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História Love feat Consequences - Capítulo 8


Escrita por: e flylerx


Notas do Autor


Um capítulo que acho que vai ser do gosto de vocês por causa de certos rumos para passar o tempo nessa quarentena.

Ótima leitura!

Capítulo 8 - The talk feat The kiss


Quando nos tornamos um dos casais mais populares da escola?

Era a pergunta que a cabeça de Lena repetia em um eterno looping enquanto ela e Samantha faziam o caminho até os armários de mãos dadas. 

O perfil conseguiu deixá-las em mais evidência e o que era somente alguns alunos sorrindo, acenando e confirmando que votariam nelas, se tornou boa parte da escola.

Ninguém tinha nenhuma matéria para se preocupar?

Embora estivesse mais à vontade com o falso namoro, ainda assim era estranho ter pessoas torcendo por elas como faziam com casais de séries de televisão.

Samantha também achava estranho, mas não tinha sua cabeça tomada por pensamentos sobre o porquê de a escola estar tão fissurada nas duas, mesmo porque, sua cabeça estava preocupada com outra coisa.

- Então... – Sam encosta no armário com os braços cruzados e um sorrisinho bobo no rosto. – Nós ficamos de ter uma conversa...

- Você quer conversar sobre isso agora? – Lena franze o cenho, surpresa por Sam ter tocado no assunto tão já. – Aqui?

- Não! – Sam ri. – Estava pensando em mais tarde. Em um jantar? – Sugeriu com um pouco de insegurança em seu tom de voz.

- Tipo um encontro? – Indaga Lena com incerteza. Sam assente sem perder o sorriso que estampa seu rosto. – Eu...

- Oi, Lena. – A voz de Jack faz com que Lena vire a cabeça em direção da voz e não responda, sendo responsável pelo sorriso de Sam desaparecer e dar espaço para uma cara fechada. – Samantha, oi.

- Nós estamos conversando caso não tenha percebido. – Diz Sam em um tom ríspido. 

Lena pousa a mão em seu braço e lança com olhar de repreensão. Qual a necessidade de falar assim com Jack?  Sam sacode a cabeça e revira os olhos. Jack era inconveniente e só aparecia na hora errada.

- Será que nós podemos... – Jack olha para trás, sugerindo para Lena que conversassem longe de Samantha.

- Não saia daí. – Lena dá um beijo na bochecha de Sam, algo que não serviu para suavizar a expressão emburrada da garota. 

Samantha assistiu Lena se distanciar, fez uma careta todas as vezes que Lena abriu um sorriso enquanto Jack falava e começou a ficar impaciente quando a conversa passou dos cinco minutos, até que finalmente o assunto se encerrou e Lena voltou para perto dela. 

– Então... – Lena abriu um de seus sorrisos mais angelicais. Sorriso esse que Samantha conhecia muito bem. Sempre que um “então” vinha acompanhado de um sorriso, ela ouviria algo que não a agradaria. – Eu adoraria... Eu quero... – Retificou a frase. – Eu quero jantar com você e conversar sobre ontem, mas... – Ela olhou rapidamente para trás e mexeu nos cabelos, sinal de seu nervosismo. – Eu tenho esse projeto do laboratório de robótica para terminar e o professor mudou o prazo de entrega, então eu e o Jack, nós...

- Vão ter que trabalhar nesse projeto depois da aula. – Samantha concluiu o que Lena iria dizer com uma pontada de chateação. Lena assentiu. – Nós sempre temos o fim de semana. – Ela sorriu com otimismo.

- Sobre isso... Lillian e Lionel vieram mais uma vez com a conversa sobre o que o futuro me aguarda e vão me levar para a L-Corp que tem em Metropolis nesse fim de semana...

- Mas você nem tem interesse em assumir os negócios da família...

- Não tenho, mas os negócios da família tem laboratórios de alta tecnologia que nenhuma outra empresa tem. São eles que eu quero assumir, então... – Lena encolheu os ombros.

- Está tudo bem. – Sam esboça um doce sorriso e passa o braço pelos ombros de Lena. – Não tem como ficar chateada com alguém que me prometeu curar o câncer. É uma promessa muito séria que necessita mesmo de muitas horas de trabalho. – Por mais que o tom de Samantha fosse brincalhão, ela falava sério. Ouvia tanto sobre os planos de Lena para o futuro que jamais ficaria no caminho dela, mesmo que isso significasse passar menos tempo com ela e vê-la trabalhar com Jack. – Nós temos todo o tempo do mundo.

Sam inclinou a cabeça em direção a bochecha de Lena para depositar um beijo ali, mas a garota virou o rosto propositalmente, fazendo com que os lábios se encontrassem em um suave beijo. Samantha sorriu entre os lábios de Lena. Por que aquele beijo continuava sendo tão bom? Elas foram separando os lábios lentamente e abrindo os olhos aos poucos conforme os lábios iam sendo separados. Assim que se separaram de vez os olhos abertos se encontraram e elas sorriram com doçura.

Elas tinham todo o tempo do mundo.

**

Betty deu de cara com Winn assim que fechou a porta do armário. Winn ia abrir a boca para dizer algo, mas Betty resolveu fingir que o garoto não existia, por isso abraçou os livros entre o peito e saiu andando.

- Betty, espera! – Winn andava em passos longos atrás da ruiva. – É sério, Betty!

Betty parou de andar e se virou para Winn. Schott deu dois passos para trás ao ver a expressão fechada com um olhar fulminante da ruiva.

- Para mim já deu, Winn! – Exclamou exaltada. - Não sei qual é o seu joguinho doente, mas eu não quero mais saber.

- Do que você está falando?

- Do que eu estou falando? – Betty riu desacreditada. Como podia ser tão sonso. – Sam e Lena estão namorando.

