História Meu Melhor Amigo - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.088
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Policial, Romance e Novela, Suspense, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


~ boa leitura e bom fds u.u ❤🔥

Capítulo 12 - 12


Fanfic / Fanfiction Meu Melhor Amigo - Capítulo 12 - 12

Lisa

O dia estava tenso. Eu andava de um lado para o outro, no quarto, pensando na melhor forma de tirar essa história a limpo. Não quero deixar isso pra lá, principalmente por ter sido quase agredida e por consequências da Beck! No meu braço, ficou uma mancha roxa, e estou tentando manter escondida, quando vou para perto dela. Não quero que ela saiba do que aconteceu, e também não quero, que fique preocupada. Conheço muito bem, minha mãe, eu não sei o que ela poderia fazer, em relação a isso. Só não quero, le causar mais problemas.

— Mãe, vou caminhar! — Grito, enquanto caminho em direção a porta. — Volto daqui a pouco! Beijo!

— Ok, cuidado! — Respondeu ela.

Peguei os fones e coloquei uma música, antes de sair. Olho para o outro lado da rua, e vejo Beck, entrando na casa do Tom. Estava sozinha. Não pensei duas vezes em ir até lá. Fui andando depressa, com uma raiva que a cada passo, só aumentava. Bati na porta três vezes, e na quarta, Tom quem atendeu.

— Lisa? Oi! — Diz ele, gentilmente.

— Onde está a Beck? — Já fui imediatamente entrando, sem mais nem menos. A mesma estava sentada no sofá, tomando um suco, enquanto via tv. — Aí está você!

— O que está havendo, Lisa?? — Tom perguntava, sem entender minha fúria.

— Oi, Lisa! Aconteceu alguma coisa? — Beck sempre se fazia de sonsa, quando estava perto do Tom, e isso me irritava ainda mais.

— Olha, não banca a sonsa perto de mim, ok? Eu já sei que foi você! — Falo, apontando o dedo em sua cara. Ela continuava tranquila.

— Do que você tá falando, Lisa? Você está bem? 

— Foi você quem disse ao Liam que eu estava na casa do Rafael, sua traídora!! E sei que foi por intriga! De propósito!

— Espera, o quê? Que história é essa??

— A sua namoradinha, fez fofoca para o Liam. E sabe o que ele fez? Foi até a casa do Rafael e quase me tirou de lá, arrastada! Foi isso, que aconteceu! — Grito. — Mas Rafael me protegeu...

— Por que, você fez isso, Beck?

— Eu não fiz por mal, ok? Ele só perguntou quem era o cara que você estava saindo... Eu só disse a verdade, só isso! Não fiz de propósito, ou pra te causar problemas, Lisa.

— Mentira! Você fez isso porque está com ciúme do Tom! Fala, fala pra ele o que você me disse, quando foi em minha casa!! Não vai falar?

— Você foi na casa da Lisa, Beck?

— Sim, querido, mas... Foi apenas para conversar. A Lisa está transtornada, não está falando nada com nada, você não vê?

— Quê? Eu só não te meto a mão na cara, porque... Argh! — Falei, tentando me controlar e não voar nos cabelos dessa garota. — Você me disse pra ficar longe do Tom! 

— Você fez isso? — Ele pergunta, com um ar de decepção. Estava estampado na sua cara.

— Não, eu...

— Tom, foi verdade, acredita em mim. Ela foi até minha casa e me disse coisas absurdas. E olha, desculpa ter te tratado com frieza esses dias, só não queria te trazer problemas... Mas sua namorada não me quer, por perto.

— Tudo bem. Beck, porque falou ao Liam? O que ganhou em troca? E se ele tivesse machucado a Lisa, hã?? Você é louca? Por que está fazendo isso? Você quer me afastar da Lisa, é isso mesmo? Somos amigos!

— Não fala desse jeito comigo, Thomas! Foi pelo seu bem, que tentei manter essa garota longe! Ela vive com problemas, e sempre joga pra você!

— Você é doente, ou o quê?? Eu não quero, que me controle! Isso que está fazendo é... loucura! Você não deveria ter ido até à casa da Lisa. Olha, acho melhor você ir embora. 

— Você só pode estar brincando. Você tá me mandando ir embora, é isso? É isso mesmo, Thomas? 

— Sim, é isso. Estou decepcionado com você, Beck. Não sei se vou conseguir falar com você, ainda hoje. 

— Você estragou tudo! E você, você vai se arrepender, Thomas! — Ela saiu em disparada, batendo a porta. 

— Eu nem sei, o que te dizer. — Tom disse, ao se jogar no sofá. 

