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História Luas de Saturno (Namkook) - Capítulo 15


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Capítulo 15 - Lapetus


- Você conseguiu falar com Aeji? – Yoongi abaixou o cappuccino na minha mesa e se sentou na poltrona ao lado segurando um copo com café. O terno marrom maior que seu número fazia parecer que ele era um avô.

- Ela não me atende, me bloqueou nas redes sociais, não sei o que fazer. – Suspirei, desde o que fiz no apartamento Aeji havia me evitado de todas as formas, ela tinha razão em ficar com raiva, não foi certo o que falei, mas precisava pedir desculpas e não sabia como fazer se ela não queria trocar uma mensagem sequer comigo.

- Vai atrás dela, leva algumas flores, você não está usando isso com Jungkook? Está funcionando com ele. – O jeito que ele falou me fez querer jogar o cappuccino quente na cara dele.

- Eu estou tentando me desculpar com Jungkook aos poucos e flores não parecem ajudar em nada, mas eu gosto de levar mesmo assim.

- Você mudou mesmo, não é? – Ele deu um riso quase debochado. Bebeu o café e fez uma cara satisfeita.

- Se você mudasse também, talvez, só talvez – levantei a sobrancelha – seu namorado voltasse pra você – rebati. Yoongi fechou a cara como se eu tivesse dado um tapa em seu rosto. Ele havia me contado sobre sua história com o amigo de Jungkook e eu conhecia Yoongi o suficiente pra saber que aquela pose de durão e imbatível era só uma máscara.

- Isso não tem nada a ver, são coisas totalmente diferentes.

- São? Eu não fazia nada por Aeji e achava que eu estava sendo o máximo, eu estava fazendo muito menos que o nada por Jungkook e foi quando eu quase perdi ele que percebi a merda que eu estava fazendo. Você não tomar atitude nenhuma quanto a tudo o que sua família fez com Hoseok te torna tão estúpido quanto eu.

- Você está tão romântico. – Se levantou – Eu vou resolver umas coisas – sabia que ia fugir, era o que eu fazia quando era cobrado por algo quando ainda era noivo de Aeji.

- Você desistiu dele? – Insisti mais um pouco porque eu gostava de ver Yoongi perder a paciência.

- Não sei porque te contei isso.

- Não sei porque você escondeu de mim por tanto tempo.

Ele colocou as duas mãos na minha mesa e se abaixou um pouco olhando pra mim, ficou ali alguns segundos como se fosse falar algo, mas depois se afastou.

- Yoongi...

- Vai se ferrar. – Eu acabei rindo.

- Me respeita, eu sou seu chefe.

- Me desculpa, Vice-diretor Kim. – Falou debochado. Já ia abrindo a porta até eu lembrar de algo e fechar o sorriso.

- Min. – Ele se virou novamente pra mim. – Os documentos para a posse estão prontos? – Ele percebeu meu tom nervoso e fechou a porta voltando para perto de mim.

- Estão, não achei mesmo que o diretor Yo ia desistir de te tornar o Diretor geral, estou feliz que tudo deu certo.

- Não ainda. – Yoongi pegou a poltrona e arrastou um pouco para sentar mais perto de mim.

- O que quer dizer?

- Eu sofri uma tentativa de assassinato, se foi alguém da Lott Company por causa do casamento e da unificação das empresas acho que estou livre, mas se foi alguém daqui? Se tentarem novamente?

- Desconfia de alguém?

- Algumas pessoas, mas não há provas, não posso acusar ninguém, tem muita gente que não gosta de mim aqui, eu nunca fui a pessoa mais amável, e também há outras pessoas de olho no cargo, Diretor Yo está com um pé na cova e quer passar isso com urgência, mas eu preferia que a poeira baixasse.

- Não achei que você fosse um homem que tivesse medo. – Ele provocou. Mas eu não ia cair no jogo dele dessa vez.

- Eu tenho medo agora, não quero perder a oportunidade de fazer as coisas darem certo na minha vida pessoal, me sinto como se fosse a primeira vez que tivesse uma, acho que o cargo de Diretor poderia esperar um pouco mais.

- Esse garoto te amoleceu mesmo, levou até sua ganância embora, o garoto faz mágicas. – ele riu olhando paras as mãos. – Você não desconfia mais dele?

- Não foi ele.

- Não está dizendo isso porque está apaixonado? – Acho que ele também gostava de me ver irritado, mas eu não queria dar esse gostinho a ele.

