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História Loucura Targaryen - Capítulo 9


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Notas do Autor


Eu sei que ela não é dita como louca, mas ela ser chamada de Maegor de Tetas e ter umas paranóias é o suficiente para mim kk

Capítulo 9 - A Rainha


Fanfic / Fanfiction Loucura Targaryen - Capítulo 9 - A Rainha

Aquilo não era justo. Era o seu direito de nascença. Ela ainda não conseguia acreditar que estava sendo traída por sua própria família de uma forma tão vil. Queria poder ter queimado Alicent quando ela se casou com o pai. Ou falar para o pai se casar com Laena. Os Velaryon sempre foram os mais confiáveis em relação a Casa Targaryen. Sempre os Velaryon. Mas ela não se envolveu. Aceitou a nova esposa do pai e era amigável com ela. Se lembrou de quando seu irmão nasceu. Aegon. Tinha dez anos quando Alicent deu a luz. Ficou do lado de fora da porta, preocupada com a mulher. Afinal, sua mãe morreu dando a luz seu irmão Baelon. E Baelon não havia sobrevivido muito. Seu pai estava ao seu lado, lhe segurando a mão. Havia lhe garantido que Alicent ficaria bem. E ela ficou. Alicent continuou sendo amorosa com ela e Rhaenyra até a ajudava com Aegon. Bom, ela tentava. Afinal, ela era uma criança. Seu pai começou a levá-la para o Pequeno Conselho, aceitando que ela lhe servisse vinho e se sentasse ao seu lado para escutar as discussões. Sempre tinha uma idéia que ajudava seu pai a resolver os problemas. Ouvia as pessoas a parabenizando por isso.

_ Nasceu com a grandeza natural dos Targaryen!

Com o tempo, Alicent começou a ser um pouco mais amarga com ela. Rhaenyra não entendeu. Pelo menos, não no início. Quando a madrasta teve o seu outro irmão, Aemond, ela soube o que estava acontecendo. Seu pai fez dela sua herdeira e ela sabia como eram os costumes pelos reinos. Os homens governavam e as mulheres que se explodam. Mas seu pão não era ândalo, era valiriano. Rainha Visenya e Rainha Rhaenys foram grandes governantes, e reinaram ao invés do Rei Aegon. Por que ela não podia? Não conseguia entender como sua madrasta, outra mulher, era contra essa idéia. Foi depois de ser feita Princesa de Dragonstone que ela começou a ser cortejada por vários homens. Um deles foi Harwin Strong. Ela gostou dele. Ele a cortejou e pediu sua mão ao seu pai, mas Viserys estava ponderando todos os outros pedidos. Claro, ela gostou do homem, mas nunca permitiu que ele lhe beijasse ou tocasse. O único homem da Corte que pareceu não deseja-la era seu tio, Daemon. Ele sempre se sentava ao seu lado e lhe contava as histórias dele. Rhaenyra gostava de ouvir. 

Quando Criston Cole chegou, ele lhe dirigiu total respeito e lealdade, além de não tentar lhe pedir em casamento ou corteja-la, mesmo estando apaixonado por ela. Ela admirou isso. Quando ele venceu o Torneio de aniversário de casamento de seu pai, Rhaenyra deu a ele seu favor. E ele fez questão de derrubar todos os que apoiavam Alicent. Rhaenyra, depois disso, pediu que seu pai concedesse que Cole fosse seu guarda pessoal, e assim ele foi. Ela costuma a passear pelo jardim com ele. Ele sempre ouvia suas opiniões e ela pensou que poderia confiar nele sempre. Mas, claro, ela não amava Cole. Gostava dele, sim, mas não o amava. 

Quando seu pai a fez se casar com Laenor Velaryon, com a ameaça de lhe tirar o título de herdeira caso não o fizesse, ela simplesmente detestou. Estava em seu quarto, vestido em sua camisola de seda myrena, andando de um lado para o outro, quando seu tio entrou. Daemon estava usando apenas uma camisa negra e uma calça. Ele a viu naquele estado de fúria e logo fez as criadas saírem. Trancou a porta e a observou.

_ O que foi, Rhae? - ele perguntou.

_ Meu pai! - ela disse, ainda andando pelo quarto, completamente furiosa - Está me casando com o Laenor!

_ Pensei que gostasse dos Velaryon! - Daemon se sentou na cama.

_ Gosto como amigos! Irmãos, no máximo! Irmãos de verdade! Não irmãos valirianos! - ela disse - Laena é maravilhosa. E Laenor é gentil. Mas não serve para ser meu marido. Ele nem sabe ser um homem!

_ O que quer dizer? - o tio a encarava, duvidoso, as sombrancelhas erguidas.

