posto na frente da princesa, e o homem de armadura estava ao lado do mascarado, todos olhando pra ele.

 

- O que significa isso!? – perguntou um dos velhos homens.

- Um espião? O reinado mandou um espião!? – disse outro.

 

O corpo do Darch estava congelado com o medo e a adrenalina, era a primeira vez que ele estava com 100% de chance de ser morto e sem escapatória, por isso enquanto seu corpo estava travado sua mente trabalhava freneticamente, ele procurava uma possibilidade de fuga, uma chance de distrai-los, uma desculpa esfarrapada, qualquer coisa que pudesse mantê-lo vivo.

 

- Levem esse espião da frente da princesa! – ordenou a cavaleira – torturem-no e descubram o que ele sabe!

- Espera espera espera!! – gritou ele nervoso.

 

A reação do Darch foi tão inusitada que os guardas realmente pararam, eles se entreolharam como se esperassem um comando de alguém de cima, um comando que decidisse o que fazer mesmo se o espião implorasse por piedade.

Nesses poucos segundos ganhos Darch fritava o cérebro pensando, sua reação anterior foi um impulso pois a mente dele desencavara uma memória de semanas atrás, enquanto uma parte da mente juntava as memorias uma outra parte se perguntava como diabos ele teve essa ideia, uma terceira parte mandou a segunda se calar e deixar a primeira trabalhar, foi quando os soldados apontaram as lanças novamente que a ideia ficou pronta na sua cabeça.

 

- Foi a Misty! Foi a Misty que me mandou aqui! – gritou Darch.

- Misty? A devoradora? – perguntou o mascarado levantando a mão – você trabalha pra ela?

 

Darch suou frio quando percebeu que o plano funcionara, ele lembrou que Misty comentou casualmente que um mascarado a procurou algum tempo atrás, e que ele queria que ela dominasse a academia para destrui-la por dentro, então veio o ataque do Belphegor e ela tinha certeza que o tal mascarado estava envolvido, Darch acreditava que não podia ser uma coincidência ter um mago negro mascarado aqui.

 

- Ela estava curiosa para saber quem estava manipulando as coisas por aqui – respondeu Darch ainda nervoso – então ela me chamou para investigar, eu não estou com o reinado!

- Você conhece esse homem senhor Pallas? – perguntou a princesa.

- Eu peço desculpas por isso princesa Ovelia, um incômodo inesperado veio me procurar – disse o mascarado – se me permite eu vou cuidar disso, garanto que nenhum aborrecimento adicional chegará até você.

 

A princesa autorizou e com isso os soldados baixaram suas lanças, ainda assim a cavaleira olhava pro Darch como se ele fosse uma ameaça, o mascarado agradeceu a compreensão e junto com o homem de armadura arrastou Darch para um quarto ao lado.

A aposta do Darch fora bem sucedida, esse mascarado não poderia simplesmente matar um servo da Misty, estaria arriscando ganhar a inimizade dela, e seja lá que plano ele tenha em mente ter um arquidemônio como inimigo seria bem ruim.

 

- O que a Misty quer com isso? – perguntou o mascarado após joga-lo contra uma parede.

- Como eu vou saber? A vadia só me chamou e me mandou pra cá – respondeu Darch tentando parecer contrariado – meu trabalho era só reunir informações, não tenho mais nada para fazer.

- Ele deve ter ouvido o plano, acho que devemos mata-lo – sugeriu o cara de armadura.

 

Também havia a possibilidade do mascarado achar que a Misty não daria a mínima para sua morte, Darch sabia disso e por isso viu suas chances de sobrevivência caírem para 50%, era um tudo ou nada com sua vida em risco.

 

- n-na-não tem porque fazer isso né? Olha só, eu posso dar alguma informação ok? – disse Darch respirando fundo – sabia que a academia mandou seus melhores alunos pra cá?

- O que? Eles só mandaram os alunos? – perguntou o mascarado – que droga, eu esperava matar os professores, não vou ganhar nada com isso.