- Não, a ligação que temos é forte o suficiente pra um saber quando o outro está mentindo. Quando acusei ele no início disso tudo eu só estava com raiva.

- Então você nega que está apaixonado? – Ele me olhou presunçoso como se tivesse ganhado uma pequena batalha.

- Eu não disse isso, eu estou apaixonado. – Ele desfez o semblante de vitória. E eu quase ri da forma que ele não conseguia mais manipular minhas palavras com suas provocações. – Se você ainda gosta do seu ômega vai atrás dele, sua família não tem nada a ver com seu relacionamento, dane-se se eles não gostam dele, é com você que ele vai ficar, não com eles.

- Não é tão fácil assim. – Yoongi levantou novamente, mais uma vez fugindo da conversa. – Eu vou indo, boa sorte na reunião, se precisar de algo peça para secretária Choi me ligar, não quero mais falar com você.

E foi embora sem me deixar responder nada.

- Idiota. – Acabei rindo sozinho. Conhecia Yoongi há dez anos, foi a única pessoa que sempre esteve ao meu lado mesmo que a maior parte do tempo apenas profissionalmente, ele não gostava muito de dividir a vida pessoal, mas às vezes eu conseguia arrancar dele alguma informação, ele era um cara bom e pra ter me aguentado por tanto tempo era até bem paciente, mesmo que ele não fosse um cara de gostar de contato demais sabia que ele se preocupava, e eu também me preocupava com ele.

- Senhor Kim. – Secretária Choi me chamou, eu não havia visto ela entrar na sala. – A reunião começa em cinco minutos, advogado Min deixou os documentos, todos já estão aguardando na sala de reuniões.

- Obrigado. – apertei as mão um pouco ansioso e me levantei.

Fui com ela até sua mesa pegar os documentos e fui direto para a sala de reuniões, a mesa da sala era grande e oval, o diretor Yo, um homem velho com mais de 80 anos, estava sentado em uma das extremidades, ele criou aquela empresa e fez ela crescer e se tornar a maior da Ásia, e depois de muito trabalho duro de anos naquele lugar eu ia herdar seu cargo e teria suas ações.

Ao lado dele estava seu filho, Yo Jungin, ele foi ao hospital várias vezes quando eu estava internado, mas às vezes eu tinha dúvida se era por preocupação com a minha saúde. Jungin deveria, em tese, herdar as ações do pai, mas já tinha feito merdas demais e se envolvido com coisas meio duvidosas fazendo o velho tirar de si as ações e mudar o testamento.

Os outros sentados à mesa eram acionistas, mas suas ações juntas eram menores do que a do diretor geral. O que lhes dava menos poder do que eles achavam que tinham.

Fiz uma reverência para todos ali me sentando ao lado do Diretor Yo, e a reunião começou. As caras não foram as melhores quando ele disse que haveria uma festa para a posse em duas semanas, percebia o olhar cortante de alguns deles sobre mim.

Em algum momento onde um dos acionistas explicava sobre uma linha de investimento eu senti algo estranho, meu corpo pesou e o mal estar se tornou maior, mexi o pescoço tentando me livrar da sensação.

- Kim, está bem? Ainda nem ocupou o cargo e já está pesando nos seus ombros. – Jungin sorria de canto e outros também riram.

- Está tudo bem. – Tentei prestar atenção no que diziam, mas aquela sensação não passava, mesmo que tenha se tornado menos intensa. Quase quarenta minutos se passaram e eu ainda sentia aquilo apertar meu peito, tentava prestar atenção no que os outros na sala falavam, mas eu não conseguia me concentrar, eu não queria acreditar que fosse algo com Jungkook, ele estava trabalhando, achava difícil alguém querer fazer algo com ele ali dentro.

- Senhor Kim – Eu e todos os outros olhamos quando secretária Choi abriu a porta e me chamou. – Desculpem atrapalhar, senhor Kim pode vir um instante. – Ela falou séria. Me levantei e fui até ela, eu sempre disse pra ela nunca me interromper em uma reunião e eu queria que fosse um ótimo motivo para ela ter feito isso dessa vez em uma reunião tão importante. Me aproximei, mas não saí da sala. – Desculpe atrapalhar, mas o senhor pediu pra avisar quando... – Ela respirou fundo me deixando mais ansioso e impaciente ainda – Um homem chamado Jung Hoseok ligou, disse que Jungkook está no hospital, houve um acidente ou algo assim.

- O que... – Eu olhei para trás vendo que todos estavam atentos a nossa conversa. Merda, o que devia ter acontecido, se fosse algo grave? E se alguém tivesse tentado machuca-lo? Será que ele saiu cedo? Olhei para secretária Choi novamente. – Você pode ficar no meu lugar?