_ Laenor gosta de homens, tio! - Rhaenyra disse, um pouco mais baixo. Daemon fez um "ah" silencioso e balançou a cabeça em compreensão. - Ele não pode ser meu marido. Não quero privar a vida dele e não quero ser presa a ele.

_ Você não precisa ser presa a ele. - Daemon disse - Tem casamentos que são apenas nominais e aparentes. Não são casal de verdade.

_ Acha que quero um casamento desse? - ela disse, exasperada - Eu não nasci para ser uma esposa de fachada!

_ Rhaenyra, seja racional! - seu tio se levantou.

_ NÃO SEREI APENAS UMA FACHADA! - ela gritou. Seu tio correu para lhe tapar a boca para impedi-la de gritar mais. 

_ Shh, sua louca! - ele disse - Se case com Laenor. Seja a fachada dele e o use como fachada também, ora!

Rhaenyra ficou com a boca aberta em um "o" depois que escutou isso. Seu próprio tio a estava aconselhando a trair seu futuro marido! 

_ Você ama alguém? - ele perguntou

_ Sim. - ela disse, de cabeça baixa. A conversa estava indo para um rumo que ela não estava gostando.

_ Então, fique com essa pessoa. Enquanto Laenor fica com os rapazes que ele quer. - Daemon deu de ombros. Rhaenyra ponderou sobre aquilo. Viu que seu silêncio despertou a curiosidade do tio quando ele segurou seu queixo e ergueu seu rosto. - Quem você ama? - Rhaenyra limpou a garganta. Chegou o momento que ela mais temia. - Criston Cole?

_ Quê? Não! - ela se desvencilhou dos braços do tio e andou até uma mesa onde havia vinho.

_ Então quem? - seu tio quis saber. Rhaenyra suspirou e se serviu de uma taça generosa de vinho. Aquilo estava sendo inútil. Ela poderia simplesmente pedir ao seu tio para ir embora. Ele já havia a ajudado, por que ele ainda estava ali? - Quem é? - ela pulou de susto e se virou. Daemon estava de pé a sua frente. Rhaenyra agora estava encurralada.

_ Err...bem... - ela guaguejou. Daemon pousou a mão no rosto dela. O toque foi tão repentino que Rhaenyra deixou a taça cair. Daemon olhou para o chão antes erguer o olhar para ela.

_ Eu? - ele quis saber. Ela baixou o olhar. Tentou se afastar dele, mas seu tio a pressionou contra a mesa e a forçou a encara-lo. - Sou eu?

_ Tio, por favor. - ela disse, tentando empregar todo o sarcasmo que podia - Tenho que me deitar!

Daemon a beijou. Rhaenyra ficou paralisada de choque. Se seu pai soubesse disso, ela certamente deixaria de ser a sua herdeira. Seu tio apenas continuou a beija-la e a apertou contra ele. E, daquele beijo, outras carícias vieram. Ela realmente se deitou, mas ela se deitou com Daemon. Naquela noite, seu tio não apenas transou com ela, como também lhe tirou a virgindade. Rhaenyra sempre pensou que seria com o marido e ela sempre tentava imaginar como seria, mas seu tio fez com que fosse muito melhor. Daemon deu o recado dele para Laenor. Rhaenyra seria dele. Quando ele derrubou o "amigo" de Laenor, ela apenas revirou os olhos e se voltou para Cole, conversando com ele, dando por menos. Mas seu pai mandou seu tio embora. Seu casamento com Laenor foi completamente de fachada. Ela se apegou a sua paixão por Cole e se entregou a ele. Seus três filhos eram dele. Cole sabia. Laenor também. Mas seu marido era um bom amigo dela e ele foi um bom pai, até quando pôde. Foi apenas pela amizade que Rhaenyra aceitou chamar seu filho mais novo de Joffrey. 

Tudo melhorou quando ela foi embora para Dragonstone, depois que seu filho arrancou o olho de sei irmão, Aemond. Ela não deu muita importância, mas quando a puta da sua madrasta disse para Luke perder o olho também, ela se enfureceu e estapeou Alicent. Sua irmã e a única criança da madrasta que prestava, Helaena, as separou. Ela sentiu falta apenas da irmã e do pai. Mas Dragonstone era linda. E soava muito mais como lar do que a Red Keep. Seu tio também voltou com Laena e as gêmeas quando ela se mudou. Laena era sua grande amiga. Ela prometeu seus filhos mais velhos as gêmeas, Velaryon e Targaryen deveriam se manter unidos. Tudo estava indo bem, até que Laena morreu. Ela ficou devastada. Vhagar rugiu tão alto quando Laena morreu que Rhaenyra vôou com Syrax para acalmar o dragão, lhe proporcionando liberdade. 