 

Darch sentiu-se culpado por “entregar” seus companheiros, mas no final ele ouviu algo que poderia ser importante, aparentemente o mascarado já contava com o reforço da academia e tinha isso em mente, o fato dos alunos não serem do interesse dele podia ser bom.

 

- Vamos manter esse cara aqui até o final da guerra, depois mandamos ele embora – disse o mascarado – mesmo que a Misty não se importe com ele não vamos irrita-la não é?

 

Darch suspirou aliviado, a aposta que ele fez estava realmente correta, se esses caras perdessem o interesse nele era bem possível que ele pudesse escapar em algum momento, ele só rezava para que fosse a tempo pra avisar seus companheiros.

 

- Hei garoto, é verdade que a Misty é a maior gostosa? – perguntou o cara de armadura meio sem graça.

- Tá brincando? Por que você acha que eu tô aqui? – respondeu Darch totalmente sem graça – ela me prometeu uma noitada com ela se voltasse com alguma notícia boa!

- hahahahahah moleque de sorte!! – o cara de armadura gargalhou alto – eu quero que você me apresente a ela ok?

- Hei vocês dois... ah foda-se – o mascarado percebeu que estava sendo completamente ignorado.

- Hei chefe! Eu vou por esse cara na minha unidade certo? Eu gostei dele! – disse o outro.

- Tanto faz, eu já nem quero mais saber disso – disse o outro dado de ombros e indo embora.

- Ouviu isso garoto? Amanhã você e eu vamos botar pra quebrar! – o cara de armadura botou o braço por cima dos ombros do Darch – você acha que a Misty gosta de umas cabeças de magos como presentes?

- Acho que ela prefere o vinho da capital – respondeu Darch – “eu tô fudido com esse cara...”

 

**************************************

 

- O sol já nasceu? – perguntou Varatane bocejando e se espreguiçando.

- Sim, temos que ir logo pegar o café da manhã – disse Ryna abrindo a janela – parece que hoje vai ser um dia importante.

 

Varatane levantou com dificuldade da cama, no dia anterior ela gastou todo o seu Mana curando feridos e fazendo alimentos crescerem, Ryna também estava cansada mas teve menos trabalho, com apenas 4 horas de sono os alunos estavam bem acabados, mas isso servia como treinamento para o que viria no futuro.

 

- Será que a grande invasão vai ser muito pior do que isso? – perguntava-se Varatane.

- Da última vez o reinado levou 10 anos para controlar a situação – dizia Ryna triste – devem ter sido anos terríveis para a população.

 

As duas chegaram ao refeitório, todos estavam abatidos pelo cansaço, mas uma boa refeição ajudaria a recuperarem as forças, o prato básico consistia de alimentos comuns do campo, pão e um copo de suco com uma fruta, a fruta em questão tinha o dobro do tamanho pois magia natural foi usada para faze-las crescer, os magos naturais eram os melhores para ajudar na estocagem de alimentos.

 

- Por que não fazemos isso sempre? Quero dizer, se podemos dobrar o tamanho dos alimentos não faltaria comida pra ninguém – dizia Ryna.

- É perigoso usar este método, o alimento dobra de tamanho mas a nutrição que ele oferece não aumenta na mesma proporção – explicou Varatane – no final é bom para aumentar o estoque mas não dá pra alimentar uma população inteira assim.

- E não esqueça que se fizermos isso a próxima geração de alimentos vai vir mais fraca ainda – completou outro mago natural – por isso só se usa essa magia em plantações em caso de emergência.

 

Ryna percebeu como a magia não era perfeita e nem tão conveniente, todas as formas de magia tinham suas vantagens e pontos fracos, mas ela deixaria isso pra depois, pois por enquanto sua única preocupação era ajudar como pudesse para essa guerra acabar.

 

- Você estava preocupada ontem, aconteceu alguma coisa? – perguntou Varatane enquanto comia.

- Nada demais, só alguns assuntos pessoais – disse ela lembrando da tal profecia – se eu realmente tenho uma preocupação é com o Darch, ele já deveria ter voltado.

