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História Maybe (MoonSun) by feomarzo - Capítulo 15


Escrita por:


Notas do Autor


Olá!

Sabadou e voltamos à programação normal o/

AVISOS!! TRIGGER WARNING:
- Cenas de violência;
- Referência à abuso;
- Angst pesado.
LEIA COM CUIDADO caso seja sensível à qualquer tema citado acima.

Desculpem qualquer erro que tenha passado despercebido e boa leitura ^.^'

Capítulo 15 - Fundo do poço


Moonbyul saiu do táxi e pagou o motorista. Ela abriu rapidamente a porta de entrada do prédio, a determinação guiava seus passos. Ela foi até o elevador e apertou o botão para chamá-lo. Enquanto esperava, ela começou a ensaiar o que iria falar.

‘Eu estou totalmente comprometida também. Não, isso é muito meloso. Me aceita de volta? Não, isso é muito idiota. Tanto faz, eu vou improvisar algo.’ Ela decidiu ao entrar no elevador.

A mão tremeu ao apertar o número do andar do apartamento de Solar. Ela podia sentir o coração batendo forte no peito. Uma parte dela estava se preparando para o pior. Ela tinha que estar preparada para a rejeição. Quando o elevador parou, o caminho até a porta de Solar pareceu uma jornada de 10km. Ao bater, a porta abriu sozinha; não havia sido fechada corretamente. Moonbyul achou isso estranho e entrou com cautela.

“Solar?” ela chamou sem receber resposta. De repente, ela ouviu sua ex gritar.

“POR FAVOR, PARE!” ela ouviu a voz de Solar suplicar. Sem hesitação, Byul correu até o quarto e ao abrir a porta ela encontrou um homem sem camisa atacando Solar na cama.

Ela segurou o homem pelas pernas e o puxou para fora da cama.

 

Changsub bateu com o queixo no chão, fazendo com que ele mordesse o lábio. Ele grunhiu de dor antes de se virar para ver quem o tinha atacado.

“Moonbyul?!” Solar perguntou surpresa, mas não foi ouvida. Assim como na noite em que Moonbyul a salvou do síndico, a raiva impediu que ela ouvisse a voz da bailarina.

 

Byul atacou Changsub e os dois rolaram pelo chão. Chang atacou de volta para se defender. Contudo, ele era somente um barista; sim ele malhava, mas não como Moonbyul. Ele não tinha a técnica de luta que ela aprendeu com o boxe. Ele empurrou a fotógrafa com as pernas e se levantou, mas Byul correu e o atacou novamente, empurrando-o contra a cômoda de Solar. Tudo isso enquanto a bailarina gritava para os dois pararem. Moonbyul acertou um soco, fazendo sangue escorrer pelo nariz dele. Não sendo mais capaz de assistir aquilo, Solar correu até eles e tentou segurar o braço de Byul antes que a fotógrafa pudesse socar Changsub novamente. Infelizmente, ao se preparar para desferir outro golpe, Moonbyul levou o braço pra trás para aumentar a força do impacto e seu cotovelo acertou em cheio o rosto de Solar. Aquilo fez com que ela parasse imediatamente, se virando e direcionando sua atenção para a bailarina.

“Você está bem?!” ela perguntou se sentindo horrível pelo acidente. Moonbyul viu Changsub se adiantar e examinar o rosto de Solar, enquanto ele mesmo ainda estava sangrando.

“O que você está fazendo?!” Solar questionou.

“Eu estava tentando te salvar.” Moonbyul respondeu levantando a voz.

“Eu não preciso que você seja sempre a minha salvadora! Ele é um amigo meu!” ela rebateu.

“Você está bem? Meu Deus, o seu nariz!” Solar falou ao segurar o queixo de Changsub e avaliar os hematomas. “Você deveria ir embora.” Ela disse em tom áspero ao olhar novamente para Moonbyul.

“Eu-”

“Moonbyul, vai embora! Por favor.” Ela repetiu.

Moonbyul ficou ali assistindo sua ex cuidar dos ferimentos de um estranho. Ela sentiu como se tudo estivesse desmoronando sobre a cabeça dela. Seu coração doeu de um jeito que ela não pensou que poderia doer. Sem nem perceber que seus pés estavam se movendo, ela saiu do quarto sentindo como se fosse vomitar a qualquer momento. Solar tinha começado a namorar aquele cara durante esse mês em que ela esteve fora? Quando ela saiu do prédio, o vento frio a atingiu. As lágrimas que caiam por seu rosto se tornaram frias. Ela olhou para as luzes da rua.