- O que? – Winn franziu o cenho. Do que ela realmente estava falando? – Se isso é por causa de ontem, tudo aquilo foi um teatro...

- Hoje também foi um teatro? – Betty o interrompe com rispidez. – Eu vi as duas se beijando. Não tinha plateia nenhuma, elas não estavam tentando provar nada para ninguém, elas simplesmente...

- Elas simplesmente estão enganando todos vocês. – Afirma Winn com convicção. – Depois de ontem claro que elas querem manter as aparências.

- Pelo amor de Rao! – Betty bufou. - Você está se ouvindo, Winn? Isso... Para mim já deu!

Sem dizer mais nenhuma palavra, Betty deu de costas para Winn e seguiu o seu caminho. 

Winn chuta o ar, irritado. Aquilo já estava fugindo do controle.

**

O mundo da lua era habitado por Lena Luthor. A todo segundo que ficava sozinha com seus pensamentos, sua cabeça a levava para os beijos que trocou com Samantha.

O que aquilo significava?

Na duas primeiras vezes que se beijaram, ela não fez grande coisa sobre isso. Na hora e por alguns dias foi grande coisa. Havia beijado sua melhor amiga para descobrir como era beijar e ser beijada. Foi bom. Repetiria com outras pessoas, mas era somente isso. A vida seguiu normalmente. Dessa vez era diferente. Lembrar dos últimos dois beijos fazia com que Lena sorrisse feito uma boba apaixonada.

Boba apaixonada?

Lena fez o contorno dos lábios com o dedo e um sorriso nada discreto estampava o seu rosto. Nia e Kara pararam de contar quanto tempo Lena ficou presa em seu mundinho repetindo o gesto depois que passou de 15 minutos.

Sim, fazia um bom tempo que Lena Luthor estava no jornal só ocupando espaço em uma mesa com seus devaneios, pois sempre que Nia ou Kara direcionavam alguma pergunta a ela ou tentavam inclui-la em algum assunto, eram ignoradas completamente. Com o passar dos minutos, elas pararam de tentar.

- É sério... – Nia joga uma bola de papel em Lena, finalmente fazendo com que a garota volte para o planeta Terra. 

Lena dá um pulinho de susto em sua poltrona e encara Nia com repreensão pelo pequeno susto.

- O que foi? – Lena joga a bola de papel de volta para Nia.

- O que você está fazendo aqui? – Nia pergunta. – Nós nem te chamamos hoje para ajudar. Deveríamos por causa de todo o trabalho que você e Sam estão nos dando, mas não chamamos.

- O que? Eu não posso fazer uma horinha aqui até dar a hora do curso de robótica?

- Você nunca faz isso. – Comenta Kara. – Ou você chega mais cedo na aula ou fica matando o tempo com a Sam.

- Ah não! – Nia ri. – Por acaso você não estaria se escondendo da Sam, estaria? – Questiona a garota com um sorrisinho divertido.

- O que? – Indaga Sam com uma expressão abismada. De onde Nia tirou aquilo? – Por que eu estaria fugindo da Sam?

- Por causa do beijo de ontem? – Questiona Nia em um tom óbvio.

- Por que ela estaria fugindo da Sam por causa do beijo só agora? – Pergunta Kara confusa. – Sendo que não foi novidade nenhuma para elas o beijo?

Lena ergueu os ombros fazendo uma expressão de que concordava com Kara. Pelo menos em partes. O beijo não era novidade nenhuma, mas os sentimentos que vieram com ele...

- E quem disse que eu estou falando desse beijo? – Nia abriu um sorrisinho malicioso. – Estou me referindo ao beijo que teve ontem a noite.

- Do que... – A pergunta de Kara ficou no ar quando percebeu as bochechas de Lena ficando vermelhas. Achou que Nia estava imaginando coisas, mas a corada denunciava que Lena havia sido pega no flagra. – Vocês se beijaram de novo ontem a noite? Como assim?

- Como você sabe disso? – Foi a única pergunta que Lena conseguiu fazer devido ao choque.

- Podia estar escuro, mas dava para ouvir muito bem vocês duas conversando e trocando saliva. – Explicou Nia. Lena levou as duas mãos até o rosto. Era o máximo de um buraco que conseguiria no momento para esconder toda a sua vergonha. – O que isso significa? Vocês duas...?

- Eu não sei. – Lena solta um longo suspiro. – É complicado. Confuso? Eu não sei! – bateu com as duas mãos na perna. – Sam é minha melhor amiga, eu nunca a vi dessa maneira ou... Será que isso sempre esteve aqui e eu não...

- Isso o que? – Perguntou Kara. – Você está apaixonada pela Sam?

- Eu não sei? – Lena encarou as amigas com os olhos caídos, resultado de seu pequeno desespero que não era mais tão interno assim. – Toda essa história de namoro falso está me deixando confusa. Eu... – Ela levanta da poltrona e começa a andar de um lado para o outro na pequena redação. – Eu nunca vi nada demais na maneira como a Sam me trata ou como somos uma com a outra até vocês... – Grunhi, irritada por causa de toda aquela situação. – Eu não sei. – Ela sacode a cabeça em negativo. – Ainda bem que ser atriz não faz parte dos meus planos de carreira, caso contrário eu seria daquelas que se apaixonaria por todos os seus co-stars.

- Todo dia um drama diferente, meu Rao. – Resmungou Nia. – O que a Sam disse sobre o beijo? Como vocês estão?

- Ela quer conversar sobre isso, mas... – Lena se joga de volta na poltrona. – E se fosse melhor deixar as coisas como estão? Vai que quando pararmos de fingir que somos namoradas a confusão passa? – Ela levanta novamente e volta a andar pela redação bastante agitada. - E se isso estragar a nossa amizade? Eu não...

