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História I Believe In a Thing Called Love - Capítulo 76


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Capítulo 76 - Capítulo 76


ra por volta das três da tarde eu estava na cozinha fazendo um lanche de pão com qualquer coisa que eu encontrasse na geladeira. Estava sol e eu não tinha nada o que fazer, na verdade eu até tenho, mas sabe quando você tem um tempo pra enrolar.

Eu já pensei em ir na minha mãe, mas ela não está, meu irmão deve estar no trabalho, meu pai... bem meu pai é meu pai e até do Flea ver como estão as crianças e o Flea eu até sei que encontraria ele em casa, mas pra ser sincera eu não preciso lembrar do Anthony, e de um jeito ou de outro o assunto passaria por ele. Eu to bem assim, ainda bem que não admiti para ninguém quando eu estava na pior porque agora eu estaria com vergonho, deve ter sido uma fase, eu to longe dele faz tempo e já não sinto tanta falta.

Eu estava quase terminando meu lanche quando ouvi um barulho na porta, eu gelei, tenho certeza que tranquei a porta. Já comecei a imaginar mil coisas quando vejo o Anthony entrando. O filho da mãe parece que até sabe quando a gente pensa nele.

A questão é, o que ele esta fazendo aqui e porque ele ainda tem minha chave?

Ele passou reto na sala e não viu que eu estava na cozinha foi indo para o quarto como se a casa fosse dele.

- Hei- chamei e então ele parou de subir a escada e se inclinou pra trás olhando pra mim.

Ele então voltou e veio até a cozinha ficando do outro lado da ilha, bem a minha frente.

- Oi – disse sorrindo.

Porque diabos esse sorriso, veio me dizer que comprou uma ilha pra Helena.

- Veio devolver minha chave? – era inevitável, eu olhava pra ele e minhas pernas ficavam moles, meu coração acelerava, porque isso tá acontecendo, nunca foi assim.

- Ah – ele olhou pra chave na mão dele. – Eu não queria bater... ou chamar... Na verdade é que eu nem pensei.

- Hm, e o que veio fazer aqui? – me sentei e comecei a comer meu lanche.

- Pegar uma camisa.

- Eu não lembro de camisa sua aqui. Mas pode ir lá.

Ele então subiu. Eu estava momentaneamente feliz, a presença dele de uns tempos para cá tem causado isso em mim, o que é uma droga porque é só quando ele esta por perto.

Eu ainda nem acredito que ele estava aqui, eu sei que ele não veio só pra pegar roupa, também porque não tem roupa dele aqui.

Ele veio descendo as escadas e como eu imaginei de mãos vazias. No lugar de ir embora ele voltou e se sentou outra vez na minha frente.

- Não sei onde eu deixei.

- Hmm. – murmurei sem querer puxar assunto.

- Faz tempo que eu não te vejo. – dizia enquanto me analisava

- Essa é a ideia.

- Você tá diferente em alguma coisa... Cortou o cabelo?

- É, cortei. Você também.

- Tem razão. Você ficou muito bem assim.

Eu só tirei as pontas, porque ele está tentando me agradar.

- O seu ficou muito ruim.

Ele não conseguiu não rir.

- Tá falando serio?

- Uhum. Já não basta esse bigode agora tem franja.

- Não ficou tão mal – ele não escondia o sorriso.

- Anthony diz logo o que você veio fazer aqui.

- Eu vim pegar minha blusa e agora só estou falando. Não tenho nada o que fazer.

- Eu também não e não é por isso que fui atrás de você.

- Tá difícil hoje. Vamos começar de novo. O que você fez pela manhã?

- Dormi.

- Tá, mas e depois?

- Acordei.

- Essa eu não imaginava – foi irônico. – Minha vez. Fui até o aeroporto hoje.

Eu não vou perguntar por que.

- Fui levar a Helena – disse como se soubesse da minha duvida. – Ela foi pra casa.

- Não sabia que a Anthony’s Airline tinha passagem de volta.

- Anthony’s o que?

- Nada não. Ela mora onde mesmo?

- Australia. Eu falei pra ela ir.

- E veio chorar as pitangas pra mim?

- Não, eu pareço querer me lamentar?

- Acho que não – dei de ombros. – Então o que foi?

- Nada.

E então a ficha caiu.

- Você não está assim, imaginando que você me falando isso eu vou me jogar nos seus braços.

- Não exatamente. Mas se quiser – abriu os braços como se esperasse por isso. É bobo mesmo.

- Você acha que eu estava rezando pra que ela fosse embora e pudesse voltar com você? Ou que eu estava sofrendo por estar sem você?

- Não leva tão a fundo.  Só achei que fosse interessante contar.

- Eu não ligo não. Você com ela ou sem ela da no mesmo pra mim. Ou você acha que eu sou tapa buraco, quando você ta sozinho me chama e quando arruma alguém e larga.

- Para de drama, Esther. Eu não disse isso.  Já que eu sou livre e desimpedido agora posso vir até aqui não posso?

- Vai adiantar eu dizer que não?

- De jeito nenhum. Eu não estou esperando nada em troca, ó pensei em passar e dar um oi.

- Você disse que ia buscar a blusa.

- Sim e dar um oi também – respondeu rapidamente.  – Ou por acaso minha presença aqui te afeta de alguma forma? – provocou

- Até parece Anthony, você é meio chato, mas mal ligo pra você então – dei de ombros

- Bem, então se eu vier te fazer uma visita com o Everly talvez, você não vai se importar.

Droga ele me colocou nessa armadilha.

- Faz o que quiser, só não fica perto de mim já disse.

- Tudo bem.

- Tudo bem o que?

- A gente vai se falando.

- Não tem outra opção não é?

- Exatamente – disse sorrindo, queria saber porque tanto sorriso assim, eu tenho a impressão que ele esta aprontando alguma coisa.

Ele se levantou e veio até perto de mim eu já comecei a ficar meio tensa, mas ele apenas egou a azeitona do meu prato e comeu.

- Te vejo qualquer dia desses. – sorriu e me deixou um beijo na testa.

Que estranho, ele apenas se virou e foi embora, ele apareceu aqui estranho, ficou estranho e foi embora mais estranho ainda. Não entendo isso. Não entendo o porque daquele assunto que alias não mostrei, mas fiquei feliz pela Helena ter ido embora, foi tarde, eu queria ate estar no aeroporto pra ver a cara dela.

Eu sinto que vou entender isso tudo em breve já que ele levou minha chave outra vez e o pior de tudo é que eu não sei se ele aparecendo com frequência aqui vai me fazer bem.



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