— Não precisa, você não tem culpa. A Beck passou dos limites, apenas...

— E, como. Ela não pode, querer me controlar. Eu sei, que ela gosta de mim, mas essas atitudes não se faz. 

— Desculpa ter entrado daquela maneira... Só estava tentando colocar tudo pra fora. Mas em compensação, tirei um peso das costas. 

— Eu te entendo. Acho que teria feito o mesmo... que loucura! Lisa, o que foi isso, no seu braço? — Eu tentei esconder, mas não deu muito certo.

— A, é... 

— Foi o Liam, não foi?

— Sim...

— Lisa, esse cara é maluco! Você deveria fazer algo, em relação a isso. Se você quiser, vamos até à delegacia! Vamos agora.

— Não, não precisa, Tom. Pode deixar que com o Liam eu me entendo. Deixa isso pra lá...

— Você sabe que estou aqui, não é? Se precisar de algo... Mas é melhor ter cuidado, não sabemos do que ele é capaz. 

— Eu sei, obrigada...

— Tá, agora... Você e Rafael, estão mesmo firmes? — Tom fingia não se importar muito, com isso. Mas era nítido, como ficava tenso.

— Eu e Rafael? Não, isso não passa de um simples lance, sabe como é... Ele é um cara legal, mas não temos nada em comum. Não rolaria nada mais sério, estamos apenas... Curtindo.

— Que bom. Quer dizer, isso é... Maneiro, é legal. Mas vocês se dão bem, combinam.

— Talvez.

— E... Vocês já... Você sabe...

— Tom! É claro, que não! Quer dizer, teve um dia...

— Não, não precisa terminar! — Ele rir. 

— Brincadeira, não rolou nada. Infelizmente também não consigo, me entregar, assim... Não sei, o que há comigo...

— Não? 

— Não. Bom, vou ter que ir, falei para minha mãe que iria caminhar... 

— Sério? Posso ir com você?

— Sim, claro, será uma boa.

Nossa caminhada estava sendo agradável. Paramos em uma cafeteria para abastecer um pouco, as energias. Estava sentindo falta, de momentos assim com o Tom. Era bom, estar com ele, esquecer um pouco os problemas é essencial, para manter a mente descansada. 

— Nossa, já tinha até esquecido de como esse capuccino era bom! — Falo.

— Verdade, um dos melhores. Sabe, estava aqui pensando... Que tal se formos acampar com a galera? Faz tempo, que não fazemos isso. Você lembra da última vez?

— Nossa, tem razão. Faz um tempo... Talvez a ideia não seja, tão ruim. Acho que o pessoal vai gostar. — Falei. E no meio do nosso papo, o celular do Tom toca.

— É a Beck... Acho melhor deixar tocar. — Diz ele, ao colocar o celular de volta sobre a mesa.

— Atende, talvez seja um pedido de desculpas, ou... Sei lá.

— Tudo bem. — Ele suspira, depois atende. — Alô, Beck? 

— O que foi? — Tom ficou pálido, igual um palmito. Algo sério aconteceu, pois, ficou tenso e levantou rapidamente.

— Beck está no hospital. 

— Sério? O que aconteceu?

— Eu não sei, exatamente. Mas ela está um pouco mal, vou ter que ir até lá, desculpa.

— Tudo bem, você quer que eu vá com você?

— Claro!

— Tá, vou chamar um táxi.

Chegando no hospital, Tom ainda aflito, perguntou as enfermeiras onde estava Beck. Fomos então, até o seu quarto. Não estava ferida, mas estava tomando soro nas veias. Então, isso não foi, um acidente. Só espero que não seja, o que eu estou pensando.

— Oi? O que aconteceu com você, Beck? Que susto você me deu, quando falou que estava no hospital. — Eu fiquei no canto, não queria me aproximar. 

— Desculpa! — Ela começou a chorar, até começar a soluçar.

— Ok, mas o que você fez? Calma, respira e me explica, ok?

— Eu... Eu tentei me matar, Thomas! — E sim, foi exatamente isso, que pensei. — Por causa de você.

— Quê? Você não fez isso, fez? Beck!! Isso é muito sério, sabia? 

— Eu estou falando a verdade! Você estava com raiva de mim, e com razão! Eu sou uma idiota, não te mereço... Fiquei triste, sem chão, não sabia o que fazer, então...

— Então??

— Tomei uma quantidade enorme, de remédios. Só lembro de acordar aqui, no hospital. Me desculpa, me desculpa. — E ela volta a chorar novamente.