- Lena, respira! – Kara segurou Lena pelos braços na tentativa de acalmar a amiga. – Se a Sam quer conversar é por que deve ter as mesmas dúvidas que você.

- A amizade de vocês sobreviveu aquela fase de gosto musical duvidoso da Sam, então não é isso que vai destruir. – Diz Nia ajudando Kara na missão “acalmar Lena Luthor”. Lena riu. Nia tinha razão. – Quem sabe vocês não se tornam um casal de verdade até o baile e assim Winn para de nos incomodar?

- Só para constar, vocês formariam um excelente casal. – Kara manda um sorriso doce para Lena. Nia assentiu, concordando.

Lena sorri em um gesto de agradecimento. Os conselhos de Nia e Kara a deixaram mais calma. Agora era aguardar até o dia que ela e Sam conseguiriam conversar.

**

Samantha ocupou a cabeça com o treino de futebol, mas assim que sentou no banco do vestuário, após o fim do treino, todos os pensamentos voltaram com tudo.

Mentiria caso dissesse que não ficou chateada e até um pouco enciumada com o fato de que Lena passaria os próximos dias trancada em um laboratório com o Jack. Que ótimo timing o garoto tinha! Tantos dias para focar no projeto e tinha que ser logo no dia que pretendia conversar com Lena sobre o que o dia anterior significava na relação das duas?

Pensar nisso deixava Sam inquieta por ser tudo extremamente confuso. Ela não deveria se sentir em um livro de romance ao beijar Lena. Sabe, o clichê com o frio na barriga, coração batendo acelerado e sorrisos bobos? Então... Ah... Quem estava querendo enganar? Claro que deveria! Era de Lena que estava falando. Todas as pessoas deveriam se sentir assim quando o assunto era Lena Luthor sem nem ao menos tê-la beijado. Lena era um das pessoas mais incríveis que conhecia.

Mas, então, ela caia em outro clichê: A garota que se apaixonou pela melhor amiga – que costumava ser hetero. Apesar de parecer recíproco o que sentia, ainda assim tudo isso era uma grande preocupação para Sam. Por isso que queria conversar com Lena. Necessitava saber se estavam na mesma página de confusão.

Ah ainda tinha a aposta!

Patricia sempre lhe aconselhou a nunca tomar decisões movida a força do ódio ou irritação, pois sempre acabava se arrependendo depois. A mãe estava certa. Quanto mais Sam passava em sua cabeça o dia que apostou conquistar Lena, mais percebia o quanto havia sido estupida. Concordou com a aposta por raiva, até mesmo ciúmes e, como uma piada cheia de ironia do universo, ela que havia sido conquistada por Lena.

- Ei, Don Juan! – Sam foi despertada de seus devaneios com Lucy batendo com a toalha molhada em seu braço. – Nós temos algo para você.

- Como forma de honrar a nossa parte da aposta... – Vasquez abre uma caixa de sapato, exibindo a chuteira que, de sonho de consumo, havia se tornado um dos maiores pesadelos de Samantha. – Agora é hora de continuar honrando a sua. Só aquele beijo... – Balançou a cabeça em negativo.

- E quem disse que foi só aquele beijo? – Lucy sorri sugestiva. Sam, Alex e Vasquez a encaram com confusão. – Não acredito que vocês perderam Samantha Arias perguntando se ela e Lena dariam um bom casal!

Sam arregalou os olhos. Como assim? Lucy escutou toda a conversa?

- É o que? – Indaga Vasquez mais confusa do que antes.

- Pensei que você só ia passar vergonha, mas... – Deu dois tapinhas nas costas de Sam. – Você me surpreendeu Arias. – “Eu não sei o que você pretendia, mas eu vou beijar você agora, okay?”   – Lucy bate palmas parabenizando a amiga. – Minha frase favorita de toda a conversa.

- Por que você não me contou isso antes? – Vasquez deu um empurrãozinho em Lucy. – Por que eu nunca escuto essas coisas?

- Tem o sono mais pesado do que pedra. – Responde Lucy fazendo uma careta. – E eu guardei a informação para esse exato momento. – Apontou para uma Samantha estarrecida.

- Qual o próximo passo? – Pergunta Vasquez animada. – Vai pedi-la em namoro? Imagina a cara do Winn. – Ela ri com a possibilidade.

- Eu... – Sam levanta do banco. – Eu preciso ir. Fiquei de ajudar minha mãe com algumas coisas... – E sem dizer mais uma única palavra, Sam pega sua mochila e deixa o vestiário.

**

Desde que Maggie tinha voltado a falar com Alex, a garota vinha repensando a proposta que ela, Lucy e Vasquez tinham feito a Sam. Alex sabia que participou por vontade própria, mas que tinha uma pontada de pressão pelas melhores amigas estarem envolvidas. Mas, toda a situação envolvendo Kara e Imra, além de ter experimentado a instantânea consequência que Maggie a fez sofrer por ter aceitado a sugestão, tinham feito Alex repensar suas atitudes. 

Ao sugerir e participar de algo tão infantil e desprezível, as garotas estavam agindo feito caras idiotas e tóxicos como Mike e, como amigas de Lena, as garotas não estavam considerando os sentimentos das garotas.

Aquilo era errado! 

Na noite anterior, ao ter um vislumbre da situação de Imra, Alex tinha decidido falar com Sam. Ela pretendia contar a Sam sobre seu ponto de vista, para que a amiga abrisse os olhos sobre a situação e convence-la a cancelar toda a aposta. Elas precisavam parar aquela aposta antes que fosse tarde e/ou Lena e/ou Maggie descobrissem.

Alex não queria perder Maggie. As duas tinham todos aqueles planos para uma vida juntas e Alex não poderia deixar que uma aposta estúpida atrapalhasse. Alex queria o cachorro, a casa e muito mais com Maggie… E ela também não queria agir como um garoto idiota. 

