1. Spirit Fanfics >
  2. Lua Negra- Camren >
  3. Capítulo 33

História Lua Negra- Camren - Capítulo 33


Escrita por:


Capítulo 33 - Capítulo 33


Fanfic / Fanfiction Lua Negra- Camren - Capítulo 33 - Capítulo 33

Caminhei de volta a minha cela, ele me seguiu e trancou, falou sobre estar lá fora caso eu precisasse de qualquer coisa e saiu, deitei em minha cama e tampei os olhos, não queria pensar em Camila nos braços de qualquer outra pessoa que fosse eu, não queria gostar dela, não queria ser tão racional ao ponto de saber que ela estaria melhor cuidada com ele, mas isso era tudo que eu conseguia pensar, nisso e em como seria se eu não a tivesse visto lá, se ela fosse um dos que eles estavam se despedindo.

Depois de muito tempo os uivos pararam e tudo ficou silencioso lá fora.

- Ciúmes? – Ouvi a voz de Ally do outro lado do galpão.

- O quê? – Eu virei meu rosto para encara-la.

- Você está verde, rosa e preto... ou seja, inveja, amor e tristeza! – Ela disse como se aquilo fizesse muito sentido. – Nessas proporções geralmente é ciúmes!

- Não estou entendendo! – Disse impaciente.

- Eu estudava psicologia, um dia fui abordada por vampiros e eles me transformaram... eu comecei a ver cores, muitas cores sabe? Não sabia se isso era normal! – Ela riu. – Não que exista um "normal" quando se é vampiro!

- E é normal?

- Não, por isso me transformaram, porque algumas pessoas têm o que eles chamam de "dom" e eles estão atrás do máximo de pessoas com dons que eles conseguirem!

- Pra que?

- Não sei! – Ela negou com a cabeça. – Desde que me transformaram exigiram que eu aprendesse a controlar o "dom" e não disseram mais nada.

- E o seu dom é ver cores?

- Sentimentos! – Corrigiu. – Cada sentimento tem uma cor, mas uma pessoa quase nunca sente só um sentimento, você agora por exemplo! – Ela apontou para mim. - Ainda está bem verde, mas quando comecei a falar com você surgiu algo meio amarelo com laranja, acho que é curiosidade.

- E verde é ciúmes? – Talvez fizesse sentido.

- Inveja, e o que é o ciúme senão uma inveja do que se quer ter e não se pode?

- Sinceramente? Grande bosta seu "dom" – Fiz aspas com as mãos.

- Que rude, agora está irritadinha!

- Pode parar de ficar me... lendo ou sei lá por favor? – Revirei os olhos deitando novamente.

- Quem é Camila? - Ally perguntou.

- Por que quer saber? – Perguntei sem olhar para ela.

- Curiosidade... você pareceu se importar muito com ela quando achou que ela estava morta por um segundo você ficou completamente roxa e preto.

- Para de invadir minhas cores! – Disse vendo que aquilo nem fazia sentido. – e sobre Camila... é... complicado! – Não acredito que estava falando de sentimentos com uma vampira.

- Mais complicado do que lobos e vampiros? – Ela perguntou e eu pensei.

- Acho que sim!

- Então eu estou louca pra ouvir!

- Como sabia que aquilo era um funeral? – Perguntei interessada e tentando tirar o foco de mim.

- Faz mais ou menos uns sete meses que sou vampira e bom... eu estudei sobre tudo depois disso!

- Estudou? Tipo uma escola?

- Não, está mais pra pesquisas na internet e com pessoas.... vampiros reais! – Abri a boca, mas ela levantou o dedo antes. – Minha vez! – Disse e eu assenti. – Porque está aqui?

- Parece que tem vampiros que me querem... – Parei para pensar sobre o que ela tinha falado. – Será que eu tenho algum "dom", por isso me querem? – Fiquei intrigada, fazia sentido, mas porque pegaram o Chris? Ele também teria?

- Pode ser, se fizeram questão de você... – Ally deu os ombros. – E eles te prenderam aqui para não ser pega?