‘Eu a perdi.’ Esse pensamento quebrou ainda mais o seu coração.

Como um fantasma, ela lentamente fez seu caminho até a calçada.

*

KNOCK

KNOCK

KNOCK

KNOCK

KNOCK

“Já estou indo!” Seulgi gritou do outro lado da porta. Ela se perguntou quem diabos estaria batendo na porta daquele jeito às 3h da manhã. Quando ela abriu a porta, Moonbyul, que estava apoiada para se manter em pé, caiu no chão.

“Merda.” Seulgi disse ao perceber que sua amiga estava completamente bêbada. Ela ajudou-a a levantar e suportou parte do peso dela ao guiá-la para dentro do apartamento.

“O que aconteceu com você?” ela perguntou ao colocar Moonbyul no sofá.

“Oh my loveeee as time goes by babyyyy!” Moonbyul começou a cantar enquanto balançava os braços no ar. Seulgi somente assistiu a cena.

“If you and me become stranged someday!” ela continuou cantarolando a letra. “Don’t forget me! Don’t forget me!” ela não canta mal, mas o volume em que ela estava gritando a letra da música fez Seulgi se encolher.

“Ok, já chega.” Ela disse forçando Moonbyul a parar.

“Ah, Seulgi-ah. Ouça-me. Escute um conselho da sua unnie. Amar não vale nada. As mulheres vão partir seu coração em mil pedaços num piscar de olhos. Você tem sorte de ser hétero.” Ela disse ao se deitar de uma forma mais confortável no sofá de sua amiga.

Na verdade, Seulgi é bissexual. Ela ainda não se sentia totalmente confortável ao falar sobre a sexualidade e é por isso que Moonbyul pensava que ela era hétero.

Ela supôs que Moonbyul tinha ido falar com Solar e as coisas não correram bem. Seulgi não esperava nada menos de sua amiga; ela sabia que quando as coisas não aconteciam da forma como a mais velha planejava, Byul iria tentar beber até apagar tudo de sua memória. Ela suspirou profundamente ao ver Byul adormecer lentamente em seu sofá. Ela sentiu pena da amiga. Foi até o quarto, pegou um cobertor e cobriu Moonbyul antes de voltar para a própria cama.

*

Moonbyul acordou com o barulho de Seulgi cozinhando. Ela lentamente abriu os olhos e massageou a cabeça numa tentativa de amenizar a dor de cabeça que sentia. O sol brilhava através da janela, forçando-a a semicerrar os olhos, ela grunhiu por causa do desconforto que sentia.

“Bom dia.” Seulgi disse ao desviar o olhar do fogão. Moonbyul não respondeu, mas se sentou bruscamente. Sua mente tentando recuperar a memória dos eventos da noite anterior que a levaram até o sofá de sua amiga. O peso da tristeza que sentia estava esmagando o peito dela. Ela fodeu com tudo.

Seulgi foi até ela, colocando uma tigela com comida na mesinha de centro.

“Se você está se perguntando por que sua cabeça está doendo, você bateu com força quando caiu no chão ontem à noite. Além disso, você provavelmente bebeu mais do que seu peso em álcool.” Ela disse antes de levar uma colherada à boca. Ela esperou uma resposta que não veio. Seulgi então parou de comer e olhou para sua amiga, ela viu lágrimas lentamente escaparem dos olhos de Moonbyul.

“Eu esperei demais.” Byul disse em um sussurro quase inaudível. “Acabou.” Ela adicionou ao olhar para a amiga, Seulgi a observava com compaixão.

Pressentindo que o pior estava por vir, Seulgi deixou sua tigela de lado e se sentou ao lado de Moonbyul. Ela a abraçou de lado quando Byul começou a chorar baixinho com o rosto enterrado nas mãos. Olhando as mãos avermelhadas, Seulgi se perguntou em quem ou em que sua amiga tinha batido. A mais nova sabia que Moonbyul tinha o péssimo hábito de bater em coisas quando se sentia sobrecarregada por suas emoções.

 

Moonbyul passou dois dias no sofá de Seulgi. Ela faltou ao trabalho e só comia quando Seulgi obrigava. Então, no terceiro, quando Seulgi saiu para um trabalho, Moonbyul foi embora. Ao chegar em casa ela foi direto para o quarto e rastejou sob as cobertas. Ela estava se odiando. Julgava que tudo que estava acontecendo era culpa dela. Se ela nunca tivesse beijado Sohee nada disso estaria acontecendo. Deus, como ela desejava poder voltar no tempo e evitar todo aquele sofrimento.