Depois que Sam saiu praticamente correndo do vestiário, Alex inventou uma desculpa para Lucy e Vasquez e foi atrás de Sam. Aquele seria o momento de conversar com Sam. Porém, ao passar pela porta do vestiário, Sam não estava mais a vista, então Alex correu até o estacionamento das bicicletas e quando chegou lá, encontrou Sam montada em sua bicicleta com a cabeça baixa e as mão pressionando o rosto. 

Alex franziu o cenho para a visão incomum.  

Maggie estaria certa? 

A garota ficou incerta sobre se aproximar da amiga, mas decidiu que seria melhor que elas tivessem a conversa agora, pois se Maggie estivesse certa… A situação só se complicava. 

- Sam? – Chama Alex ao chegar próximo a outra garota. Sam tira as mãos do rosto e direciona o olhar para Alex, que percebe a expressão perturbada no rosto da amiga. 

- Eu realmente não quero falar da aposta agora. 

- Eu não vim falar disso. – Diz Alex, mas Sam a olha como se dissesse “nem você acredita nisso”. – Okay! Sim… Quer dizer, mais ou menos. – Alex franze o cenho. Uma forma de pensar em como expressar suas intenções. – É sobre a aposta, mas não sobre cobrar você sobre isso, na verdade é como podemos terminar tudo… - Sam a olha confusa. 

- Do que você está falando, Alex? 

- Nós podemos ir conversar em outro lugar? – Pergunta Alex. – Assim eu posso explicar com calma. 

- Okay, vamos para a minha casa. 

**

Ao chegarem na casa de Sam, as duas observaram que Patricia não tinha chegado em casa ainda, afinal ainda era cedo. Por isso as duas garotas foram até a cozinha e pegaram um pacote de cheettos e subiram para o quarto de Sam. 

- É muito urgente ou eu posso tomar banho primeiro? – Perguntou Sam em um tom divertido. 

- É urgente, mas posso esperar você tomar banho e parar de feder tanto. – Responde Alex jogando um dos travesseiros que estava na cama de Sam e jogando na direção da amiga. 

Sam pega o travesseiro que Alex jogou e o joga de volta na garota e logo vai até o guarda-roupas pegar algo para vestir após o banho. Sam pega uma camisa azul escuro, igual a que a 13th Doctor de Doctor Who usa e um short cinza escuro. E vai em direção banheiro.

Enquanto Sam tomava banho, Alex, que tinha conseguido tomar banho no vestiário, se jogou na cama da amiga e mandou uma mensagem para Eliza avisando que estava na casa de Sam e outra mensagem para Kara, perguntando se a mesma estava bem, mas não obteve resposta. A não resposta imediata da irmã fez Alex franzir o cenho, mas resolveu ignorar pois Kara poderia estar ocupada e por isso não respondeu. 

- Ih estranha, por que você está com essa cara? – Perguntou Sam, que tinha acabado de sair do banheiro e estava enxugando o excesso de água do cabelo. 

- Estou um pouco preocupada com Kara, por causa de ontem à noite, mas... Talvez eu esteja sendo exagerada. - Alex suspira. - Mas vamos ao que me trouxe aqui...

Sam senta na ponta da cama, põe a toalha no colo e encara Alex. – Então, o que você queria falar sobre a aposta? 

- Hm, sim. Eu vou falar tudo e depois você comenta, okay? – Pede Alex e Sam acena com a cabeça em sinal positivo. – Primeiro, eu sei que estava lá quando a Vasquez sugeriu tudo e apoiei. Não vou negar que tudo parece muito divertido na hora. – Alex faz uma pausa. – Até que Maggie se opôs e foi bem firme na hora de me ignorar por ter concordado com aquilo tudo. – Sam concordou como forma de incentivar Alex a continuar. – Porém, quando eu fui falar com ela, antes mesmo dela me perdoar completamente, ela me apontou algumas coisas…

- Tipo o que? – Perguntou Sam.  

- Coisas como nós estarmos considerando brincar com os sentimentos de alguém, de uma amiga e em como não estávamos nos ponto no lugar de Lena em toda essa situação. – Sam suspirou e balançou a cabeça concordando. Ela sabia o quão errado era o que estavam fazendo. – Mas mesmo assim eu continuei apoiando tudo em segredo, ela me perdoou e eu continuei lá, mas eu comecei a pensar sobre, a me colocar no lugar de Lena e a rever o modo que estamos agindo, agindo como garotos tóxicos que não se importam com os sentimentos das garotas. – Alex fez uma careta. – Mas depois de presenciar o jeito que a Kara fica por causa do modo que a Imra é tratada pelo namorado, ver como a própria Imra fica… Foi demais e eu não quero isso para você ou Lena e não quero perder Maggie… Eu não posso. – A voz de Alex agora já não era tão firme e já demonstrava o cansaço que os sentimentos estavam causando na mesma. - E ainda tem a outra coisa que a Maggie apontou.

- Que outra coisa que a Sawyer apontou? – Pergunta Sam curiosa. 

- Sobre você e Lena. Sobre o modo mais afetuoso que vocês estão demonstrando por aí, o beijo… - Alex olha para Sam e vê um pequeno sorriso no rosto da amiga. – Sam? 

- Hm?! – Sam volta a ostentar uma expressão fechada. 

- Você e Lena, está acontecendo algo real? – Pergunta Alex. Pela expressão da amiga, Sam sabia que aquela pergunta não era superficial ou feita por brincadeira. 

- Não. – Responde Sam. – Mas eu… - Sam tinha uma expressão confusa em seu rosto. – Nós nos beijamos novamente na game night e ninguém estava olhando, Alex. – Diz Sam e Alex concorda. – Nós tivemos um momento. Foi diferente dos beijos que compartilhamos anos atrás, foi diferente do beijo para o perfil, apenas de que aquele…

- O que teve aquele beijo? – Alex pergunta, pois percebeu que Sam precisava entender o que estava sentindo e para isso ela precisava falar sobre. 

