História Letters To - Capítulo 17


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Categorias Garota conhece o Mundo (Girl Meets World), Rowan Blanchard, Sabrina Carpenter
Personagens Maya Hart, Riley Matthews
Tags Rilaya
Visualizações 130
Palavras 2.135
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 17 - Kiss it better


-- Precisamos conversar. 


-- Maya... - digo surpresa com sua aparição ali.


-- Posso entrar? - pergunta ainda parada na porta me encarando.


-- P-pode - me afasto dando passagem pra ela.


-- Os seus pais estão? 


-- Não, eles ainda não chegaram - fecho a porta caminhando até a sala me sentando no sofá. 


-- Certo, eu não vou demorar, de qualquer forma - cruza os braços de pé voltando a me fitar.


Balanço a cabeça sem saber o que dizer e ela respira fundo suavizando a expressão.


-- Olha... - morde os lábios por alguns segundos como se estivesse pensando no que dizer - Eu sei que não tenho direito de exigir nada mas... - suspira - Achei que estávamos bem. O que aconteceu? Hoje você passou o dia inteiro fugindo de mim.


-- Eu nã-... - tento discordar mas ela me corta.


-- Vai mesmo negar? Riley, você praticamente saiu correndo quando eu entrei no refeitório hoje, embora não tenha nem olhado pra mim. Eu até tentei falar com o Farkle sobre você mas ele foi bem vago e parecia chateado - passa as mãos no cabelo em um gesto nervoso - Eu não consigo pensar em alguma coisa que eu tenha feito que possa ter causado isso mas se fiz algo que te chateou, por favor, me diz. 


Continuo encarando-a sem dizer nada.


Sério mesmo que ela não sabia?


Trago uma almofada ao colo desviando nossas olhares.


-- Ou então... - me faz voltar a olhá-la - Você está arrependida do que aconteceu entre a gente? É isso? 


Não! Como ela poderia pensar isso?


-- Não é isso... - suspiro ao dizer. 


-- Então o que é? Você está gostando de outra pessoa? - pergunta amistosamente mas sua reação não condiz com o que diz.


-- O quê? - franzo o cenho.


-- Se for isso tudo bem, pode me falar, não é como se estivéssemos em um relacionamento mesmo.


-- É... não estamos - me levanto do sofá colocando a almofada de lado - Por isso mesmo você não precisa se preocupar.


-- Riley... - anda até mim tentando me tocar. 


-- Não - me afasto de seu toque - Você está certa. Além do mais, é bobagem minha. Pode voltar pro seu namorado, ex, sei lá - não consigo me conter e acabo por dizer.


-- Do que está falando? 


De costas pra ela faço uma careta ao ver o deslize que cometi.


-- De nada.


Escuto ela suspirar alto e alcanço as escadas tentando encerrar o assunto.


-- Bate a porta quando sair - digo subindo os degraus. 


--  O quê? - ouço sua voz descrente mas não ouso me virar ou falar novamente.


Ok. Talvez isso não fosse tão maduro da minha parte, mas se possível eu estava bem mais chateada que antes e não estava com cabeça pra discutir. 


A porta é batida com uma força desnecessária e quando vou me virar pra olhar sou surpreendida com a loira atrás de mim, ela me segura entre os braços e me prende entre o corrimão da escadaria.


-- Eu realmente não queria ir por esses extremos mas você não me deixa escolha... - diz com a boca bem perto da minha orelha me deixando completamente arrepiada com o gesto.


-- O que você-... - tento me virar mas ela me impede. 


-- Shhh... eu não estou fazendo nada, ainda - acentua o "ainda" - Nós precisamos realmente conversar e dessa vez você não vai me deixar falando sozinha. Entendeu?


-- Maya, eu não-...


Ela me pressiona com um pouco mais de força contra a madeira.


-- Eu perguntei se entendeu.


Certo. Esse era um lado dela que eu totalmente desconhecia.


Ela era sempre tão fofa comigo.


E ver ela sendo extremamente mandona estava tendo um grande efeito em mim embora eu tentasse resistir.


-- Riley? 


-- Certo... eu entendi... - sussurro em resposta. 


-- Ótimo - afrouxa um pouco os braços - Primeiro, eu preciso saber, apenas para não haver qualquer tipo de dúvidas, você está mesmo chateada comigo não está? - sua voz sai um pouco vacilante.


-- Estou - resolvo logo afirmar de uma vez.


Escuto ela suspirar pesarosamente.


-- Certo... e você não estar me respondendo desde ontem é motivo disso?


-- Sim.