“Moonbyul? Você está em casa?” Hani chamou. Ela sabia que Moonbyul já tinha voltado de viagem, mas ainda não tinha ido para casa e nem estava atendendo ao telefone. Hani não pensou em falar com Seulgi, em vez disso, ela ia até o quarto da fotógrafa todos os dias, esperando encontrá-la eventualmente.

“Ah, você está aqui.” Ela disse surpresa ao abrir a porta. “Uma mulher chamada Kim Soobin ligou procurando você...” ela disse, mas não obteve resposta.

Moonbyul estava rezando para todos os deuses para que Hani calasse a boca e a deixasse em paz.

“Você deveria ligar de volta... Parecia algo importante...” Hani continuou a pressionar sua colega de apartamento, esperando por uma resposta.

“Meu Deus, Hani! Okay! Tá certo, eu já entendi! Agora vai embora logo.” Moonbyul grunhiu e jogou um travesseiro sobre a cabeça antes de dar as costas para a porta. Hani foi pega de surpresa pela reação agressiva.

“Credo, okay.” Ela respondeu ao fechar a porta.

A fotógrafa suspirou e imediatamente se arrependeu de ter falado daquele jeito com sua amiga.

*

O mês passou lentamente. Moonbyul ia trabalhar todos os dias e ia para o bar mais próximo todas as noites. Assim que começava a beber, ela encarava o vazio. O bartender já sabia quais suas preferências devido à frequência com que ela aparecia no bar. Assim que ela entrou, ele começou a preparar o veneno que ela iria tomar.

“Hey.” Uma mulher disse ao tocar o ombro de Moonbyul. Lentamente, a fotógrafa se virou e deu de cara com Yuri.

“Yuri. Oi.” Ela disse roboticamente. Yuri sentou ao lado dela e as duas começaram a conversar. Moonbyul estava surpresa que a outra mulher ainda não tinha desanimado diante das respostas desinteressadas que recebeu durante toda a conversa.

“Você quer ir para outro lugar?” Yuri perguntou de forma sedutora. Moonbyul olhou pra ela por um momento antes de pensar ‘Foda-se’ e se levantar.

As duas foram até o apartamento de Yuri. Moonbyul fechou os olhos com força ao sentar no sofá. Yuri não perdeu tempo e começou a tirar a calça da fotógrafa. A mulher ficou de joelhos em frente à Moonbyul e começou a beijar a parte interna das coxas dela. Imaginando Solar, Byul quase foi capaz de aproveitar as carícias, mas Yuri começou a morder com força a pele sensível. Ela era muito violenta para o gosto de Moonbyul. Puxando-a para cima, a fotógrafa começou a beijá-la com luxúria. Yuri não se importava com Byul, ela só queria uma boa noite de sexo. Moonbyul também não se importava com Yuri, mas a última pessoa com que ela havia dormido tinha sido Solar e ela queria apagar isso.

Yuri montou no colo de Moonbyul e aprofundou o beijo, suas línguas lutando por dominância. Moonbyul levantou o vestido da outra e apertou a bunda de Yuri com força. Depois de alguns momentos se beijando assim, Byul levou uma mão até o meio das pernas de Yuri e puxou a calcinha para o lado, segurando-a assim enquanto levava a outra mão ate a boca da mulher, Yuri começou a chupar os dedos da fotógrafa imediatamente. Moonbyul retirou os dedos da boca da outra e a penetrou; Yuri soltou um gemido sem fôlego enquanto a fotógrafa aumentava o ritmo. Ela começou a beijar e morder o pescoço de Moonbyul ao rebolar nos dedos dela. A fotógrafa grunhiu de dor ao ter a orelha mordida com muita força; a ação deixou-a com raiva. Ela se levantou e carregou Yuri para o quarto, jogando-a na cama antes de engatinhar sobre ela. Que bom que Yuri gostava de sexo violento, porque agora Moonbyul ia fodê-la com raiva.

*

As estocadas de Moonbyul se tornaram mais rápidas e violentas, ela estava perto de atingir o clímax. Yuri gemeu de dor e implorou por mais. As duas gozaram; Yuri primeiro e depois Moonbyul. Por um momento, a fotógrafa descansou sobre a outra mulher ao recuperar o fôlego. Ao sentar-se, ela retirou o strap-on, se levantou e começou a se vestir.

“Você sempre vai embora logo depois de terminar.” Yuri comentou.

Já faz mais ou menos um mês desde que as duas começaram a se encontrar para transar, todas as vezes Moonbyul vai embora logo depois de gozarem.