 

Ryna tinha ouvido falar da missão do Darch, ele saiu tão logo anoiteceu e deveria voltar antes do nascer do sol, mas até agora nem sinal dele, as duas estavam bem preocupadas com isso, mas tentavam não transparecer tanto, já Ryna não podia deixar de se preocupar com a profecia da Kuzoha, ela não acreditava em destino governado mas sabia que magias proféticas funcionavam, na verdade ela acreditava que indivíduos podiam mudar o destino com grande esforço e determinação, por isso ela estava determinada a não fugir com medo de morrer aqui.

E enquanto os alunos comiam no refeitório os oficiais se preparavam para a grande batalha, em uma sala espaçosa na prefeitura da cidade eles tinham uma mesa cheia de mapas, o maior mapa mostrava o relevo da região fronteiriça através de magia ilusória, a fronteira foi demarcada por rios, colinas e montanhas, e havia poucas rotas por onde exércitos podiam marchar, era justamente este obstáculo natural que atrasava a reconquista da região.

 

- As duas bases que montaram nestas rotas atrapalham tudo – explicava o oficial apontando uma vareta para as posições – se tentarmos ignora-las e passar pelo caminho central seremos atacados pelos dois lados no meio do caminho.

- Por outro lado, quando montamos uma ofensiva contra uma delas eles enviam reforços através de magia dimensional – explicou outro – eles se concentram inteiramente na defesa e é difícil penetra-las com um ataque frontal.

- Como eles conseguem fazer isso? Eu me lembro que em Valice não há magos especializados – dizia Koren – eles conseguiram ajuda de gente do nosso lado?

- Há relatos de que escravizaram nossos magos quando começaram a revolta – explicou um deles – todos que podem ser usados estão sendo mantidos presos, os magos dimensionais foram forçados a criar portais conectando as bases.

- Essa é uma das razões para não termos feito um ataque devastador ainda – disse um deles – queremos resgatar nosso pessoal feito de reféns.

- Isso é ridículo! Eu tenho certeza que destruir essas bases de uma vez os livrará do sofrimento! – reclamava o comandante do exército – não deve existir sofrimento maior que serem usados contra nós, ao liberta-los disso estaremos salvando-os!

- Suas famílias também estão presas lá, nenhum homem apoiaria a morte de sua própria família! – protestou um dos oficiais.

- Então que façamos o povo de Valice pagar por esse sacrifício! – insistiu o comandante – vamos destruir de vez o reino deles como deveríamos ter feito da primeira vez.

 

Uma discussão começou sobre isso, mas no final a voz do comandante era insuperável no campo de batalha, a ordem era realizar um ataque decisivo sobre as duas bases, para este ataque se usaria todos os homens disponíveis.

 

- Vamos atacar as duas bases ao mesmo tempo, assim elas não podem enviar reforços uma para as outras – explicava o comandante apontando o mapa – enquanto isso uma terceira força seguirá pelo caminho do meio, sem o perigo de ataque pelos flancos vamos avançar direto, destruiremos a retaguarda deles e abriremos caminho para suas cidades!

 

Do ponto de vista do comandante, se eles passassem essa linha de defesa a guerra estaria acabada pois não haveria gente suficiente para deter seu avanço até a capital, eles passariam por todas as cidades como fizeram antes mas dessa vez as destruiriam para que não houvesse mais revolta, isso obrigaria o povo deste reino a fugir bem mais para o sul chegando ao litoral onde ficariam encurralados, se quisessem sobreviver teriam que se render de vez.

 

- O ataque começará em duas horas, quero ver essas três bases caídas antes do anoitecer – ordenava o comandante – preparem tudo que for necessário, convoquem até o último homem.

 

Com as ordens dadas os oficiais saíram correndo, eles tinham apenas 2 horas para fazer algo que levava um dia inteiro, enquanto isso Koren foi se reunir com os alunos da academia, todos eles já estavam esperando, mas infelizmente nenhum sinal do Darch, ou ele foi pego ou estava tentando voltar de algum jeito.

 

- “Ele tem um pergaminho de teletransporte, só precisa chegar no alcance máximo para chegar a um local seguro” – pensava Koren – “então vamos nos concentrar no que deve ser feito”

 

Koren chamou a atenção de todos e explicou a situação, mesmo chocados com a estratégia eles compreendiam o que precisava ser feito, no final Koren disse aquilo que era mais importante.