-- Então foi algo que eu fiz ontem... - diz mais pra ela do que pra mim.


-- Acabou? - pergunto um tanto sarcástica. 


-- Não... hum... e isso tem algo a ver com outra pessoa? 


-- Que pessoa? - me faço de desentendida pensando que ela já possa ter entendido. 


-- Não sei, tipo, seu amigo da festa.


-- O Zay? - olho de relance pra ela sem entender.


O que o Zay tinha a ver com isso?


-- É, o garoto que veio te deixar aqui agora há pouco.


-- Espera. Você me seguiu?


-- O quê? - vira o rosto pra me olhar nos olhos - Não! Claro que não! Eu estava vindo pra cá e acabei vendo vocês dois, só isso - não parece tão feliz ao dizê-lo - Então, tem algo a ver com ele? 


-- E você se importa? 


-- Claro que eu... - para de falar e bufa, colocando uma das mãos na minha cintura - Me desculpa, eu me expressei mal naquele momento, ok? Eu não quis dizer que não estamos em um-...


-- Mas não estamos.


-- Eu sei, eu sei... mas eu não estou com outra pessoa além de você e nem penso em estar. Eu gosto de você - não consigo deixar de sentir um frio na barriga ao ouvi-la dizer aquilo pela primeira vez em voz alta e consequentemente sorrio, mas desfaço o sorriso antes que ela possa ver - E apesar de achar que você também gosta de mim não quero que você se sinta obrigatoriamente presa a mim, ok? Então, tem outra pessoa?


-- Não... não tem - respondo convicta.


Sinto uma lufada de ar próximo ao meu ouvido.


-- E quanto a estar chateada comigo - segura minha cintura me fazendo virar pra ela - Não há nenhum jeito de te fazer me perdoar? - volta a agir da maneira fofa de sempre e faz um biquinho fofo.


-- Está perdoada - digo apenas pra ela me soltar. 


-- Mesmo? 


Balanço a cabeça evitando olhá-la nos olhos. 


-- Não! Tem que ser sincero.


Bufo e ela continua a falar. 


-- Eu estou sendo totalmente honesta quando digo que não sei o que fiz pra ter te deixado assim e mesmo não tendo sido intencional eu peço desculpas. Eu juro que jamais faria algo pra te machucar ou te chatear - me fita carinhosamente e sua fala soa absolutamente sincera pra mim - Então, você acha que pode me desculpar?


Me fita em expectativa e por mais que meu orgulho queira me fazer permanecer irredutível, não há como não pensar com o coração e até razão ao tê-la ali tão próxima a mim insistindo e se desculpando por algo tão bobo que agora não parecia ser nada além de apenas fruto de ciúmes. 


Ok. Eu precisava mesmo dar um jeito nessa minha insegurança.


Por fim, suspiro e meneio a cabeça em sim.


-- Sim? Isso é um sim?


-- Sim... - digo bem mais amigável. 


Ela abre um sorriso e me abraça apertado, pra então se separar de mim.


-- O que foi? - pergunto ao tê-la me encarando.


-- Eu estou louca pra beijar você agora, mas não acho que seja a melhor ideia fazer isso aqui perto da entrada.


Olho pra ela, pra porta e... ah! Que se dane! 


Enlaço seu pescoço e junto nossas bocas, ela corresponde imediatamente o beijo apertando minha cintura e me pressiona contra o corrimão da escada.


Sua boca se move tão habilmente sobre a minha e as benditas borboletas se debatem em meu estômago. Ela pede passagem com a língua e eu consinto. Nossas línguas se encontram timidamente e me fazem suspirar pelo contato. Com a liberdade tomada não demora nada para o beijo se intensificar tendo nossas línguas brigando entre si. Eu mal consigo respirar e quando a falta de ar se torna demais para Maya também meu pescoço se torna seu alvo.


Ela não apenas beija como morde, sugando meu ponto de pulso com vontade me deixando totalmente entorpecida e quente em seus braços. 


-- Maya... - tento chamá-la mas minha voz sai tão baixa e arranhada que acho que ela nem consegue escutar. 


No entanto, ela me responde com um som nasal, deixando meu pescoço por segundos e mordendo o lóbulo da minha orelha me fazendo soltar um longo suspiro. 


Arranjo forças de algum lugar do além e seguro de cada lado do seus ombros afastando-a de mim, se as coisas continuassem do jeito que estavam com certeza levariam a outra coisa a qual eu não estava pronta ainda. 


Mal nos separamos e a porta da frente é aberta. 


Seguro a mão da loira e saio puxando-a rapidamente em direção ao meu quarto.


