História Louco amor (Camren) - Capítulo 16


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Categorias Fifth Harmony
Tags Camren G!p
Visualizações 489
Palavras 1.099
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ecchi, Famí­lia, Hentai, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Capítulo 13


Lauren tirou o casaco e pendurou-o num gancho na lavanderia.

  Um fio de luz escapava sob a porta da cozinha, iluminando o aposento às escuras. A casa estava silenciosa, e ficou satisfeita ao perceber isso. Naquele dia, como fizera desde que chegara de Missoula, tinha trabalhado até tarde e sentia os músculos doloridos pelo trabalho pesado, que insistira em fazer. Afinal, queria manter distância de Camila e estava conseguindo.

  Todo trabalho que antecedia o inverno, desde a estocagem de alimentos e rações até a checagem dos geradores, era uma boa desculpa para manter-se ocupada. Cansada, suspirou, imaginando se mais um ou dois meses de trabalho intenso conseguiriam fazê-la ficar perto de Camila sem desejá-la desesperadamente.

  Sacudindo a cabeça, tirou as botas e pegou uma calça jeans limpa, dirigindo-se para o banheiro. Poucos minutos depois entrava no chuveiro, suspirando de prazer ao sentir a água quente tocando-lhe os ombros e braços. Deixando a água escorrer sobre a cabeça, entregou-se à sensação reconfortante. Só então pegou o sabonete na prateleira e começou a ensaboar-se.

  Só quando a água começou a esfriar, teve coragem de sair do banho. Bocejando, enxugou-se e vestiu a calça, sem se preocupar em fechar mais que os três primeiros botões da camisa. Enxugando os cabelos com uma toalha, abriu a porta. Já tinha dado alguns passos no chão frio, com os pés descalços, quando percebeu que não estava sozinha.

- Achei que tinha ouvido você entrar - disse Camila suavemente.

  Estava parada na porta da cozinha, e os cabelos caíam sobre os ombros, emoldurando o rosto delicado. Vestia calça legging e um suéter folgado, num tom de cinza. Contra a luz, a silhuets do corpo bem-feito destacava-se ainda mais.

- O que está fazendo acordada? - perguntou, baixando a toalha.

- É sexta-feira.

- E daí?

- São só nove e meia. Amanhã não tem aula, e eu disse a Lissy que poderia ficar acordada até mais tarde, pois quem sabe você chegaria a tempo de lhe dizer boa-noite.

  Embora não gostasse da interferência, Lauren não conseguia deixar de sentir-se culpada com relação a Lissy. Por um lado, sabia que fizera a coisa certa, evitando Camila. Mas por outro, deixara de ficar com a filha. Embora fosse vê-la no quarto todas as noites ao chegar e todas as manhãs, antes de sair, não era o mesmo que ficar com ela.

- É claro. Vou fazer isso.

  Aprovação, e algo que lhe pareceu alívio, surgiu no rosto de Camila.

- Que bom.

  Lauren esperou que saísse, mas Camila não se mexeu.

  Em vez disso continuou a fitá-la diretamente. E, embora não houvesse nada de provocante em seu modo de agir, a simples presença de Camila, a voz levemente rouca, o perfume suave, bastavam para deixá-la ardendo de desejo.

- Aliás, vou agora mesmo - decidiu, de repente, atirando a toalha sobre a máquina de lavar e quase correndo para a cozinha, antes que cometesse uma tolice.

- Mas eu também queria... Lauren, espere! - exclamou Camila, enquanto ela passava correndo.

  Pelo canto do olho, ela percebeu que Camila estendia o braço, tentando segurá-la, e por um momento desejou parar e sentir o toque, para descobrir se sua reação seria tão intensa quanto imaginava.

  Só que tinha medo que apenas um toque Não bastasse. E sabia que seu autocontrole estava no limite. Seu corpo já mostrava os efeitos, só de pensar que Camila poderia tocá-la. Afastando-se mais um pouco, para ficar fora do alcance dela, virou-se e encarou-a.

- O que quer, Camila? - peeguntou, num tom brusco.

  Os lábios dela apertaram-se numa linha fina ao peeceber a impaciência e irritação na voz de Lauren.

- Gostaria de conversar um pouco, se você puder.

- Não. - Ela sacudiu a cabeça, reforçando a resposta.

- Amanhã? - Camila insistiu.

- Sim. - Lauren afastou-se depressa,  atravessando a cozinha e a sala, na direção dos quartos.

  A porta de Lissy era a primeira à direita, ao lado do quarto dela. Controlando as emoções, tentou afastar Camila do pensamento, assumindo uma expressão neutra. Com movimentos contidos, olhou para dentro do quarto.

  A menina não só estava acordada, como era evidente que esperava por ela. Embora o quarto estivesse iluminado apenas pelo pequeno abajur ao lado da cama, foi possível peeceber o sorriso no rosto dela.

- Você veio...

  Assentindo, Lauren parou junto à porta.

- Estava esperando que viesse - murmurou Lissy, mergulhando ainda mais debaixo das cobertas, enquanto ela se aproximava cautelosamente da cama. - Mesmo depois que a Camz disse que estava muito ocupada com o rancho.

  As palavras a surpreenderam. Não imaginava que a menina sentisse tanto a sua falta. Nem que Camila tentasse justificá-la .

  Inclinando-se, arrumou com gestos desajeitados o cobertor sobre o ombro delicado de Lissy.

- É tarde - disse, pouco à vontade. - É melhor você dormir.

- Está bem. - Mas apesar de ter concordado, não fechou os olhos, continuando a fitá-la como se esperasse mais alguma coisa.

  Sem saber como agir, Lauren fitou-a, meio sem jeito.

- O que foi?

  Ela hesitou, parecendo muito pequena e frágil, espiando-a sob as cobertas.

- Pode me dar um beijo de boa-noite, se quiser. Camz sempre faz isso.

  Lauren pigarreou.

- Sim... Claro.

  Consciente de quanto ela era oequena e delicada e, por outro lado, de como Lauren era grande e desajeitada, inclinou-se sobre a cama e beijou-a na testa. Apertandi os olhos, desejou que as coisas fossem diferentes. Que ela fosse diferente. Que conseguisse ser o tipo de mãe capaz de abraçar a filha, de dizer como ela era especial e como a amava, em vez de apenas oensar essas coisas.

  Mas não sabia como falar com uma criança de sete anos. Recompondo as emoções, endireitou-se.

- Boa noite, Lis.

  Por um instante houve apenas o silêncio, mas por fim ela suspirou, revelando desapontamento.

- Boa noite - sussurrou, virando-se de lado, puxando as cobertas até o queixo e fechando os olhos.

  Lauren ficou de pé, sem se mover, sentindo o coração pesado ao olhar para a figura frágil da filha. Embora não soubrsse por quê, ela a desapontara. Por um instante a dor foi tão forte que mal conseguia respirar.

  Por fim, com grande esforço, sacudiu a cabeça e forçou-se a andar, consciente de que não adintava ficar parada ali. Simplesmente não entendia por que a decepcinara.

  Já ia desligar o abajur quando percebeu que Camila estava parada no corredor, observando-a atentamente. Por um instante, os olhares se encontraram, e então ela afastou-se depressa.

  Ainda assim, pela expressão do rosto dela, sabia que testemunhara a cena com Lissy. E que percebera o seu fracasso.

  Num misto de raiva e desespero, desligou a luz e foi para o quarto.

Continua...



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