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História Limlendez, o difícil adeus. - Capítulo 18


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Capítulo 18 - Sobre o rio Tamisa.


Fanfic / Fanfiction Limlendez, o difícil adeus. - Capítulo 18 - Sobre o rio Tamisa.

Por Audrey.


No aeroporto, Aisha correu comigo até o balcão de informações da empresa aérea, aflita me dirigi a uma das atendentes e falei:

- Preciso de informações a respeito da queda do voo 735, meu namorado estava nele.

Atendente olhou para outra, pegou algumas folhas e falou:

- Qual nome dele?

- Nicholas Melendez

Ela começou a passar o dedo pelos nomes na folha, até que seu dedo parou, ela me olhou séria e falou: 

Vou pedir para um funcionário acompanhar vocês até uma sala que preparamos para receber os familiares das vítimas. 

Engoli seco, não acreditava que estava vivendo aquilo, nervosa falei:

- Preciso de informações e não de uma sala.

- Entendo senhora, mas ainda não sabemos muita coisa, nossa equipe em Houston está juntando as informações para chegar a vocês com clareza. Em breve vamos fazer um comunicado.

Entramos na sala, era nítido o despero estampado no rosto de cada um dos familiares presente. Sentamos em umas das poltronas, a sensação de incapacidade,  que eu tanto odiava, me dominava naquele momento e com ela minhas esperanças iam sumindo. A nossa frete tinha uma parede de vidro que dava para parte do saguão do eroporto, vi pessoas apressadas, ansiosa, outras simplesmente felizes, a vida de certa forma era como aquele lugar, um arranjo de chegadas e partidas. Aisha do meu lado passou a mão pelo meu cabelo, preocupada falou:

- Sabemos da gravidade de um acidente aéreo, mas não pode perder a esperança, há muitos relatos  de sobreviventes em acidentes aéreos na história da aviação.

Com a voz um pouco embargada falei:

- Eu não consigo parar de pensar no pior.

Lembrei das filhas do Nick, não poderiam saber do acidente como eu, peguei o meu celular e liguei para Suzan.

 Ouvia algumas pessoas comentando que não havia sobreviventes, me neguei acreditar queria esperar o comunicado da companhia aérea. Aisha me puxou para o lado dela, encostei a cabeça em seu ombro e lágrimas escorriam pelas minha face, ela entrelaçou seus dedos no meu e falou:

- Chora minha amiga, você não pode ser uma fortaleza o tempo todo.

As lágrimas desciam volumosas, as enxuguei com as mãos, fechei os olhos pensando no último encontro que tive com Nicholas, e doeu pensar que não o veria mais, que seria injusto a morte me levar mais um amor. Nós duas permanecemos em silencio até Aisha levantar em um pulo da poltrona me forçando a me afastar e espantada falou:

- Audrey olha! 

Olhei atravéz dos vidros mas não vi nada que me chamesse atenção. Olhei para ela sem entender ao que ela se referia. Ela continuou:

- Perto do primeiro portão…

Olhei e distante da onde estavamos, não acreditei o que os meus olhos viam. A olhei intrigada e falei:

- É o Nicholas?

Ela com um sorriso largo nos lábios falou:

- Ele está vivo!

Eu saí correndo da sala em direção a ele, sem entender como ele estava ali, por um certo momento duvidei se era realmente ele, ou estávamos tendo uma alucinação. Eu gritei seu nome e ele se virou e sorriu quando me viu, e veio na minha direção. Corri em sua direção e o abracei, como era bom sentir ele, lágrimas desciam só que agora eram de alegria, de alívio.

- O que aconteceu meu amor?

Ele falou me parecendo não estar entendendo o que estava acontecendo. Eu ainda muito confusa falei:

- Como pode você estar aqui?… Eu vi você entrando no avião, vi ele decolar.

Aisha logo atrás também aflita falou:

- Que susto você nos deu, como você se salvou? O avião que você embarcou hoje, caiu.

- Caiu?

Ainda sem conseguir conter as lágrimas falei:

- Tudo indica que não há sobreviventes, eu me desesperei pensando que você estava entre eles.