- É, basicamente!

Logo trouxeram comida para mim quando estava anoitecendo, mas nada para ela, era esquisito olhar para a garota baixinha na minha frente, ela era humana, sua feição era humana apesar de sua pele parecer não ter nenhuma imperfeição, tentei puxar assunto perguntando o que ela mais sentia falta de ser humana, então ela desandou a falar, falou dos pais e que desde que se tornou uma vampira nunca mais os viu por ter medo de machuca-los ou de machucarem eles, contou sobre a transformação e como todo humano era como um hamburguer gigante, mas que ver os sentimentos deles mudava tudo, os ver sofrer, o medo da morte e de perder quem amava.  Ally era fácil de conversar, seus olhos eram analisadores, mas suas palavras eram quase sempre gentis, espontâneas e engraçadas apesar de uma pequena tristeza no fundo dos olhos, ela voltou a perguntar sobre Camila, quem era e porque era tão complicado falar dela, quando disse que não queria falar sobre isso ela concordou, apesar de me atualizar sobre minhas cores apresentarem um pouco de duvida e chateação, o que desencadeou mais conversas, ela falou sobre como nem sempre temos noção do que estamos sentindo porque somos explosões de sentimentos tanto consciente quanto inconscientemente.

- Lauren? – Ela chamou.

- Hum? – Respondi meio sonolenta.

- Vou te deixar dormir! – Ela riu.

- Você não está com sono? – Falei antes de bocejar.

- Não, não preciso dormir!

- Então continua falando, eu estou ouvindo...

Ela continuou falando sobre coisas aleatórias mesmo sabendo que eu estava mais dormindo do que acordada, quando acordei já estava claro, bocejei me esticando.

- Bom dia! – Ally disse quando me viu mexer.

- Bom dia Ally! – Levantei, me sentando na cama.

- Seus sonhos foram bons! – Ela sorriu.

- Como? – Não entendi.

- Ah, pelo menos suas cores estavam boas enquanto dormia, se lembra de alguma coisa dos sonhos?

- Não! – Disse sincera. – Nem me lembro de dormir! – Ri.

Ouvimos o barulho da porta e Normani passou por ela com Dinah atrás dela, e um rapaz moreno e forte, Dinah acenou com a cabeça para mim, mas eles estavam ali pela garota vampira.

- Olá, acho que não fomos apresentadas! – Normani parecia uma pedra de gelo. – Sou Normani e preciso de respostas, a gente pode fazer do jeito fácil ou do jeito difícil! – Ally a encarava, parecia estar analisando o que ouvia ou via, mas continuou calada. – Então vai ser do jeito mais difícil? – Ela continuou calada, vi Troy na porta do celeiro assistindo tudo de longe, meus olhos estavam nos dele quando ouvi ela gritar, ao voltar meus olhos para cena vi o garoto extremamente irritado segurando a cabeça dela contra as grades, fazendo o rosto dela arder e criar tiras vermelhas, seu grito parecia arder em meus ouvidos.

- FALA SANGUESSUGA! – Ele gritou apertando mais a cabeça dela na grade, senti a agonia percorrer meu corpo ao ouvir seus gritos estridentes.

- PARA COM ISSO! – Eu gritei do outro lado colando na grade.

- Solta ela Peter! – Normani ordenou e ele a soltou. – Me desculpe pelos modos do meu amigo, só que ele perdeu alguém importante e não obtivemos respostas... – Ally continuou calada, as tiras vermelhas no seu rosto já cicatrizavam e logo desapareceram como se nunca tivessem existido. – Dinah, leve Lauren para dar uma volta e comer algo!

- Tudo bem! – Dinah abriu meu cadeado e me deu passagem, meus olhos encontraram os de Ally, não queria deixa-la ali sozinha.

- Eles não vão mata-la vão? – Disse baixinho para Dinah, ela negou com a cabeça.

Saímos e vi Troy parado na porta, ele parecia cansado, mas sorriu cortês quando me viu, Dinah caminhou comigo fazendo o caminho para a casa onde eu fiquei, onde eles chamavam de Sede.

