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História Lost in Borderland - Capítulo 2


Escrita por: thedarkstarofmilkway

Notas do Autor



Capítulo 2 - Sob as mesmas estrelas


Fanfic / Fanfiction Lost in Borderland - Capítulo 2 - Sob as mesmas estrelas

Depois daquele dia, é fácil esquecer Niel e focar no meu querido Peter. É tão duro pensar que em menos de um mês ele vai estar do outro lado do oceano...
Parece que o nosso namoro tinha um fim predestinado e eu sei que não é culpa dele, sei que por ele, ele ficaria comigo. Apesar disso, não consigo parar de culpá-lo.
Pensar em tudo isso é devastador, eu choro sozinha em meu quarto olhando pela janela.

– Por que, Peter? Por quê?

As lágrimas são incontroláveis, dói tanto... Por que parece que estão arrancando um pedaço de mim? Isso é amor? Estou perdendo minhas forças.
Desabo no chão em meio às minhas lágrimas, é difícil respirar, ou até tentar se controlar. Me sinto tonta e fraca. Isso é amar? Custo a acreditar que sim.

Horas depois, eu acordo meio desorientada. Gostaria muito que tudo fosse apenas um pesadelo, mas não acaba quando eu acordo. Passo vários minutos encarando o teto do meu quarto, não faltam muitos dias para Peter ir embora. O que eu posso fazer? Como posso fazer desses últimos dias, os melhores da vida dele? Fecho os olhos.
De repente tive uma ideia brilhante. Posso ir com ele a vários lugares legais aqui para ele reforçar a lembrança e ter os últimos melhores dias da vida dele! Assim nós também podemos nos distrair do fim iminente. Estou tão confiante com essa ideia que toda a dor se vai.

início whatsapp chat
– Peter?
– Oii
– Que tal se a gente sair bastante esses dias, ir em muitos lugares diferentes daqui. Eu sei que você não era muito de sair, então seria ótimo pra você conhecer melhor, sabe?
– Acho ótimo, meu bem
– Mesmo?
– Claro! Eu adorei
– :)

fim whatsapp chat

Essa ideia me animou tanto que eu já começo a fazer uma lista com as melhores atividades e os melhores lugares.

Melhor mês da vida de P
— Ir ao MaxShopping assistir a estreia do live action do Aladdin
— Conhecer o centro à noite
— Piquenique no Parque Flor Silvestre
— Ver um filme de terror acompanhado de sorvete, fini, salgadinho, etc
— Ir ao observatório

Fim da lista

Estou extremamente ansiosa para isso, é tão animador. Me perco nos meus devaneios e caio no sono de repente.
 

Ainda está claro quando chegamos ao observatório. Não tem muitas pessoas e o clima está agradável. Seguro na mão de Peter e caminho até o telescópio principal.

– Boa tarde... Ah, oi, calourinhos. – Niel diz no instante em que tira os olhos da lente do telescópio.

Eu estou pasma. O que ele está fazendo aqui? Acho que comecei a transparecer demais meu nervosismo.

– Lena, tá tudo bem? Você está tão pálida... – a voz de Peter soa tão suave e preocupada ao mesmo tempo.

Tento me recompor, mas a presença de Niel aqui não me agrada. De tantas pessoas no mundo, por que ele que tinha que ser o operador do telescópio?

– Calma, senta ali no banco que eu vou buscar uma água pra você. – diz Niel já se levantando.

– Não precisa – digo rápido, sem pensar muito – Eu... Estou bem. – claramente eu não estou, mas não quero fazer alarde.

Peter me segura e me leva até o banco, enquanto Niel vai buscar água. Ainda não sei ao certo o que ele tem que me incomoda tanto, mas não consigo me sentir confortável com ele por perto.

– Eu disse que tava tudo bem. – digo chateada.

– Lena... Você está completamente branca, como se tivesse visto um fantasma.

"E eu vi", penso.

Não demora muito e Niel vem com um copo de água. Bebo forçadamente e entrego o copo vazio a Peter.

– Valeu, cara. – Peter agradece e aperta a mão de Niel.

Niel sai com o copo e eu e Peter ficamos a sós.

– Helena, olha bem pra mim. Aconteceu alguma coisa?

A preocupação em sua voz e em seus olhos é clara. Eu só não me sinto confortável na presença de Niel, mas como posso explicar a ele? Não posso deixar que suposições me abalem tanto, certo? Me recomponho, respiro fundo e levanto.

– Não, meu bem. Vamos olhar as estrelas.

Um sorriso suave surge em seu rosto e isso me passa uma paz imensa. Sorrio de volta para ele e ele me dá um beijo.

– Vamos.

A noite está tão estrelada, não tem uma nuvem sequer no céu e a lua cheia brilha intensamente. O clima está agradável, levemente frio.

– Saturno tem uma beleza tão agradável. – digo olhando pela lente do telescópio.

Como sei operar, eu logo busco a lua e júpiter também. É bom que o observatório esteja tão vazio, assim o momento pode ser mais especial.
Passo a lente para Peter, ele parece empolgado.
É tão fofo a forma como ele me admira enquanto eu troco as lentes e manipulo o telescópio. De certa forma isso não seria possível se Niel não estivesse aqui.

Às 22:00 horas, o observatório fecha. Niel está trancando a porta e nós estamos esperando para irmos juntos pegar o ônibus.
A parada é bem longe, caminhamos pela deserta e silenciosa avenida principal, conversando sobre algumas coisas.

