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História I'm fine - Capítulo 18


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Notas do Autor


Bom dia, boa tarde e boa noite.

Como estão hoje?

Estão ficando em casa?
Lavando mãos, braços e rosto?

Se cuidem, cuidem dos mais velhos e dos mais novos.

Se alimentem bem,
Bebam água.


Cuidado com água parada, ATENÇÃO COM A DENGUE .

Quarentena é sinal de empatia ao próximo, respeite, fica em casa se puder.


⚠️ AVISO DE POSSÍVEL GATILHO ⚠️

Capítulo 18 - POMPOM


POV JIMIN


⚠️

O tremor pelo corpo pequeno lembra-me de um viciado em abstinência, as mãos frias como gelo, a boca branca e sem sangue. Posso ver seus olhos desfocados, como se ela perdesse a realidade em segundos. 

Não há malicia quando toco-lhe o rosto, ou quando tiro cada peça de sua roupa, nem mesmo quando tiro as minhas, e nos encaixo na banheira, permitindo que ela apenas chore, enquanto segura os joelhos, não sei a extensão do que está sentindo e nem mesmo se é somente a solidão, ou algo a mais que cresce em sua mente, lhe causando alguma dor que não posso tocar, nem tirar. 

Conforme seu corpo parece se aquecer, ela segura meu braço direito, quase deitando-se sobre mim. Beijo o topo de sua cabeça, sentindo a água começando a esfriar, me viro e aperto o botão do aquecimento, ela levanta aos poucos, sei que quer falar, mas há momentos em que as palavras parecem não se formar, frases são complexas demais. 

- Respira, você não precisa falar nada agora.

- Desculpa, eu não queria te fazer ficar assim.

- Eu sei que não.

Entre o que está borbulhando agora, ela deve estar apavorada com o pensamento de estar parecendo alguém que me manipulou, porque sei como é sentir-se assim, e nunca a deixaria sozinha, mas como já estive em seu lugar. Conheço os sinais, a forma que agora ela tenta arrancar uma pele invisível do lábio inferior, mordiscando sem parar. Seguro seu queixo, beijo sua testa molhada.

- Julia, olhe para mim.

Seus olhos claros parecem escuros agora, vermelhos. Sinto seu peito ronronar, sinal que está segurando a avalanche do choro. Beijo a ponta de seu nariz, sua bochecha.

- Você está segura, você está protegida, e você não está sozinha.

Mais uma vez observo seu corpo se metamorfosear, em uma bola, braços agarrados nas pernas, cabeça enfiada em seu corpo, este que convulsiona com o choro, a respiração é descontrolada, a tosse toma conta, aliso sua pele, continua repetindo tudo de positivo que me lembro, em todo idioma que consigo, tentando não chorar.

Quase uma hora depois, nossos corpos estão inchados e enrugados com a água, e ela agora parece tranquila. 

- Eu quis preencher meus dias, não perceber que estava sozinha. Você estava trabalhando, se eu ligar para Lily ou mamãe, elas são capazes de abandonar tudo, ou até me fazer abandonar tudo. É só uma crise, e eu preciso lidar com ela, e a Dra. Sun, ela fica longe de tudo...

- Você não tem ido as consultas?

- Faltei a uma ou duas.

- Julia!

- Não fica bravo, por favor.

- Claro que fico bravo, você precisa da terapia, e da medicação. Não para sempre, mas por enquanto, tem havido muitas mudanças, e coisas acontecendo. Como pode pedir que confiemos em você?

- Eu não fiz nada de errado!

Mais uma vez a voz de defesa, respiro, não quero brigar, quero que ela entenda.

- Fez, e você sabe. Evitando consultas, não tomando medicação, bebendo. No que isso tem te ajudado?

- Eu estou me controlando, só fiquei muito triste hoje. Foi só hoje.

- Ok, então a culpa foi minha?

- O que?

- Você estava se controlando, mas como discutimos você teve uma crise?