- Senhor... – ela me olhou com olhos arregalados.

- Por favor, é meu alfa, eu preciso ir.

- T-tudo bem. – Ela gaguejou desnorteada.

- Senhores aconteceu um problema, eu preciso mesmo ir. – Todos me olhavam atentamente e podia ver o olhar de escarnio de Jungin sobre mim. – A secretária Choi vai ficar no meu lugar, ela vai anotar o que precisar, até logo.

- Vai deixar que sua vida pessoal atrapalhe uma reunião tão importante, Diretor geral? – Jungin falou antes que eu saísse. Travei por dois segundos olhando para a porta, soltei o ar e me virei para todos que queimavam minhas costas com o olhar.

- A parte mais importante já está decidida, Yo Jungin, não há nada urgente nesse momento a não ser a vida do meu namorado, então espero que entendam minha ausência. – Fiz mais uma reverência e saí antes de ouvir qualquer outra merda vinda daquele cara. Eu e Jungkook não éramos namorados, mas ninguém precisava saber disso, e Jungkook não precisava saber que falei isso pra escapar de uma reunião.

Liguei para o número do Jeon enquanto estava no elevador que parecia mais lento que nunca.

- Alô?

- Namjoon? – Uma voz diferente da de Jungkook falou do outro lado e eu me preocupei mais ainda.

- Sim, onde está Jungkook? O que aconteceu?

- Estamos no hospital em Gangnam. Na urgência – O elevador parou e eu saí quase correndo dele.

- Tudo bem, eu chego logo.

Dirigi o mais rápido que foi possível, ainda era meio da tarde então o trânsito não estava ruim e o Hospital não ficava longe, mas era contramão, o que me atrasou um pouco. Minha cabeça começou a doer e eu me sentia tão ansioso que pensei que ia explodir. Estacionei de qualquer jeito no estacionamento do hospital, era o mesmo que eu tinha ficado internado, eu tinha pavor até de olhar para aquele lugar, mas não tinha escolha a não ser entrar.

Cheguei na recepção da urgência e fiquei meio perdido, não havia muita gente então fui até a atendente.

- Por favor, eu queria saber de Jeon Jungkook-

- Namjoon? – Alguém falou atrás de mim, eu me virei, era um homem, ômega, mais baixo que eu e com uma expressão um pouco cansada, mesmo assim transmitia uma áurea ótima como se eu devesse sorrir estando perto dele. – Sou Jung Hoseok. – Fez uma reverência e eu tentei retribuir meio desajeitado.

- O que aconteceu com ele? Onde Jungkook está? – Falei desesperado.

- Se acalma. – Ele sorriu calmo. Mas eu não tinha motivo para me acalmar. – Ele já vai sair.

Andou até uma das cadeiras de espera e eu não tive escolha a não ser segui-lo, ele não parecia ter pressa nenhuma em dizer. Sentei ao lado dele em uma das dezenas de cadeiras azuis.

- O que...

- Se você ficar assim ele vai ficar pior lá dentro, se acalma.

- Eu estou calmo, só quero saber o que aconteceu com meu namorado. – Falei de uma vez mais irritado do que devia.

- Namorado? – Ele levantou uma sobrancelha bastante cético. Merda, ele sabia que eu e Jungkook não tínhamos nada, não sei porque falei aquilo. – Jungkook caiu da escada, bateu a cabeça, acabou desmaiando porque o mané não quis ir almoçar e estava com a glicose lá embaixo, na queda ele ficou tonto e perdeu a consciência por alguns segundos, mas já está tudo bem, ele fez alguns exames e está tudo no lugar, só foi um susto.

Levei a mão aos cabelos e abaixei a cabeça, eu senti vontade de chorar, meu coração estava tão acelerado que eu podia enfartar bem ali.

- Ele está bem mesmo? – Resmunguei olhando para o chão.

- Ele só torceu o pé, o seu namorado – mudou o tom quando disse esta última palavra – é um alfa lúpus, não é uma queda de escada que vai conseguir mata-lo. Você consegue com muito mais facilidade – Olhei para seu rosto e ele estava com o semblante fechado.

- O que...

- Eu estou indo, tenho que voltar a trabalhar, te chamei porque não podia levar ele pra casa. Jungkook não queria preocupar o alfa ocupado dele, mas eu liguei mesmo assim. De nada.