- Nós não tínhamos combinado nada, até aquele momento eu não sabia se iriamos nos beijar. Eu achei que Lena fosse inventar algo e nós escaparíamos, mas em vez disso ela… - Sam sacudiu a cabeça confusa. – Ela me pegou de surpresa. Ela me beijou. E foi bom. Muito bom. – Alex sorri pelo modo que Sam estava falando. Maggie tinha acertado… 

- Você está gostando da Lena, Sam. – Afirma Alex sorrindo. 

- Eu… Sim. – Sam abre um pequeno sorriso, mas logo o fecha. – O que eu faço, Alex? Eu disse para ela que iriamos conversar, mas ela está toda ocupada, Jack voltou para a jogada e eu estou metida com essa aposta. 

- Você precisa falar com ela, mas antes precisa terminar com a aposta. E sobre o Jack, bom, você tem várias vantagens. 

- Foi muito idiota aceitar essa loucura por ciúmes, né? – Sam pergunta e Alex solta uma gargalhada concordando. – Amanhã nós marcamos com a duplinha do barulho  e eu dou um fim nisso. – Sam fala determinada e Alex afirma. 

**

Depois da aula, Kara tinha planos de passar a tarde com Imra, mas durante a penúltima aula, a loira recebeu uma mensagem da britânica avisando que elas não iriam poder se encontrar, porque Imra, mais uma vez, tinha perdoado Mike e queria levar Imra para jantar. 

Kara sabia, por experiência das outras vezes em que Imra perdoou Mike, que não iria acabar bem. E foi isso que aconteceu... 

Aparentemente, antes mesmo dos dois saírem da escola, Mike teve outro de seus ataques ao ver Imra conversando com um garoto de sua sala. A garota tentou explicar que o garoto estava apenas tirando uma dúvida sobre a matéria, mas Mike estava fixado na ideia de que toda a história era mentira, o que resultou em outra briga. Então aqui estava Kara, mais uma vez, abraçando uma Imra chorosa, que tinha o rosto escondido entre o pescoço e o ombro de Kara. Aquilo destruía Kara...

- Você precisa terminar com ele... - Diz Kara em tom baixo. 

- Eu já terminei... - Responde Imra soluçando e Kara suspira. 

- Quanto tempo até voltarem? - Pergunta Kara afastando Imra. 

- Kara...

- Não! Nada de Kara. - Diz a loira levantando de onde estava sentada. - Você não pode continuar em um relacionamento assim. - A garota suspira frustrada. - Nós somos amigas desde que você chegou em National City e desde então eu estou enxugando as lágrimas que ele faz você derramar... Ele destrói e eu junto os pedaços para o que? Para que ele quebre de novo? - A loira para de andar, olha para a garota fragilizada em sua frente e suspira novamente. - Nós... Eu me importo com você, Imra. - A britânica, que tinha a cabeça baixa, passa a encarar Kara. - Eu me preocupo. Eu só queria que você percebesse que ele lhe faz mal, mas você não percebe e não escuta quando tentam avisar.

Kara termina de falar tudo que estava preso em sua garganta e Imra permanece calada. Kara nunca tinha falado com ela daquele jeito, mas Mike...

- Mas Kara... - Imra tenta falar. 

Tinha se tornado um tipo de instinto tentar justificar as ações do namorado. 

- Sério? Você vai tentar defende-lo?- Pergunta Kara indignada. - Eu... Eu preciso de um tempo para me acalmar. - Diz Kara indo em direção a porta da sala. 

- Kara! - Imra chama, mas era tarde demais, Kara tinha saído da sala. 

**

Depois de sair da sala em que ela e Imra estavam, Kara foi na direção ao campo de baseball, que naquela tarde estava vazio, já que não teria treino do time. 

Ao chegar no local, Kara caminha até quase o centro e senta.

Suspiro. 

Kara estava triste e decepcionada por Imra, mais uma vez ter perdoado Mike e mais uma vez ele a ter quebrado. Era doloroso assistir a todo o sofrimento de alguém e não poder fazer nada. Esse sentimento de intensificava ainda mais quando era alguém no qual você profundamente se importava. 

Kara deita na grama e leva as mãos ao rosto, o tapando. Seus pensamentos logo a levam ao quão frustrante era não poder fazer mais nada além do que já estava fazendo. A jovem Danvers se sentia de mãos atadas em relação a toda a situação. Tudo o que Kara queria era pegar Imra e a levar para o mais longe possível de Mike, mas ela não tinha como fazer isso.

A loira estava deitada no meio do campo de baseball já fazia alguns bons minutos, com o braço sobre os olhos, imersa em pensamentos, quando ouve a voz baixa de Imra chamando por ela. 

- Kara. - Chama Imra, mas a loira permanece quieta. - Kara... - Imra chama novamente e é quando Danvers tira o braço que estava tapando seus olhos e o leva para debaixo da cabeça em forma de apoio. - Posso? - Pergunta Imra e Kara suspira e abre o outro braço dando espaço para que Imra deite junto a si, mas, mesmo quando a garota se acomoda dentro de seu abraço, Kara permanece calada. 

- Desculpa? - Pede Imra, mas Kara não responde. - Por favor... Me desculpe. - Fala fracamente ao se encolher contra o corpo da loira. 

Kara permanece calada, mas se desloca para que Imra permaneça com a cabeça apoiada em seu braço e que as duas fiquem em uma posição na qual possam ficar uma olhando nos olhos da outra. 

Kara leva a mão livre até o rosto de Imra e começa a fazer uma leve caricia. 

