História Mesa 16 - Capítulo 1


Escrita por: e hannyu

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin)
Tags Diasdeluta, Mesa16, Namjin, Namjoon, Pjfp, Seokjin, Ucnamjout, Ycnj
Visualizações 94
Palavras 1.315
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT, Slash, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá, como vão?

Esse plot foi consumindo minha cabeça por completo desde que escutei a música Mesa 16 de plutão já foi planeta. Então meus agradecimentos eternos a eles.

Obrigada também a Niichan por betar com tanto carinho e a Jeongukiss por fazer essa capa maravilhosa. Vocês são um show!

Espero que aproveitem a leitura =D

Capítulo 1 - Capítulo Único


Estávamos em plena copa do mundo, a televisão alta anunciava uma falta para o time da Coréia que até então, estava um desastre total; vários jogadores se juntaram ao juiz para discutir enquanto um deles, deitado no chão, parecia sentir imensas dores.

O bar em questão, estava lotado, todavia ainda haviam poucas mesas livres para aqueles que quisessem assistir o jogo, tomar alguma coisa ou se proteger da garoa que caía fina.

A verdade é que eu não entendia futebol, estava perdido em todas aquelas jogadas mirabolantes, dignas de um jogo decisivo — segundo Yoongi. Éramos quatro amigos e apenas eu parecia não ter o olhar fixo na televisão.

— GOOOOOLLL! — o som estridente dos gritos me fez despertar dos pensamentos e então encarei meus amigos que sorriam comemorando, eu apenas dei mais um gole no soju a minha frente antes de encarar a porta do local. Suspirei e desejei estar em casa vendo algum documentário do Discovery Channel, sufocado de cobertores e um café.

Foquei meus olhos na entrada do local, torcendo para que algo me motivasse a continuar ali, aturando toda a agitação. Foi quando conseguir ver, mesmo com meu alto grau de miopia, o estranho que adentrava com alguns respingos cobrindo a roupa.

Namjoon?

Escutei meu nome ser chamado algumas boas vezes e eu não liguei em responder a nenhuma delas, ainda vidrado no homem que estava há poucos metros de distância.

Era alto, trajava-se de mangas compridas e uma calça preta em caimento perfeito. Sua pele bronzeada, olhos e cabelos igualmente castanhos. E um sorriso encantador, devo acentuar. Chegou comprimentando todos a sua volta com abraços e toques de mão. Parecia ser tão natural para si resplandecer luz, era leve, aconchegante e particular.

Esquece a partida da bola e presta atenção nessa entrada.

“Garçom, me veja uma mesa, por favor” berrou no meio de todos e foi prontamente atendido. Seus olhos percorreram o espaço até encontrarem os meus. E ele apenas piscou e sorriu, encaminhando-se para a mesa pedida. Número 16.

— Ya, moleque! - senti o tapa arder em meu pescoço e a voz de Hoseok ecoar — Você escutou alguma coisa?

— Não hyung, eu não escutei. - suspirei, vendo o anúncio do intervalo da partida. Placar: 0x0. O gol havia sido impedido.

— Sinceramente, Namjoon. — Jungkook largou seu copo sob a mesa, enquanto brincava com as mãos de Yoongi — Onde está com a cabeça hoje?

— Acima do pescoço, Jungkook-ah. —  ironizei e este apenas balançou a cabeça, incrédulo. Eu apenas revirei os olhos, voltando para o ponto inicial.

Ao perceber ser observado, levantei os olhos em busca do culpado, não me dando tempo para desviar. Estávamos prestes a alongar o contato visual para um minuto e meio, quando o whisky duplo foi colocado em cima de sua mesa, quebrando totalmente o lance que havíamos estabelecido. Logo agradeceu ao garçom e voltou a mesma posição, exibindo um sorriso cortês. Seu rosto era marcado por algumas finas linhas de expressão, ao notar o olhar minucioso, maneou a cabeça e apontou para a cadeira vazia.

— Sou Kim Namjoon, prazer! — proferi antes mesmo de sentar, fazendo este rir.

— Poderíamos ter sido primos distantes em outras vidas, Kim, o que me diz? — sugeriu.

— Algo como primeiro grau é a escolha certa?! — ele nem sequer havia falado seu nome e já falávamos sobre outras vidas. Exótico.

— Essa noite vai ser interessante. — sorriu e tomou uma boa dose do líquido escuro. Caralho. — Você não me parece o cara que fica quatro horas e meia assistindo jogos de futebol, então o que me diz?

Ele havia chegado às seis e sentado na dezesseis. Agora, já se passavam das dez e o segundo tempo do último jogo do dia servia de fundo para nossa conversa.

— Não minta, Joonie! — brincou — Quem em sã consciência machuca o dedo numa lamparina de plástico?