Ah, sim, Syrax. Syrax se tornou sua companhia constante depois da morte de Laena. Seus filhos ficaram tristes quando Laenor foi morto. Até Rhaenyra ficou. Ele era um amigo. Voando com Syrax, ela encontrou o tio e ambos voaram lado a lado. Até Daemon pousar em Dragonstone. Ela foi atrás. E foi lá, com apenas os dragões com eles, que Daemon pediu Rhaenyra em casamento. Rhaenyra nem se lembrou de Laena ou Laenor, era o homem que amava que queria se casar com ela. E ela se casou com ele. Claro, seu pai ficou furioso quando soube, mas tudo ficou bem depois. Ela mandou um corvo para Helaena quando seu Aegon nasceu. Soube do surto de Alicent por causa do nome, mas não se importou com a madrasta, como nunca se importou. Alguns anos mais tarde, Helaena chamou por ela. Rhaenyra ficou ao lado dela enquanto ela dava a luz. Quando o pequeno Maelor nasceu, ela apenas fez seu Aegon brincar com os gêmeos enquanto conversava com a irmã.

_ Ele me estuprou. - Helaena disse. Rhaenyra olhou para ela. Maldito Aegon! Queria poder queima-lo com Syrax, mas ele poderia ser resistente ao fogo, como alguns Targaryen eram. Mas ela vingaria sua irmã. Ah, sim! Vingaria!

_ Ele vai pagar por isso! - ela respondeu - Quando eu for rainha, ele não tocar em você! Mas não pense nele! - ela acariciou os cabelos de Helaena carinhosamente - Pense nos seus filhos. Era o que eu fazia no meu casamento com Laenor!

Ela queria poder ficar mais com a irmã, mas Jace começou a discutir com Aegon e Luke ameaçou arrancar o outro olho de Aemond; então ela foi embora. Mas nunca se esqueceu. Deu a luz outro menino. Viserys. Seu pai amou ser homenageado. Rhaenyra estava tendo um casamento feliz, morando com seus filhos e sendo visitada por Rhaenys Targaryen e Corlys Velaryon. Estava grávida, nos últimos estágios de gravides, quando soube que seu pai morrera e que seu irmão havia sido coroado. Ela recebeu aquilo em choque e sentiu qua do sua criança pulou pela última vez. O parto foi difícil. E ela logo entenderia porquê. Sua Visenya nasceu morta! Por conta de seu maldito irmão e a puta de sua madrasta. Ela ficava com Syrax o dia inteiro, sempre tentando pensar como sua dragão. O que fazer agora? 

A resposta veio com Sor Stevron Darklyn. Ela foi coroada com a coroa de seu pai. Daemon a coroou. Rhaenyra, então, começou a pensar em possíveis aliados. Os Velaryon já estavam com ela. Seu Conselho foi tomado por seus filhos, marido e aliados. Ela não queria que Luke ou Jace lutassem, mas Luke insistiu. Deu a ele a tarefa mais fácil. Os Baratheon. Bem, era para ser fácil. Mas não foi. Seu filho vôou até Storm's End, mas não voltou. Ela ficava imaginando o que estava atrasando seu filho. Até que Daemon lhe mandou uma mensagem afirmando que Lucerys estava morto, assim como Arrax. Rhaenyra gritou. Gritou. E gritou. Era o segundo filho que seu maldito irmão tomava dela. 

_ Eu matarei todos eles! Todos eles! - Joffrey disse. - Prometo! Prometo perante os deuses! Lucerys será vingado!

Rhaenyra, porém, não estava muito bem. Ficou acamada por alguns dias após saber da morte do filho. Quando Daemon lhe avisou que King's Landing estava indefesa, ela vôou para a capital em toda a sua fúria. Não iria queimar o povo, claro que não! Mas queimaria todos os aliados de seu irmão. Enquanto voavam, Daemon lhe contou sobre Jaehaerys. Que alguns assassinos haviam o degolado e nenhum dos dois haviam sido encontrados. "Helaena!", ela pensou apenas. Quando pousaram, ela aprisionou todos que haviam se aliado a Aegon. Quando Alicent e Helaena chegaram, seu sorriso desapareceu. 

_ Joguem Alicent nas Celas! - ela disse. Pegou as mãos da irmã com carinho e começou a entrar no castelo com ela. Ninguém precisa a saber o que elas falavam uma a outra - Sinto muito! Sei como dói perder um filho!

Sua irmã a abraçou. As sementes de dragão que se aliaram a ela foram separados para guerrearem contra os inimigos enquanto ela ficava na capital. Não queria deixar a irmã sozinha naquele lugar. Vira como ela estava quebrada e tinha medo que ela fizesse alguma coisa. Executou todos os traidores. Mas não conseguiu o tesouro de seu pai. O ouro que possuía não era o suficiente para suprir as necessidades.