 

- Esse plano é muito imprudente, mas se der certo podemos encerrar a guerra nos próximos dias – dizia ele – por outro lado se der errado... eu espero que vocês possam tomar decisões por conta própria.

 

Isso era o mesmo que dizer que ele podia não voltar, todos ficaram preocupados com essa possibilidade, pois se o exército caísse quem protegeria as cidades depois daqui? Deixá-los por conta própria significava ter que decidir entre sobreviver ou proteger o povo.

 

- Ah sim, se o Darch voltar deem um jeito de entrar em contato comigo – dizia Koren – pode ser tarde demais mas talvez ele traga algo útil.

 

Koren então desejou boa sorte aos alunos, e estes desejaram o mesmo para ele, com os preparativos para a guerra concluídos os exércitos estacionados na retaguarda se juntaram àqueles na linha de frente, 8 mil homens divididos em 3 batalhões marcharam para aquilo que consideravam a batalha final.

 

****************************

 

(Algumas horas depois)

 

- Tudo está saindo exatamente como planejei – dizia o mascarado com um tom de voz feliz – agradeço pelo comandante do sul ser um idiota que busca gloria.

- Hei chefe, quem é o novato? – perguntou uma pessoa que parecia ser o mais jovem do bando.

- É um idiota que caiu de cabeça nisso, literalmente – respondeu o mascarado – ele vai ficar com o Duron, então talvez ele morra na batalha, não que isso importe.

 

Darch estava numa situação que só piorava a cada instante, além do Duron e do mascarado outros magos negros surgiram, duas mulheres sendo uma dela uma elfa de pela escura e outra que vestia pele de animais, um nanico com uma capa que parecia feita de trevas pura e um homem com trajes de cientista e carregando todo tipo de instrumento médico e poções, Darch começava a achar que eles eram uma divisão de elite dos magos negros.

 

- Ah jovem, você é bem o meu tipo – dizia a elfa de pele escura – qual é o seu nome? De onde veio?

- Meu nome é Krive, eu vim do nordeste do reinado – respondeu Darch que já tinha inventado toda uma história na cabeça.

- E que tal pedir ao Duron para ficar na minha equipe? Eu garanto que vou lhe tratar muito bem – dizia ela passando a mão no peito dele.

- Desista bruxa, ele trabalha pra Misty – zombou Duron – ele tem coisa muito melhor esperando por ele em casa.

- Misty aquela bruxa velha!? Ela é coisa do passado! – reclamou a elfa – a minha senhora é milhares de vezes mais linda e sedutora!

 

Darch se segurou horrores para não rir, ele imaginou a Misty ouvindo isso e ficando terrivelmente puta da vida, certamente se essa mulher ficasse diante dela ia sofrer um inferno, isso depois de ser sodomizada até não aguentar mais.

 

- Deixem o papo furado pra depois, temos que nos concentrar no trabalho – reclamou o mascarado – o exército do reinado já está avançando, e em breve entrarão em choque contra o exército de Valice, o momento ideal será no auge da batalha.

- Não demorem demais, nosso povo não vai aguentar – disse a cavaleira de antes chegando ao terraço – a minha princesa depositou confiança em vocês, façam por merecer!

 

Darch percebeu sentimentos fortes na ordem dela, era alguém que estava lutando pelo seu povo, e acima de tudo pela sua princesa, com o que ele já tinha visto antes Darch tinha certeza que eles estavam lutando pelo futuro deles, então a presença desses magos negros era estranha demais.

 

- Estamos indo agora, vocês já sabem do plano, então executem – ordenava o mascarado.

 

O menor do bando abriu três portais negros e com isso Darch teve a certeza que era um mago dimensional, arrastado por Duron ele foi levado para um dos portais enquanto outros entravam pelos outros portais, agora era uma questão de ficar vivo para escapar de fininho.

 

*******************************

 

- Vamos mesmo fazer isso? – perguntou um mago de combate preocupado.