— Mê dá um desconto, eu tinha nove anos e pressionei demais aquela lâmpada. — permiti um muxoxo se apossar da minha expressão.

— Ah, como é fofo. - apertou as mãos, aproximando-se de minhas maçãs — Devia ser considerado mundialmente fofo.

— Você me deixa sem jeito, hyung.

— Estamos conversando há bastante tempo, Namjoon-shi. — reclamou — Sem vergonhas. Pela quantidade de soju que já tomou pensei que estaria mais relaxado.

— Não fico bêbado facilmente.

— Eu percebi, genius. — sorriu e olhou para o relógio. — Você não terminou de falar sobre seu curso, senhor Foucault.

— O que mais poderia ser falado sobre filosofia? — questionei — É aterrorizadamente curioso, se é que essa palavra existe, estudar sobre o ser humano e a origem de seus pensamentos. Digo, estudar filosofia é ter argumentação para tudo.

— Duvido desta afirmação, professor. — alinhou seu corpo, para logo após apoiar o rosto em suas mãos.

— Diga-me qualquer coisa. A primeira que lhe vier à cabeça.

— …. — pareceu pensar por bons minutos, tempo suficiente para que marcassem os 5 minutos finais do jogo no telão —  Já sei! — indagou alto — Acaso.

— Essa foi a primeira coisa que pensou? — o homem apenas afirmou. — Aceitável.

— Estou esperando sua resposta.

— Nietzsche dizia que nenhum vencedor acredita no acaso, pois o que existe é o esforço e não a sorte desse fenômeno. — olhei para si, especialmente para o âmbar de seus olhos, que pareciam especialmente mais brilhantes de perto — Ele foi um idiota. A verdade é que sempre tentamos buscar a origem do mundo, desde a nossa própria origem. Não conseguimos nos prender exatamente a eventos inexplicáveis.

— Tipo, nós dois aqui e agora. Seria categorizado um acaso?

— A não ser que você tenha planejado tudo matematicamente, esse fenômeno foi um acaso bastante agradável.

— Esse foi o flerte mais intelectual que eu já ouvi, sinceramente. — riu alto e eu apenas o acompanhei.

— Estou falando a verdade. Há coisas que são excepcionais do jeito que estão, como as estrelas não descobertas do céu, como esses pequenos momentos. — sinto que suspirei mais nessa noite à qualquer outra em toda minha vida — O ser humano é muito ambicioso.

— Você é terrivelmente apaixonante, caralho. — levou as mãos a cabeça, deixando os cabelos escaparem para trás — Eu sinto vontade de beijar sua massa cinzenta.

— Não é para tanto, digo, biologia é bem mais encantadora. — desvio a conversa antes que a vermelhidão alcance meu rosto.

— Tem razão. — afirmou — Por mais verdadeiras que sejam suas palavras, nada se compara ao estudo do que faz você falar, pensar e agir dessa forma.

Nossos rostos estavam próximos demais, mesmo que fosse consequência da nossa euforia. Seria um momento perfeito, se o soju não dificultasse minha vida. Eu havia tomado seis garrafas daquela, em quatro horas e o efeito só vem neste tipo de situação? Qual é Hawking, eu defendi seu ideal aqui.

— Parece acaso para você, — murmurei — o fato de eu necessitar ir ao banheiro nesse exato momento?

— Por Foucault, isso só torna as coisas mais intrigantes. — ficamos em silêncio por alguns segundos, até resolver quebra-lo — O que está esperando? Isso pode lhe causar uma infecção urinária.

De todas as sensações do mundo, nada poderia se comparar ao alívio que estava sentindo ao sair daquele banheiro. Assim pensava, até encarar a mesa que outrora dividia com o rapaz acastanhado.

Completamente vazia.

Ele havia ido embora sem dizer ou esperar um sequer até logo. No meio dessa reflexão momentânea, o árbitro sinaliza o final do jogo, levando todos a uma algazarra estrondosa.

— Ei, Namjoon! - gritou o homem, distante o suficiente para que não pudesse alcançá-lo, todavia alto o bastante para ouvi-lo. — Você foi o melhor acaso que já me aconteceu. — E assim, o carro que o levaria para algum lugar, partiu. Eu me dispôs a sorrir. Era a única coisa que podia fazer no momento.

— Ele aparece todo santo jogo, não fique pra baixo e apareça na próxima semana se desejar vê-lo novamente. — garantiu o garçom, assenti firmemente agradecendo ao rapaz que apenas deu de ombros e saiu.

De tantos fenômenos que poderiam de ter acontecido, o melhor deles nem sequer havia como ser nomeado.

O nome eu fiquei só na mesa.

Mesa 16.

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado da OS, foi bem simples; mas ó, de coração. Amem muito esse projeto que é um espetáculo.

allove 💚


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