- Você precisa terminar com ele. Definitivamente, Imra. - Kara para a carícia e descansa a mão na bochecha de Imra. - Não suporto mais ver você sofrer por causa dele. - Imra fecha os olhos. - Eu gosto e me preocupo demais com você para continuar assistindo, sem poder fazer nada, você sofrer por causa dele. - Imra abre os olhos e Kara percebe que eles estão cheios de lágrimas. 

- Ele não vai ficar feliz... - Diz Imra fracamente e se encolhe instintivamente. Kara, ao perceber a reação, levanta rapidamente, ficando sentada, com uma expressão brava em seu rosto.

- Eu juro, Imra. Se ele encostar um dedo em você... - Fala Kara em um to, extremamente sério, o que assustou Imra. 

- Não faça nada, por favor... - Imra pede baixo enquanto fica sentada e se aproxima da loira novamente. - Kara... - Imra toca as costas de Kara antes de abraçar a loira com força. - Eu vou terminar com ele. De verdade. - Imra  coloca a mão sobre as de Imra que estavam entrelaçadas em sua barriga. - Eu prometo. 

- Okay... - Kara vira e retribui o abraço de Imra de forma apropriada. 

**

Kara chegou em casa no final da tarde a procura de Alura, mas a única mãe que encontra é Eliza sentada na poltrona da sala mexendo em seu notebook. A primeira coisa que passou pela cabeça da garota foi passar direto e ir para o seu quarto. Alura não estar em casa talvez fosse um sinal para que ela continuasse guardando para si mesma tudo que estava passando nas últimas semanas, afinal continuava não sendo um problema dela para ser compartilhado assim, apesar de lhe afetar tanto quanto afetava Imra.

- Kara? – Kara parou entre a entrada da sala e o corredor que dava a escada para o segundo andar quando ouviu Eliza chamar por seu nome usando o seu tom doce usual. – Ei. – Ela vira um pouco o corpo na poltrona para poder ter uma visão melhor da filha. – Pronta para conversar?

- Minha mãe...? – Kara deu um passo para dentro da sala.

- Ainda não chegou, - Eliza tira os óculos e os pousa em cima do notebook, agora fechado. – mas eu estou aqui. – Ela faz um gesto pedindo para que Kara se sente no sofá e coloca o notebook em cima da mesa de centro.

Kara caminha os passos que falta para entrar de vez na sala um pouco receosa. Era agora? Iria mesmo fazer aquilo? Queria conversar com as duas mães juntas, mas o que ela mais queria mesmo era tirar todo aquele peso de suas costas. Ela solta um longo suspiro e se senta no sofá, só que permanece em silêncio.

- Qual o problema entre você, Imra e... Mike? – Eliza fala o nome do garoto com um pouco de incerteza. – O que anda te incomodando esses últimos dias?

- Eu não sei mais o que fazer. – Kara encolhe os ombros, fitando o chão. – Toda vez ela diz que vai terminar com ele ou que terminou, mas no outro dia ou até mesmo no mesmo dia ela o perdoa e... – Sacudiu a cabeça frustrada. – Eu não aguento mais vê-la sofrer por causa dele, por sempre cair na conversa de que ele vai melhorar, de que vai mudar, que vai ser um namorado melhor. Ele não vai! – Kara altera um pouco a voz o que faz Eliza franzir o cenho um pouco assustada. A filha tão serena, que raramente perdia a calma com qualquer coisa que fosse, levantando a voz em dois dias seguidos. Ela estava mesmo no limite e, ao constatar novamente aquilo, a vontade que Eliza tinha era de tomar Kara em seus braços até que tudo ficasse bem. – Eu já conversei com a Imra. A Maggie conversou com ela, mas nada do que a gente diz... Eu tenho medo que algum dia... – Ela se calou.

- Kara, ele... Ele a machucou?

- Não. – Reafirmou a resposta com um balançar de cabeça. – Mas você precisa ver o jeito que ele fala com ela. Fala não, grita. Qualquer coisa que ela faz que não o agrada é motivo de gritaria. Eu tenho medo que um dia só gritar com ela não será o suficiente e... – Os olhos da garota se encheram de lágrimas. – O que eu faço, mãe? Ela não escuta ninguém. Às vezes da vontade de desistir de tudo, de me afastar dela, mas... Como eu posso fazer isso? Imra é minha amiga, eu me importo com ela, mais do que eu deveria até. Eu gosto dela, então...

Kara não conseguiu completar por começar a chorar copiosamente. Ela estava destruída e colocar tudo aquilo para fora só fez com que ela se desse conta do quanto esgotada  emocionalmente estava com toda aquela situação.

Eliza saiu de sua poltrona e sentou ao lado de Kara no sofá. Ela envolveu a filha em um abraço de lado, deixando com que ela chorasse com a cabeça enterrada em seu peito, tirasse todo o peso que carregava durante todas aquelas semanas.

No mesmo instante Alura chegou em casa. A vontade que tinha era de se intrometer sem nem ao menos saber o que estava acontecendo, mas ela sabia que a esposa dava conta. As duas sempre davam quando o assunto eram suas filhas adolescentes. Por isso que ela permaneceu parada na entrada da sala, somente observando as duas de três mulheres da sua vida.