Ele passou um dedo pelo meu rosto secando uma lágrima e falou:

-  Audrey, eu de fato embarquei como você viu, mas passamos por uma forte turbulencia, o tempo mudou e fizemos o pouso em um aeroporto de uma cidade não muito distante daqui, notei que uma pasta com documentos de extrema importância eu tinha esquecido em casa, não adiantava seguir sem esses documentos, decidi pegar um voo de volta.

Envolvi meus braços em seu pescoço e o beijei.


||

Por Nicholas.


Durante a minha viagem nem me passou pela cabeça que tudo aquilo estava acontecendo, aflição que passou Audrey. Respirei aliviado depois que tudo passou, fui salvo por ter esquecido a pasta. Eu e ela fomos para minha casa, chegando lá, minhas filhas correram para o meu encontro, Suzan logo atrás parecia surpresa. Audrey sorrindo se aproximou dela e falou:

- Foi um grande susto, ele desistiu de ir a Londres.

Entendi que não era necessário as meninas ficarem sabendo, não tinha o porque. Eu conversava com a Suazan e as meninas, a babá mostrava algo no celular para Audrey que a fez a rir animadamente, a fiquei a observando. Suazan se aproximou:

- Nunca pensei que te veria assim por alguém.

Eu susporei, e falei sorrindo.

- As maravilhosas armadilhas da vida.

Ela sorriu foi para o lado de Allana a beijou e falou alto.

- Vou embora, estou arrumando os últimos detalhes do meu apartamento novo. Vida nova!

Todos sorriram eu levantei para acompanha lá até a porta. Sinceramente falei:

- Fico feliz que esteja se estabelecendo.

- Pela nossa filha.

- Que seja por você também.

Ela sorriu se despediu de todos e saiu. Fui até Audrey envolvi meus braços em sua cintura enterrando meu rosto em seus cabelos, inalando aquele delicioso perfume. Emma passou por nós e tocou no cabelo da Audrey chamando nossa atenção a ela, a analisando falou:

- Tia, o teu cabelo é tão lindo!

Audrey ainda envolvida nos meus braços e com um sorriso nos lábios falou:

- Obrigada, eu também acho o seu lindo.

Emma me surpreendendo falou:

-Eu queria fazer algo diferente, mudar um pouco.

Audrey se afastou de mim, passou a mão pela pelos cabelos dela e falou:

- Você é linda, mas se quiser fazer um corte novo, eu te levo no meu cabelereiro. Você quer?

Ela entusiasmada se abraçou a Audrey e falou:

- Eu quero, tia!

Allana que estava atenta a conversa, falou em tom deboche.

- Ela só quer mudar porque está interessada em um garoto da escola.

Emma estava com as bochechas bem corada e inrritada falou:

- Isso não é verdade!

Surpreso com a conversa, e encomodado falei:

- Que história é essa Emma? Que garoto é esse?

- É mentira pai!

Allana a desafiando falou:

- Não é não pai! Eu vejo ela e amiga cochichando quando um garoto passa por elas, e a Emma fica toda boba.

Emma correu atrás de Allana que rápida se trancou no quarto. Sério olhei para Emma e falei:

- Mais tarde quero conversar com você.

Emma parecendo estar envergonhada concordou,  saiu e foi para o quarto dela. Audrey pareceu se divertir com a minha reação, brincando falou:

- Pobre garoto vai ter um sogro linha dura.

- Minha filha só tem 12 anos, só vou deixar ela namorar quando tiver uns 30.

Audrey deixou escapar uma gargalhada, me abraçou e sorrindo falou:

- Inocência dos pais, o meu também pensava o mesmo, mas com onze eu beijei meu primeiro namoradinho.

Tentei fazer uma cara de indiguinado e brincando falei:

- Não quero saber nada a respeito desse sujeito que ousou beijar esses lábios que são só meus.

Ela sorriu e me beijou, meu celular começou a vibrar, atendi, depois de uma conversa rápida com o meus ex sócio, fiz uma careta e a fitei com olhar.

- Não vou poder escapar da viagem a Londres.

Ela me olhou por alguns segundos, se aproximou o dedo entre os botões aperto da minha camisa e falou:

- E seu eu for junto?

Sorri, ela estava me surpreendendo com essa pergunta, não esperava por isso.

- Eu iria adorar! Mas o Niel? O hospital?

Ela mordeu os lábios e falou:

- Vão ser poucos dias, a distância consigo organizar algumas coisas. Minha mãe vai ficar até o aniversário do Niel, que por sinal está tudo certo para a próxima semana.