- Não. Eu fiquei triste hoje, e quis sair beber, acabei sem bateria e não te liguei e acabou em briga. 

- E se você estivesse indo as consultas, estaria desabafando ou pelo menos tentando. Você não pode se negligenciar. 


Saímos da banheira e nos secamos, e trocamos em silêncio, ela se senta na cama, e me encara.

- Vai ficar?

- Vou. Mas vou dormir na sala.

- Dorme na cama.

- Não, eu ainda estou magoado, mesmo te entendendo, eu estou. Eu vou ficar na sala, porque quero que saiba que não está sozinha, se não fosse isso, eu iria embora. 

- Você precisa de espaço? De um espaço de mim?

- Preciso só ficar quieto.

⚠️

Ando até a sala, o sofá é ótimo, mas é ruim saber que ela está logo ali, coloco o travesseiro e o cobertor. Começo a ler algo no celular, converso um pouco com Hobi e Taetae, o sono não parece estar muito afim de me presentear hoje. 

- Minnie? – A voz é baixa e me faz sorrir discretamente. Levanto a cabeça e alguém enrolado em um cobertor está parado no corredor, me encarando com olhos enormes.

- Eu. – Tento não rir. Ainda estou bravo.

- Aquela cama é muito grande.

- Quer dormir no sofá e eu vou para a cama?

Por um segundo vejo como ela parece congelar, não havia pensado direito em seu plano. Começo a rir baixo, me sento com as pernas ainda esticadas, levanto o coberto.

- Venha, o sofá é bem gostoso.

Ela solta o cobertor e se enfia em meu peito, seus dedos apertando minha camiseta, beija meu maxilar e respira fundo meu perfume.  Envolvo meus braços ao redor dela, beijo seus fios loiros.

- Você é uma espertinha.

- O que eu fiz?

- Fica me seduzindo com esses olhinhos.

- Só estava em uma cama muito grande.

- Sei.

Nossos dedos se entrelaçam, e sinto sua respiração ficar tranquila, aliso seus cabelos enquanto continuo lendo um livro que baixei, quando o sono finalmente aparece, aperto o botão que apaga a tela do celular e o coloco de lado, pensando que ela já deve ter dormido, mas encontro seus olhos abertos.

- Estava me olhando esse tempo todo? – Ela balança a cabeça. – O que foi?

- Você é meu sonho, Jimin.

- E você é o meu.

- Eu estou falando sério.

- Eu também.

Ela encosta o ouvido em meu peito, fecha os olhos, parece ouvir algo que a faz sorrir.

- E carrega a melhor canção.

A abraço para que não veja, mas estou sorrindo com todos os dentes, e meus olhos soltam lágrimas, essa sensação de amar é estranha, pertencer a si mesmo, e ao mesmo tempo a alguém. Sinto-me vivo, e ansioso.


Na manhã seguinte ainda estamos agarrados, o que acho engraçado já que ela sempre se mexe muito na cama, tento não me mover demais, mas mesmo assim ela acaba acordando, e estamos tão próximos que quando me inclino para beija-la ela se afasta, acho que por ainda não ter escovado os dentes, e cai do sofá. Pezinhos para cima, um embolado de panos, e um risinho tão fofo que eu gostaria de pega-la no colo e sair correndo por aí.

- Pare de rir e me ajude.

- Não estou rindo.

Fico de pé e puxo o cobertor, encontrando uma garota vermelha de vergonha e rir, a puxo com uma mão, e quando fica de pé prontamente faz uma pose de xícara, que a deixa ainda mais fofa e engraçada.

- Pare de rir, Park Jimin!

- Brava fica ainda mais divertido.

- Eu podia ter quebrado meu bumbum.

- Bumbum? Meu Deus. – Aperto suas bochechas. – Você tem só três anos.

Um soco em minha barriga me faz parar de rir e começar a gargalhar, claro que dói. Mas faço cena como se tivesse feito cocegas. Aos poucos ela me soca e empurra xingando e rindo, estamos gargalhando quando caímos no sofá e ela sobe em cima de mim, morde minha bochecha.