“Sim.” Ela disse simplesmente ao vestir a blusa e sair do quarto. Ela teria se sentido mal por ir embora assim, mas ela sabia que Yuri só queria usá-la para sexo.

 

Naquela noite, Moonbyul foi até o bar de costume e bebeu até que fosse difícil se manter em pé. Quando estava saindo, um homem esbarrou nela e ela o xingou. Indo atrás do homem, ela continuou insultando-o querendo que ele batesse nela. Eventualmente, depois de empurrá-lo algumas vezes, ele realmente bateu e deixou-a com a boca sangrando. O bartender apartou a briga e ajudou Moonbyul a sair do bar. Depois de cambalear até chegar em casa, ela percebeu que estava trancada do lado de fora do apartamento. Seu grande plano foi sentar no corredor e esperar Hani chegar.

“Moonbyul?” uma voz a chamou do outro lado do corredor. Ela precisou de toda sua força para levantar a cabeça e ver quem tinha falado.

“Yooa.” Ela disse com os olhos fechando ao sorrir. “Eu estou presa do lado de fora.” Ela adicionou ao apontar para a porta.

Yooa percebeu o quão bêbada ela estava e viu o lábio machucado. Mesmo que a última interação delas não tenha acabado bem, ela não poderia deixar Moonbyul jogada no corredor daquele jeito. Ela foi até a fotógrafa antes de perguntar:

“Você quer ficar no meu apartamento?”

Moonbyul olhou para ela e Yooa pôde ver que ela estava considerando a oferta. Suavemente, a fotógrafa assentiu e tentou se levantar com a ajuda de Yooa. A mais nova a guiou até o quarto de hóspedes; em poucos minutos, Moonbyul adormeceu. Yooa apagou as luzes e saiu do quarto, fechando a porta com cuidado.

 

Moonbyul dormiu por dois dias seguidos. Yooa já estava começando a se preocupar, mas a fotógrafa acordou no terceiro dia enquanto ela estava passando uma pomada sobre o lábio machucado.

 

“Ah!” Moonbyul acordar do nada assustou Yooa. Ela se afastou e observou a reação da mais velha; Byul se sentou na cama aos poucos.

“Eu só estava passando isso... para sarar mais rapidamente... o seu lábio...” Yooa hesitou ao admitir. Depois que ela terminou de falar, Monbyul levou uma mão à boca e sentiu a ferida; seu rosto se contorceu em dor quando apertou com mais força.

“Cuidado.” Yooa avisou depois que percebeu que o corte tinha sido aberto novamente e agora estava sangrando. Yooa pegou um lenço de papel que estava na mesinha e entregou à garota de cabelo prateado. Ela observou atentamente Moonbyul tentar estancar o sangue.

“Você apagou por quase três dias inteiros.” Ela comentou.

Moonbyul continuou em silêncio.

“Você vomitou algumas vezes. Você provavelmente deveria para de beber tanto.” O conselho materno e a preocupação na voz dela fizeram com que a fotógrafa olhasse para ela. Moonbyul ainda não sabia o que dizer.

A fotógrafa se moveu e sentou na beira da cama. Quando seus pés tocaram o chão, ela percebeu que não estava usando calça. Seus olhos se voltaram para Yooa.

“Não se preocupe, eu não queria tirá-la, mas sua calça estava toda molhada...” ela contou. Byul lembrou-se que naquela noite ela escorregou e caiu em uma poça de lama quando estava voltando bêbada para casa. Ela viu Yooa se levantar e ir até o outro lado do quarto pegar a roupa.

“Aqui. Eu lavei.” Ela disse suavemente ao entregar a calça para Moonbyul. Yooa desviou o olhar enquanto a mais velha se vestia.

“Obrigada.” Moonbyul disse baixinho. “Eu vou embora agora.”

Ela se levantou e foi para a porta da frente. Dizer que ela estava envergonhada seria um eufemismo.

Ela sabia que tinha que parar de beber.

Quando chegou em casa, ela abriu a porta com uma chave extra. Hani não estava em casa. A solidão a atingiu como um caminhão em alta velocidade; solidão que virou raiva; raiva que virou ódio de si mesma. Com as emoções borbulhando dentro de si, ela procurou algo em que pudesse bater e extravasar. Ela mirou na parece, levantou a mão e se preparou, mas parou antes de golpear o concreto. A falta de controle foi que a levou até aquele estado. Ela precisa parar. Ela precisava de ajuda.

Byul foi até o quarto e trocou de roupa antes de voltar à cozinha e deixar um recado para sua colega de apartamento.

“Não morri. Estou indo procurar ajuda.”

Ela escreveu e deixou o papel sobre o balcão.