— Calma, ta tudo bem. — Tom a abraçou. — Não deveria ter feito isso, é claro que eu iria atrás de você, Beck. Não iríamos terminar uma relação sem ao menos um diálogo. Ok, você errou, e eu sei, eu estava com raiva, mas isso não justifica. Não faz mais isso, está me ouvindo?

— Então você me perdoa? Você ainda gosta de mim? Por favor, diz que sim...— Tom me olhava.

— É claro, eu não vou te largar agora. Fica calma.

— É... Bom, vou ter que ir. Beck, melhoras. — Falo, ao abrir a porta do quarto. — Qualquer coisa me liga, Tom.

Ouvir aquilo me deixou triste, sem esperanças, sem absolutamente nada. Eu posso estar sendo egoísta, ao pensar apenas em mim nesse momento em que Beck está no hospital, mas eu sinto que nada daquilo é sincero, nada do que ela fala, ou faz. Não consigo acreditar em uma palavra, que aquela garota fala.

— Lisa, espera! — Tom veio atrás de mim.

— O quê? O que você quer?

— O que houve? Não estou te entendendo... O que aconteceu?

— A sua namorada precisa de você, é melhor voltar. — Continuo andando. — Ela pode fazer outra bobagem...

— Espera! — Ele segura em meu braço. — O que há com você? O que você quer de mim? Juro que não consigo entender, de verdade. Uma hora você diz pra que eu te esqueça, outras vezes, você fica nessa... O que quer de mim? Me ver sofrer, é isso?

— Sempre quando penso que as coisas podem dar certo, surge algo... É incrível.

— Olha, sinceramente, Beck é minha namorada e não posso larga-la por algo que eu sei, que não vou poder ter. Por que, as coisas pra você conseguem ser tão difíceis? Por que, não admite logo de uma vez o que sente por mim? Seria muito mais fácil. Facilitaria nossas vidas, porque já não consigo suportar, isso.

— Ta, você quer mesmo, saber? Ok, eu te amo! Está satisfeito? — Ele engole em seco, antes de falar. — Agora me deixa ir embora.

— Por que, não me falou isso antes?

— Por que eu não sabia, o que estava sentindo por você de verdade, ok? Não sei se você sabe, mas eu ainda estava com o Liam! As coisas estavam sendo difíceis, pra mim. Confusas.

— Não acredito... 

— Mas agora eu sei, que não podemos ficar juntos. Você tem a Beck, e eu respeito, isso. As coisas deverão continuar do jeito que estão.

— É, você tem razão. A Beck precisa de mim, agora... — Seus olhos lacrimejaram. — Isso está me deixando confuso, vou voltar para o quarto.

— Eu sei, não queria que fosse assim...

— Lisa, preciso pensar melhor. E com você por perto, não vai ser tão fácil. Tenho que ir, a gente se ver depois.

— Ok, tem razão. E... Desculpa.

Ele volta para o quarto, enquanto eu caminho em direção a saída. Lá fora, chorei muito, porque sei que falei muito tarde, o que sentia. E tudo isso é culpa minha, porque não vamos conseguir ficar juntos. Não, agora. Talvez agora fosse a hora de me afastar de verdade, não quero me machucar ainda mais.

De madrugada, eu tentava dormir, mas não conseguia, ficava apenas olhando para o teto luminoso. Ficava rolando de um lado para o outro, na cama, até ouvir um barulho na janela. 

— Quem é!? — Peguei meu bastão de beisebol e caminhei devagar, até lá.

— Preciso falar com você.

— Tom? — Joguei o bastão no canto sem que ele visse e abri a janela.

— Lisa, eu pensei muito e tomei uma decisão. Eu quero muito, ficar com você.

— Quê? É sério?

— Nunca falei tão sério, em toda minha vida.

— Mas... E quanto a Beck?

— Esse é um problema que irei resolver depois. Mas agora, eu só quero você. Só você!

Pulei em seu colo e dei-lhe um beijo, enquanto ele caminhava até a cama. Eu me belisquei para verificar se não era um sonho, o que acabei de ouvir. Só queria ele ali, comigo e mais nada. Seus dedos entrelaçavam os meus, enquanto ouvia seus suspiros e gemidos ofegantes. Minhas unhas dançavam, sob suas costas suadas e nossos gemidos ecoavam por todo o quarto na medida em que ele acelerava. Eu estava delirando, de prazer, e ver os seus olhos revirarem de tesão, me deixava ainda mais apaixonada e com mais vontade de continuar transando. Depois do sexo, ainda nus, deitamos junto, sob os lençóis. E continuávamos ofegantes. Não falei nada, apenas fiquei em silêncio, pensando no que acontecera. 


Notas Finais


até o próximo 😗 rs


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