- Foram as ordens do comandante, se você não gosta reclame com ele – respondeu Koren – apenas faça a sua parte, eu me encarregarei do resto.

 

Os magos de combate e magos naturais conjuraram suas magias mais poderosas, com isso uma chuva de explosões, raios e rochas destruíram a grande muralha que cercava a fortaleza, ainda assim o ataque continuou até detonarem praticamente metade do terreno, quem quer que estivesse ali com certeza morreu, incluindo reféns e magos do reinado sequestrados.

Com a abertura total do lugar uma onda de guerreiros invadiu o que sobrou da fortaleza, os soldados de Valice estavam atordoados pelas explosões mas logo se recuperaram, com um afinco extremo eles revidaram e seguraram suas posições ao custo de suas vidas.

 

- Eles são loucos! Estamos numa vantagem de 5 para 1 e mesmo assim eles lutam! – disse um soldado assustado.

- É a determinação de quem escolheu a morte, eles estão determinado a morrer aqui para proteger seu reino – dizia Koren – gravem isso em suas cabeças, talvez um dia tenhamos que lutar da mesma forma.

 

Koren tomou a frente do campo de batalha liderando as tropas, enquanto corria e sacava a espada das costas ele conjurava uma magia, ao atacar o primeiro inimigo este usou um escudo para bloquear o golpe, mas assim que a lâmina tocou o metal houve uma explosão direcionada, o guerreiro com escudo foi feito em pedaços pela explosão, e com um giro do corpo Koren atingiu outro que explodiu da mesma maneira.

 

- Incrível, é a magia do 7º nível [Lâmina da Detonação] – dizia um deles de queixo caído – apenas as melhores magias de proteção podem evitar que você seja explodido!

 

Com apenas um golpe Koren ia limpando o caminho diante dele, e como ambos os lados podiam ver para enfrentar um mago de combate era preciso outro igual, sem conseguir conter seu avanço os soldados de Valice receberam ordens para se retirarem, eles faziam isso enquanto arqueiros davam cobertura e seus poucos magos lançavam raios de energia.

 

- Vamos persegui-los capitão! – pediu um dos seus subordinados.

- Esqueça, terminem de destruir este lugar – ordenou ele – não podemos deixar uma base que eles possam reaproveitar, ocuparemos este local e depois iremos avançar.

 

Metade dos soldados avançaram para proteger o perímetro, a outra metade se encarregou de demolir o lugar, eles pretendiam deixar um terreno plano e usar os restos para construir cabanas temporárias, pois no próximo amanhecer eles marchariam direto em direção as cidades inimigas.

 

- Era obvio que eles estavam em menor número, mas eles não ofereceram muita resistência – comentou um oficial.

- Eu também notei isso, eles lutaram muito pouco para pessoas tão devotadas – respondeu Koren – talvez eles desistiram quando ficaram sabendo que não receberiam reforços.

- Capitão Koren, achamos essas coisas enterradas por todo o lugar – dizia um mago trazendo um cristal purpura com 1m de comprimento.

- São cristais de armazenamento e amplificação de magia – dizia Koren analisando-o – você coloca uma magia nele e após algum tempo ele aumenta sua potencia.

- Detectamos quando fazíamos uma varredura magica, tem muitos sequer pra contar – dizia o mago – sabe que magia há neles?

- Não faço ideia, precisaríamos de tempo pra analisar – respondeu ele – mas ninguém desperdiça isso com besteira, certamente há um plano muito maior atrás disso, encontrem todos e juntem tudo que puderem!

 

Os homens do Koren se espalharam pelas ruinas da base e começaram a juntar tudo, enquanto faziam isso uma sombra surgiu sobre eles, todos olharam pra cima e viram algo assustador: parecia que uma mancha de piche tinha se espalhado pelo céu e começado a girar, e assim que um buraco se formou no céu começou a chover demônios guerreiros, por toda parte estes monstros de feições brutais e armaduras espinhosas caíam e já saíam matando quem estivesse próximo, o pânico atingiu em cheio os soldados do reinado.