– Em geral, eu não gosto muito de pessoas, mas vocês são até agradáveis. – diz Niel.

– Ah, mano, para. Já já eu vou embora, não fique de papinho, pode dizer que vai sentir saudades, pois eu sou muito legal. – Peter fala num tom que mal reconheço.

Olho incrédula para ele. Desde quando ele se importa com o que Niel pensa?
Na parada o meu ônibus e de Peter chega logo. Damos xau para Niel e subimos no ônibus.

Gosto de como o ônibus vai rápido de noite e de como entra um ventinho frio. Gosto das ruas vazias e das luzes dos postes passando rápido. Divido meu fone com Peter e juntos vamos ouvindo Ed Sheeran. Quando toca All Of The Stars, eu penso em algo brilhante. Olho para Peter e pergunto:

–  So, can you see the stars over Amsterdam?

Vejo seus olhos se encherem de lágrimas. Eu sei que ele está triste, eu também estou... volto a olhar pela janela e as lágrimas escorrem disfarçadamente pelo meu rosto.

 

Ao chegar em casa, tomo um banho gelado e deixo a água lavar minhas lágrimas. Eu farei um pequeno presentinho para que Peter não esqueça de mim, ou pelo menos demore para esquecer. Abro o Spotify e procuro algumas músicas. Anoto uma por uma numa folha e rascunho uma descrição fofa.

"Mesmo que estejamos a alguns quilômetros de distâncias...."   hmm, acho que não. "Mesmo que você esteja do outro lado do oceano..." ai que ódio. Nada parece muito bom. 

Depois de muito tempo pensando, decidi um nome, uma descrição e todas as músicas.

*Spotify Playlist*

Even if you're on the other side of ocean, remember that we're under the same stars

"Mesmo que estejamos a 4.784 milhas de distâncias, saiba que meu amor é como uma estrela. Nem sempre você pode me ver mas eu sempre estarei lá..."

1. Coldplay - Viva La Vida

2. Shawn Mendes - In My Blood

3. Martin Garrix ft. Troye Sivan - There For You

4. Steve Aoki - Just Hold On

5. Shawn Mendes - Never Be Alone

6. Ed Sheeran - All of the Stars

7. Demi Lovato - My Love Is Like a Star

8. Jacob Lee - Secrets

9. Snow Patrol - Chasing Cars

10. The Cinematic Orchestra - To Build A Home

11. Shawn Mendes - A Little Too Much

12. Sam Smith -Too Good At Goodbyes

13. Birdy - Not About Angels

14. One Direction - Little Things

15. James Arthur - Say You Won't Let Go

16. Coldplay -  Fix You

17. Coldplay - Magic

18. Shawn Mendes - Life Of The Party

19. Ron Pope - A Drop In The Ocean

20. Adele - Someone Like You

21. Miley Cyrus - When I Look At You

22. Sam Smith - Stay With Me 

23. Haley Reinhart - Can't Help Falling in Love

24. Ellie Goulding - Love Me Like You Do

25. King Princess - 1950

26. Miley Cyrus - Adore You

27. Birdy ft. RHODES - Let It All Go

28. Manchester Orchestra - I Can Feel a Hot One

29. Billie Eilish - Ocean Eyes

 

No dia anterior ao voo, estou no quarto de Peter com ele ajudando a arrumar as últimas coisas.

–  Sabe, Lena, eu sei que você adora esse perfume... Toma, eu não posso levar muita coisa e você pode lembrar do meu cheirinho.

Não consigo conter as lágrimas, tudo está se tornando real. Não é mais uma ideia distante. 
Abraço Peter com toda força do mundo. Ter seus braços ao meu redor é como estar segura, é como se só existisse nós dois no mundo, e de certa forma, é como se aquele momento fosse infinito mesmo durando apenas um minuto. Poderia durar para sempre.

Ele se afasta e enxuga minhas lágrimas.

– Vai ficar tudo bem, querida. Eu não vou morrer, nem você... se você quiser a gente tenta um namoro à distância, tem gente que consegue.

– Peter, eu não vou sentir seu abraço a distância, não vou sentir seu calor, não vou sentir seus lábios...

– Se você QUISER, a gente tenta.

Me sento na cama dele, com o perfume em uma mão e acariciando seus lençóis com a outra.

– Por que tem que ser assim... eu sei que você não tem culpa, mas eu também não tenho. – digo por entre minhas lágrimas.

 

Estamos no aeroporto e eu envio o link da playlist para ele.

– O que é isso? – ele pergunta.

– Abre, eu fiz para você ouvir durante o voo.

Ele sorri. Deus, como eu amo esse sorriso. Entrelaço meus braços pelo pescoço dele e o beijo. Beijo tão profundamente, como se nunca mais fosse poder fazer isso, e talvez eu não possa... 

– Peter Antunis... – digo bem perto do rosto dele. –  Será que nossos caminhos vão se cruzar de novo?

–  Minha bela Helena, eu espero profundamente que sim.

 

Fazem a última chamada para o voo 324 para Amesterdã. Olho Peter passando pelo portão de embarque. Antes de sumir da minha visão, ele olha para trás, sorri e faz um coração com as mãos. Consigo ler seus lábios: "Eu te amo, Helena Martini".

 



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