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História Luz, câmera, amor! - Capítulo 28


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Capítulo 28 - 28 - Let me be your friend


Viviane

Estava quase terminando meu trabalho na floricultura, já marcavam sete e meia da noite e como hoje estava sozinha, estava muito cansada. Terminei de atender o último cliente e comecei a arrumar minhas coisas, apaguei as luzes e ao sair tranquei a loja, sou pega de surpresa quando vejo Daniel, irmão da Elisa em frente escorado no carro, ele mexia no celular e quando levantou a cabeça sorriu.

O que ele faz aqui? - pensei. Eu revirei meus olhos e continuei meu caminho, ouço passos atrás de mim e quando notei que ele não iria parar de me seguir, parei e me virei rapidamente o pegando desprevenido.

- O que quer?

- Posso te levar em casa? - realmente não entendia por que ele estava insistindo tanto, ele é o tipo de cara que tem todas ao seus pés, se eu o rejeitei várias vezes por que ele ainda continua? 

- Não. - voltei a caminhar e ele acelerou o passo ficando agora na minha frente.

- Vamos, você deve estar exausta e não é nada seguro andar por aí sozinha a essa hora.

- E como bom samaritano você quer me acompanhar? - ele acente. - Não obrigada.

- Porque é tão durona? Só tô querendo ser seu amigo.

- Da sua amizade quero distância, sei bem quais são suas intenções, está estampado em seu rosto.

- Tudo bem, eu admito que queria muito ficar com você e depois fingir que nada aconteceu. - arqueei a sobrancelha. - Mas você é diferente, se fosse outra estaria se jogando em cima de mim, mas você não.

- E? Escuta, você deve estar com o orgulho ferido, por isso está agindo assim, mas tenho certeza que isso logo vai passar, então se me der licença. - continuei a caminhar, pus as mãos no bolso do meu casaco e acelerei o passo pois o tempo tinha esfriado.

Ele parecia ter parado de me seguir e fiquei um pouco aliviada. Viro a esquina que levava até minha casa e xingo mentalmente por ter três caras logo a frente, eles eram baderneiros que sempre que podiam incomodavam alguém, respirei fundo e comecei a caminhar afinal era o único caminho que tinha.

- Ei, olha só. - um deles cutuca o outro.

- Ei gata aonde vai sozinha? - eu os ignoro mas eles insistem. - Vamos, me responda.

- Podemos acompanhar você, pode ser... perigoso uma gatinha andar sozinha por essa rua. - eles riram, a essa altura já estava com o coração apertado, nesse momento sou puxada por um dos caras.

- Não nos ouviu? Quer nos fazer de idiotas nos ignorando?

- Me larga, agora. - ordenei e eles riram.

- E se eu não quiser?

- Então vão ter que se ver comigo se encostar na garota. - olho para o lado e vejo Daniel, ok, eu fiquei feliz por ele ter aparecido mas por que ele não tinha ido embora? Tenho certeza de não tê-lo visto por perto.

- Quem é você?

- Isso não importa, solta ela ou eu vou arrebentar essa sua cara feia.

- Tsc, quem pensa que é idiota?! - o cara que segurava meu braço disse. - Peguem ele. - os outros dois foram até Daniel pra ataca-lo mas o mesmo começou a lutar com ambos. - Droga. - quando os dois caras estavam caídos o que estava comigo me soltou e correu até ele com uma faca na mão.

- Daniel cuidado ele está armado! - ainda sim ele foi ferido no braço mas conseguiu por o outro pra dormir também.

- Bando de babacas... você tá bem? - se aproxima de mim e eu fico o encarando confusa, surpresa ou até assustada.

- Você é maluco?! - comecei a estapea-lo. - Enfrentando esses idiotas assim, você ainda foi ferido!

- Olha tá preocupada comigo? - ele sorriu.

- Não! Enfim... obrigada por me ajudar. - tinha que dar o braço a torcer dessa vez.