Se virou e foi embora deixando o celular de Jungkook em cima da cadeira. Eu acabei rindo por não estar entendendo nada.

Me levantei da cadeira quando ouvi a voz de Jungkook, ele apareceu em um corredor, estava usando uma bota ortopédica e trazia uma sacola do hospital na mão, um enfermeiro o acompanhava e eles conversavam rindo de algo. Eu andei até ele tentando não parecer muito ansioso.

- Namjoon... – Eu não deixei ele falar nada. O abracei com força. – Está tudo bem. – Sua voz saiu abafada na minha camisa. – Namjoon, eu não consigo respirar. – O soltei.

- Você está bem mesmo? – Toquei seus braços olhando a pele a mostra procurando por hematomas. – Você quebrou o pé? Não devia estar andando assim.

- Ei se acalma. – Segurou minhas mãos me fazendo parar de toca-lo, mas não as soltou. – Eu ‘tô bem, só torci o pé, onde está Hoseok? Por que você está aqui?

- Ele precisava voltar a trabalhar, ele me ligou. – Começamos a andar devagar porque já estávamos atrapalhando o fluxo de pessoas.

- Eu pedi pra ele não fazer isso. – Fez um bico.

- O que foi que nós combinamos? – Perguntei a ele, mas não obtive resposta, chegamos no carro e eu o ajudei a entrar, ele estava emburrado, e parecia tão fofo dessa forma que eu tive vontade de apertar as bochechas dele.

Só não fomos em silêncio para casa porque ele colocou uma música no rádio e ia cantando baixo, eu me sentia um pouco irritado por ele não querer me ligar quando ele mesmo tinha proposto isso.

Já havia concluído da pior forma que falar coisas com raiva não ajudava em nada, então me mantive em silêncio.

Entramos em casa e ele arrastou o pé torcido e se jogou no sofá.

- Ei vai acabar se machucando mais ainda dessa forma. – Reclamei. Andei até sua frente no sofá. – Poxa Jungkook, nós combinamos você devia ter me ligado imediatamente...

- Nam, senta aqui. – Ele me puxou pela mão, mas eu continuei reclamando mesmo após sentar ao seu lado.

- ... Mesmo não sendo tão grave eu me preocupei, pensei que tinham feito algo com você, caramba, será que você não entende... – Ele segurou meu rosto me fazendo olhar pra ele então eu parei de falar, estava cansado por não respirar.

Ficamos encarando um ao outro por alguns segundos sem dizer nada, seus olhos saíram do castanho escuro e foram clareando até estar quase amarelos. Eu me aproximei um pouco tentado demais.

- Está tudo bem.

- E se não estivesse? – Encarei seus lábios tão chamativos e bonitos.

- Nam... – Engoli em seco, estávamos muito próximos, eu podia sentir a respiração tocando meu rosto. – Me beija logo.

Pressionei meus lábios no dele, fechei os olhos me entregando mais, ele abriu os lábios e eu repeti o ato aprofundando o beijo, suspirei com o sentimento que se apossou do meu peito. Jungkook chupou meu lábio calmamente e eu movi a cabeça tentando um contato maior, segurei seu pescoço e usei a língua para tocar a sua, sua saliva espessa e quente tinha o gosto leve de café e canela, esse cheiro me deixava louco, eu não estava brincado quando disse que me excitava, e aquele beijo lento e intenso junto com seu gosto e cheiro estava me deixando fora de órbita.

Ele levou a mão para o meu cabelo apenas o segurando e fazendo nosso beijo ficar mais duro, mesmo que ainda lento. Sua língua passava pela minha lentamente, respirei no meio do beijo porque não queria me separar dele, não queria que aquele momento acabasse, eu esperei por aquele beijo por vários meses, mas a sensação era que eu tinha esperado a vida inteira.

Meu corpo inteiro vibrava e eu queria mais, mais dele em mim.

Me virei um pouco mais no sofá na tentativa de juntar mais meu corpo ao dele.

Jungkook deixou minha boca pra beijar meu queixo, e soltei um gemido quando seus lábios foram para o meu pescoço, apertei sua cintura com força quando ele beijo em cima da marca. Soltei o ar de uma vez e também busquei beijar sua pele quando ele se afastou o mínimo, mas diferente de si eu não estava sendo tão gentil, chupei seu pescoço, a pele macia parecia um pedido para continuar, seu cheiro muito mais forte ali me fazia perder o controle completamente. Lambi a marca ouvindo ele grunir rouco.

