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História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 55


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Capítulo 55 - Capítulo 55


Enfim a rotina de shows estava de volta, tudo ia tranquilo como sempre. Os shows estavam distribuídos aqui nos Estados Unidos mesmo e parte deles em entrevistas o que tonava as coisas mais simples.

Dessa vez não é o caso, estamos em Las Vegas, não muito longe de casa. Não estou no camarim e sim próxima ao palco observando a movimentação por lá, caixas pra lá e caixas para cá, um monte de fio e tudo mais. Eu estava apoiada em uma das caixas de som ali com minha lista verificando se estava tudo ok.

Eu ia fazendo pequenas anotações quando senti uma mão na minha cintura direto na minha pele, me virei rapidamente com o susto e fui pega de surpresa com um beijo, e minha nossa que beijo.

Sua mão que foi rapidamente para minha cintura por debaixo da minha camiseta agora estava espalmada nas minhas cotas me puxando para ele enquanto sua boca continuava ferozmente na minha.

Céus! Estamos no meio do trabalho. Um sopro de realidade me bateu e me fez ver o que esse maluco estava fazendo. O empurrei rapidamente e então olhei para os lados verificando se não tinha ninguém nos observando e por sorte todos estavam distantes e bastante concentrados no que faziam.

Olhei para ele que ainda estava a minha frente e sorrindo feito um idiota satisfeito. Por que eu não estou furiosa com ele? Era para eu estar, mas ele está rindo e eu tenho que me segurar para não fazer o mesmo.

Frustrada com minha própria reação simplesmente levantei o braço e lhe acertei um belo tapa. Finalmente eu pude sorrir.

- Ah você não fez isso... – serrou os olhos e disse ameaçadoramente tentando esconder sua diversão.

- Ah eu fiz sim. – disse quase no mesmo tom.

Ele queria parecer chocado com a mão no rosto exatamente onde espalmei a minha, mas ele me olhava de outra forma.

Depois disso tudo se passou muito rápido, ele deu um passo a frente e conseguiu me pegar no colo enquanto eu nem conseguia raciocinar em evitar.

- Anthony, me coloca no chão! – eu o empurrava e tentava fazer ele me soltar enquanto falava apenas para ele ouvir, mesmo estando louca para gritar, mas se eu o fizesse seria pior.  

Eu achei que ele ia passar pelo meio das pessoas assim , mas ele deu cinco passos e entrou numa sala, ah mas ele que aguarde quando meus pés tocarem o chão. O primeiro foi de brincadeira, agora esse vai ser merecido.

Ele se inclinou me colocou no chão trancou a porta e quando se virou novamente de frente para mim eu mirei em repetir o tapa só que assim que eu levantei minha mão a dele encontrou meu pulso me impedindo.

Ainda me segurando com força ele me empurrou para a parede me fazendo torcer para que não tivesse ninguém do lado de fora para ouvir esse barulho.

Buscou minha outra mão e então segurou as duas bem firmes na parede, com o seu corpo prendeu o meu assim como minhas mãos e só então voltou seus lábios aos meus.

O que deu nele hoje?! Enquanto ele foi descendo os lábios para meu pescoço ele soltou minha mão, mas rapidamente me envolveu num abraço. Por mais que eu estivesse sem ar com isso tudo eu consegui juntar as letras e falar.

- Anthony?  - perguntei, mas minha voz me traia soando fraca e rouca.

 - Hm? – perguntou sem se afastar de mim

- Fala o que você quer.

- Eu não posso simplesmente aparecer pra te ver? – dessa vez ele parou para me olhar

- Pode. Mas não do jeito que você fez hoje.

- Bem, eu fiz isso porque estava ansioso para te ver – disse em meio a rápidos selinhos.  – Mas por pura coincidência, eu quero te pedir algo.

- Eu não vou me casar com você.

- Você está dizendo isso por que estamos em Vegas?

- Sim.

- Então eu não vou levar essa resposta comigo. Vamos deixar o casamento para o Caribe.

Rolei os olhos, sinceramente...

- Fale logo.

- Uns amigos meus de longa data vão dar uma passada por LA e ficaram de passar lá em casa pra gente falar de jogo, da vida você sabe...

- Certo. O besteirol de homens.

- Pode ser – fez uma cara feia – Queria que você me ajudasse a preparar algo, você sabe, eu não sei fazer muitas coisas, mas você cozinha que é uma beleza.

Que história mal contada...

- Você quer que eu te ajude na cozinha? Por que não compra de um restaurante sei lá.

- Não quero isso, queria preparar algo ali mesmo, não é para tanto sabe.

- Sei, e por que tudo isso para me perguntar, você podia apenas falar ‘Hei Esther, da uma força aqui”.

- Sei lá, na minha cabeça foi o que eu fiz, apenas perguntei. Então não vai?

- Sim.

- Sim, você não vai?

- Não.

- Não para o sim ou para minha pergunta?

- O que? Anthony eu vou, só não sei pra que tanta volta, eu fico mais na sua casa do que na minha mesmo.

- E eu pensei também que você pudesse ficar por lá com a gente.

- Ah entendi. Isso não e você sabe que não.

- Não custava perguntar, eu podia te apresentar como amiga e pronto.

- Não, não. Nem como amiga e nem como cozinheira. Eu vou ficar lá com você depois vou pegar o Everly e ir para minha casa.

- Epa, pegar o Everly? Por que? Andou falando com a Heather?

- Anthony, por que eu falaria com ela?

- Sei lá, ela que faz essas coisas.

- Eu falei isso porque você vai ficar no seu grupo dos bolinhas até tarde e ele é criança não quer saber disso, então eu posso ficar com ele em casa.

- É, eu posso ver isso, vou falar com ele. Então fechado?

- Sim, quando é?

- Próxima terça.

- Ok.  – falei desconfiada – Ainda acho que tem algo em tudo isso.

Ele pareceu lidar com uma criança por alguns segundos, como se estivesse buscando paciência.

- Não me olha com essa cara de “dai-me paciência”

- As vezes eu preciso.

Oras, ele precisa? Ele age como criança a maior parte do tempo e vem me olhar com essa cara.

- Eu acabei de exercitar a minha com você e seus ataques em publico e você bufa que  pra mim?

- Você exercitou seu braço e não sua paciência. O que ainda te incomoda?

- A ideia de que você está planejando algo a mais.

- Pois não estou, se quiser eu falo com o Everly na sua frente. – falou com calma como se estivesse explicando a uma criança, qual o problema dele?

- Tudo bem. É que você estava estranho.

- E você como sempre caçando pelo em ovos – sorriu – Vou te deixar trabalhar por enquanto.

- Ah muito obrigada – falei ironicamente.

- Só até essa marca desaparecer do meu rosto.

- Vem buscar outra depois – pisquei para ele.

Ele sorriu e então se aproximou de novo de mim e antes que sua mão tocasse qualquer parte do meu corpo ele me beijou e então me segurou pelas costas. To vendo que hoje vai ser difícil trabalhar.

 

 

 

 

 



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