Fecho a porta do mesmo e me encosto nela ofegante. 


Essa foi por um triz, penso. 


Escuto barulhos vindo do andar de baixo seguido de vozes.


-- São os seus pais? - a loira pergunta ao meu lado.


-- Sim, acho que sim - murmuro em baixo tom.


-- Ufa... - diz aliviada - Ainda bem que deu tempo de sairmos de lá, eu não acho que daria pra disfarçar - fala risonha.


Encaro-a vendo melhor o seu estado.


As pupilas dilatadas, a sua boca bem mais avermelhada que o comum, o batom de tom claro borrado além de seus lábios, sua respiração completamente desritmada e seu rosto corado.


-- Sim, eles realmente perceberiam - rio ao pensar em que se ela estava assim eu estaria num estado pior.


-- O que foi? - ela pergunta me olhando engraçado.


-- Nada. Essa foi por um triz - digo me afastando da porta e indo até minha cama.


-- Foi sim, mas em minha defesa - se vira pra mim - Eu disse que não era uma boa ideia. Mas hey, eu realmente não estou reclamando - se senta na cama perto de mim antes que eu possa dizer algo - Hum... você, por acaso, trancou a porta?


-- Sim, por quê? - estranho a pergunta. 


Ela arqueia as sobrancelhas e eu consigo entender. 


-- Maya!


-- O quê?  - se faz de inocente. 


-- Idiota - bato de leve em seu braço. 


-- Você fica tão linda com vergonha - se inclina beijando minha bochecha rapidamente - Fica bem difícil resistir. 


Sinto meu rosto esquentar.


-- Filha? - escuto a voz da minha mãe do outro lado da porta. 


-- Oi mãe - limpo a voz para responder.


-- Tem alguém com você aí?


Olho pra Maya surpresa.


Como ela sabia?


-- É que tem um carro estacionado na frente de casa.


Ah, claro, o carro!


-- Sim mãe, a Maya está aqui.


-- Oi sra. Matthews - Maya diz olhando pra porta.


-- Ah, oi querida. Bom ter você de novo aqui... hum... se quiser ficar pro jantar está mais que convidada.


-- Obrigada.


-- Bom, vou descer pra prepará-lo. Voltem pro que estavam fazendo meninas - diz e vejo a sombra perto da porta sumir.


-- O que estávamos fazendo mesmo? - a loira provoca. 


-- Que eu lembre nada - desconverso.


-- Mesmo? Não sei mas acho que tinha algo a ver com suas bochechas vermelhas e o fato de ficar ainda mais linda.


-- Não - respondo sem olhá-la.


-- Não? - sorri achando graça. 


-- Você adora fazer isso não é? - acuso-a.


-- Talvez... - sorri provocante com a língua entre os dentes.


-- Idiota.


-- Mas também sou linda - pisca convencida.


Reviro os olhos.


Ela estava bem mais solta do que já era.


E tinha que lembrar do que eu tinha dito aquela vez.


-- Bom, ia adorar continuar te provocando o resto da noite mas infelizmente eu preciso ir - fica de pé. 


-- Mas já? 


-- Sim - faz uma feição de pesar - Mas hey, vamos nos ver amanhã, certo? - segura minha mão. 


-- Sim.


-- E você vai responder minhas mensagens quando eu chegar em casa não vai? 


-- Sim - completo sorrindo.


-- Certo, acho que dá pra aguentar as saudades até lá.


Ok. Definitivamente estávamos parecendo mesmo como um casal.


-- Me acompanha até lá embaixo? - pergunta.


Balanço a cabeça. 


-- Espera - puxo-a pela mão impedindo ela de ir.


Fito seu rosto, mais especificamente sua boca e passo o dedão no canto pra limpar o batom mas Maya acaba levando isso como algum sinal e sela nossos lábios. 


Não consigo segurar e acabo rindo em meio ao beijo. 


-- Que houve? - ela nos separa e pergunta confusa.


-- Eu ia apenas limpar o batom borrado do seu lábio. 


-- Ah, e saiu? - se aproxima mais me fazendo rir ainda mais com seu gesto.


-- Você não existe...- ergo a mão tirando os resquícios rosa dali - Pronto, saiu.


-- Obrigada, baby - junta nossos lábios novamente num selinho rápido - Deixa eu só ver uma coisa - me fita e então estende a mão passando o polegar próximo a minha boca, assim como na bochecha - Melhor.


-- Obrigada.


-- Nada - pisca - Agora vamos descer, ou eu não me responsabilizo pelos meus atos.



Notas Finais


that's gay :p


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