 

- Não se desesperem! Reúnam-se para lutar! – gritou Koren enquanto abatia um inimigo – droga, eles são iguais aos que Belphegor invocou naquela vez, ele está de volta?

 

Quando um homem de armadura negra surgiu ele até achou que era o próprio arquidemônio, mas felizmente tal pessoa não emanava a terrível aura de destruição que o outro emanava, mesmo assim aquele guerreiro lhe passou uma sensação bem ruim, era a sensação que vinha com um adversário terrível.

 

- Então você é o Koren da academia arcana? Eu sempre quis conhece-lo! – dizia Duron empolgado – você é um dos poucos magos de combate famosos no reinado inteiro.

- Já eu não posso dizer que te conheço, mas sinto que é forte o bastante pra me enfrentar – respondeu ele – além disso... espera, o que você está fazendo aí!?

 

Ele disse isso ao ver Darch escondido atrás da capa do Duron, Darch ao perceber que foi visto fez uma cara horrível, principalmente quando Duron o encarou estranhando.

 

- Você e o Koren se conhecem? – perguntou o outro.

- Não é isso! É que eu ando direto na academia!! – dizia Darch todo nervoso tentando se explicar – a Misty sempre me chama pros seus trabalhos, o reitor de lá nem se importa mais comigo!!

 

Koren percebeu que Darch estava tentando inventar uma desculpa, seja lá que situação o colocou nisso provavelmente era bem complicada, por isso Koren fingiu não dar mais importância ao assunto e partiu logo pro ataque, assim que suas espadas se cruzaram Darch deu um pulo pra trás pra sair da zona de ataque.

 

- Hei novato, vá pegar um desses idiotas por aí – pediu Duron – esse cara eu faço questão de enfrentar sozinho.

 

Darch fingiu que obedeceu e saiu correndo procurando um soldado mais afastado, sacando sua espada ele começou a atacar mas num nível que nunca saía de um empate, ele aproveitava essa situação para se afastar aos poucos dali, enquanto isso um segundo inimigo saiu do portal e pousou perto do Duron.

 

- Tem certeza com isso? O senhor Pallas não vai ficar feliz se você enrolar – dizia o jovem do portal.

- Não esquenta, ele sabe que eu sempre desafio o oponente mais forte – respondeu Duron – faz parte do meu pagamento a emoção do duelo!

 

Duron fez a sua espada ficar coberta por uma aura negra e densa, uma poderosa magia das trevas, com isso o outro rapaz ao seu lado deu de ombros e conjurou sua própria magia, ele fez surgir uma foice negra como a noite e depois conjurou a magia de voar, ele atacou um soldado e a foice atravessou suas defesas como se elas não existissem, para logo em seguida cortar seu corpo ao meio, tratava-se de uma magia dimensional de ataque que cortava o próprio espaço.

Já a luta entre Duron e Koren estava chegando ao máximo da violência, os dois trocavam golpes que ressoavam pelo campo de batalha, enquanto isso os demônios continuavam o massacre, toda a força comandada por Koren corria o risco de ser exterminada.

 

*****************************

 

- Por que ainda não passamos por cima deles!? – reclamou o comandante irritado com o atraso.

 

O comandante do exército do sul estava puto da vida, seus 3 mil homens estavam sendo barrados por apenas 500, mesmo que os oficiais explicassem que o terreno era ruim pra cavalaria e por isso tinham que andar apertados, ainda por cima o inimigo escolheu a área mais estreita e montou uma parede de escudos reforçada, por trás da parede de escudos arqueiros disparavam flechas carregadas com Mana.

 

- Será motivo de piada se 3 mil homens não passarem por 500, eu quero essa barricada destruída agora! – ordenou o comandante – tragam os magos de combate!

 

Enquanto soldados armados lutavam pra quebrar a barricada o caminho foi se abrindo, por trás deles vieram 80 homens montados em cavalos com armaduras finas, estes homens portavam lanças e todas elas brilhavam com a força da magia destrutiva, os cavaleiros se alinharam e se prepararam pra atravessar a muralha de escudos.

 

- Recuem os feridos, os outros abram caminho para a cavalaria – gritava um oficial.