- Posso te acompanhar agora dona marrenta? - respirei fundo e nada falei, apenas continuei andando e logo ele se pôs ao meu lado.

- Tem que cuidar disso, pode infeccionar. - falei sem encara-lo e ele pareceu acentir.

Não demoramos muito pra chegar no meu apartamento.

- Entra. - lhe dei passagem e ele entrou. - Não é um hotel cinco estrelas que você deve estar acostumado mas...

- É acolhedor. - fico calada e o vejo sorrir. - É isso que pensa de mim? Um cara arrogante e soberbo que só liga pra riquezas e que tem tudo o que quer? - ele arqueeia a sobrancelha e põe as mãos nos bolsos da calça, engulo seco afinal era o que eu realmente penso, ele ri nasalado. - Mora a muito tempo sozinha? - ele se dirigi a uma estante onde havia alguns retratos de família e amigos, vou até o banheiro e pego um kit de primeiro socorros.

- Uns três anos. - digo ao voltar pra sala, sento no sofá de dois lugares e ele faz o mesmo. - Morava aqui com meus pais mas, eles preferiram voltar para o Brasil.

- Não se sente sozinha sem eles por perto? - ele pergunta me encarando enquanto eu passo álcool na gase.

- As vezes, por isso fazemos chamada de vídeo quase todos os dias, eles estão felizes e quando os vejo assim fico feliz também e visse versa, não tenho do que reclamar. - começo a passar na ferida. - Não é tão fundo, só preciso limpar. - ele faz um ruído baixo mas depois relaxa o braço.

- Você tem sorte. - o olho incrédula pela sua mudança de expressão. - Tem pais que adoram você. - fico calada, pelo que Lisa já me disse os pais não são tão presentes desde que eram pequenos, não me surpreende ele dizer isso.

- Pronto. - falei terminando o curativo em seu braço.

- Valeu.

- Bom, já que me ajudou o mínimo que posso fazer é te oferecer um café em agradecimento.

- Obrigado. - ele sorri e eu me levanto indo até a cozinha, volto depois de uns minutos com duas xícaras de café e lhe entrego uma. - Você ainda não me respondeu. - o olho de canto e ele sorria, sempre sorrindo.

- Sobre?

- Acha mesmo que sou ruim assim? - tomo mais um gole do café.

- Acho.

- Porque?

- Suas atitudes não mostram o contrário.

- Então se baseia na primeira impressão que a pessoa causa?

- ...Onde quer chegar?

- Quero provar que não sou nada disso que está pensando, posso ter meus defeitos e não te culpo por achar que sou um babaca, mas... quero mostrar que não quero mais isso. - ele apoia seu cotovelo no joelho e deita sua cabeça na mão.

- Pra que se esforçar tanto? - perguntei por perguntar.

- Por que me apaixonei por você. - me engasgo com o café e começo a tossir. V-você tá bem? Quer água?

- N-não só... não estava preparada. Você deve estar louco ou doente, nos vimos algumas vezes e só nos falamos durante a viajem, como pode se apaixonar? Se pensa que vou cair nessa está muito enganado.

- Não estou brincando, como disse, você é diferente e chamou minha atenção, pensei que estava satisfeito do jeito que estava até ver você e ser rejeitado friamente, isso mostrou que não estava completo, que nada do que eu tenho agora importa mais, de certa forma você abriu meus olhos.

- Cara fala sério - cocei a nuca. - Tá ouvindo a si mesmo?

- Estou, me dá uma chance de ser seu amigo vai?

- Você é bem direto.

- Isso é um sim?

- Faça o que quiser. - ele sorriu, seus olhos brilharam.

- Não vou te incomodar mais, valeu pelo curativo e pelo café. - ele se levantou e caminhou para a porta, o segui e assim que ele a fechou me encostei na mesma.

- Céus, que cara estranho... - balancei minha cabeça e resolvi fazer minhas coisas antes de ir dormir.



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