- Não tem como eu dizer o que você tem que fazer porque você já está fazendo. – Eliza iniciou ao notar que Kara começou a se acalmar. – Como uma boa amiga, você está lá por ela e é isso que importa. E você é a única que conhece o seu limite, querida. Se ficar demais, ninguém vai te culpar por se afastar. A não ser você mesma. – Kara ergueu os olhos encarando Eliza com uma expressão confusa. Que tipo de conselho era aquele? – Você é filha da sua mãe, Kara. Se você herdou só metade da persistência daquela mulher... – Eliza sacudiu a cabeça em negativo. Alura riu. Sabia muito bem onde a esposa estava querendo chegar com tudo aquilo. – Se não fosse a persistência dela, nós não seríamos uma família. – Kara se desvencilhou dos braços da mãe e se ajeitou no sofá para prestar atenção na história que ela sabia que Eliza começaria a contar. A mãe era viciada em contar histórias. – Nós nos apaixonamos quando ainda éramos casadas. – Kara assentiu, incentivando a mãe a prosseguir. Aquela parte da história ela conhecia muito bem. – Só que eu não conseguia aceitar isso. Eu era mãe de uma pré-adolescente, casada com um homem, então como? Por isso que nada aconteceu entre nós até que eu terminasse tudo de vez com o Jeremiah. Ela não me pressionou e, antes de dar o espaço que eu pedi, ela disse: “Você não é feliz nesse casamento e quando perceber isso eu estarei aqui para te fazer feliz. Eu sou paciente. Não vou para lugar nenhum”. – Tanto Eliza quanto Alura sorriram, divagando sobre aquele dia. – Ela foi paciente. Ela não foi para lugar nenhum. Ela não desistiu. Sei que são situações completamente diferentes, mas uma hora a Imra vai cair em si de que esse relacionamento não é bom para ela e finalmente vai enxergar quem sempre esteve bem na frente dela. – Eliza acaricia a bochecha de Kara, fazendo a garota corar. Estava tão na cara assim? – Você só tem que continuar lá, querida. É difícil? – Eliza faz um positivo com a cabeça. – Vão existir dias que você vai querer existir de tudo? Claro que sim, mas, como eu disse... Só você sabe o seu limite, então vá até onde você aguenta e não guarde tudo para si. Você tem duas mães que sempre estão aqui para te ouvir.

- E eu bato o martelo em absolutamente tudo que o meu amor disse. – Diz Alura, fazendo com que as duas notassem sua presença. Ela cumprimenta Eliza com um rápido beijo e se joga no sofá ao lado de Kara, apertando a filha em um abraço. – Você é mais forte do que imagina, meu bebê. Se fosse qualquer outra garota de 16 anos lidando com isso já teria desistido faz tempo, mas você... – Ela da um demorado beijo na bochecha de Kara e continua apertando a filha em seus braços. – Se quiser que a gente converse com ela...

Kara negou com a cabeça.

- Eu agradeço, mas nós conversamos novamente hoje. Espero que dessa vez ela tenha me ouvido de verdade... – Kara abre um sorrisinho esperançoso.

- Caso ela não tenha ouvido, nós estamos aqui. – Disse Alura em um tom terno.

- Eu sei. – Kara esboça um fraco sorriso. – Eu amo vocês. – Ela passa o braço direito pelo pescoço de Eliza e o esquerdo pelo pescoço de Alura e aperta as mães em um abraço.

- Eu amo você. – As duas dizem juntas e logo em seguida beijam a bochecha de Kara.

**

Quando Patricia chegou em casa, chamou a filha, mas não obteve resposta, então foi até o quarto da mesma para verificar se a garota ainda não tinha chegado ou se apenas não tinha escutado seu chamado. E, ao chegar no quarto, Patricia encontrou a filha e Alex jogando vídeo game e por isso não tinham escutado seu chamado. 

Patricia chamou por Sam mais uma vez e dessa vez recebeu um olhar assustado de Sam, mas a mesma logo abriu um sorriso ao ver a mãe na porta do quarto. 

As três desceram as escadas e foram em direção a cozinha e Alex, que pretendia se despedir e ir embora, foi convidada para ficar durante a noite e jantar com a pequena família Arias. Por que mão? A garota enviou outra mensagem para Eliza perguntando se poderia dormir na casa de Sam e obteve uma resposta positiva, mas logo em seguida veio outra mensagem avisando que ela deveria se comportar. Aproveitando que estava com o celular em mãos, verificou se Kara a tinha respondido, mas não tinha nenhuma resposta de Kara, então resolveu enviar outra mensagem para a irmã.

Após o jantar, as três subiram novamente. Patricia foi para seu quarto e as garotas voltaram para o quarto de Sam, onde voltaram a jogar o vídeo game. 

Sam e Alex estavam concentradas e determinadas a ganharem uma da outra até que o celular de Sam tocou e tirou a concentração da garota, que Alex usou para tirar vantagem e ganhar de Sam. 

- Hey, eu não estava olhando. Essa partida não valeu! -  Fala Sam indignada. Alex gargalha. 

- Claro que valeu. Não fui eu que fiz você se desconcentrar. – Alex dá de ombros. – E se eu fosse você, atenderia logo… soube que Lena não é muito paciente sobre esperar ser atendida. – Alex brinca e Sam lhe dá um tapa no braço que responde dando língua para Sam. 

- Uau, muito madura você, aposto que fez 5 anos agora. – Diz Sam enquanto atendia o celular, mas não olhava na direção da câmera.

- Como quem você está falando, Sammy? – Pergunta Lena confusa e com um tom de riso. 

- Com a idiota da Alex. – Responde Sam revirando os olhos e sorrindo para Lena. – Então, aconteceu algo? 

- Não, por que? – Pergunta Lena. – Apenas com saudades da minha melhor amiga, sabe? Será se ela tem um tempinho para mim? 

- Aí meu Rao, quanta melação! – Fala Alex debochada. – Vou tomar banho que é melhor, porque se eu ficar aqui é capaz de desenvolver diabetes. Onde tem uma toalha, Samantha? – Pergunta Alex indo até o guarda-roupas de Sam.  

- Na primeira gaveta da parte de cima. E para de me chamar desse jeito, otária. – Fala Sam brava olhando para Alex. Lena ri das brincadeiras das duas amigas. – Então, saudades minhas? 

- Uhum! Como foi o treino hoje? – Pergunta Lena e observa Sam se levantar de onde estava e depois deitar na cama. 