Hani e Moonbyul tinham brigado na semana anterior porque Hani disse que a fotógrafa iria destruir o fígado se continuasse a beber daquele jeito. Byul não aceitou bem aquelas palavras e estava bêbada quando as ouviu; então tudo terminou em uma briga intensa.

*

KNOCK

KNOCK

Moonbyul bateu na porta suave e lentamente. Quando Seulgi abriu a porta, as duas forçaram sorrisos uma para outra. Aquele momento era agridoce. Ambas sabiam que Moonbyul precisava de ajuda. Ela já precisava há um tempo, mas nunca pensou em se ajudar até agora. A mãe de Seulgi era psicóloga, então a mais nova conseguiu uma consulta para a amiga naquele mesmo dia.

 

Ela começou a fazer terapia com uma das melhores psicólogas da cidade. Eram duas sessões por semana com duração de uma hora cada. O primeiro mês foi o pior. Elas cavaram nas profundezas de Moonbyul e identificaram o que fazia a fotógrafa se odiar tanto. Numa sessão, Moonbyul passou todo o tempo chorando depois que percebeu o que o seu pai adotivo realmente havia feito com ela. A fotógrafa tinha enterrado aquele trauma tão fundo, antes tudo o que ela conseguia se lembrar de era de ter sido espancada, mas a terapeuta deixou que ela falasse a vontade enquanto relembrava tudo o que ele havia feito para machuca-la física e espiritualmente. Byul tinha feito um bom trabalho em se manter firme até que a terapeuta disse que nada daquilo era culpa dela e que ninguém merecia vivenciar algo assim. Ela imediatamente desabou.

*

Alguns meses se passaram e Moonbyul finalmente estava em bom estado de novo. Ela tinha um bom controle das emoções agora, ela estava envolvida num projeto do trabalho que despertava ainda mais a paixão pela fotografia e ela e Hani estavam mais unidas que nunca.

Uma noite em que estava escrevendo em seu diário, Moonbyul se lembrou das noites que antecederam sua ida à psicóloga. Ela pensou em Yooa. Na manhã seguinte, ela saiu para comprar flores para a mais nova. Se Yooa não tivesse cuidado dela naquela noite, só Deus sabe o que teria acontecido.

Ela bateu duas vezes e esperou no corredor. Quando Yooa abriu a porta, ficou surpresa ao ver Moonbyul parada ali com flores em mãos.

“Moonbyul... O que você-”

“Eu vim te agradecer. Por cuidar de mim naquela noite. Sua ajuda me fez perceber o quão mal eu estava.” Ela disse massageando a nuca, ainda com vergonha daquela noite. “Eu procurei ajuda e estou sóbria agora. Então... Muito obrigada.” Ela terminou oferecendo as flores.

Yooa sorriu para a fotógrafa.

“Você quer entrar?” ela perguntou.

Moonbyul ficou parada por um momento, um sorriso surgiu em seu rosto antes de aceitar o convite.

As duas conversaram por horas enquanto bebiam café e comiam docinhos. Nenhuma das duas sabia ainda, mas aquele foi o começo de algo. Elas saíram juntas todos os finais de semana durante um mês; até que uma noite, elas foram até o rio Han. Elas conversaram sobre a vida enquanto olhavam as águas do rio.

Moonbyul estava pronta. Ela estava bem emocionalmente, agora ela só queria alguém ao lado dela.

Alguém como Yooa.

Quando a mais nova terminou de falar, ela olhou para Moonbyul e encontrou a fotógrafa sorrindo pra ela, admirando sua beleza.

“O que?” ela perguntou inocentemente rindo.

Moonbyul balançou a cabeça suavemente antes de levar as mãos até o rosto de Yooa, puxando-a gentilmente para um beijo. Foi suave e lento. As duas se entregaram uma à outra. Depois daquela noite, elas estavam oficialmente juntas. Elas caminharam de mãos dadas pela vida em clima de romance. Moonbyul ainda pensava em Solar, mas ela sempre conseguia esquecê-la quando Yooa segurava sua mão ou quando a beijava. Ela sabia que podia ser feliz com Yooa.

Ela sabia que podia... desde que não pensasse em Solar.


Notas Finais


Alguém comentou semana passada que "o bom de chegar ao fundo do poço é que só tem como subir."
Verdade! E a subida é árdua, mas vale a pena.

Estamos oficialmente na metade de Maybe.
Fase nova, visual novo. Adeus cabelo prateado; Moonbyul agora estará com o visual de WindFlower e com o cabelo castanho ♡

É isto. heheh

Até o próximo capítulo :)


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