_ Aumente os impostos. - disse um de seus conselheiros.

_ Creio que essa seja a única maneira, Rhaenyra - disse Corlys.

Ela suspirou. Não queria acabar com o povo, eles não tinham culpa do que acontecia, mas Corlys tinha razão. Ela aumentou os impostos. Estava no Trono de Ferro, as lâminas a cortando nas pernas e braços, quando um mensageiro lhe contou sobre a traição dos bastardos Hugh Hammer e Ulf Silver. Rhaenyra rugiu de raiva. 

_ Malditos! Malditos! - ela gritou. Syrax reagiu a sua raiva. O rugido da dragão foi escutado por toda a cidade. Ela estava ainda reagindo a isso quando outro homem chegou.

_ É o príncipe Maelor! - Rhaenyra engoliu em seco. Queria trazer o filho de sua irmã de volta. Maelor era o único que poderia deixar Helaena completa de novo. - Dói destroçado pelo povo! 

Aquilo a atingiu em cheio. Ela caiu de joelhos, sendo aparada por Joffrey. Mais uma criança morrendo. 

_ E, o príncipe Aegon está aqui! - ela viu o filho entrar correndo. Ela abriu os braços e recebeu seu Aegon neles - Príncipe Viserys está perdido.

Mais uma dor. Rhaenyra chorou. Teve de ir contar a verdade para Helaena. Prometeu trazer Jaehaera para ela. Sua irmã dormiu depois de tanto chorar. Rhaenyra a colocou para dormir. Quando saiu do quarto, se lembrou dos bastardos traidores. Um homem chegou perto dela.

_ Daemon está se deitando com Nettles - ele murmurou em seu ouvido.

Aquilo foi o suficiente. Ela declarou todos os bastardos traidores. Queria a cabeça de todos eles. O bastardo Velaryon fugiu, com a ajuda de Corlys. Rhaenyra percebeu que todos conspiravam contra ela. Ela aprisionou Velaryon e viu a frota deixá-la. Ela estava enraivecida pelas traições que sofria quando soube que Daemon deixou Nettles fugir e que seu filho, Jace, havia morrido. Aquilo foi o suficiente. Ela abraçou Joffrey e Aegon. Não podia perder mais ninguém. Estava sentada no trono quando soube da morte de sua irmã. Ela se sentiu oca. Completamente vazia. Helaena havia se matado. Sua irmã. Sua única irmã. A multidão de King's Landing começou uma revolta. Ela não se importou. Mas Joffrey sim. 

_ Atacaram o Fosso dos Dragões, majestade! - ela olhou para o soldado - Mataram os dragões. E todos os guardas. E o príncipe Joffrey. 

Aquilo era demais. Rhaenyra sentiu medo, pela primeira vez. Agarrou Aegon e tomou sua Guarda Real, foi até o cais e comprou um navio. Comprou-o com sua coroa. Ficou abraçada em Aegon toda viagem.

_ Não posso perder meu filho! - ela dizia para si mesma.

Quando chegou em Dragonstone, ela seguiu para dentro do castelo. Pensou estar segura. Mas não. O castelão estava morto. Antes que pensasse, sua Guarda foi morta e ela foi separada de seu filho. Gritou para que não o ferissem. Mas soube que ele não seria ferido quando viu quem a capturava. Seu irmão, Aegon. Ele estava sentado. Ao seu lado, Sunfyre.

_ Irmã! - ele disse, com um sorriso sínico.

_ Querido irmão! - Rhaenyra teve vontade de ainda ter Syrax para matar Aegon e vingar sua irmã - Tinha esperanças de que estivesse morto!

_ Depois de você! - ele se afastou e ficou parado a frente de seu filho. - É a mais velha!

_ Estou satisfeita que se lembre disso! - ela respondeu. - Helaena se lembrava. Por isso ela sempre foi a única entre vocês que prestava!

Aegon ficou furioso. Rhaenyra soube, naquele instante, que ele viu que ela sabia da verdade sobre a concepção de Maelor. Aegon apenas gritou em valiriano para Sunfyre a matar. Rhaenyra não teve medo. Ela encarou a morte. As chamas do dragão não a atingiram, ela era uma verdadeira Targaryen. Mas as presas dele sim. Enquanto era morta, ela amaldiçoou seu irmão e Alicent, não apenas por terem usurpado seu trono e matado seus filhos, mas também por terem destruído sua irmã. Se os Sete não queriam fazer justiça por Helaena e por ela, então que os deuses valirianos se vingassem por ela.



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