A beijei, me sentia extremamente feliz.

||


Por Audrey.


O desespero que eu vivi com a queda do avião, só de pensar que Nicholas poderia estar lá entre as vítimas me fez rever mais uma vez o sentido da vida. 

Chegou o dia da viagem, estávamos bem acomodados nas poltronas confortáveis da primeira Classe do voô, assistimos um filme, a viagem era tranquila. Nicholas colocou a mão sobre a minha, se aproximou mais da divisória da poltrona começou a dar leve beijos no meu pescoço, minha pele arrepiou toda.

Ele baixinho no meu ouvido falou:

- Nós temos algumas horas ainda de voo pela frente… E se…

Coloquei o dedo nos lábios dele fazendo parar.

- Safado.

Ele beijou meu dedo, e no meu ouvido outra vez falou:

- Gostosa.

Ele jogou a manta que estava cobrindo ele por cima de nós, Nos beijávamos enquanto suas mãos percoriam meu corpo, fomos interrompidos pela comissária de bordo.

- Aceitam uma bebida?

Aceitamos e não pode deixar de rir da cara de desanimado dele bebendo a bebida que a comissária serviu.

- Coloca outro filme, eu vou no banheiro e já volto.

Ele me olhou e sorriu e não respondeu nada. Um silêncio dominava a primeira classe, já era tarde. Fui para o banheiro, quando estava fechando a porta, vi que ela foi contida, olhei era o Nick que a segurava. Com um sorriso safado ele entrou.

- Apertado aqui!

- Não, vão nos pegar aqui.

- Estão todos dormindo, relaxa.

Ele me encostou na pia, me beijando, fui me deixando levar. Batidas na porta me fizeram o impurrar. Uma voz feminina do outro lado falou:

- Desculpa senhores, caso não saibam é permitido um por vez para usar o banheiro.

Ele deu os ombros dez uma cara engraçada, me beijou e saiu.

De mãos dadas dormimos o resto da viagem.

Já era manhã, chegamos no hotel, nosso quarto ficava em um andar bem alto, tinha paredes de vidro com vista para toda a cidade. Depois de ver cada detalhe daquele magnífico quarto, ele se jogou no meio da cama e me analisando falou:

- Você quer almoçar no restaurante que te falei? 

Olhei para aquele lindo homem a minha frente, e qualquer risquicio de cansaço  sumiu. Sem tirar os olhos dele me de desfiz das minhas roupas com calma, ficando apenas de calcinha e sutiã. Fui até a cama, subi, apoiando meus joelhos um de cada lado do seu corpo e mergulhada naquele mar negro falei:

- Nesse momento só quero fazer o que não conseguimos no avião.

Ele me virou com rapidez ficando sobre mim, tirou a camisa a jogando no chao.

- Meu corpo se viciou no teu.

Ele falou encontrando o caminho da minha boca em um beijo selvagem, seus dedos brincavam com as laterais da minha calcinha, enquanto sua boca saia da minha e descia pela minha pele.

Nicholas resolveu toda a parte burocrática que o trouxe até Londres, era nossa última noite no país. Nick fez questão que jantássemos durante um breve cruzeiro de pouco mais de duas hora sobre o rio Tamisa. O menu era sofisticado e delicioso, uma música ambiente deixava o local ainda mais agradável. Era nítido que estávamos muito felizes. O garçom veio até a nossa mesa e nos serviu champanhe, ele pegou as nossas taças e levantou, pegou da minha mão.

- Vamos lá fora.

O segui, parei observando as luzes das margens do Tamisa que dançavam sobre as águas. Ele segurou a minha mão, tomei um gole da bebida e quando achei que não mais me surpreendia com Nicholas, ele pegou uma caixinha do bolso e abriu me mostrando um lindo anel, seus olhos estavam mais brilhante que nunca, eu não sabia como agir, ele emocionado falou:

- Eu nunca amei ninguém como amo você! Audrey Lim você aceita casar comigo?




Notas Finais


Pelos comentários sobre o capítulo anterior vi que alguns ficaram bravos. 😬 Desculpa! Drama tem que ter drama.
Não respondi os últimos comentários, mas saibam que adoro quando vcs comentam. Obrigada pelo carinho de sempre, espero que tenham gostado do novo capitulo. 😘


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