- Vai ficar aqui o dia todo?

- Pelo menos até a parte da tarde.

- Que bom, então podemos jogar um pouco, e depois fazer um bolo.

- Você quer dizer eu fazer o bolo e você comer.

- Que homem inteligente.


Balançando a cabeça levanto e vou até a cozinha verificar se temos todos os ingredientes. Enquanto isso ela senta na banqueta do balcão e começa a me contar sobre suas provas e trabalhos. Animada fala sobre seus colegas de curso, principalmente o casal, ao qual ela tem se aproximado muito ultimamente, aconselho ela a convida-los para sair para programas mais íntimos, assim ela não se sentirá tão sozinha. Enquanto jogamos entramos no assunto sobre sua terapia, e ela me promete remarcar todas. 

As coisas não podem ser forçadas, há um momento, aquele em que temos que prestar muita atenção, quando nós podemos fazer algo chocante, que cause um despertar na pessoa, mas deve ser feito no tempo certo. Se você causar algum impacto mais forte durante uma crise, em alguém que está frágil demais, pode acabar sendo o estopim para uma grande tempestade. 


Passamos a tarde toda como um clichê de filme adolescente, entre beijos, carinhos e doces. Assistimos alguns vídeos fofos, e depois decidimos ver alguns desenhos, um programa leve, mas que até hoje nunca tivemos tempo de fazer. E é engraçado ter um dia de namorado, aquele namoro normal, pós discussão, recuperar da briga, fazer as pazes, rir. Ainda pensando sobre isso paro alguns segundos para olha-la usando minha camiseta, os pés sem meias, e a pele avermelhada pós sexo. 

- Você acha que conseguiremos?

- O que?

- Continuar juntos?

- Credo, Jimin. Por que esse assunto?

- Essas foram as primeiras vinte e quatro horas normais que tive em anos, e me sinto feliz, mesmo que tenha começado com discussão. Porém tenho medo, medo que você se canse, ou que eu acabe estragando tudo. Não sei.

- Jimin. – Ela se ajoelha no sofá, e segura meu rosto. – Vamos conseguir, e tudo vai ficar bem. Teremos muitas discussões bobas, e dias normais. E ainda teremos muitos dias malucos, e especiais. Ok? Eu te amo.

- Também te amo.

- E agora vamos parar com esse papo triste. Sei bem que está se fazendo de coitado por medo.

- Medo? Do que?

- De tomar um cacete em ‘dying light’.

- Você acha mesmo que vai vencer? Eu jogo isso todo dia com o Gukkie.

- Aquele pirralho é nada perto de mim.

- Vamos de aposta?

- Ok, quem perder vai ter que dormir usando uma calcinha de pompom. 

Por alguns segundos minha mente viaja pensando em por qual motivo ela teria uma calcinha com pompom, qual cor teria? É tipo um pompom de pelinhos como um rabinho de coelho? Seria sexy nela. Minha mente viaja tanto que ela tem que estalar os dedos em frente ao meu rosto, e vejo seu revirar de olhos por saber exatamente no que estou pensando. 

- Acho bom se preparar, te orelhinhas também? – Provoco, tentando não parecer um pervertido, colocando um tom de zombaria.

- Orelhinha e coleira.

Ela sussurra em meu ouvido, antes de apertar o play e o jogo começar na enorme tela full HD em nossa frente, e eu ficar sem saber como respirar. Ela estava me provocando, certo? Não havia tudo isso mesmo, não é? Preciso vencer esse jogo.



Notas Finais


E então?
Não é fofo como eles conseguiram sair dessa juntos ? Mesmo com firmeza, Jimin conseguiu ser um ponto de segurança e empático com a situação da Ju.

É isso que precisamos, empatia. Aprender que o outro não sente como nós, e não tem as mesmas escolhas, ou vida.

Pense no próximo 🌻💛


No twitter @widelovenamujin tá rolando aí descritiva namjin, corre lá.


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