Jungkook pegou meu queixo me fazendo afastar o rosto do seu pescoço. Beijou novamente meus lábios e foi diminuindo a intensidade aos poucos até restar selinhos, eu não queria parar, mas ele beijou meu rosto e encostou nossas testas. Eu respirava pesado e meu coração parecia que ia sair pela boa, meu corpo todo parecia pulsar, incluindo minha virilha que queimava.

Ele ainda segurava meu rosto com uma das mãos e mexia o polegar devagar na minha bochecha. Eu o abracei apertado até ele reclamar que suas costelas estavam doendo.

- Isso tudo foi medo de eu morrer e matar você junto? – Ele riu e eu olhei pra ele sério.

- O que você está dizendo?

Jungkook parou de sorrir e seus lábios formaram uma linha, eu me aproximei e dei um selinho, me afastei novamente.

- Jungkook...

- Você não sabe mesmo? – Ele sorriu sem mostrar os dentes de um jeito fofo. Eu neguei com a cabeça. – Você sabe que meu lobo sustenta o seu não é?

- Sim...

- Eles estão completamente ligados, mas nossas vidas também estão, se um morrer o outro...

- Morre também. – Completei automaticamente quase sussurrando.

Eu não tinha parado para pensar nisso direito, mas fazia sentido já que ele tinha salvado a minha vida com a dele, e só agora eu pude dimensionar o quanto isso era maluco. Um peso muito grande se instalou no meu peito, senti vontade de chorar e meus olhos arderam. Ele tinha condenado a vida dele por mim, e se tentassem me matar novamente?

- Jungkook... Por que... Por que você fez isso? Por que se sacrificar dessa forma? E se tentarem me matar de novo? Você vai morrer por minha causa. Jungkook, você não pode, por que... Jungkook eu não sei...

 

- Nam. – ele segurou minhas mãos que eu não parava de mexer.  Juntou nossas testas novamente e eu tentei me acalmar, minha respiração estava pesada e eu não conseguia respirar direito. – Respira devagar, respira junto comigo. – Ele inspirou fundo e eu acompanhei, soltei pela boca quando ele o fez. Jungkook acariciou meu rosto e continuamos respirando juntos por um tempo mantendo nosso olhar conectado.

- Está melhor? – Não me deixou responder, beijou meus lábios com calma, sem língua e sem pressa, eu fechei os olhos e deixei meu corpo relaxar melhor em seus lábios, uma de suas mãos foi para a minha cintura e a outra continuou no meu rosto.

- Você me deixa melhor. – Falei em seus lábios.

Levei a minha a minha mão a sua cintura, aprofundamos mais o beijo e eu estava sem ar de novo, mas dessa vez era bom, ele mordeu meu lábio fraco antes de voltar a me beijar, ele comandava o beijo e eu gostei muito do jeito que ele conduzia, ficava arrepiado a cada vez que nossas línguas se tocavam. Movi minha mãos e adentrei sua camisa tocando sua pele sem o tecido, ele suspirou na minha boca, eu acabei me empolgando e apertei sua pele em cima de suas costelas. O que aconteceu depois foi um gemido de dor e ele se afastar, um olhar para a cara do outro e começar a rir, e eu nem sabia pelo que estava rindo. Mas continuei rindo, aqueles beijos tiraram um peso tão grande das minhas costas, as coisas pareciam certas agora, mesmo que eu soubesse que íamos continuar indo devagar se dependesse dele.

- Desculpa, eu... – Voltei a rir porque era impossível ouvir ele gargalhando e não rir junto.

- Tudo bem, ainda estou dolorido pela queda. – falou tentando controlar o riso. – Eu preciso de um banho e deitar um pouco. – Eu levantei e ajudei ele a levantar.

- Acho que você vai precisar de ajuda no banho. – Falei despretensioso tentando segurar o riso.

- Meu Deus você é um safado. – Fez cara de ofendido.

- Não tenho culpa se seu cheiro me deixa louco. – Fiz um bico e esperei que aquilo o convencesse.

- Tudo bem, mas sem beijo, sem toques demais, só vai me ajudar a não cair.

- Ah mas...

- Não tem “mas”. – Joguei o ar pra fora frustrado e ele tentou esconder o riso, mas não conseguiu.

Olhando ele sorrir com a as ruguinhas se formando ao redor dos olhos senti meu coração se enchendo um pouco mais, e sabia que não era só a ligação, eu o amava de verdade, e reparando um pouco mais agora no jeito que ele fazia meu coração pulsar, mesmo que não houvesse uma marca e toda a ligação que nos juntava, eu ainda assim me apaixonaria por ele.



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