- Como sempre, mas hoje eu fiz todos os 4 gols do jogo treino. – Responde Sam orgulhosa de si. 

- Algum deles foi para mim? – Pergunta Lena manhosa. 

- Todos eles foram para você, Lee. Todos eles sempre são para você. – Sam pisca para Lena que cora levemente. – Você me ligou porque não está conseguindo dormir, não é? – Pergunta Sam com o semblante levemente preocupado. E Lena concorda com um balançar de cabeça. – Você quer que eu vá aí?

- Não precisa, Sammy. Eu não estou doente. Apenas cansada, okay? – Sam concorda. – Só preciso me distrair de toda a coisa “robótica” um pouco. – Lena faz uma careta. Ela era tão fofa…

- Okay, mas você sabe que eu iria voando até aí, se você quisesse, mas você não quer né? 

- Meus pais já estão dormindo, Sammy. Já é tarde. 

- E daí? Isso nunca nos impediu antes.

- Das outras vezes eu estava doente! – Lena diz e ri. 

- And…? 

- Sammy! – Lena ri.

- Okay! Vou tirar aqui a minha capa de super-heroína, já que você não vai precisar da Superwoman hoje. – Fala Sam enquanto finge tirar uma capa de suas costas, o que faz Lena gargalhar. Objetivo concluído.  

Alex saí do banheiro e observa as interações entre Sam e Lena. Okay, ela já tinha observado as duas muitas vezes antes e em momentos nos quais as duas estavam fisicamente juntas, mas sempre era interessante assistir o modo como as duas se tratavam, como se tocavam, como cuidavam uma da outra. Era puro e espontâneo. Como elas não percebiam? 

- Falem mais baixo, que está na hora do meu sono de beleza. – Diz Alex ao sair do banheiro e caminha na direção do saco de dormir que estava ao lado da cama de Sam. 

- Calada! – Sam joga um travesseiro em Alex que em resposta dá língua para a amiga.

Após a brincadeira com Sam e Lena, Alex aproveitou que as amigas estavam conversando com a garota para verificar suas mensagens mais uma vez. Em suas notificações existiam uma mensagem de Maggie a desejando um boa noite, a qual ela rapidamente respondeu e outra de Kara. Ao ver a resposta da irmã, Alex respirou aliviada. 

A resposta de Kara consistia em uma foto da loira sorridente segurando uma casquinha de sorvete acompanhada de uma Imra também sorridente enquanto segurava um filhote de golden, que ostentava uma língua para fora feliz, em seus braços. Aquele filhote poderia ser facilmente confundido com Kara…  E duas mensagens informando que ela não tinha respondido por ter ido se encontrar com Imra e logo depois por causa da conversa com as mães.

- Lena, eu não sei, mas acho que a Alex ficou louca... - Sam fala elevando o tom de voz para chamar a atenção de Alex.  - Ela está rindo sozinha. - Completa Sam fazendo Lena rir. 

- Não se pode mais rir da foto engraçada que sua irmã mandou dela e de um filhotinho de golden sendo iguais. -  Alex responde e mostra a foto para Sam e Lena. 

- Kara Danvers é um filhotinho de golden e só o que importa é a minha opinião. -  Diz Sam rindo. 

- Agora que as moças sabem porque eu estava rindo, vou dormir e deixar as madames continuarem com a melação. - Alex falando rindo e voltando a deitar no saco de dormir.  

- Sammy joga outro travesseiro nela! - Manda Lena entre risos e Sam obedece, também rindo. 

- Oxi, vou dizer para a Maggie que estou sendo atacada. – Diz Alex jogando o travesseiro de volta. – Boa noite, Lee da Sammy! – Fala Alex em um tom levemente alto.

- Boa noite, Al da Maggs! – Grita Lena do outro lado do celular. 

- Onde nós estávamos mesmo? – Pergunta Sam trazendo a atenção de Lena de volta para si. 

- Você iria falar sobre um encontro? – Fala Lena incerta. 

- Oh, sim! É que eu estava pensando que nós deveríamos ter um dia nosso novamente… - Sam desvia o olhar do celular. – Tipo um encontro… - Quando Sam termina de falar, ela consegue ouvi uma baixa risada vinda de Alex, mas que não era possível que Lena ouvisse. 

- Nós em um encontro? – Pergunta Lena envergonhada e levemente corada.

- Sim? Mas por favor, não quero forçar vo… 

- Eu sei, Sammy. – Lena interrompe a fala de Sam. – E eu adoraria… 

- Sério? – Pergunta Sam animada e Lena afirma com um balançar de cabeça. – Como você vai estar ocupada nos próximos dias, que tal ser depois do jogo da Kara? – Sugere Sam.

- Perfeito! Assim nós teríamos tempo para pensar sobre… 

- Os beijos?

- Sim. Também… Você sabe… 

- Uhum… - Sam sorri para Lena, mas o sorriso é interrompido por um bocejo. – Acho que o sono chegou… - Brinca Sam e Lena solta uma risada.  

- É, eu acho que sim. – Lena sorri mais uma vez. – Boa noite, Sammy. Amo você. 

- Boa noite, Lee. Amo você. – Responde Sam e logo depois Lena desliga a chamada de vídeo. 

- Como são melosas, meu Rao! – Diz Alex assustando Sam. 

- Ugh! Eu achei que você já tivesse dormido, diabo! 

- Nah, eu precisava ouvir toda a conversa do otp. – Brinca Alex e Sam bufa, mas o sorriso não saia de seu rosto. Falar com Lena a deixava boba. – Oh Rao, você é um caso perdido, Arias!

- Olha quem fala, o outro caso perdido. 

- Sou mesmo. Oh, vida de gado essa nossa… 


Notas Finais


FIQUEM EM CASA

Até o próximo capítulo


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