- Peter está muito irritado porque um dos garotos dele morreu! – Dinah esclareceu. – Ele nem sempre é daquele jeito!

- Troy falou, sinto muito pela perda de vocês!

- Tudo bem! – Ela assentiu com a cabeça, quando os aproximamos da sede vi Camila de longe dentro do rio, Shawn estava lá com ela. – Ela sempre entra no rio quando alguém se vai, diz que se sente viva com a água gelada. – Explicou quando seguiu meus olhos, trinquei o maxilar, com certeza eu estaria verde agora se Ally me visse.

- Eles estão machucando-a? – Olhei para Dinah.

- Quem? A vampira?

- O nome dela é Ally!

- Eu não me apegaria a ela se fosse você! – Alertou. – Camila não vai gostar! – Olhei novamente para o rio.

- Ela não parece estar se importando muito comigo no momento! – Respondi de forma amarga, antes que ela pudesse falar algo completei. – Além disso, somos pessoas diferentes e ainda que me mantenham presa eu não pertenço a vocês!

- Você é difícil! – Dinah deu um meio sorriso revirando os olhos, mas meus olhos estavam concentrados demais encarando a latina brincando na água com o garoto. – Agora não podemos andar sozinhos, por isso ele está lá com ela!

- Tanto faz! – respirei fundo e entrei na sede.

Ela podia estar com ele por ser mais "seguro", mas ela também não parecia estar se importando de estar com ele, sem contar que nem se deu ao trabalho de ir me ver, obviamente ela não precisava de mim.

A mesa da sede tinha comida para um batalhão, me sentei para comer, Dinah também se sentou e passou queijo em uma torrada.

- Ally me disse uma coisa que me deixou intrigada! – Comentei. – Disse que eles, os vampiros, estão procurando pessoas com "dons".

- Como assim? – Dinah me encarou interessada.

- Ela disse que algumas pessoas têm algo especial, e isso aumenta quando se tornam vampiras, ela no caso vê sentimentos! – Aquilo parecia absurdo e surreal quando eu falava, mas Dinah parecia entender. – vê as cores dos sentimentos ou algo assim, e eu pensei que talvez seja por isso que eles me querem!

- Faz sentido! – Dinah concordou. – Mas e seu irmão?

- Não sei, digo, qual é a chance de nós dois termos um dom?

- Sem contar que recém-criados são difíceis de controlar, de ensinar sobre a fome e essas coisas, ensinar uma criança é ainda mais complicado! – Ela me encarou séria. – Você conversou muito com essa... Ally! – Ela mudou a palavra no ultimo momento.

- Razoavelmente! – Disse dando os ombros.

- Vou falar sobre isso que ela falou com a Mani okay?

- Tudo bem eu acho! – Concordei quando a porta abriu e Camila entrou, ela estava só de calcinha e sutiã pretos, ela estava sorrindo olhando para trás até seus olhos encontrarem com os meus.

- Ah.. Oi! – Parecia surpresa com a minha presença, na altura do seu quadril estava tudo com vários tons de preto, azul e roxo, um hematoma mais feio que o outro, seus olhos seguiram os meus e ela abaixou a cabeça.

- Eu vou tomar banho primeiro! – Shawn disse animado vindo atrás dela, ele estava só de short. – Oi! – Ele sorriu para nós e entrou no banheiro.

- Eu vou deixar vocês a sós! – Dinah disse se levantando meio sem graça.

- Não precisa! – Disse rápida. – Eu já vou para a minha cela.

Me levantei extremamente irritada, quando passei por Camila sua mão segurou meu braço sem muita força, a encarei antes de puxar meu braço e continuar andando, Dinah continuou atrás de mim até eu chegar no celeiro, não tinha mais ninguém ali além de Ally dentro da cela, esperei Dinah fechar meu cadeado e sair para falar com a baixinha.

 


Notas Finais


Allycat tem poderes? como assim??? em particular eu amei esse poder dela,e vcs?
gente conversa comigooooo quarentena deixaa a gente loko mesmo né kkkkk


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...