 

Assim que o caminho foi aberto a cavalaria avançou, 80 cavalos correndo juntos fazia a terra tremer nas redondezas, os homens segurando seus escudos não tinham medo de se sacrificar pelo seu reino, mas o instinto humano pela sobrevivência forçava-os a tremerem diante desse ataque, e foi justamente quando as lanças estavam a centímetros de perfurar os escudos que a terra explodiu.

A terra explodiu e uma nuvem de poeira subiu violentamente engolindo os cavaleiros que foram pegos na explosão, aqueles que estavam atrás ouviam o som de metal se chocando contra corpos, os homens gritando e um urro assustador, depois que a poeira baixou os soldados viram três formas assustadoras, seus corpos enormes tinham um formato de barril, uma bocarra se abria onde seria a barriga, e uma pequena cabeça mumificada não combinava com o corpo tão grande e volumoso, os especialistas logo souberam o que estavam enfrentando.

 

- Golens, são golens do sepulcro negro! – gritou um mago da criação presente – essas criaturas combinam a necromancia com a magia de criação.

 

Os três golens estavam massacrando os magos de combate, tão logo o exército recuperou a compostura eles se organizaram para revidar, mas o som de tambores e a marcha ao fundo dividiu a atenção deles, aqueles que estavam no fundo se viraram e viram algo ainda mais aterrorizante.

 

- O que é isso? De onde veio tudo isso? – perguntava o comandante vendo um enorme exército marchando na direção deles.

 

Eram dois mil inimigos divididos entre infantaria e cavalaria, mas o que mais assustava era que todos eles eram esqueletos ou zumbis, era o maior exército de mortos que já foi visto em toda a história, e como se não bastasse havia um cavaleiro da morte liderando todos eles, o cavaleiro da morte era o pior tipo de morto-vivo existente, e seu poder era equivalente a um demônio de alto nível.

 

- O exército de Valice e os golens do sepulcro na sua frente, e atrás um exército da morte – dizia o mascarado observando do alto do desfiladeiro – e todos esses mortos são soldados desta nação, eles reconhecem seu inimigo e atacam com mais ódio ainda.

- Senhor Pallas, eu soube que a terceira dupla já emboscou o terceiro exército – informou o homem de jaleco do seu lado.

- Excelente, e com o Duron e o Shibo enfrentando Koren a nossa vitória é garantida – comemorava o mascarado – este é o fim do exército do sul do reinado, e com ele teremos caminho livre.

- Quais são os planos futuros? – perguntou o outro observando o massacre que acontecia lá embaixo.

- Quando vencermos aqui marcharemos em direção à capital – explicou ele – se Eldair agir como eu espero ele vai deslocar todas as suas forças para nos impedir.

- Mas os dragões ao oeste vão aproveitar isso – dizia o outro sorrindo maldosamente – e não só isso, os goblinoides do norte podem querer invadir também.

- Com o reinado sendo atacado de todos os lados ele irá cair, e com ele a maior ameaça para a grande invasão – dizia o mascarado abrindo os braços e rindo – desta vez, desta vez transformaremos o mundo na terra da escuridão.

 

Abaixo deles no desfiladeiro o exército encurralado entrava em pânico, o cavaleiro da morte despejou sobre eles hordas de zumbis famintos, todos devorando qualquer um em seu caminho, os soldados esqueletos vinham logo atrás devastando qualquer resistência, e os homens que tentavam fugir eram barrados pela muralha de escudo e os golens, um grandioso exército de 3 mil homens seria completamente massacrado em uma tarde de batalha.

 

 

Continua.


Notas Finais


Darch está dando o máximo pra sair dessa enrascada, mas esse grupo do mal está destruindo tudo! O que será dos nossos heróis se o exercito for derrotado? Não percam o próximo capitulo!!
.
Pessoal, na minha pagina do Face eu estou postando imagens e informações muito importantes, amanhã eu já postarei a imagem dos magos negros vistos neste capitulo, eu realmente sugiro que acompanhem a pagina, quem não estiver acompanhando me diga, eu farei o possível para ajudar estas pessoas.


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